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terça-feira, 27 de dezembro de 2016
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Livro da Semana - Histórias de Fadas (Textos Escolhidos) - Oscar Wilde
O livro que tenho é da: Editora Nova Fronteira
Volume 2 - Clássico da Literatura Universal
Ano: 2001
ISBN: 85-209-1225-7
Número de páginas: 48
Autor: Oscar Wilde (trad. Barbara Heliodora)
Ano: 2001
ISBN: 85-209-1225-7
Número de páginas: 48
Autor: Oscar Wilde (trad. Barbara Heliodora)
Programa: Literatura em Minha Casa/Ministério da Educação/FNDE/Biblioteca da Escola
Preço-faixa: Distribuição gratuita
Preço-faixa: Distribuição gratuita
Este é um daqueles livros pequenos, porém gigantesco em histórias sensíveis, tecidas cuidadosamente com a riqueza do bom gosto. Seu autor, o dândis Oscar Wilde, não é tão lembrado por esta obra (muitas vezes negligenciada ao extremo). Seu Dorian Gray permanentemente vaga intrínseco pela sua história e nome.
Histórias de Fadas (The Happy Prince and Other Tales/Maio de 1888) é capaz de exercer nos adultos e crianças a força da "moral da história" que fez das Fábulas de Esopo e La Fontaine referências nesse campo - alertar sobre os perigos e percalços da vida. É bom enfatizar que esses ensinamentos, também, são marcas registradas nos contos dos irmãos Grimm (Jacob e Wilhelm) e nas preciosas histórias de Hans Christian Andersen.
As dores do amor e os sentimentos mais profundos (nem sempre com finais felizes) fazem-se presentes em alto grau na obra. Wilde usa a arte do sacrifício como ferramenta de descrição e apresenta narrativas cheias do elemento da ingratidão e não reconhecimento (a vida como ela é!). E de todas as passagens, a que mais dói, sem sombra de dúvida, é O Rouxinol e a Rosa.
O interessante é que Wilde não escreveu os contos com o intuito primário de ganhar o público infantil. As temáticas abordam conteúdos típicos da vida adulta, como os problemas de ordem moral, as tragédias modernas, o egoísmo, a insensibilidade, os vícios e as virtudes. Tudo isso com uma estética que prima, principalmente, pela suavidade e o aprumo.
Genial, crítico e amargo, ao mesmo tempo, educador e um baú de esperanças. Sim, um livro altamente recomendável.
Este mundo de agora, tão fútil, enjoadamente colorido, cheio de instantaneidade, não precisa ser apresentado nu e crú para a geração a ele pertencente. Para desfazê-lo, os pais precisam ensinar aos pequenos os valores de cada momento da vida: as dificuldades, o trabalho, a bondade, a vivacidade. Necessitam mostrar que cair e levantar fazem parte do processo de crescimento. E as histórias seculares infantis são um grande aliado nessa caminhada.
A leitura precisa sim ser requintada, fina e poética. E, além do talento dinamarquês e a irmandade alemã, Oscar Wilde brinda-nos com o que sabe fazer de melhor.
Se nós, os adultos, enxergamos isso, nossas crianças, como antigamente, aprenderão com os melhores e mais sábios mestres.
Contos
1- O Príncipe Feliz (The Happy Prince)
2 - O Gigante Egoísta (The Selfish Giant)
3 - O Amigo Dedicado (The Devoted Friend)
4 - O Rouxinol e a Rosa (The Nightingale and the Rose)
Curiosidades
Histórias de Fadas não é a única do gênero no cânone de Oscar Wilde. Em 1891 publicou a coletânea Uma Casa de Romãs (A House of Pomegranate) que segue a mesma linha da primeira obra. Infelizmente não há tradução em português.
Tão lindo e triste... (a autora dá-se o direito de derramar uma lágrima pelo mais belo conto existente na literatura infanto-juvenil) - em inglês - O Rouxinol e a Rosa.
Fontes
Histórias de Fadas (The Happy Prince and Other Tales/Maio de 1888) é capaz de exercer nos adultos e crianças a força da "moral da história" que fez das Fábulas de Esopo e La Fontaine referências nesse campo - alertar sobre os perigos e percalços da vida. É bom enfatizar que esses ensinamentos, também, são marcas registradas nos contos dos irmãos Grimm (Jacob e Wilhelm) e nas preciosas histórias de Hans Christian Andersen.
As dores do amor e os sentimentos mais profundos (nem sempre com finais felizes) fazem-se presentes em alto grau na obra. Wilde usa a arte do sacrifício como ferramenta de descrição e apresenta narrativas cheias do elemento da ingratidão e não reconhecimento (a vida como ela é!). E de todas as passagens, a que mais dói, sem sombra de dúvida, é O Rouxinol e a Rosa.
O interessante é que Wilde não escreveu os contos com o intuito primário de ganhar o público infantil. As temáticas abordam conteúdos típicos da vida adulta, como os problemas de ordem moral, as tragédias modernas, o egoísmo, a insensibilidade, os vícios e as virtudes. Tudo isso com uma estética que prima, principalmente, pela suavidade e o aprumo.
Genial, crítico e amargo, ao mesmo tempo, educador e um baú de esperanças. Sim, um livro altamente recomendável.
Este mundo de agora, tão fútil, enjoadamente colorido, cheio de instantaneidade, não precisa ser apresentado nu e crú para a geração a ele pertencente. Para desfazê-lo, os pais precisam ensinar aos pequenos os valores de cada momento da vida: as dificuldades, o trabalho, a bondade, a vivacidade. Necessitam mostrar que cair e levantar fazem parte do processo de crescimento. E as histórias seculares infantis são um grande aliado nessa caminhada.
A leitura precisa sim ser requintada, fina e poética. E, além do talento dinamarquês e a irmandade alemã, Oscar Wilde brinda-nos com o que sabe fazer de melhor.
Se nós, os adultos, enxergamos isso, nossas crianças, como antigamente, aprenderão com os melhores e mais sábios mestres.
Contos
1- O Príncipe Feliz (The Happy Prince)
2 - O Gigante Egoísta (The Selfish Giant)
3 - O Amigo Dedicado (The Devoted Friend)
4 - O Rouxinol e a Rosa (The Nightingale and the Rose)
Curiosidades
Histórias de Fadas não é a única do gênero no cânone de Oscar Wilde. Em 1891 publicou a coletânea Uma Casa de Romãs (A House of Pomegranate) que segue a mesma linha da primeira obra. Infelizmente não há tradução em português.
***
Tão lindo e triste... (a autora dá-se o direito de derramar uma lágrima pelo mais belo conto existente na literatura infanto-juvenil) - em inglês - O Rouxinol e a Rosa.
Fontes
Uma prerrogativa moral em Oscar Wilde: um olhar sobre Histórias de Fadas - Jornal Nacional de Literatura e Discussão - VQR - Site em inglês
Por que precisamos de contos de fadas: Jeanette Winterson em Oscar Wilde - The Guardian - Site em inglês
O Príncipe Feliz e Outras Histórias (Histórias de Fadas) - Wikipédia Inglesa
Por que precisamos de contos de fadas: Jeanette Winterson em Oscar Wilde - The Guardian - Site em inglês
O Príncipe Feliz e Outras Histórias (Histórias de Fadas) - Wikipédia Inglesa
sábado, 19 de julho de 2014
Nebulosa Estelar
"Era uma vez um raio de luz. O raio de luz viu uma Drag Queen e desejou brilhar tanto quanto ela. Mas ele só brilhava na cor dourada, muito outono. Ele queria ser primavera. Sendo assim, teve, um dia, uma grande ideia: comprou purpurina de todas as cores. Jogou, fez chover e uma atmosfera de pó cintilante se fez: era o nascimento de uma nebulosa estelar."
Conhecendo um pouco de Astronomia...
Nebulosa
Matéria interestelar é toda matéria existente entre as estrelas. Sua concentração é da ordem de um átomo por centímetro cúbico, em média. Aos gás formado nesse espaço se juntam partículas sólidas, em geral denominadas poeira cósmica. Os gases são constituídos de hidrogênio atômico ou ionizado, de grãos sólidos, de partículas sólidas mal conhecidas, responsáveis pela extinção e polarização interestelar. A matéria interestelar aparece brilhante ou obscura, muito densa ou tênue. Forma imensas nuvens que são facilmente detectáveis aos telescópios ou astrógrafos* sob forma de enormes nebulosas brilhantes, como a Nebulosa de Órion, ou escuras, como o Saco de Carvão. As nebulosas podem ser:
1. Nebulosas planetárias: apresentam-se com camadas gasosas esféricas, que envolvem uma estrela quente. Seus aspecto é esverdeado, o que faz lembrar os planetas longínquos, que deram origem ao seu nome.
2. Nebulosas obscuras: o seu aspecto obscuro é facilmente perceptível quando em contraste com nebulosas brilhantes. Parecem sem proto-estrelas*, o que faz supor que sejam pontos de condensação no interior das nebulosas difusas. Pela dificuldade de estudo, sua natureza é bastante duvidosa e contraditória.
3. Nebulosas difusas: foram as primeiras a serem observadas. Apresentam-se como o espectro das nebulosas planetárias.
(Fragmento extraído de O Livro de Ouro do Universo do astrônomo brasileiro Prof. Doutor Ronaldo Rogério de Freitas Mourão. Editora Ediouro, 2000, p. 355-356)
Glossário
*1 - Astrógrafo - um astrógrafo (ou câmera astrográfica) é um telescópio projetado para a Astrofotografia. Geralmente são usados em estudos do campo extenso do céu noturno, bem como a localização de objetos como asteroides, meteoros e cometas .
*2 - Protoestrela (de acordo com a reforma ortográfica de 2013) - é o resultado do colapso de pequenas nuvens (surgidas da fragmentação de grandes nuvens moleculares que sofrem com a sua própria gravitação) que possuem massa suficiente para formar uma estrela.
Fontes
Discovery Imagens Hubble
O Livro de Ouro do Universo/Mourão
Como as estrelas se formam? EAD - Astrofísica Geral - Observatório Nacional
Bicho papão da reforma ortográfica, entenda o Hífen - Gazeta Online
T. S. Frank
Nebulosa
Matéria interestelar é toda matéria existente entre as estrelas. Sua concentração é da ordem de um átomo por centímetro cúbico, em média. Aos gás formado nesse espaço se juntam partículas sólidas, em geral denominadas poeira cósmica. Os gases são constituídos de hidrogênio atômico ou ionizado, de grãos sólidos, de partículas sólidas mal conhecidas, responsáveis pela extinção e polarização interestelar. A matéria interestelar aparece brilhante ou obscura, muito densa ou tênue. Forma imensas nuvens que são facilmente detectáveis aos telescópios ou astrógrafos* sob forma de enormes nebulosas brilhantes, como a Nebulosa de Órion, ou escuras, como o Saco de Carvão. As nebulosas podem ser:
1. Nebulosas planetárias: apresentam-se com camadas gasosas esféricas, que envolvem uma estrela quente. Seus aspecto é esverdeado, o que faz lembrar os planetas longínquos, que deram origem ao seu nome.
2. Nebulosas obscuras: o seu aspecto obscuro é facilmente perceptível quando em contraste com nebulosas brilhantes. Parecem sem proto-estrelas*, o que faz supor que sejam pontos de condensação no interior das nebulosas difusas. Pela dificuldade de estudo, sua natureza é bastante duvidosa e contraditória.
3. Nebulosas difusas: foram as primeiras a serem observadas. Apresentam-se como o espectro das nebulosas planetárias.
(Fragmento extraído de O Livro de Ouro do Universo do astrônomo brasileiro Prof. Doutor Ronaldo Rogério de Freitas Mourão. Editora Ediouro, 2000, p. 355-356)
Glossário
*1 - Astrógrafo - um astrógrafo (ou câmera astrográfica) é um telescópio projetado para a Astrofotografia. Geralmente são usados em estudos do campo extenso do céu noturno, bem como a localização de objetos como asteroides, meteoros e cometas .
*2 - Protoestrela (de acordo com a reforma ortográfica de 2013) - é o resultado do colapso de pequenas nuvens (surgidas da fragmentação de grandes nuvens moleculares que sofrem com a sua própria gravitação) que possuem massa suficiente para formar uma estrela.
Fontes
Discovery Imagens Hubble
O Livro de Ouro do Universo/Mourão
Como as estrelas se formam? EAD - Astrofísica Geral - Observatório Nacional
Bicho papão da reforma ortográfica, entenda o Hífen - Gazeta Online
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Paraíso - descrição de um sonho
E ao som de Caribbean Blue...
Sou transportada a uma praia de águas verdes, com uma arco-íris vibrante ao fundo, um horizonte de céu cinza, com nuvens carregadas.
Eu estava no balanço com meu vestido floral e meu chapéu de fita vermelha e pés descalços. A face estava corada, alegre e com uma expressão calma.
Enquanto caminhava e o vento colocava suas mãos aveludadas em meu rosto, eu contemplava o arco-íris e as nuvens - eram portais de um novo mundo. E as canoas brancas, largadas à beira-mar, davam a sensação final de liberdade.
E ao longe ele vinha, com seus pés também descalços, sua camiseta branca e sua bermuda jeans desbotada. O vento lhe conferia o frescor da maçã colhida no outono e seu sorriso era um campo de algodão.
Os cabelos negros flutuavam... Os olhos da cor da noite ardiam em profundidade.
A fria e branquíssima areia, com seus pequenos grãos de quatzo brilhantes, roçavam meus pés agradavelmente.
Aproximou-se, a bela criatura, e apenas sorriu. Estática eu fiquei, a nortear meus sentidos.
Assim estendeu-me sua mão e caminhamos pela praia. As ondas quebravam em harmonia e as cores do arco-íris ainda estavam lá - mais vibrantes.
De repente, as procelas, longínquas e além das linhas, trouxeram as gotas da chuva para a praia. Nossas faces ficaram molhadas, marcadas por aqueles cristais.
Corremos e corremos... A vida não podia esperar... Duas crianças felizes...
E essa felicidade imprudente, despreocupada e ingênua enchia-nos com todas as notas e todos os nuances.
Abri os olhos.
Era chegado o fim do paraíso.
Terminara Caribbean Blue.
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