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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Desligamento voluntário - Física Bacharelado - Finalmente!!!

Livre estou, livre estou!
Bem, hoje finalmente pedi meu desligamento voluntário do curso de Física Bacharelado. Então, estou oficialmente fora dele, sem vínculo algum com a universidade, a não ser pelo bacharel em Ciências Contábeis, que terminei com êxito por lá há alguns anos.

Nesse tempo, desde do cancelamento da matrícula, passando pela recusa do famigerado e incompetente colegiado (formado por professores que mais parecem bufões da Idade Média e mais instigantes que sopa rala de orfanato) até a saída final, chegaram-me fatos bem interessantes. Soube, outro dia, que quase todos que tiveram recusados os pedidos de matrícula entraram com novos recursos por outro colegiado (o chamado de centro) e voltaram. Dos que voltaram pelo método clássico (apesar de muitos estarem no curso pelo tempo de dois cursos inteiros), veio-me, também, que um deles (o caso mais bizarro de todos) SEQUER está frequentado as aulas. Outra, mais esperta, que também teve seu processo deferido para o plano de estudos, foi chamada para uma nova vaga pelo SISU 2018.1 e um ex-colega, vendo que a chance que lhe deram não seria suficiente para que terminasse, já tratou de ver novas possibilidades para entrar novamente.

Ou seja... Pelo que pode-se concluir, tudo não passou de uma ENORME FACHADA fadada ao fracasso. É óbvio que muitos não conseguirão cumprir o prazo do tal bilhete de ouro da segunda chance. Entretanto todo esse CIRCO serviu para constatar:

1. Os professores de física (a maioria) são incompetentes, altamente ignorantes e não conseguiriam redigir um texto que pudesse ter o mínimo de cultura e respeitabilidade. Sabem um pouco do que estudaram e recusam-se a ensinar decentemente, talvez por medo da concorrência e por essa fantasia quase sexual de que tudo nesse entulho de equações não pode ser apreendido por ensinamentos (por telepatia ou osmose quem sabe).

2. Os que ficaram são pobres iludidos...

3. A Universidade não jubilou ninguém. Um blefe daqueles. Simplesmente quem não pedir desligamento voluntário (e não tem mais um pingo de interesse de ficar nessa casa da mãe Joana), ficará para sempre no LIMBO DE SER VINCULADO E PROIBIDO DE FREQUENTAR AS AULAS.

A minha parte, já fiz... Agora é esperar por melhorias e seguir com a vida.

Como diria Carlota Joaquina - "Dessa terra, não quero nem o pó!" Incluindo muitos dos ex-colegas (e até formados!) que são interesseiros (puxadores de tapete e xeleléus) e mais falsos que uma nota de três reais.

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Saiba o começo dessa história em:

Partidas & Reflexões - Uma carta de despedida para Ciência

quinta-feira, 15 de março de 2018

Partidas & Reflexões - Uma carta de despedida para Ciência

Encerra-se aqui meu ciclo com o curso de Física. Faltam-me apenas as formalidades com a papelada do desligamento voluntário.

Bem, no começo desse blog, eu falava da minha paixão por Astronomia. Compartilhei minha alegria em passar para o curso de Física e também todos os dissabores que vieram depois e como a estrada foi penosa. É o famoso nadar e nadar e morrer na praia.

Entretanto a história é mais profunda e, talvez, sirva de alerta para quem pretende entrar neste universo ingrato e miserável de estudar Ciência no Brasil, pois ela não é feita só de pensamentos, teorias e experimentos, muito menos de ilusões com o Firmamento e as Abóbadas Estelares. É essencialmente composta por pessoas odiosas de todos os tipos, professores e professoras asquerosos (as), machistas, hipócritas e egocêntricos (as) e colegas de classe do mesmo feitio, mas em versão beta.

Estudar Física é uma boa alusão para a expressão cavar o próprio túmulo - ou você foge do algoz ou aceita a morte de todas as suas conquistas. Acredite, diante deles, esses monstros rotundos e infelizes, você é apenas um daqueles fardos que fica pedindo explicações e exercícios.

A Física não precisa de questionadores e exigências, precisa de máquinas submissas, de preferência, muito petizes, que não atormentem suplicando o modo de fazer e o desvendar do mistério - quem ousa entrar nesse lugar precisa, minimamente, sair de casa sabendo toda a Mecânica Clássica. E não tente aprendê-la na faculdade, finja que aprendeu ou terá sua cabeça guilhotinada logo mais.

E foi assim que aconteceu comigo.

Eis toda a história...

Os alunos de todos os cursos que passaram dos quatro anos tiveram suas matrículas canceladas pela minha agora ex-Instituição. Houve um tremendo pandemônio por causa disso devido a uma série de irregularidades e questionamentos e a Universidade, uma covarde, como qualquer órgão público brasileiro, jogou nas mãos do Colegiado de cada Departamento o destino dos alunos. Ao saber disso, muitos desistiram tão logo, pois é de conhecimento geral a forma como os professores de Física tratam seus discentes mais comuns.

Eu já pensava em sair e até expliquei isso em outros textos. Mas nunca acredita-se que a tempestade realmente virá.

Entreguei o meu processo para tentar cursar mais um período e dar uma nova chance a mim mesma, caso não aparecesse outro curso ou um trabalho (que já venho procurando). A Instituição deu a todos, de qualquer ano, o prazo de 2 anos para conclusão, mediante plano de estudos e aval dos professores do tão famigerado COLEGIADO.

Da Física, que mistura erroneamente Licenciatura e Bacharelado, 49 alunos tiveram suas matrículas canceladas, num total de 150 alunos. Isso mesmo, eu não digitei errado: no curso de Física, juntando Licenciatura e Bacharelado (meu caso), havia um total de 150 alunos ativos e de todos os anos que você possa presumir. Se você se perguntar o porquê do MEC já não ter fechado esse pequeno clã... Eu também faço-me o mesmo questionamento.

Desses 49, 12 apresentaram seus argumentos em forma de processo ao colegiado e 4 tiveram os seus, entre eles o meu, indeferidos.

Tudo bem... Você, leitor (a), deve pensar que  "Ela foi indeferida porque é de 2011 e todos os outros são mais antigos..."  Ah, não mesmo!

Desses 8 deferidos, três são de 2008. Imagine, a diferença de 2008 para 2011 são de 3 anos, praticamente um curso de qualquer área. Se um aluno de 2008, por menos cadeiras que ele possa ter, tem condições de voltar, já que ele estourou o tempo de conclusão em 6 anos, por que uma pessoa de 2011, ativa, que estourou o tempo de formar-se em 3 anos, não pode? Porque, repito, 4 semestres foram dados a todos.

Pois não é que verdades sobre esse mundo obscuro que cercava-me vieram à tona?

A notícia foi dada-me pelo coordenador do curso. Coloco aqui o que ele escreveu, na íntegra (recortes originais da conversa):


Esses mostressores, principalmente os que eu soube que tomaram conta do meu processo, não conhecem-me, praticamente. Se um ou dois deram aulas para mim, digo que foi muito. Neste caso... Como podem tomar uma decisão séria dessas? Baseados em quais fatos? Em históricos e números prejudicados por problemas de ordens diversas? Problemas esses que foram bem documentados e entregues.

Todavia nada supera a seguinte sentença:

QUE EU NÃO TERIA CONDIÇÕES DE VOLTAR COM TANTAS DISCIPLINAS DIFÍCEIS.

E eu concluo: ALEM DO MEU SONHO TER VIRADO PESADELO, OS PROFESSORES DUVIDAM DA MINHA CAPACIDADE. ALGUNS SERES QUE NUNCA SEQUER DERAM AULA PARA MIM NESSES SEIS ANOS. E COM O AVAL DO RESTANTE, ACHARAM QUE EU NÃO MEREÇO ESTAR ALI.


Claro, eu posso entrar novamente, fiz ENEM, tenho nota para isso, posso conseguir até mesmo por porte de diploma superior. Mas como continuar num curso que tem esse tipo de gente como professor? Uma coisa é você especular, saber por suposições... Outra bem diferente é alguém de dentro falar, melhor, escrever o que os professores acham de sua pessoa. Por que continuar a estudar com seres que pensam isso sobre seus alunos?

E eis a prova final de que eu não sou apenas alguém com o orgulho ferido - eu fui INJUSTIÇADA:

Olharam bem essa parte grifada? Então, é essa gente que não está nem aí para mim que formam os futuros da Ciência no meu estado. São essas pessoas que escolhem quem deve ficar e quem deve sair, como imperadores bufantes e maquiavélicos que fazem o famoso sinal para acabar com o gladiador na arena.

É uma melancólica história de um sonho bonito. Só que a vida é feita desses infortúnios, a minha até bem mais. É o que estava destinado e o que, de fato, aconteceu.

Meu balanço do curso de Física foi o pior. Dele eu não levo ninguém, não fiz amigos de verdade. Poderia dizer que é a diferença de idade... Eu sou bem mais velha que a maioria... Entretanto há muita falsidade e gente esperta, que fica em cima do muro o tempo todo, esperando uma boa oportunidade para se sobressair. Muita gente jovem extremamente astuta, que usa de todas as formas para passar e se formar. Muitas pessoas que diziam-se minhas amigas... E que depois descobri o mar de mentiras e deslealdade em que elas estavam metidas. Outras que vão e voltam... E eu, muitas vezes, sou ignorada. Não, não... Pensando bem, dessa forma não havia como continuar.

Sim, eu fui muito inocente, pois sou uma entusiasta de carteirinha. Cheguei com expectativas altas, achando que tinha encontrado o meu lugar e que todos falariam de Carl Sagan, nebulosas, filosofia de vida... Percebi que o curso de Contabilidade, ao menos, deixou-me com alguns amigos que sentem saudades de mim e dizem isso. De onde eu não queria é que eu construí algo, mesmo que pequeno.

Apesar do tempo que todos disseram que eu perdi... Penso...

É melhor a iconoclastia do que a adoração a falsos ídolos.

É melhor desvencilhar-me de uma relação falida e abusiva como essa.

Adeus, Física! Adeus, Ciência! 
Talvez em outra vida, eu consiga achar a sua real essência...

Deus, que eu não demore muito para reerguer meus olhos para as Constelações e a Astronomia.

E a minha vida segue!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Uma canção para a Superlua (Song for Supermoon)

Hoje temos mais uma Superlua, a mais brilhante desde 1948.

O fenômeno ocorre quando o perigeu da Lua - ponto da órbita mais próximo da Terra - coincide com a Lua Cheia. A Lua atingiu o perigeu às 09:22 horas (horário de Brasília) e esteve cheia às 11:52 horas. Ao anoitecer, a Lua pode ser vista em tamanho maior no mundo inteiro.

A Superlua nascendo por trás do castelo de Almodóvar
Córdova, Espanha, 14 de novembro de 2016
A Lua é sagrada para os povos indígenas. Nas histórias e lendas Tupi-Guarani, no Brasil, ela chama-se Jaci. Para os povos nativos da América do Norte, ela também é cultuada da mesma forma. Para os Navajos, ela chama-se Yoołgaii Asdzą́ą́ (Mulher Branca da Concha). 

E para celebrarmos este dia, além da Ciência e Astronomia, um pouco de música nativa americana para glorificar as noites enluaradas e prateadas que nos cercam de misticismo e harmonia. 

Canção para Superlua
Flauta (em bambu) Nativa Americana, chave em F, pentatônica
Tocada por T.S. Frank

Song for Supermoon
Native American Bamboo Flute, Key F, pentatonic,
Performed by T.S. Frank




domingo, 15 de maio de 2016

Historinhas de gregos


Céu do sudeste - representação artística das Constelações
Das 88 Constelações reconhecidas pela União Astronômica
 Internacional - IAU, mais da metade foi descrita, primeiramente,
pelo antigos gregos, como Ptolomeu e Hiparco
Software Stellarium

"Lá fora, o céu conta-nos diversas fábulas. Eis que Marte, em sua fúria vermelha, passeia com divindade pelas garras do Escorpião. Seu brilho cega e hipnotiza-me! Antares, o antagonista e rival, observa-o, com quietude, pois não há nada que possa fazer para tirar-lhe o fulgor. Nesta jornada, o véu da madrugada, tecido em finíssimos grãos de sono, traz a trilha de Saturno. E, a Oeste, já adormece Júpiter. E quando a Aurora chegar, em luz e resplendor, Vênus brindará os amantes que completaram mais um ciclo juntos." 

Vez ou outra, pedaços de memórias e sensações voltam. E hoje, ao olhar toda a beleza do céu, lembrei-me da época do meu próprio e incauto desejo maior.

Ah, a vida era boa e as expectativas giravam como moinhos em plena atividade. E disso tudo sobraram-me apenas fragmentos.

A vida traça caminhos tortuosos. E esses podem ser espinhosos a ponto de destruir nossos pés. E arrastar-se não é tão louvável como nas belas e trágicas histórias.

O curso de Física levou boa parte das minhas esperanças e alegria. Culpa minha, sim. Nunca o desejei, mas remendos são feitos quando os ávidos precisam alcançar o sentido da vida. Errei e padeço... E, conclusivamente, nunca mais serei a mesma.

Nesta jornada de auto mutilação, muitas histórias bizarras são vividas e a beleza deste firmamento trouxe, neste momento, uma delas...

Assim que ingressei no curso, entrei em um programa de bolsa estudantil para pesquisa. Para minha alegria momentânea, ilusoriamente, tratava-se de Astronomia. E foi um martírio do começo ao fim.

Céu do Sudeste - Marte em Escorpião, seguido por Saturno
15 de maio de 2016
Software Stellarium
Neste período de limbo, certa vez, um rapaz, participante da mesma bolsa, estava a fazer seu trabalho escrito quando disse-me, no mais alto e bom tom de desdenho, que Astronomia não passava de "historinhas de gregos". A petulância deste ser com sua falta de discernimento sobre a importância histórica dos Gregos na Ciência foi tão impactante que fiquei meses remoendo esta grosseira fala nos meus pensamentos. Passados mais de de três anos deste nefasto fato, o sentimento de incredulidade ainda não se dissolveu.

Afinal, eu estava no curso de Física e disparates desse tipo não podiam ser reais. Mas eram e massivamente. E foi o começo da minha ruína.

Tipos como este colega citado e seus pensamentos estapafúrdios estão agora na pós-graduação e serão os futuros professores e pesquisadores desta casa em que estou hoje. Exaltam seus mestrados e doutorados, desfilando como pavões pelos corredores, impressionando uma parcela tão vazia quanto eles mesmos.

Sinto-me a peça de outro jogo. E nada faz sentido.

Todos os dias ouço histórias relacionadas a esse curso - gente a gabar-se, a falar mal das deficiências de aprendizado dos colegas, mentindo sobre notas e aumentando seus feitos, professores estúpidos e grosseiros, alunos que apoiam esses professores, religiosos fanáticos, notas sobre tentativas de suicídios, depressão, choros... E eu, do outro lado, pensando em milhares de outras possibilidades... Em como escrever, por exemplo, sobre Federico Garcia Lorca. Falta-me empatia.

Nesta balbúrdia, o que preocupa-me é a minha pobreza e a possibilidade de ser jogada na sarjeta. Ou seja, meu futuro profissional e como sustentar-me com dignidade.

Em meu egoísmo imenso, raiz intrínseca do meu ser, a liberdade vem em primeiro lugar. E todos estão tão presos a sua própria ignorância que julgo-os como a pior das inquisidoras. Eis meu pecado e confesso-o.

Estou deslocada neste cenário. Não ensaiei esta peça e nem pretendo decorar as falas. Rendo-me a mim mesma - prefiro ler vários livros e aprender mais sobre as historinhas de gregos.


Fontes:

Conhecendo as Constelações - UFMG - Observatório Astronômico Frei Rosário - por Ariana França Clávia

domingo, 27 de dezembro de 2015

Natal e Ano Novo - A constatação dos dissabores anuais

Florbela Espanca
O meu talento!... De que me tem servido? Não trouxe nunca às minhas mãos vazias a mais pequenina esmola do destino. Até hoje não há ninguém que de mim se tenha aproximado que me não tenha feito mal. Talvez por culpa minha, talvez... O meu mundo não é como o dos outros, quero de mais, exijo de mais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê! (Florbela Espanca, Desafinado Desconcerto: Contos, Cartas, Diários. Iluminuras, 2002. P. 271)

Florbela é uma achado. Assim como Augusto dos Anjos e sua poesia cortante e realista em metáforas negras, ela aproxima-se de mim com a alma parecida, uma vida de angústia e decepções.

E, nesse final de ano (com o Natal que passou e o Ano Novo que aproxima-se), mais constatações da minha vida: minuciosamente detalhada em seus poemas.

Veja o destaque, frase perfeita, avassaladora e ratificadora: Até hoje não há ninguém que de mim se tenha aproximado que me não tenha feito mal. Talvez por culpa minha, talvez... E assim o é - sem delongas e sem drama, apenas a verdade nua e crua. 

Natal é uma época para a família. Sim, aquelas de comercial ou das pessoas felizes e bobas, satisfeitas com o raso, o multicolorido instantâneo e suas vidas recheadas com sopa de orfanato. A felicidade parece bombom de quinta comprado com moeda de um centavo. 

Natal também lembra-me esperança, o menino Jesus, os desenhos católicos e o catecismo. Era a época em que eu podia ser tudo, claro, na imaginação. Quando somos pequenos, mesmo com as mazelas do dia a dia, as perseguições, pobreza e o destrato na escola (bullying de hoje), o espírito inquietante e a esperança são o mais tenro combustível da alma. Poderíamos, para sempre, ser infantes, ou, ao menos, ter um ínfimo do brio de outrora só para sobrevivermos com o mínimo de dor. Porém crescemos e enxergamos o mal, o preconceito, o descaso e o descarte.

As ceias, antes esperadas, só mostram agonia, problemas domésticos, queixumes. A grande maioria das pessoas que amo e gosto, e que gostaria que estivesse ao meu lado nesse momento, tem outras prioridades, outros amigos mais importantes, outros amores. Muitos deles enganaram, viram apenas algo passageiro, um número, uma nota musical solitária para coleção particular. 

Foi um ano terrível, cheio de tristeza e pesar. Apunhaladas, fofocas, pessoas insanas, coração partido e toda sorte de desgosto. Seres humanos ruins foram coroados, idolatrados e elogiados. E vivem agora seus contos de fada - com beleza, riqueza, belos rebentos, atenção e glorificação. 

Amar tornou-se difícil. E os fracassos apareceram - controle, crítica e dizeres para alimentar a baixa auto estima. Não amei este ano - foram 365 dias estéreis. E não lembro-me de uma época assim. E espero não ter nada parecido por anos. 

Sinto-me presa. Aliás, sempre estive. Sou escrava das convenções, dos dramas alheios, das imposições dos outros. Não tenho dinheiro e nem um rumo certo. Vivo de lampejos de felicidade imaginária e sorrisos soltos. Estes, aliás, causados por pessoas não próximas; talvez, as melhores e mais sensatas que já entraram em minha vida. 

A vida como ela é - cinza. 

Mas quero chuva. Porque ela possui o mais belo céu, o cheiro enebriante de terra gotejada, frio, eletricidade e, antes, bem antes, o arco-íris da infância, cheio de Matemática e Física. Portal de frenesi, palco de cores em tons pastéis. É um espetáculo raro por estes tempos.

Há apenas raios cegantes de sol, com cores vivas e artificialmente alegres, enjoativas. Sem bases e discussões. 

[Fale-me de Beatles, dos Celtas, qualquer ato sólido e artístico. Tire-me desse mar de lama alheio! Ofereça-me uma café com leite quente e um bolinho boliviano. Seja um estranho encantador, alguém para sempre, mesmo por instantes.]

Hoje, pós-natal, e depois que todos comeram como animais, pensando em Papai Noel (minha época favorita ainda é a Páscoa, ao menos, lembram de Jesus), estou com mais um episódio forte de dor nas costas. Existem dias com menos dor, porém ela sempre está lá - companheira inseparável. A cronicidade do meu dia a dia.

Das coisas boas, uma descoberta incrível: um musicista celta - Greg Joy. Também voltei a assistir Arquivo-X e tem sido muito divertido. Agora toco Flauta Nativa Americana - NAF que amo e acalma-me (ninguém nunca me deu forças para tocá-la e assim que o fiz, muitas críticas vieram, não porque eu toco mal, pelo contrário, e sim desdenhos ou o velho descaso, fora que ela é considerada um objeto que ocupa espaço, muito indesejável no começo). 

O curso de Física continua um show de horrores, claro, para mim (porque NUNCA vão dizer algo parecido, afinal, cada um cuida da sua própria vida acadêmica e esses assuntos são terminantemente proibidos. A premissa é que somente os fortes sobrevivem, pois fazem parte disso o egoísmo e também a falta de apoio). Contudo é como disse um amigo e jovem escritor certa vez para mim - Termine isso! E tire sua bunda daí! Não há nada que te segure, não há raízes, não há nada espetacular e forte. Só que é bem difícil manter-se na linha e focada. São tantos problemas, tanta desarmonia e a falta de uma figura para admirar. Episódios recorrentes de desrespeito acontecem, a última, e que me abalou muito, eu já contei em uma postagem anterior.

Vista área de Newgrange - Irlanda
Uma vez terminada toda essa jornada excruciante, poderei começar uma nova vida, longe, muito longe daqui, sem levar nada e ninguém na bagagem. Sem laços, sem história, apenas a vontade de
recomeçar. 

Essa é minha única promessa para o novo ano. Difícil? Exato. É a chave da minha liberdade, minha chance de renascer e poder ter fé em mim, no meu talento. O preço é alto, nada mais que o esperado. Aqui, agora, não há pessoas que acreditem em mim. Essa tarefa é somente minha.

Raio de luz em Newgrange, Solstício de Inverno
Desejo a todos (as) os leitores (as) um ano mais calmo e produtivo. A paz é a lacuna a ser preenchida e a saúde, pois bem sei, é essencial. Do resto, cada um precisa ter ou arrancar da alma, mesmo que seja dolorido. 

E, dessa forma, que as nossas vidas possam ser como a luz que entra em Newgrange a cada Solstício de Inverno - o lembrete da esperança que nunca falha!





Uma linda música celta de Greg Joy!


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Das aulas e suas desmotivações (grosserias e outros aspectos...)

Final de ano... E seriam as férias o descanso para os mais variados tipos de mente. Contudo isso não é o que acontece por essas bandas de cá.

Foram alguns meses de greve e eu pensei que estaria revitalizada para mais um período chocante. Um engano tremendo!

[Pergunto-me se essas situações que descreverei a seguir acontecem, em grande número, em um mundo civilizado, em um país desenvolvido. Se assim for, então a Terra é mesmo uma droga e não há nenhum tipo de esperança na vida futura; nem mesmo aquela relatada em romances.]

Ah, Astronomia! Quando olhava o céu e sua Via Láctea brilhante e leitosa, não imaginava que tudo isso poderia ser um inferno sem tamanho. Mas cá estou eu...

A pior sensação para um aluno humanizado e sensível é ser humilhado de alguma forma em público. E isso acontece tanto por aqui que muitos consideram uma rotina normal - literalmente, um cafezinho após as refeições [até alunos que estão agora no Mestrado, em alguma parte desse país, de alguma forma, são mencionados em passagens degradantes intelectualmente e viram histórias tristes repassadas ano após ano.].

Pois bem, hoje foi um dia em que repensei, seriamente, em todas as minhas escolhas. Diante das grosserias de um professor [já conhecido por este fator], tive que conter toda a minha indignação e imaginar - isso é passageiro.

[paciência e compreensão são moedas de ouro raras em Física - Ou um sinal de fraqueza?]

Somos culpados por eles, em grande parte, nossos medos alimentam-os.

Eu sabia ditar aquela maldita equação, mas, como um ser falho, esqueci-me do nome de um mero vetor. E isso foi a minha sentença nesse dia. Fui rebaixada a um micróbio e pensei - "Vou virar uma daquelas histórias tristes?".

Fui beber uma água, pensar, respirar e catar alguns raios de Sol. Eu só tenho uma vida e não posso estragá-la assim [não mais!] por conta de grosserias daqueles que não significam nada nela.

É difícil encarar, como não não? As dificuldades triplicam, montanhas elevam-se e os momentos tornam-se horrorosos.

Por outro lado, vejo que é possível dar conteúdos difíceis se você tem carisma, boa vontade, menos orgulho e fé. Alguns exemplos estão agora disponíveis - o frescor da iniciação! Por quanto tempo isso durará? O suficiente para mostrar que é realizável já está de bom tamanho.

Escrevendo agora, não sei qual será minha atitude daqui para a frente. Mas não posso dizer que esquecerei e deixarei passar. Afinal, tudo que vai, volta... Certeiramente. É só questão de esperar o momento propício e os acontecimentos. À vezes, o próprio destino encarrega-se de fazer vigorar a Lei.

Vou comer Sushi e abrir uma Pepsi gelada - e por hoje, e só por hoje, vou abstrair este fatídico dia.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Quando Ouvi o Astrônomo Erudito (When I Heard the Learn’d Astronomer)

A Via Láctea pode ser vista como um grande faixa ou arco no céu 
noturno se as condições de visibilidade forem boas o suficiente.
Esta foto panorâmica foi tirada no Vale da Morte, 

Califórnia, EUA.

Por Walt Whitman*

Quando ouvi o astrônomo erudito,
Quando as provas, os números foram enfileirados diante de mim,
Quando me foram mostrados os mapas e diagramas a somar, dividir e medir,
Quando, sentado, ouvia o astrônomo muito aplaudido, na sala de conferências,
Senti-me logo inexplicavelmente cansado e enfermo,
Até que me levantei e saí, parecendo sem rumo
No ar úmido e místico da noite, e repetidas vezes
Olhei em perfeito silêncio para as estrelas.



A Via Láctea no Hemisfério Sul.
(Foto Tirada no Observatório
La Silla - Chile)

(When I heard the learn’d astronomer,
When the proofs, the figures, were ranged in columns before me,
When I was shown the charts and diagrams, to add, divide, and measure them,
When I sitting heard the astronomer where he lectured with much applause in the lecture-room,
How soon unaccountable I became tired and sick,
Till rising and gliding out I wander’d off by myself,
In the mystical moist night-air, and from time to time,
Look’d up in perfect silence at the stars.)


(Publicado originalmente no livro Folhas de Relva/Leaves Of Grass em 1855)

***

Se o astrônomo descrito (mais parecido com alguns físicos/professores que conheço) fosse mais filosófico (sim, pensou Carl Sagan, pensou bem!) que mecânico, talvez o grande Walt Whitman não tivesse saído da sala e ido conversar com as próprias estrelas. Então, como diz Olavo Bilac, "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas..."

Sobre Walt Whitman*

"Toda revolução digna deste nome produz seu grande poeta [...] Assim, se Maiakovski é o poeta da Revolução russa, não é exagero dizer que Walt Whitman (1819-1892) é o grande poeta da Revolução Americana, ocorrida uma geração (1776) antes de seu nascimento." (Paulo Leminski em Introdução In Walt Whitman. Folhas das FOLHAS DE RELVA. Seleção e tradução de Geir Campos. São Paulo: Editora Brasiliense, 1984. p. 8)

Whitman  (Huntington, 31 de maio de 1819 – Camden, 26 de março de 1892) foi um poeta, ensaísta e jornalista norte-americano, considerado por muitos o "pai do verso livre".

O que é Verso Livre?

No fazer poético, os versos livres, também chamados de versos irregulares, não utilizam os esquemas métricos, nem as rimas, ou qualquer outro padrão musical, mas preocupam-se tão somente com o ritmo e a musicalidade natural da fala ou leitura. Alguns poetas e estudiosos afirmam que os versos livres possuem afinidades com a prosa, enquanto outros enxergam uma grande autonomia e distinção nessa forma poética. De qualquer forma, é inegável que os versos livres garantem ao poeta uma maior licença para se expressar e possuir maior controle sobre o desenvolvimento da sua obra. Consequentemente, os versos livres produzirão uma poesia espontânea e individualizada.

Declamações (em inglês - língua original do poema)

Pelo astrofísico Neil deGrasse Tyson:



Na série americana Breaking Bad, Temporada 3, Episódio 6 - Sunset:



Fontes: 

Quando ouvi o astrônomo erudito - Pensador Uol

domingo, 7 de setembro de 2014

Sonhadora - O Outro Mundo

"In all this talk of time
Talk is fine
But I don't want to stay around
Why can't we pantomime, just close our eyes
And sleep sweet dreams
Me and you with wings on our feet."



"De toda essa conversa sobre o tempo,
Conversar é o melhor,
Mas eu não quero ficar por perto.
Porque não podemos fingir, apenas fechar nossos olhos
E sonhar doces sonhos.
Eu e você, com asas em nossos pés."  (trecho de The Great Beyond de R.E.M.)


R.E.M. é a pura metáfora sobre os sonhadores e isso não somente pelo nome da banda remeter o próprio estágio profundo do sono onde ocorrem os sonhos mais intensos. Suas letras são carregadas com cenários e pensamentos daqueles que, para escaparem do mundo cruel em volta, divagam e transitam por universos mais acolhedores em suas canções. 

Hoje lembrei-me intensamente dos dias que escutava as músicas da banda e sentia cada nota. Entretanto, infelizmente, em vez de trazê-las por meio de pensamentos mais esperançosos, as memórias emergiram tristemente. Senti meu coração espatifar-se no muro de uma realidade constrangedora e houve migalhas de momentos saudosistas por todos os lados. 

Ultimamente tenho sentindo-me vazia, desesperançosa e, talvez, carregando um grande carma: de achar que, em algum lugar, há pessoas diferentes, que valorizam o amor, acreditam nele, acreditam também nas boas ações, na ajuda desprovida de interesse, em fazer o bem, ou seja, por todas as razões teóricas que nos fazem únicos em nossa própria existência.  

Ao longo dos anos fui maltratada, não pelas convicções desses sentimentos bons, mas pelas pessoas diferentes de mim em que insisti em manter uma ligação. Um dos meus maiores erros foi ter amado alguém que destruiu minha própria imagem de uma pessoa que poderia e merecia ser bem cuidada. Todos os aprendizados são válidos, porém gostaria de ter recebido este em doses menos intensas. 

Com esta experiência, passei a questionar o que é um fato sobre alguém. Sempre escutava que as críticas negativas, tanto emocionais e físicas, relativas a mim eram a famigerada realidade. O que é a realidade? O que é um fato? Existe uma verdade universal sobre um ser humano e sua personalidade? Deveria aceitar e acreditar que uma mudança em minha essência seria de fato para meu bem ou para o bem daquele que queria manipular-me e que tudo funcionasse do seu jeito prático e frio? Custou-me (e ainda estou no processo) convencer a mim mesma que "ser única" e "desviada do padrão" não eram defeitos e sim minha própria identidade não muito bem compreendida pelos outros e muito menos respeitada: eu sou um peixe dourado podado por um aquário de vidro

Sim, isso caracteriza uma espécie de violência psicológica. É claro que eu sobrevivi, mas não sem sequelas. Olho a garota de dez anos atrás, cheia de sonhos e com a sede do conhecimento, que achava que os bons sentimentos e o amor eram as engrenagens que moviam o mundo. Tinha a concepção que, fora do meu cercado interiorano, não havia desuso neste campo. Hoje, já mulher, vejo que o meu minha cerca protegeu-me das decepções enquanto edificava meu próprio caráter. Apesar do bullying adolescente sofrido, pude construir e desfrutar de emoções puras e ter esperança sobre acerca de uma sociedade que pudesse fervilhar em conhecimento e ter mais bondade do que aquela em que vivi. Notei que tive contato cedo com a doação, a entrega, o amor e a cultura de muitas maneiras -  foram as minhas experiências de antes que seguraram-me no meu trajeto sem amargar em um poço de tristeza antes do que deveria. 

Sim, agora estou amargando nesse poço. E escrever é uma ferramenta que utilizo para livrar-me, por alguns momentos, da pesada máscara que carrego para não demonstrar, a quem não devo, o meu próprio desespero interior. 

Partilhar sofrimentos e angústias feriu-me muitas vezes, assim como sonhos e anseios. E sobre esse último, recentemente, surpreendeu-me a denominação sonhadora. De fato, no contexto inserido, senti-me uma pobre coitada que padecerá no mundo pela falta de praticidade e pela esperança ultrapassada - uma utopia digna de pena

Passei por tantos maus bocados - dor física crônica, medos, solidão, demonstrações de egoísmo, de falta de caráter, de exploração e de esperteza. Chorei e choro muitas vezes trancada porque não há ninguém com tempo, disposição ou entendimento (nunca, de verdade, ninguém tem tempo, sempre contado os minutos no relógio, muito atarefado com as coisas práticas, a ávida e feroz busca pelo conhecimento padrão, pela formação e a estabilidade profissional a todo custo). Abandonei as possibilidade da minha primeira formação acadêmica porque, por mais dinheiro que ela pudesse ter proporcionado-me, seria apenas mais um tijolo na parede, um modelo padrão, uma pessoa forjada e muito infeliz na área. Minha família comprou o meu segundo sonho: Física. Eu sempre ansiei por ser uma astrônoma e trabalhar com o estudo das estrelas e do Universo. E por ser um grande sonho, as quedas também são muitas. Eu cumpro uma pena, dia após dia, por essa escolha, não pelo conhecimento da Física e sua estrutura intacta e incorrupta, mas justamente pelo material humano. Sofro, não para adaptar-me, mas para sobreviver às mazelas das matérias difíceis dadas por professores, que além de serem maus profissionais do ensino, fazem questão de serem iconoclastas; por muitos colegas, bem mais jovens, muito cruéis e que somente sabem falar de números e cálculos de uma forma incrivelmente mecanizada (que sei: não é a única realidade, não aquela que eu quero e não a que meus modelos profissionais viveram). Vivo um pequeno inferno diário em pensionatos mal-estruturados, com muita bagunça, sem tranquilidade, sem segurança, sem lugar para preparar refeições, tendo que sair todos os dias para comer fora. O cotidiano de ônibus sucateados, com motoristas e cobradores mal-educados e passageiros ainda piores, e o pouco dinheiro do mês a esvair-se como água desanimam profundamente. 

Diante de todo o exposto, eu realmente não esperava escutar, um dia, um sonhadora (muito pela inocência de garimpar compreensão) tão entristecedor. Quem poderá colocar-se, um dia, em minha pele? Quem poderá ter uma reflexão coerente? 

É muito fácil julgar, o esporte favorito de muitos que conheço. Torna-se mais fácil ainda quando se está em uma casa confortável, contando com um carro para emergências, mesmo utilizando ônibus, acordando e tendo café da manhã para depois almoçar tranquilamente, voltando da universidade, cheio de dúvidas, raiva e angústia, e ter um lugar somente seu para repousar a cabeça, sem pensar todos os dias - "não poderei sair desse purgatório, pois não tenho condições.". 

Depois desse ocorrido, voltei para casa, no ônibus de sempre, sem noção do tempo. Fiquei triste pelos julgamentos e com a sensação de que o meu vazio aumentara. Pela primeira vez, sinto que o amanhã não vai ser melhor. 

Se fosse possível uma acolhida, eu bem que gostaria. Na verdade, apenas uma conversa saudável, animadora, com alguém que renovasse a esperança na beleza do acreditar, que não medisse o tempo, não falasse em compromissos, que não sobrepusesse sua voz sobre a minha, que desse-me espaço e compreensão, não se baseasse em aspectos físicos e valorizasse o todo, o conjunto de uma obra; que, finalmente, soubesse entender contextos. 

É assim que é ser sonhadora? Ou a sociedade acostumou-se e mergulhou em seu próprio caldo insosso e instantâneo? São muitos os questionamentos, realidades distintas e culpas. E este caminho tornou-se escuridão, cercado por águas turvas. 

Sim, mais do que nunca, agora, preciso manter as asas do meus pés feridos e cansados. Bem ou mal, eles mantêm-me ainda no caminho, sustentado minha alma taciturna e calejada.




sábado, 19 de julho de 2014

Nebulosa Estelar

"Era uma vez um raio de luz. O raio de luz viu uma Drag Queen e desejou brilhar tanto quanto ela. Mas ele só brilhava na cor dourada, muito outono. Ele queria ser primavera. Sendo assim, teve, um dia, uma grande ideia: comprou purpurina de todas as cores. Jogou, fez chover e uma atmosfera de pó cintilante se fez: era o nascimento de uma nebulosa estelar."


T. S. Frank

Anjo de neve: a Sharpless 2-106 é uma belíssima região de formação
de estrelas localizada a aproximadamente 2 mil anos-luz da Terra.
A poeira cósmica e os gases criaram uma nebulosa que lembra um
“anjo de neve”.
Conhecendo um pouco de Astronomia...

Nebulosa

Matéria interestelar é toda matéria existente entre as estrelas. Sua concentração é da ordem de um átomo por centímetro cúbico, em média. Aos gás formado nesse espaço se juntam partículas sólidas, em geral denominadas poeira cósmica. Os gases são constituídos de hidrogênio atômico ou ionizado, de grãos sólidos, de partículas sólidas mal conhecidas, responsáveis pela extinção e polarização interestelar. A matéria interestelar aparece brilhante ou obscura, muito densa ou tênue. Forma imensas nuvens que são facilmente detectáveis aos telescópios ou astrógrafos* sob forma de enormes nebulosas brilhantes, como a Nebulosa de Órion, ou escuras, como o Saco de Carvão. As nebulosas podem ser:

1. Nebulosas planetárias: apresentam-se com camadas gasosas esféricas, que envolvem uma estrela quente. Seus aspecto é esverdeado, o que faz lembrar os planetas longínquos, que deram origem ao seu nome.

2. Nebulosas obscuras: o seu aspecto obscuro é facilmente perceptível quando em contraste com nebulosas brilhantes. Parecem sem proto-estrelas*, o que faz supor que sejam pontos de condensação no interior das nebulosas difusas. Pela dificuldade de estudo, sua natureza é bastante duvidosa e contraditória.

3. Nebulosas difusas: foram as primeiras a serem observadas. Apresentam-se como o espectro das nebulosas planetárias.

(Fragmento extraído de O Livro de Ouro do Universo do astrônomo brasileiro Prof. Doutor Ronaldo Rogério de Freitas Mourão. Editora Ediouro, 2000, p. 355-356)

Glossário 

*1 - Astrógrafo - um astrógrafo (ou câmera astrográfica) é um telescópio projetado para a Astrofotografia. Geralmente são usados ​​em estudos do campo extenso do céu noturno, bem como a localização de objetos como asteroides, meteoros e cometas .

*2 - Protoestrela (de acordo com a reforma ortográfica de 2013) -  é o resultado do colapso de pequenas nuvens (surgidas da fragmentação de grandes nuvens moleculares que sofrem com a sua própria gravitação) que possuem massa suficiente para formar uma estrela.

Fontes

Discovery Imagens Hubble

O Livro de Ouro do Universo/Mourão
Como as estrelas se formam? EAD - Astrofísica Geral - Observatório Nacional
Bicho papão da reforma ortográfica, entenda o Hífen - Gazeta Online


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Via Láctea

Desde o tempo imemorial, o caminho das estrelas traçado no céu, e conhecido como Via Láctea, foi guia para muitos peregrinos que levados por seu fulgor chegaram a Fisterra* galega, onde ficavam deslumbrados pela imensidão do Atlântico e os impressionantes pores-do-sol que a partir de lá podem ser vistos. (De Luar Na Lubre para a música Vía Láctea. Tradução e adaptação por T.S. Frank)


Fotografia de autoria de Laurent Lavender, 
extraída do site do autor.
Via branca, apaixonada
De pérolas pontilhada
São olhares noturnos
Nunca taciturnos

São lendas e mitos
De heróis destemidos
Ao longo da jornada
Dos deuses morada

Olhamos... Sonhamos
Olhamos... Encontramos
Pensamentos e amores
Abraços e ardores

E mesmo com mudanças
[Óh, doce via branca!]
Depois de muitas andanças
Ainda és minha esperança.

(Poema inspirado levemente na música Vía Láctea do grupo galego Luar Na Lubre)
T.S. Frank


Significados

*Fisterra - (latim: finis terrae - fim da terra) - é a capital da Comarca de Fisterra que pertence a Província da Corunha, uma das quatro que formam a Galícia. Faz parte do Caminho de Santiago de Compostela. Os antigos geógrafos greco-romanos situavam nesse lugar o Promontorium Nerium e o Ara Solis, o altar de culto ao Sol construído pelos fenícios e que foi destruído por ordem do Apóstolo Santiago.

Sobre a fotografia...

De Laurent Lavender, trata-se da Via Láctea (Voie Lactée) sobre a vigia costeira da Ponta do Raz (Pointe du Raz) que é um cabo na costa atlântica do departamento de Finistère, na Bretanha, noroeste da França.



Fontes:



sexta-feira, 28 de março de 2014

Astronomia - uma estrela

Dizem muito mais do que podemos decifrar
As anis estrelas distantes
E, há muito tempo, sonhos infantes
Foram moldados à luz do luar

Enquanto a Rainha do Norte brilha
A grande e formidável Ursa ergue-se
Assim a bela vaidosa despede-se
Com ousadia pela celeste trilha




E, todos os dias, nessa roda gigante
A madrugada brinca com seu véu
Negro hipnotizante de movimentos flutuantes

E assim chega ao fim mais uma história
É o começo da aurora
E de mais um dia que já vem!



(Poema inspirado levemente na música Astronomy do grupo americano Blue Öyster Cult
T.S. Frank

Significados 

Rainha do Norte - constelação boreal Cassiopeia (latim: Cassiopea)
Grande e formidável Ursa - constelação boreal Ursa Maior (latim: Ursa Major)


Mitologia

"Continuando seu voo, Perseu chegou ao país dos etíopes, cujo rei era Cefeu. A rainha Cassiopeia, orgulhosa de sua beleza, atrevera-se a comparar-se com as ninfas marinhas, que, indignadas, mandaram um prodigioso monstro marinho devastar o litoral. A fim de apaziguar as divindades Cefeu foi aconselhado, por um oráculo, a expor sua filha Andrômeda, para ser devorada pelo monstro. [...] Cassiopeia é chamada a estelar rainha da Etiópia, porque, depois de morta, foi colocada entre as estrelas, formando a constelação daquele nome. Embora tivesse alcançado essa honra, as ninfas do mar, suas velhas inimigas, conseguiram que ela fosse colocada na parte do céu próxima ao pólo, onde, todas as noites, tem de passar metade do tempo com a cabeça para baixo, recebendo uma lição de humildade." (trechos extraídos do O Livro de Ouro da Mitologia, pags. – 161;163, Martin Claret, 2006)

A história da música Astronomy

Astronomy é uma canção do grupo americano de Rock Blue Öyster Cult. Já apareceu em vários dos álbuns da banda. A primeira versão saiu  em 1974 no álbum Secret Treaties. Seu segundo álbum ao vivo, Some Enchanted Evening, de 1978, incluiu uma versão com um solo estendido de guitarra. A terceira versão foi incluída no álbum Imaginos, de 1988. Ela também foi regravada para a coletânea Cult Classic, de 1994. Em 2002 foi incluída no álbum ao vivo A Long Day's Night.


A letra da canção contém alguns versos de um poema de Sandy Pearlman, produtor da banda. O mesmo chama-se The Soft Doctrines of Immaginos. Nele aliens conhecidos como Les Invisibles guiam um humano modificado chamado Imaginos, também conhecido por Desdinova, através da história. Este desempenha papéis fundamentais que, eventualmente, levam à eclosão da Primeira Guerra Mundial.

São feitas referências a objetos celestes em toda a canção: The light that never warms (a luz que nunca se aquece) refere-se a Lua, The Queenly flux (o fluxo magestoso) refere-se a constelação de CassiopeiaMy dog, fixed and consequent (Meu cachorro, fixo e consequente) refere-se a Sirius, a estrela alfa da constelação de Cão Maior (latim: Canis Major) e Four Winds Bar  (bar Quatro Ventos) que pode ser uma referência ao Trópico de Câncer.

A música foi regrava pela banda americana de Heavy Metal Metallica e o cover lançado no álbum Garage Inc. de 1998. (Wikipédia em Inglês - Astronomy Song)

Por Blue Öyster Cult


Por Metallica




domingo, 8 de janeiro de 2012

The masterplan

Acordei – dor de cabeça. Bebi litros e litros de chá. Gravei umas músicas. Não ficaram boas – na verdade, odiei todas e ando odiando a minha própria voz.

Pensei na Astronomia...

[nenhuma segurança - eu por mim mesma e ninguém mais.]

Não estou conseguindo curtir as minhas próprias férias – é como se estivesse com um grande peso – idade, problemas familiares, a grana que anda curta [e sim, quando foi que não esteve? Sempre a mesma história em duas décadas e um pouco de existência!], casa e o próprio peso do curso de Física - professores ruins exigindo que você seja autodidata e que tenha na ponta da língua o que os melhores cientistas provaram com ajuda de grandes universidades e grandes mestres.

Colegas... Tão novos e esperançosos - alguns muito espertos, outros muito malvados e ríspidos; há os bons no que estudam, os convencidos e os que vivem a dizer que tudo no curso é básico, muito básico... E eu pensando – O básico que F******!

O inferno de Dante – talvez a sensação de olhar o vazio e de acabar com tudo isso da maneira mais eficiente possível e nada politicamente correta.

Aos poucos, sinto que emudeço. As minhas últimas tentativas de ‘diminuir’ a pressão foram experiências frustrantes – como expressar-me para pessoas que vivem em situações diferentes e desconhecem esses problemas? Certamente ouvirei a emblemática – você reclama demais!

... Reclamar demais, olhar inquisitivo, sorrisos de escárnio...

- Por favor, uma passagem só de ida para...

Por que as pessoas têm a mania de sorrir quando você está precisando de algumas palavras de conforto ou de uma piada sobre um livro do George Orwell?

[uma vez um colega de curso fez uma piadas muito legal sobre os mendigos da Pior em Paris e Londres – momento sublime e raro!]

Ontem fiquei preocupada. Não consegui chorar e estava prestes a morrer envolta por um sentimento de impotência. Então escutei Oasis MTV Unplugged [1996] (aquele que o Liam faltou por uma suposta laringite, contudo tomou todas em um pub, assistindo ao concerto.).

E... Lembrei daqueles planos maiores da adolescência - o êxtase dos ônibus espaciais, Vênus à noroeste, radiotelescópios, os olhos azuis inspiradores [talvez, pelo resto da minha vida, a lembrança mais pura do que é o verdadeiro amor – desprovido de lágrimas de sangue e palavras duras.].

Finalmente chorei.

E a vida esfuziante, embalada pelo Oasis, virá - shows de rock, Astronomia, casinha de madeira, chá em bule de porcela, laguinho para mergulhar os pés, lençóis brancos, floresta de pinheiro, ovelhas brancas, torta de maçã e canela e, talvez, olhos azuis da compreensão e da cumplicidade?

O mundo do conhecimento é maravilhoso, porém para alguns, como eu, muitas vezes, janelas que não podem ser transpassadas são abertas. O masterplan [plano maior] vira uma tortura.

A realidade é uma grandessíssima M****.

Manhã gloriosa e plano maior, por enquanto, são ainda as músicas do Oasis, trazendo lembranças de pensamentos da época de ouro da inocência da minha própria mente. E se um dia, por obra divina, tudo mudar, Oasis MTV Unplugged derramará os primeiros acordes em um dia ensolarado que proclamará a minha liberdade!

The Masterplan

# E, então, dance, se você quiser dançar
Por favor, irmão, se dê uma chance
Você sabe que eles irão
Em qual caminho quiserem seguir
Tudo o que sabemos é que nós não sabemos
Como vai acontecer
Por favor, irmão, deixe acontecer
Esquivar-se da vida não vai nos deixar entender
Que somos todos parte de um plano maior# (trecho de Masterplan - Oasis/Noel Gallagher - 1995) 



Morning Glory

#Todos os seus sonhos são feitos
Quando você está condenado ao espelho e a lâmina de barbear
Hoje é o dia que todo o mundo verá
Outra tarde ensolarada
[Eu estou] andando ao som da sua melodia favorita
O amanhã nunca sabe o que não sabe tão cedo# (trecho de Morning Glory - Oasis/Noel Gallagher - 1995)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Física, Astronomia e rock 'n' roll vs. realidade

A Lenda: Carl Sagan
Bem, cheguei até aqui. Na verdade é o começo de uma grande, grande caminhada. Depois de um ano, eis que finalmente conquistei a vaga para Física Bacharelado com a possibilidade de cursar

Será a árdua jornada para alcançar a Astronomia. Tudo movido por um amor infante e intrínseco na alma.

Eu deveria estar feliz e estou. Porém de forma quase anestesiada. Penso no restante - o inglês fluente que eu ainda não possuo (dinheiro, dinheiro, dinheiro!), viagens, Matemática, Física, HBC (Horas de Bunda na Cadeira). E eu terei que encarar todos esses desafios, assim como Hércules encarou os 12 trabalhos.

Afinal, era tudo que eu queria - não roubei todas as Superinteressantes dos vizinhos, não estraçalhei as Vejas na parte de Astronomia, não quebrei meu porquinho para tirar aqueles 25 reais suados para assinar a falecida revista Astronomia Novae da SBEA (Sociedade Brasileira Para o Ensino de Astronomia) e meus colegas não me trouxeram recortes sobre espaço à toa. Eu tenho um amor, o maior amor do mundo, do tamanho do universo.

Nessa caminhada tão difícil, ainda enfrento, dia após dia, a ignorância das pessoas e também a soberba de algumas - muitas acham que Física e Astronomia são inúteis, feitas para aqueles que têm dinheiro e não precisam trabalhar para comer e pagar contas.

E o jogo logo começará - debaixo de muitas restrições orçamentárias, sacrifícios, isolamento, ônibus, solidão...

Carl Sagan e a Voyager 2 - 1986
Seria ingênuo de minha parte dizer que tudo vai dar certo. Contudo Física e Astronomia, para mim, sempre terão aquela trilha sonora com muito rock ‘n’ roll, aquele gostinho saboroso do programa Espaçonave Terra, o frisson da chamada do Marcelo Gleiser para o Globo Ciência e dos olhos vidrados na série Cosmos do Carl Sagan.

É, ainda, muita pretensão trilhar o caminho das estrelas e até mesmo muita ousadia imaginar terminar um curso considerado dificílimo. Entretanto tentar é a melhor maneira, apesar de ser a que machuca mais, de transformar sonhos em realidade.

Só pergunto-me: terei que ser uma Sherlock Holmes para isso? Seria a sociopatia funcional a solução para conquistar e expandir a Ciência em minha vida?

domingo, 13 de junho de 2010

Olhei para o céu e ele se abriu - percebi que era a minha vida que estava lá...


Há um trecho de um livro que, quando eu o li pela primeira vez, causou-me uma comoção extraordinária:

"Meus pais não eram cientistas. Não sabiam quase nada sobre ciência. Mas, ao me apresentar simultaneamente ao ceticismo e à admiração, me ensinaram as duas formas de pensar, de tão difícil convivência, centrais para o método científico. Estavam a apenas um passo da pobreza. Mas quando anunciei que queria ser astrônomo, recebi apoio incondicional - mesmo eles (como eu) só tivessem uma ideia muito rudimentar da profissão de Astrônomo. Nunca sugeriram que, consideradas as circunstâncias, talvez fosse melhor eu ser médico ou advogado." 
(O Mundo Assombrado Pelos Demônios, página 14, Companhia de Bolso, 2006)

Esse livro é O Mundo Assombrado Pelos Demônios do grande astrônomo e divulgador da ciência Carl Sagan.

Sagan é minha inspiração em se tratando da profissão mais bela do mundo (porque todos os apaixonados são assim - o maior amor do mundo).

Enquanto tantos não abastados sonham em ser médicos e advogados para fugir da pobreza e alcançar status social, outros apenas querem aprender e difundir conhecimento. Essa é a diferença entre tornar-se mais um, com uma vida confortável e estagnada, ou uma joia mundial, mesmo vivendo, ou sobrevivendo, dia após dia, com uma casinha simples e uma sacola de devaneios.

E se Stendhal, Dostoiévski e Einstein tivessem optado por medicina ou advocacia para alcançar o tão sonhado status? Haveria livros maravilhosos para escancarar uma sociedade cheia de preconceitos e mostrar a degradação da moral? Saberíamos que as estrelas não estão exatamente naquele pontinho onde as enxergamos? Pensaríamos em viagens no tempo? Teríamos noção da imensidão do universo?

Você teria seu ipod ou sua TV HD Full se no mundo só existissem médicos e advogados?

É melhor viver com dinheiro ou com realização? Seria ordem e progresso? Ou primeiro progresso e ordem? (alguém já disse-me que ordem nunca vem antes do progresso, ou você acha que o Bill Gates vivia numa organização digna de dona de casa dos anos 30?)

A ciência é algo tão maravilhoso. É nela que estão as mãos de Deus. E carreiras como a de astrônomo revela-nos pessoas que, como o dr. Sagan, enfrentaram as dificuldades em nome da escolha.

Essa foi a diferença entre um coleguinha de escola de Carl Sagan, que resolveu ser advogado ou médico, e ele que seguiu um sonho juvenil. E esse menino pobre que descobriu a ciência e resolveu abraçá-la, no fim das contas, acabou estampando a capa da Times e agora mesmo tem sua contribuição levada pela Sonda Voyager aos confins do universo.

Eu tive um sonho... Eu olhei para o céu e ele se abriu. Enxerguei o cinturão e a constelação austral de Órion. Meu coração disparou. Percebi que era a minha vida que estava lá.

sábado, 5 de junho de 2010

Recomendação Musical - Enya


Quem pensa que a Irlanda resume-se a U2 e conflitos separatistas, está enganado! O país tem muito a oferecer no quesito música.

Nesta parte, destacam-se duas vertentes - o rock (U2, The Corrs, The Cranberries, Rory Gallagher...) e o New Wave ou Celtic Music (Clannad, Enya, Secret Garden, Anúna, Celtic Woman...). 

Porém, tratando-se de Irlanda em um contexto cultural e folclórico (leia-se cultura celta), Enya pode ser descrita como a rainha do então New Wave.

Escutar Enya significa relaxar, principalmente. Além disso, é imaginar um mundo com grama verde, casinhas vermelhas, balões coloridos e um arco-íris lá no horizonte além-mar. Trocando em miúdos - é fantasiar. Quem resiste a Caribbean Blue?

Enya começou com o Clannad (que gosto muito mais do que ela própria). Depois seguiu carreira solo. Com sua voz única, tornou-se rapidamente um sucesso mundial. Ela já ganhou diversos prêmios, incluindo um Grammy. Até mesmo um asteroide foi batizado com o seu nome - o 6433 Enya.

Posso colocar aqui uma pitada de experiência própria. Enya é trilha sonora de muitas das minhas metas pessoais e profissionais. Quando tenho esperança, é a cantora irlandesa que tenho como fundo musical (junto com, mais uma vez, o Clannad).

Imagine-se em um lugar com as características que mencionei há pouco. Você vislumbrou sorrisos? Então... Quem melhor para acompanhá-lo do que as músicas suaves e renovadoras de Enya? Quem sabe um dia tudo isso não se torne realidade e esses acordes suaves como a brisa não soarão delicadamente em sua mente? Então, o melhor a fazer é exercitar, exercitar, exercitar...




Para saber um pouco mais...