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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Tracklist da semana - Via Spotify - O melhor do meu conhecimento sobre o Soft Rock e suas vertentes (1969-1989) - O que tocava na noite/madrugada nas rádios (Night Radio)

Bem, cá estou eu com mais uma das minhas listas Via Spotify.

Essa aqui é com o melhor do que eu conheço sobre o Soft Rock e suas vertentes, ou seja, todas aquelas músicas que tocavam nas saudosas estações de rádio no comecinho da noite até as madrugadas.

O Soft Rock é um subgênero, na verdade, que derivou do pop e do rock. Ele usa muita guitarra acústica e suas canções têm um ritmo lento ou bem suave, com simplicidade e aspectos bem melódicos.

Ele dominou, praticamente, toda a década de 1970, embalando muitas programações das rádios do mundo todo. Hoje você pode relacioná-lo com o Contemporâneo Adulto (Adult Contemporary), bem como ouvi-lo sob outros nomes, como o Light Rock (ou Lite Rock) ou Smooth Rock.

Meu pobre Anthology of Bread já está quase
riscado de tanto escutar!
E é claro... Que no contexto de todas essas bandas, a minha favorita é o Bread

(Esses caras lindos aí do lado!)

Espero que gostem e que escutem essa lista em seus melhores momentos, pois esta é um pedacinho da minha alma que compartilho com vocês, queridos (as) leitores (as).

Até a próxima!



Night Radio (The Best Of Soft Rock) - Playlist do Spotify 
feita por T.S. Frank 
Seleção de músicas por T.S. Frank


Lembrete: provavelmente você irá escutar somente 30 segundos de cada 
música se não tiver o Spotify instalado. Então eu recomendo que o tenha
- uma das melhores plataformas para se escutar música, de rápida e fácil
instalação - disponível para PC, tabletes e celulares - GRATUITO!


domingo, 15 de fevereiro de 2015

Recomendação de DVD/Blu-Ray - Dire Straits - Alchemy Live [1984]/2010

Falar de Dire Straits é sempre explorar, primeiramente, as explicações do sucesso de uma banda que remou contra a maré em uma época em que os acordes clássicos foram substituídos por notas mais pesadas e complexas do rock progressivo e do punk rock.

As influências na obra dos Straits estão bem fincadas no Country, Blues e R&B e são elas que entrelaçam o delicioso Alchemy Live, o primeiro show ao vivo gravado pela banda, em 1983, mostrando que o público sempre vai amar a leveza do conceito "de volta para as bases".

Com um DVD e Blu-Ray [o também CD duplo foi remasterizado e posto à venda bem antes, em 8 de maio de 2001] lançados em 2010, totalmente remasterizados, em som 5.1 DTS-Surround, o grupo londrino deleita-nos com belíssimas versões de seus carros-chefe, cheias de energia, como Romeo and Juliet, Private Investigations e Sultans Of Swing [destaque total e absoluto também para Expresso Love].

O registro é o trabalho precursor do grande álbum de 1985 - Brothers In Arms - mostrando o auge do grupo na Love Over Gold Tour 

O minimalismo do estilo e elegância de Dire Straits ficam por conta da guitarra e voz do líder Mark Knopfler [hoje com uma longa e bem sucedida carreira solo, trabalhando também como produtor musical e compositor de trilhas sonoras para o cinema, além de ser oficial da Ordem do Império Britânico - OBE], juntamente com o baixo eficaz de John Illsley. Os dois eram os únicos membros originais do Dire nessa turnê e muitas trocas foram feitas depois das saídas dos dois outros fundadores, o segundo guitarrista, David Knopfler [os dois irmãos brigaram em 1980 e David gravou até Communiqué/1979], e o baterista, Pick Withers [que saiu para formar uma banda de Jazz e cuidar da família].

Alchemy Live é um registro sublime e esfuziante, ratifica a boa carreira do grupo e prova a eficácia e diversidade do simples [palavra preferida dos detratores da banda]. Não há dúvidas de que deve fazer parte da coleção dos fãs e das pessoas que amam ótimos arranjos e voz e o principal: o bom e velho Rock'n'Roll.

Informações 

Nome: Dire Straits - Alchemy Live
Artista: Dire Straits - Mark Knopfler (guitarra e vocais), Alan Clark (teclado), John Illsley (baixo), Hal Lindes (guitarra), Terry Williams (bateria); músicos adicionais - Mel Collins (saxofone), Tommy Mandel (teclado) e Joop De Korte (percussão)
Lançamento: originalmente lançado em 16 de março de 1984; relançado em CD remasterizado (faixa a mais - Love Over Gold] em 8 de maio de 2001; DVD e Blu-Ray remasterizados, 5.1 DTS-Surround, em maio de 2010.
Gênero: Rock Clássico
Duração: CD - 93:59; DVD Blu-Ray - 90:00
Gravadora: CD - Vertigo/Warner Bros. (USA); DVD Blu-Ray - PolyGram Video

Faixas - DVD/Blu-Ray

1. Once Upon a Time in the West (Mark Knopfler) - 13:01
2. Expresso Love (Mark Knopfler) - 5:45
3. Romeo and Juliet (Mark Knopfler) - 8:17
4. Private Investigations (Mark Knopfler) - 7:34
5. Sultans of Swing (Mark Knopfler) - 10:54
6. Two Young Lovers (Mark Knopfler) - 4:49
7. Tunnel of Love (Mark Knopfler) - 14:29
8. Telegraph Road (Mark Knopfler) - 13:37
9. Solid Rock (Mark Knopfler) - 6:01
10. Going Home: Theme of the Local Hero (Mark Knopfler) - 6:05

Gravação do show

Hammersmith Odeon (Hoje Hammersmith Apollo), Londres - Inglaterra, 22 e 23 de julho de 1983.

Recepção

O álbum ao vivo ficou na posição #46 na Billboard 200, em 1984.

Crítica especializada 

Allmusic - 3 estrelas de 5 possíveis

Algumas partes do DVD










Fontes

domingo, 7 de setembro de 2014

Sonhadora - O Outro Mundo

"In all this talk of time
Talk is fine
But I don't want to stay around
Why can't we pantomime, just close our eyes
And sleep sweet dreams
Me and you with wings on our feet."



"De toda essa conversa sobre o tempo,
Conversar é o melhor,
Mas eu não quero ficar por perto.
Porque não podemos fingir, apenas fechar nossos olhos
E sonhar doces sonhos.
Eu e você, com asas em nossos pés."  (trecho de The Great Beyond de R.E.M.)


R.E.M. é a pura metáfora sobre os sonhadores e isso não somente pelo nome da banda remeter o próprio estágio profundo do sono onde ocorrem os sonhos mais intensos. Suas letras são carregadas com cenários e pensamentos daqueles que, para escaparem do mundo cruel em volta, divagam e transitam por universos mais acolhedores em suas canções. 

Hoje lembrei-me intensamente dos dias que escutava as músicas da banda e sentia cada nota. Entretanto, infelizmente, em vez de trazê-las por meio de pensamentos mais esperançosos, as memórias emergiram tristemente. Senti meu coração espatifar-se no muro de uma realidade constrangedora e houve migalhas de momentos saudosistas por todos os lados. 

Ultimamente tenho sentindo-me vazia, desesperançosa e, talvez, carregando um grande carma: de achar que, em algum lugar, há pessoas diferentes, que valorizam o amor, acreditam nele, acreditam também nas boas ações, na ajuda desprovida de interesse, em fazer o bem, ou seja, por todas as razões teóricas que nos fazem únicos em nossa própria existência.  

Ao longo dos anos fui maltratada, não pelas convicções desses sentimentos bons, mas pelas pessoas diferentes de mim em que insisti em manter uma ligação. Um dos meus maiores erros foi ter amado alguém que destruiu minha própria imagem de uma pessoa que poderia e merecia ser bem cuidada. Todos os aprendizados são válidos, porém gostaria de ter recebido este em doses menos intensas. 

Com esta experiência, passei a questionar o que é um fato sobre alguém. Sempre escutava que as críticas negativas, tanto emocionais e físicas, relativas a mim eram a famigerada realidade. O que é a realidade? O que é um fato? Existe uma verdade universal sobre um ser humano e sua personalidade? Deveria aceitar e acreditar que uma mudança em minha essência seria de fato para meu bem ou para o bem daquele que queria manipular-me e que tudo funcionasse do seu jeito prático e frio? Custou-me (e ainda estou no processo) convencer a mim mesma que "ser única" e "desviada do padrão" não eram defeitos e sim minha própria identidade não muito bem compreendida pelos outros e muito menos respeitada: eu sou um peixe dourado podado por um aquário de vidro

Sim, isso caracteriza uma espécie de violência psicológica. É claro que eu sobrevivi, mas não sem sequelas. Olho a garota de dez anos atrás, cheia de sonhos e com a sede do conhecimento, que achava que os bons sentimentos e o amor eram as engrenagens que moviam o mundo. Tinha a concepção que, fora do meu cercado interiorano, não havia desuso neste campo. Hoje, já mulher, vejo que o meu minha cerca protegeu-me das decepções enquanto edificava meu próprio caráter. Apesar do bullying adolescente sofrido, pude construir e desfrutar de emoções puras e ter esperança sobre acerca de uma sociedade que pudesse fervilhar em conhecimento e ter mais bondade do que aquela em que vivi. Notei que tive contato cedo com a doação, a entrega, o amor e a cultura de muitas maneiras -  foram as minhas experiências de antes que seguraram-me no meu trajeto sem amargar em um poço de tristeza antes do que deveria. 

Sim, agora estou amargando nesse poço. E escrever é uma ferramenta que utilizo para livrar-me, por alguns momentos, da pesada máscara que carrego para não demonstrar, a quem não devo, o meu próprio desespero interior. 

Partilhar sofrimentos e angústias feriu-me muitas vezes, assim como sonhos e anseios. E sobre esse último, recentemente, surpreendeu-me a denominação sonhadora. De fato, no contexto inserido, senti-me uma pobre coitada que padecerá no mundo pela falta de praticidade e pela esperança ultrapassada - uma utopia digna de pena

Passei por tantos maus bocados - dor física crônica, medos, solidão, demonstrações de egoísmo, de falta de caráter, de exploração e de esperteza. Chorei e choro muitas vezes trancada porque não há ninguém com tempo, disposição ou entendimento (nunca, de verdade, ninguém tem tempo, sempre contado os minutos no relógio, muito atarefado com as coisas práticas, a ávida e feroz busca pelo conhecimento padrão, pela formação e a estabilidade profissional a todo custo). Abandonei as possibilidade da minha primeira formação acadêmica porque, por mais dinheiro que ela pudesse ter proporcionado-me, seria apenas mais um tijolo na parede, um modelo padrão, uma pessoa forjada e muito infeliz na área. Minha família comprou o meu segundo sonho: Física. Eu sempre ansiei por ser uma astrônoma e trabalhar com o estudo das estrelas e do Universo. E por ser um grande sonho, as quedas também são muitas. Eu cumpro uma pena, dia após dia, por essa escolha, não pelo conhecimento da Física e sua estrutura intacta e incorrupta, mas justamente pelo material humano. Sofro, não para adaptar-me, mas para sobreviver às mazelas das matérias difíceis dadas por professores, que além de serem maus profissionais do ensino, fazem questão de serem iconoclastas; por muitos colegas, bem mais jovens, muito cruéis e que somente sabem falar de números e cálculos de uma forma incrivelmente mecanizada (que sei: não é a única realidade, não aquela que eu quero e não a que meus modelos profissionais viveram). Vivo um pequeno inferno diário em pensionatos mal-estruturados, com muita bagunça, sem tranquilidade, sem segurança, sem lugar para preparar refeições, tendo que sair todos os dias para comer fora. O cotidiano de ônibus sucateados, com motoristas e cobradores mal-educados e passageiros ainda piores, e o pouco dinheiro do mês a esvair-se como água desanimam profundamente. 

Diante de todo o exposto, eu realmente não esperava escutar, um dia, um sonhadora (muito pela inocência de garimpar compreensão) tão entristecedor. Quem poderá colocar-se, um dia, em minha pele? Quem poderá ter uma reflexão coerente? 

É muito fácil julgar, o esporte favorito de muitos que conheço. Torna-se mais fácil ainda quando se está em uma casa confortável, contando com um carro para emergências, mesmo utilizando ônibus, acordando e tendo café da manhã para depois almoçar tranquilamente, voltando da universidade, cheio de dúvidas, raiva e angústia, e ter um lugar somente seu para repousar a cabeça, sem pensar todos os dias - "não poderei sair desse purgatório, pois não tenho condições.". 

Depois desse ocorrido, voltei para casa, no ônibus de sempre, sem noção do tempo. Fiquei triste pelos julgamentos e com a sensação de que o meu vazio aumentara. Pela primeira vez, sinto que o amanhã não vai ser melhor. 

Se fosse possível uma acolhida, eu bem que gostaria. Na verdade, apenas uma conversa saudável, animadora, com alguém que renovasse a esperança na beleza do acreditar, que não medisse o tempo, não falasse em compromissos, que não sobrepusesse sua voz sobre a minha, que desse-me espaço e compreensão, não se baseasse em aspectos físicos e valorizasse o todo, o conjunto de uma obra; que, finalmente, soubesse entender contextos. 

É assim que é ser sonhadora? Ou a sociedade acostumou-se e mergulhou em seu próprio caldo insosso e instantâneo? São muitos os questionamentos, realidades distintas e culpas. E este caminho tornou-se escuridão, cercado por águas turvas. 

Sim, mais do que nunca, agora, preciso manter as asas do meus pés feridos e cansados. Bem ou mal, eles mantêm-me ainda no caminho, sustentado minha alma taciturna e calejada.




sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Para gostar muito de Elvis Costello

Dias de calor... E o sol anda mais baixo nessa parte do trópico. Então... Nada como ouvir aquele bom The Very Best Of do Elvis Costello... 

Declan Patrick Aloysius MacManus nasceu em Londres, em 1954. Assim que foi contratado por uma gravadora, na década de 70 [antes foi preso por 'atitude suspeita' no local de uma reunião de executivos de uma gravadora. Ele tentava conseguir um contrato], virou Elvis Costello - Elvis por causa do Elvis Presley e Costello por parte da mãe.

A primeira vez que vi Costello, eu pensei - Hmmm, a cara do Buddy Holly! Foi no clipe (I Don't Wanna To Go To) Chelsea. Foi só o começo de uma paixão!

Elvis Costello tem um repertório amplo - ele poderia ser uma enciclopédia do pop - bem disse um crítico, segundo algumas fontes - vai do rock, pop, reggae a baladas românticas. E essa profundidade está muito bem representada em The Very Best Of Elvis Costello, ou, como eu chamo - o disco a la Andy Warhol


Informações:

Nome: The Very Best Of Elvis Costello
Artista: Elvis Costello
Lançamento: 2 de agosto de 1999
Gênero: New Wave
Duração: 154:07 [álbum duplo]
Gravadora: Polygram
Singles: 1977-1998

Faixas - Original

Disco Um

1. (What's So Funny 'Bout) Peace, Love, and Understanding (Nick Lowe) – 3:31
2. Oliver's Army – 2:57
3. Watching the Detectives – 3:43
4. Alison – 3:21
5. (I Don't Want to Go To) Chelsea – 3:07
6. Accidents Will Happen – 3:01
7. Pump It Up – 3:13
8. I Can't Stand Up for Falling Down (Homer Banks, Alan Jones) – 2:05
9. Radio Radio – 3:06
10. Clubland – 3:43
11. A Good Year for the Roses (Jerry Chesnut) – 3:35
12. Man Out of Time – 5:25
13. I Wanna Be Loved (Farnell Jenkins) – 4:46
14. Everyday I Write the Book – 3:52
15. Brilliant Mistake (Declan MacManus) – 3:41
16. The Other Side of Summer (MacManus) – 3:53
17. Tokyo Storm Warning (MacManus) – 6:23
18. Sulky Girl (MacManus) – 5:04
19. So Like Candy (MacManus, McCartney) – 4:35
20. Veronica (MacManus, McCartney) – 3:07
21. She (Charles Aznavour, Herbert Kretzmer) (from Soundtrack to Notting Hill) – 3:05

Disco Dois 

22. Big Tears – 3:10
23. Beyond Belief – 2:33
24. Lipstick Vogue – 3:31
25. Green Shirt – 2:44
26. Pills and Soap – 3:43
27. Tramp the Dirt Down (MacManus) – 5:41
28. Shipbuilding – 4:51
29. High Fidelity – 2:28
30. New Lace Sleeves – 3:47
31. (The Angels Wanna Wear My) Red Shoes – 2:46
32. Talking in the Dark – 1:57
33. New Amsterdam – 2:13
34. I Hope You're Happy Now – 3:07
35. Riot Act – 3:34
36. My Funny Valentine (Lorenz Hart, Richard Rodgers) – 1:29
37. Indoor Fireworks – 4:09
38. Almost Blue – 2:49
39. I Want You – 6:43
40. God Give Me Strength (Burt Bacharach, Costello) – 6:10
41. That Day Is Done (MacManus, McCartney) – 5:10
42. I Want to Vanish – 3:14


Esse álbum é figurinha carimbada no meu MP4. Com ele, eu escrevo o livro todo dia. Eu recomendo a você, caro (a) leitor (a), o mesmo!

Abaixo estão as minhas favoritas:

(I Don't Wanna To Go To) Chelsea


Alison


Everyday I Write The Book


Oliver's Army


Pump It Up


Sulky Girl


She - a música é do grande Charles Aznavour (clipe aqui). Foi regravada por Costello, em 1999, para o filme Um Lugar Chamado Nothing Hill.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

[Período de férias] Pequeno texto da tarde fria - Quase utopias...

Então - Lar - é onde eu quero estar... E, no meu pensamento, tranquilidade é a Melodia Ingênua que tocou no meu despertador, às 08:00 horas da manhã, e incendiou meu coração com o cheirinho de café gourmet.

 - Tem show dos Smiths hoje!
 - E temos os ingressos!
 - E levaremos as crianças!

O que fizemos para tornar nossa vida tão interessante como Chocolate & Coca-Cola?
 
[Absolutamente nada - estamos presos a nossa própria raiz do medo!]

Coloque aquele álbum gostoso de ouvir do Belle & Sebastian.

E eu sempre estarei bem com shows de rock e amigos que cantem bem alto - Manhã de Glória!

1,2,3...

 - Vem cá, vamos cantar Uma Canção Para Você!

E minha mente anotou tudo isso e guardou a fotografia - lembrança dos bons momentos desejados.

Vai passar, tem que passar...

E a luz incidirá delicadamente, em uma atmosfera calma, onde não haverá dor, nem lágrimas e nem peso.

Pausa...

Acabou-se minha tracklist.

domingo, 8 de janeiro de 2012

The masterplan

Acordei – dor de cabeça. Bebi litros e litros de chá. Gravei umas músicas. Não ficaram boas – na verdade, odiei todas e ando odiando a minha própria voz.

Pensei na Astronomia...

[nenhuma segurança - eu por mim mesma e ninguém mais.]

Não estou conseguindo curtir as minhas próprias férias – é como se estivesse com um grande peso – idade, problemas familiares, a grana que anda curta [e sim, quando foi que não esteve? Sempre a mesma história em duas décadas e um pouco de existência!], casa e o próprio peso do curso de Física - professores ruins exigindo que você seja autodidata e que tenha na ponta da língua o que os melhores cientistas provaram com ajuda de grandes universidades e grandes mestres.

Colegas... Tão novos e esperançosos - alguns muito espertos, outros muito malvados e ríspidos; há os bons no que estudam, os convencidos e os que vivem a dizer que tudo no curso é básico, muito básico... E eu pensando – O básico que F******!

O inferno de Dante – talvez a sensação de olhar o vazio e de acabar com tudo isso da maneira mais eficiente possível e nada politicamente correta.

Aos poucos, sinto que emudeço. As minhas últimas tentativas de ‘diminuir’ a pressão foram experiências frustrantes – como expressar-me para pessoas que vivem em situações diferentes e desconhecem esses problemas? Certamente ouvirei a emblemática – você reclama demais!

... Reclamar demais, olhar inquisitivo, sorrisos de escárnio...

- Por favor, uma passagem só de ida para...

Por que as pessoas têm a mania de sorrir quando você está precisando de algumas palavras de conforto ou de uma piada sobre um livro do George Orwell?

[uma vez um colega de curso fez uma piadas muito legal sobre os mendigos da Pior em Paris e Londres – momento sublime e raro!]

Ontem fiquei preocupada. Não consegui chorar e estava prestes a morrer envolta por um sentimento de impotência. Então escutei Oasis MTV Unplugged [1996] (aquele que o Liam faltou por uma suposta laringite, contudo tomou todas em um pub, assistindo ao concerto.).

E... Lembrei daqueles planos maiores da adolescência - o êxtase dos ônibus espaciais, Vênus à noroeste, radiotelescópios, os olhos azuis inspiradores [talvez, pelo resto da minha vida, a lembrança mais pura do que é o verdadeiro amor – desprovido de lágrimas de sangue e palavras duras.].

Finalmente chorei.

E a vida esfuziante, embalada pelo Oasis, virá - shows de rock, Astronomia, casinha de madeira, chá em bule de porcela, laguinho para mergulhar os pés, lençóis brancos, floresta de pinheiro, ovelhas brancas, torta de maçã e canela e, talvez, olhos azuis da compreensão e da cumplicidade?

O mundo do conhecimento é maravilhoso, porém para alguns, como eu, muitas vezes, janelas que não podem ser transpassadas são abertas. O masterplan [plano maior] vira uma tortura.

A realidade é uma grandessíssima M****.

Manhã gloriosa e plano maior, por enquanto, são ainda as músicas do Oasis, trazendo lembranças de pensamentos da época de ouro da inocência da minha própria mente. E se um dia, por obra divina, tudo mudar, Oasis MTV Unplugged derramará os primeiros acordes em um dia ensolarado que proclamará a minha liberdade!

The Masterplan

# E, então, dance, se você quiser dançar
Por favor, irmão, se dê uma chance
Você sabe que eles irão
Em qual caminho quiserem seguir
Tudo o que sabemos é que nós não sabemos
Como vai acontecer
Por favor, irmão, deixe acontecer
Esquivar-se da vida não vai nos deixar entender
Que somos todos parte de um plano maior# (trecho de Masterplan - Oasis/Noel Gallagher - 1995) 



Morning Glory

#Todos os seus sonhos são feitos
Quando você está condenado ao espelho e a lâmina de barbear
Hoje é o dia que todo o mundo verá
Outra tarde ensolarada
[Eu estou] andando ao som da sua melodia favorita
O amanhã nunca sabe o que não sabe tão cedo# (trecho de Morning Glory - Oasis/Noel Gallagher - 1995)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Bruce Dickinson - O polímata

Um polímata (do grego polymathēs, πολυμαθής, "aquele que aprendeu muito") é uma pessoa cujo conhecimento não está restrito a uma única área. Em termos menos formais, um polímata pode referir-se simplesmente a alguém que detém um grande conhecimento. Muitos dos cientistas antigos foram polímatas pelos padrões atuais. (Wikipédia Brasil)

Bruce Dickinson poderia ser só o vocalista do Iron Maiden - fato que, por si só, já é digno de todos os louvores (sim, o Iron Maiden é fodástico!). Não, o Dick não se contentou em ser cantor apenas. Ele sabe que o mundo é cheio de possibilidades e que estando no lugar certo, no momento certo e com a reserva certa (leia-se muita grana), ele poderia ser o homem das 1001 utilidades. Claro, Bruce é muito, muitíssimo talentoso e exerce muito bem todos os papéis que desempenha.

Vamos lá!

Entre os vários dotes do moço, temos:

1. Formado em História pela Queen Mary College;
2. Doutor honorário (Dr.h.c) [Honoris causa] em Música pela Queen Mary College;
3. Esgrimista - chegou a ser o sétimo melhor da Grã-Bretanha, recebendo um convite, em 1987, para integrar a equipe olímpica de 1988;
4. Piloto de aviação civil - trabalha profissionalmente na companhia Astraeus Airline (Dick pilota o Boeing 757-200 - Ed Force One - alugado para as tours do Iron, da companhia onde ele trabalha);
5. Radialista e apresentador - teve seu programa de rádio de 2002-2010 - Bruce Dickinson's Friday Rock Show - e apresentou uma série no Discovery Channel sobre aviação, vôos e Heavy Metal entre outras participações no rádio e TV;
6. Escritor - tem dois livros lançados - The Adventures Of Lord Iffy Boatrance/1990 (ISBN 0-283-06043-3) e The Missionary Position/1992 (ISBN0-283-06092-1). Produziu o roteiro para o filme Chemical Wedding, onde faz referência a Aleister Crowley;
7. Pai e marido - casado com Paddy Bowden e tem 3 filhos - Austin (nascido em 1990), Griffin (nascido em 1992) e Kia Michelle (nascida em 1994).

Devido a esse leque de aptidões, no inverno de 2009, a revista Vida Inteligente (Intelligent Life) nomeou-o exemplo vivo de polímata.

Dick é o cara!

Fontes:

Reportagem G1
Wikipedia Inglesa - Bruce Dickinson
Blog dos Feras - Especial Pais & Filhos do Rock'n'Roll

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

R.I.P. Gary Moore

E mais um ótimo músico se vai... 


Gary Moore
1952-2011




Gary Moore - Over The Hills And Far Away

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Recomendação Musical - The Ventures



Se eu falar Surf Rock, você me diz... The Beach Boys! Certo. Porém outro nome, tão bom e tão grandioso quanto, e infelizmente não muito conhecido por aqui, é o grupo:


The Ventures


Ventures não canta, só toca. É um dos ícones do Rock Instrumental, que abriu o caminho para o então gênero Surf Rock. 

A banda começou em 1958 com o nome de The Versatones. Os dois fundadores foram Don Wilson e Bob Bogle. Depois entraram Nokie Edwards e Howie Johnson. A formação clássica veio com a entrada de Mel Taylor, no lugar de Howie que, devido a um acidente, ficou impossibilitado de tocar.

Com certeza você, leitor (a), já ouviu em algum lugar a música Hawaii Five-O (tema da série de mesmo nome e também a mais conhecida do The Ventures por aqui). Quem sabe foi naquele disco do Coelhinho - Jive Bunny and the Mastermixers (1990) - na música That's What I Like. Porém fazem parte de seu repertório também: Walk Don’t Run, Perfidia (confira aqui), Wipe Out (confira aqui), Tequila (confira aqui) e a maravilhosa interpretação para Sleep Walk (confira aqui), da dupla Santo & Johnny. 

Em 1996 eternizaram suas mãozinhas no Rock Walk of Fame de Hollywood.

Em 10 de março de 2008 (ano da comemoração dos 50 anos da banda) The Ventures entrou para Rock and Roll Hall of Fame com a música Walk Don't Run e Hawaii 5-O.

Impossível não mexer o pé e sair por aí dançando - Recomendadíssimo.

Formação clássica

Don Wilson - guitarra rítmica
Bog Bogle -  guitarra líder e baixo
Mel Taylor -  bateria
Nokie Edwards - guitarra líder e baixo


The Ventures - Theme from Hawaii 5-O



The Ventures - Walk Don't Run



Fontes:


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Música envelhece?

Será que alguma música ou um estilo de música envelhece? Fiquei a pensar nisso um bom tempo.

Se envelhecer é, apenas, tornar-se velho, vamos ao conceito da palavra pelo Aurélio:

Velho - adj. 1. Muito idoso. 2. Antigo (3). 3. Gasto pelo uso. 4. Experimentado, veterano. 5. Que há muito exerce uma profissão ou tem certa qualidade. 6. Desusado, obsoleto. Sm. 7. Homem idoso. 8. Fam. Pai.

Agora, tomemos um exemplo: músicas do Eric Clapton. Vamos aplicar as definições que cabem a elas:

1. Antigas? Sim. Assim como composições de Mozart.
2. Gastas pelo uso? Possivelmente. Pelas vezes que Cocaine ou Tears in Heaven foram tocadas, há de supor-se que vários Long Plays foram riscados. 
3. Experimentadas, veteranas? Claro! Milhões e milhões de pessoas já experimentaram as músicas de Eric Clapton e adoram escutá-las. E elas são veteraníssimas no quesito bom rock and roll.
4. Que há muito exerce uma profissão ou tem certa qualidade? Sim. Clapton tem muita qualidade. E um estilo próprio que valeu-lhe o apelido de slowhand.
5. Desusadas, obsoletas? Chegamos ao ponto principal do texto.

Quando alguém diz que certa música, estilo e cantor envelheceram, está aplicando as definições desusado e obsoleto.
Frase lendária ainda na época em que Clapton era
do grupo Bluesbreakers na década de 60
Clapton lançou-se na banda Cream lá na década de 60. Saiu dela, começou sua carreira solo e virou o Deus da Guitarra (ou você acha que alguém iria se preocupar em estampar ERIC CLAPTON IS GOD na parede de um metrô se ele fosse ruim?). Em 1992, quando ele já estava VELHO, ganhou Grammys (sim, o Grammy já foi um prêmio sério!) pelo Unplugged (um deles pela versão de LAYLA, que VELHA já estava divina, imagine com roupa nova!). E hoje? Hoje o VELHO Clapton, com seu VELHO estilo de tocar e com suas VELHAS músicas, é simplesmente uma LENDA. Ele não precisou colocar LEGEND em seu nome (desculpe-me, John!) para ser o que ele simplesmente é: EXCEPCIONAL.

Pois bem, existe música boa e música ruim. Música ruim fica obsoleta, música boa não. Porque se, além do Eric Clapton, passaram pelos anos Marvin Gaye, Al Green, Pink Floyd, Creedence, Queen, Dire Straits e uma infinidade de outros representantes da boa música, então eles de velhos, no sentido de obsoletos e desusados, nada têm. Agora se muitos dos atuais músicos que vivem nas paradas vão tornar-se velhos no sentido de obsoletos, aí sim, pelo bem da própria história da música, a roupagem é adequada. 

Então, traga-me uma boa garrafa de Johnny Walker com mais de 18 anos, um álbum do Eric Clapton e um banquinho. Velharia é comigo mesmo!