terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dark Side Of Moon - Morte - Ruslana Korshunova

Eu nunca vi rosto tão bonito.

Li, uma vez, em uma revista - 'ela parecia algo saído de um conto de fadas'.

E assim era.

E, um dia, o fim trágico chegou.

A beleza, o glamour e a riqueza não significavam nada.

Ela disse:

- Estou tão perdida... Será que eu ainda vou me encontrar?

E The Great Gig In The Sky tocou.



Informações:

Ruslana Sergeevna Korshunova (1987-2008) foi uma modelo cazaquistanesa. Cometeu suicídio jogando-se de um prédio em Manhattan/EUA.

Caro (a) leitor (a), você poderá se interessar, também, pelas postagens da mesma linha:

Dark Side Of Moon - Loucura - Van Gogh, A Noite Estrelada, A Orelha, Rodka e eu...
Dark Side Of Moon - Tempo - Einstein, A Relatividade, A Velhice e Meus 27 anos...

A ponte


Pedras frias, caminho escuro...
Contudo, algumas vezes, é diferente.
A ponte pode ser iluminada por gotas douradas do sol.
Depende dos olhos e da vida,
Término, começo ou renascimento.

Lá ao longe, as jangadas balançam suavemente...
São vermelhas - como em um sonho calmo.
E através da janela,
Um vislumbre - uma vida esfuziante,
Repleta de uma paz de cinco minutos.

A ponte, um caminho sem volta.
A ponte, reflexo da dor e do desespero.
Quantos se foram, estampando, vulgarmente, as páginas
dos jornais de quinta.

Ela não precisa ser real.
Todo dia, morre-se um pouco,
Na própria ponte da alma,
Destruída e sem vontade
De ver o amanhecer
Por entre aquelas jangadas.
Numa paz de cinco minutos
Que os outros têm
Como cotidiano.

T.S. Frank

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Da perda dos sentimentos...

Frio... Porão frio, a velha sensação de abandono. Porém, em algum lugar do mundo, há aquele campo verde, com montanhas ainda mais verdes, ao som de violinos. Onde o sol incide no rosto com a mesma doçura de uma gota de orvalho que roça a folha da manhã.

Tristeza está fora de moda - ficou na década de 40. Nada romântica e sim doentia, ou sem sentido. Tanto faz. Dessa maneira, vão recomedar-lhe um livro de auto-ajuda, ou, na melhor das hipóteses, algum psquiatra vai receitar-lhe algum remédios tarja preta.

Ninguém mais suspira e faz longos discursos à respeito da decadência humana, da falta de sentimento e do vazio existencial. Simples! Não há tempo, é chato e, com tantas possibilidades, você precisa ser coerente, colorido e ter muita energia  - Be Happy!

Diante desse quadro devastador, bate aquela velha tristeza profunda, que nem no poema do Quintaninha:

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!

(Mario Quintana. A Cor do Invisível - 1989)

Essas palavras flutuaram na minha cabeça, após o almoço. Fiquei horas jogada no banco da faculdade, pensando no meu próprio vazio e nesse tempo que põe e tira a esperança com a regularidade de um Pulsar. Pensei na beleza das equações que andam a correr do meu entendimento, do descontentamento e da vontade apenas... quem sabe... não, não...

Alguns chamam Mario de 'o poeta da dor'. Algumas vezes, ele me pareceu muito mais meigo e gentil do que triste, com aquela veia solitária, dos que, de alguma forma, transformam essa dor em palavras saborosas.

Eu estou junto à correnteza, olhando o que acontece. Não consigo ter mais envolvimento e alegria.

Sinto um pouco de vergonha por tudo isso, ou seria culpa? É desconcertante ser 'boring' e so 'boring'.

Se pudesse, durante 1 ano, procuraria uma razão, em algum lugar, quem sabe no Chile, lá em Frutillar, ou na terrinha meiga da Galícia.

Eu sei que existem mais pessoas em busca dessa própria razão de ser. Quantas, nesse exato momento, não estão, como eu, a contemplar o horizonte com o olhar perdido.

E de onde elas vêm? Bem sei que ouviram Eleanor Rigby muitas vezes.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mataram o Rock In Rio - Edição de 2011 é uma VERGONHA ALHEIA!

ATENÇÃO: o texto contém palavras de baixo calão.


Eu poderia escrever bilhões de coisas, xingar o filho da PUTA (ou melhor, a filha...) que escalou tanta porcaria e jogou o nome do prestigiado Rock In Rio na sarjeta.

Tirando as bandas de Heavy Metal (com o Metallica, Motörhead e cia.), o bom e velho Hard Rock (com Red Hot Chili Peppers), alguns poucos e tradicionais representantes da MPB, o grande Elton John, e o melhor show do rock in rio - o super Stevie Wonder (salve!),  o resto não serve nem para piada de domingo.

Eu fiquei extremamente chateada ao ler uma deprimente matéria na Folha de São Paulo (link famigerado aqui.), de um jornalistazinho mequetrefe, falando que o show do meu querido SIR foi frio. Puta Que Pariu... Para o raio que o parta! Pois a plateia de 'aborrecentes acéfalos' (a maioria... Há sempre exceções!), admiradores da cantora Rihanna (nada contra a moça!), é que foi responsável por tal.

Como eu odeio essa geração, My Godness! E essa DROGA de 'POP IN RIO' me deixou com urticária!

Ecccaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

E viva ao GOOD e OLD Rock de VERDADE!!! 444eveeeer!



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Jack Lemmon, café e madrugadas...



São 02:07 da madru e estou visualizando uma cidade calma e uma brisa suave passa pelo meu rosto. E se você olhasse-me ao longe, pensaria sobre uma 'gata parda no teto de zinco'. Tenho uma caneca na mão e devaneios flutuam. Contudo fugirei do assunto 'velha roupa colorida'.

Que tal café e um pouco de Jack Lemmon?

Boas lembranças, pois elas remetem-me a um dia gostoso, assistindo Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot/1959) e a briga para assisti-lo dublado. Porém, no final da contas, risadas ecoaram no ar - um dia memorável que, talvez, nunca mais aconteça.

John Uhler Lemmon III, um nome nobre para alguém ainda mais nobre, não apenas no sentindo filosófico, como também financeiro - de uma família rica, frequentou boas escolas e obteve uma graduação em Ciências Políticas em  Harvard.

Eu poderia falar e falar sobre os vários trabalhos dessa imensa filmografia e das indicações ao Oscar (aquela cena em que ele ganha, finalmente, o prêmio por Sonhos do Passado - Save The Tiger/1973 - é como a final de uma Copa do Mundo). Só que vou atentar-me a três obras - duas parcerias com Billy Wilder e uma com James Bridges (faltando ainda a parceria com um diretor que amo, Black Edwards, conhecido pelo gênero da 'comédia pastelão', que, entretanto, dirigiu Jack em um drama chamado Vício Maldito - Days Of The Wine And Roses/1962.)

Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot/1959) é imensamente sabororo. Com Lemmon e Curtis vestidos de mulher e a Marilyn (musa total!) na melhor fase. Um trio espetacular e um diretor primoroso - uma obra prima que deve ser vista e explorada.


Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/1960) é um amor. Jack e Shirley (linda de viver!) formam um par fofo. Quase todos os dias, vejo uma cena. Minha frase favorita - I love you, Miss Kubelik... Did you hear what I say, Miss Kubelik? I absolutly adore you... (Eu amo você, senhorita Kubelik...Você escutou o que eu disse, senhorita Kubelik? Eu estou completamente apaixonado por você...).


Síndrome da China (The China Syndrome/1979) é o tipo de filme que não envelhece. Lá estão todas as ameaças de uma usina nuclear, quando somente os interesses financeiros contam - não importa o custo. Ótimas atuações de Jane Fonda, Michael Douglas e, óbvio, Lemmon. Basta lembrar de Fukushima, e você entenderá.

Lemmon foi-se em 2001.

Sua simpatia e talento continuarão... Uma estrela fulgurante!

sábado, 17 de setembro de 2011

Da sensação de impotência e desconforto...

Engraçado, eu não me lembro de ter sentido algo parecido na minha primeira faculdade. Talvez eu tivesse mais energia, esperança e tranquilidade.

Depois de um rio de lágrimas, eis que estou aqui, pensando. As palavras não saem como deveriam, eu nem consigo falar a respeito.

Como descrever a sensação de vazio? E como relatar uma agonia sem precedentes? Minha cabeça dá voltas e mais voltas, lamentando as paredes frias.

Quanto tempo vai durar esse inferno? Minha pirâmide das necessidades básicas desabou - a satisfação pessoal foi para o espaço!

Vontade de largar tudo e ir por aí em busca de uma resposta para minha própria vida. Como aprender sobre 'o divino mundo'?

As palavras de um professor não saem da minha mente - para 'chegar ao topo' (da Física), você necessita mais do que fé... Na verdade, em 6 meses, bombardearam-me com todas as 'negativas' possíveis - professores, colegas, colegas e mais professores. Isso é um grande pesadelo!

Tanta gente [...] ao redor e eu tendo que exercer a polidez de um Quentin Crisp.

E se eu pedisse socorro? Alguém escutaria? Sempre está chovendo em mim. E aqueles 'dias felizes' nunca existiram. Respostas, sentido para a vida...

A sensação de impotência diante desse mundo 'bonito'aparece em nuances cinzas. Desconforto, a velha amiga.

O inverno da alma voltou - não há como florescer em meio a tantos dissabores.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Recomendação Especial - Gaelic Storm

Bem...

Depois desse intervalo de tempo far away from here, eu poderia escrever um longo texto sobre toda a desesperança, letargia e falta de sentimento sobre mim, porém decidi não fazê-lo. Deixarei para uma próxima.

Talvez valha a pena (este texto direciona-se exatamente a um público que sente-se perdido ou sofra do mal da momentânea fase lixão) falar que a minha 'querida universidade' tem-se mostrado uma inimiga bem feroz - muita gente boa reunida e eu flutuando no mundo paralelo, ou seja, é tempo de perguntar-me: será que tenho algum talento para isso, ou é apenas uma inclinação infantil? Não deveria ter assistido à recepção aos calouros. Foi desanimador demais. Acho que ganhei uma passagem de ida para o inferno da 'exclusão' e não me dei conta...

Um lobo solitário possui mais sentimentos do que eu (fase mármore) - apenas observo a multidão e as pessoas que um dia admirei sem reconhecer a euforia de outrora.

***
Gaelic Storm




Minha grande descoberta (culpa do MP4 player da Philips GoGear que trouxe a música). 
A banda fisgou-me nos primeiros acordes do violino com toque irlandês! Perdoem-me, mas preciso dizer que é FODÁSTICO escutá-la!
Formada em 1996, em Santa Mônica, EUA, possui influência céltica - tanto irlandesa como escocesa. Participou da trilha sonora do filme Titanic, em 1997.

A atual formação conta com:

Patrick Murphy (acordeão, spoons, bodhrán e vocal)
Steve Twigger (violão, bouzouki, bandolim e vocal)
Ryan Lacey (djembe, doumbek, surdo, cajón, vocal e percussão)
Peter Purvis (highland bagpipes, uillean pipes, deger pipes e tin whistle)
Jessie Burns (violino e vocal)

Apesar do meu MP4 ter ido para a garantia com apenas 15 dias de uso, eu tenho que agradecer ao cara de Sampa que fez a manutenção, pois foi através desse famigerado e amado aparelho que eu conheci o trabalho do grupo.


sábado, 20 de agosto de 2011

Recomendação de Álbum - Pet Shop Boys - Actually/1987



Um dos melhores álbuns do Pet Shop Boys sem sombra de dúvidas.

Lançado em 1987, traz dois dos maiores sucessos da carreira dessa brilhante dupla britânica de Pop Eletrônico - What Have I Done To Deserve This (com a participação da cantora Dusty Springfield) e o mega sucesso - It's A Sin. Só que o álbum é recheado de outras canções muito boas, como - Shopping, RentHeart.

Ele figura na lista prestigiada dos 1001 Discos que Você Precisa Ouvir Antes de Morrer.

Pet Shop Boys é sempre uma boa pedida, independente de época. Sim, o grupo e o álbum são sempre atuais!

Informações

Nome -  Actually
Artista -  Pet Shop Boys - (Neil Tennant e Cris Lowe)
Lançamento - 07 de setembro de 1987
Gênero - Pop Eletrônico
Duração -  48:14
Gravadora - Label EMI Manhattan (US/Canada), Parlophone

Faixas - Original

1. One More Chance (Neil Tennant, Chris Lowe, Bobby Orlando) – 5:30
2. What Have I Done to Deserve This? (with Dusty Springfield) (Lowe, Tennant, Allee Willis) – 4:18
3. Shopping" (Tennant, Lowe) – 3:37
4. Rent (Tennant, Lowe) – 5:08
5. Hit Music (Tennant, Lowe) – 4:44
6. It Couldn't Happen Here (Tennant, Ennio Morricone, Lowe) – 5:20
7. It's a Sin (Tennant, Lowe) – 4:59
8. I Want to Wake Up (Tennant, Lowe) – 5:08
9. Heart (Tennant, Lowe) – 3:58
10. King's Cross (Tennant, Lowe) – 5:10

Recepção

A Q Magazine elegeu Actually como o #22 na lista dos 40 melhores álbuns dos anos '80.

Crítica profissional

Allmusic - 4 estrelas e meia
Robert Christgau - A-

Algumas faixas do álbum 







terça-feira, 16 de agosto de 2011

E a segunda temporada de Sherlock/BBC?


Todos os fãs da série Sherlock/BBC estão ansiosos pela segunda temporada. Quem assistiu ano passado, soube do retorno para o outono de 2011 (o que para nós significa outubro).

E, próximo desse ‘outono de 2011’, as gravações foram iniciadas. Até mesmo fotos foram colocadas na internet para nosso deleite.

Os nomes dos três episódios (sim, novamente, apenas três...) são:

1. A Scandal in Belgravia – Um Escândalo em Belgravia
(referência – conto Um Escândalo na Boêmia – livro As Aventuras de Sherlock Holmes);

2. The Hound of the Baskervilles – O Cão dos Baskervilles
(referência - livro O Cão dos Baskervilles);

3. The Final Problem – O Problema Final
(referência – conto O Problema Final – livro As Memórias de Sherlock Holmes).

Nos será apresentada Irene Adler, intepretada pela atriz Lara Pulver.

Claro, teremos Benedict Cumberbatch, como nosso querido Sherlock, Martin Freeman, como Dr. Watson e (apesar do mistério dos produtores) Andrew Scott, como Moriarty.
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Só que, recentemente, segundo meus informantes da Scotland Yard, a nossa querida série voltará somente em 2012 – Que balde de água fria!

O blog SNAIL TRAIL trouxe-nos uma matéria com o produtor da série, Mark Gatiss, confirmando que as gravações terminarão em uma semana e meia e que a série retornará no início de 2012.
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Então, sherlockianos BBC, é isso - 2012 mesmo! E, até lá, vamos assistindo a primeira temporada pela zilhonésima vez.

Para você ficar por dentro das novidades da segunda temporada de Sherlock/BBC, o CQ&Sherlock recomenda:

Blog Snail Trail – Tudo sobre Sherlock/BBC!
Comunidade do orkut Sherlock Holmes Série 
Postagem do CQ&Sherlock - Sherlock/BBC
Postagem do CQ&Sherlock - Benedict Cumberbatch

domingo, 14 de agosto de 2011

Sad Sunday...

Domingos, domingos tão solitários.

Dia dos pais, outrora feliz, agora tão triste e melancólico.

E, na noite anterior, a balada foi tão enfadonha que poderia chamá-la de ‘pequena catástrofe’ – sem graça, sem música boa e, principalmente, sem pessoas interessantes.

Os pensamentos começaram a movimentar-se em um turbilhão – família em crise, antigos amores, coração partido e a vida em pensionato, com tantas pessoas diferentes, que eu penso que o George Orwell sentiu-se assim também... Lá Na Pior em Paris e Londres.

Só que estou no OUTONO DA ALMA. E esses problemas precisam ser analisados por outro ângulo – pensamentos menos destrutivos e mais controle emocional.

Dessa balada que prometia tanto, sobrou um registro, uma fotografia... De uma pessoa que anda sentindo-se uma ‘estranha no ninho’, porém que precisa continuar a caminhar, levando consigo não somente o lado ruim das experiências, como também o aprendizado.

Em alguma hora, a roda gigante estará no topo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Chocolate & Pimenta - Amor & Sexo


Sabor excêntrico, alguns dizem. Outros - Por favor, isso não combina!. O medo de experimentar o novo, fora do ‘tradicionalismo’, conduz à privação de um mundo cheio de possibilidades mais interessantes.

E o que seria esse gostinho de chocolate & pimenta? Talvez, a primeira vista, possa parecer assustador - uma combinação impensável. Contudo o primeiro pedaço (e fica melhor ainda se for sorvete) leva a uma experiência única e expressá-la é uma árdua tarefa, pois todas as palavras existentes não são capazes de descrever tal sensação com a precisão devida.  

E assim atrevo-me a dizer que amor & sexo devem ter esse gostinho – doce, picante, interessante, amável, audacioso e equilibrado.

Sim, os romances ainda podem ser ‘docinhos’, porém açúcar demais causa diabetes certeira e ninguém quer ficar doente de amor. E sexo, somente sexo... Muita pimenta e, tão logo, tem-se uma baita dor de estômago.

Antigamente, o amor nascia devagarzinho, preguiçoso que só ele. O sexo vinha depois, com a intenção bíblica - Crescei e multiplicai-vos! Agora, o sexo surge rápido, quase um fast-food, e o amor tornou-se refém do microondas – prático e instantâneo.

Amor, amor, amor, sexo, sexo, sexo... E, nesse mundo de sabores, a combinação mais interessante demonstra que uma união ousada pode tornar a vida muito mais divertida  – Together stand, divided we fall – Pink Floyd bem sabia, talvez, porque gostasse de baldes e baldes com chocolate & pimenta.

domingo, 7 de agosto de 2011

Outono da alma



E muito tempo se passou e o inverno da alma fez-se presente - tons de cinza espalharam-se. Porém, eis que chega o outono – é tempo de renovação!
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Longe, longe de tudo. E parece que eu estive dentro de um furacão. Minha mente tornou-se minha própria inimiga, cheia de truques e de medo.

Os ventos da verdade atacaram ferozmente o meu frágil castelo de areia.

Parei. Momento de refletir.

Vi um amor escapar-me pelos dedos. Culpa minha? Não. Porque ele era unilateral – de um lado, um sentimento cultivado delicadamente, com canções da madrugada, cravejado com gotas de orvalho – fantasioso – do outro, apenas o desejo, um dia, talvez, dois, no máximo. Sem tempo, sem classificação e sem afeto. Processo lento e doloroso esse da ‘cura’. Sonho uma vez ou outra com a própria imagem que criei e meu coração sente um grande vazio. Eu sei que fiz tudo o que podia.

Ainda preciso perdoar, aceitar e seguir. Semestre complicado, cheio de desencontros, encontros, decepções, avaliações, reavaliações e mais e mais pessoas.

Tento reaver minha inspiração. Outrora ela estava embriagada de felicidade e ilusão. A luz dourada de uma vida que não pertencia-me, cegou-me. E essas débeis linhas, talvez, mostrem o primeiro passo de uma recuperação gradativa.

Eu renasci semana passada. Estive no inferno criado por minha própria imaginação. Tracei uma vida miserável, cheia de pesar, dor e sofrimento. E bastou-me saber apenas a verdade – e o mundo ganhou algumas cores mais alegres. E, ao sair daquela sala, senti o ar mais leve e esta cidade, pela primeira vez, tornou-se viva – sem estereótipos de riqueza e pobreza.

E as folhas secas caem suavemente, tingindo a terra de marrom e amarelo.

Eu só preciso de café vespertino e um vinho noturno.

Hora de rever a solidão. Ela pode não ser algo tão sufocante e melancólico.
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Preciso reconstruir-me. E, nesse processo, o mais triste é a saudade dos momentos que vivi somente em meu mundo paralelo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Crítica da semana: Orgulho & Preconceito (Pride & Prejudice)/2005

Ah, Mr. Darcy!

Muitas adaptações já foram feitas para esse que é considerado o segundo livro mais importante para os ingleses (o primeiro é a obra de J.J. Tolkien - O Senhor dos Anéis). Posso dar-me ao luxo de falar que vi as duas principais adaptações: a minissérie da BBC, de 1995 (com o Colin Firth, perfeito e magnífico/breve crítica também), e esta que é de 2005, do diretor Joe Wright.

Não quero ter aqui uma crítica padrão, afinal, este é um dos meus filmes favoritos (e que ontem vi pela zilhonésima vez, como se fosse a primeira). Então, eu não serei econômica em palavras e elogios.

Orgulho & Preconceito (Reino Unido/2005) traz a história dos Bennets - uma família de poucas posses, quase ruralista, composta pelo Sr. e Sra. Bennet (Donald Suntherland/Brenda Blethyn) e suas 5 filhas - Elizabeth "Lizzy" (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Mary (Talulah Riley), Lydia (Jena Malone) e Catherine (Kitty) (Carey Mulligan) Bennet. A mãe está às voltas com a missão de casar as moças com bons partidos, uma vez que a futura morte do patriarca deixará a família na miséria. Com a chegada de Mr. Bingley (Simon Woods) e Mr. Darcy (Matthew MacFadyen) à região, as esperanças da matriarca renovam-se.

A fotografia do filme é estupenda, com tons de pastel, umas cores suaves e locações românticas. Por ser de época, muitas pessoas podem imaginá-lo cansativo. Nada disso! A narrativa é vigorosa e ritmada. Há elementos cômicos e a história dos personagens é construída ao longo do filme. Aqui destaco o ótimo papel da Sra. Bennet, interpretado pela inglesa Brenda Blethyn e o de Rosamund Pike, como Jane Bennet.

Keira Knightley está bem no papel de Lizzy Bennet. Apesar das críticas não muito positivas (os fãs de Jane Austen são rigorosos.), ela agrada pela simpatia e seu jeito élfico. Claro que poderíamos tê-la mais energética e menos bobinha, contudo sua interpretação é bem agradável.

Matthew MacFadyen... Oh, o que dizer? Perfeito, magnífico, louvável, elegante... Ora, Mr. Darcy encarnado! Isso já é suficiente. Porém, tratando-se do meu personagem favorito, nunca é demais falar mais um pouco.

Muitos acham que o papel desempenhado por Colin Firth, na adaptação de 1995, é definitivo. E realmente (apesar do meu imenso apreço e admiração pelo de MacFadyen) isso é fato. Só que, ouso dizer, temos, agora, duas interpretações definitivas. Matthew deu a este Darcy um ar mais frágil, doce e sensível. Não tocarei no assunto beleza - tanto Firth como MacFadyen são duas beldades dignas de esculturas gregas.

Orgulho & Preconceito é um desses filmes obrigatórios, vivazes, românticos e deliciosos. Uma película capaz de nos fazer suspirar por semanas e com o homem mais fascinante do mundo. É como os ingleses dizem: Darcylicius.


Trailer legendado - Orgulho & Preconceito (Pride & Prejudice)



Caro leitor (a), se você gostou dessa postagem, poderá se interessar também por estas no CQ&Sherlock:

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Michael Fassbender


Magneto, magnífico, centurião - guerreiro teuto-irlandês - bonito, charmoso, ótimo ator, Carl Jung, Quentin Tarantino, breve oscar - eu espero!

domingo, 3 de julho de 2011

Musa - Sharon Tate


"Sharon Tate, musa, um raio de sol - de beleza docemente sensual e inocente - Roman Polanski bem sabia. Como um cometa esfuziante, foi-se - de uma maneira trágica, perversa e dolorosa. Sempre será uma das minhas atrizes favoritas, a eterna doll do tão realista e triste O Vale das Bonecas. Uma estrela que brilha em um céu fulgurante. E se a Mitologia ainda reinasse soberana, ela, com certeza, seria uma constelação."