Mostrando postagens com marcador Séries de TV. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Séries de TV. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Do que não se pode ter (e nunca se terá)

Houve um tempo em que desejei somente alcançar o meu mundo ideal. Posso dizer que muito da minha vida foi baseada em uma utopia de libertação, com sentimentos avassaladores, aventuras douradas nos confins do espaço, ou, melhor dizendo, de dentro de uma cúpula na qual todo o céu abriria-se perante meus ávidos olhos, num desvelar mortal, um nirvana.

Por isso fui um baú nebuloso, guardiã de sentimentos, ressentimentos, lágrimas, esperanças, um pouco de vingança (talvez até mais do que possa ser relatado), amores não correspondidos, desilusões e muitos pedaços de mim. Esperei justamente pelo triunfo, o final de uma grande saga, a vitória dos humilhados e do coração partido. E foi dessa maneira que não resolvi o que deveria, não revidei, escondi a coragem, sufoquei de amargura. Esperei por um navio, que até veio, branco, grandioso, feito apenas de promessas, e que, mais adiante, naufragou, sucumbiu às rochas além, representantes divinas da realidade esmagadora.

O meu erro foi o de uma jovem mulher que almejou o que não poderia ter. Não era para ser, não me pertencia. Busquei um salvador. Basta deles! Estão mortos como assim quis o destino.

Foi-se o tempo das paixões. E tenho saudades do frisson, do frio na barriga, das madrugadas vistas pelas frestas da janela de madeira. Dos olhos azuis, das nuvens do leste, do céu cortado pelo caminho lácteo, do Arquivo-X, Sky Trackers, Espaçonave Terra...

Mas eu não me queria. Aspirava ter outra carapaça. Sempre infeliz, com quantidades astronômicas de defeitos. Nada de paz e quietude.

Passou-se o tempo e fiz-me por retalhos. Recebi migalhas, muitas. Esperei por conversas minguadas, por telefonemas, por mensagens. Um encontro qualquer. Gostei de muitos, recebi o nada. Enganei outros, disse inverdades, enterrei o asco e desfiz-me desses humanos como quem apenas livra-se de uma pedra no sapato.

Fechei a porta.

Às vezes aparecem os inocentes, patéticos, que não valeriam nem mesmo uma noite qualquer.

Hoje olho-me com mais aceitação, ainda longe do ideal. Engordei e estou tentando desfazer-me da imagem de que pareço um pequeno mostro-bola; o que são 5 quilos a mais? As celulites são apenas celulites.

A História tem-me ocupado por demais. É um desafio prazeroso, cheio de espinhos, de conflitos e que sigo como um cão fiel.

Só posso ter eu mesma, disso agora eu sei. Estou treinando para bastar-me, como deve ser. E, ao final, quem sabe, poderei ganhar um universo cheinho de mim em diversas outras versões.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Kidding - uma obra de arte para a TV

Kidding é um magnífico e sublime retrato de que a vida perfeita e esfuziante deságua sempre no abismo cruel da realidade quando as câmeras são desligadas. As pessoas gentis vão sofrer, pois esse é o destino. E não deixe-se enganar: essa brincadeira infantil é para adultos!

Aproveitando que o Globo de Ouro foi por esses dias (e que as indicações ao Emmy desse ano ainda não saíram), trago um dos indicados da noite: Kidding (Showtime/EUA - melhor série de comédia ou musical e melhor ator de comédia ou musical).

Essa é a história de Jeff Piccirillo (Jim Carrey), mais conhecido como Mr. Pickles, um querido apresentador de televisão infantil, apreciado por crianças e pais. Ele tem um verdadeiro império multimilionário, porém enfrenta uma tragédia pessoal e uma vida familiar difícil. Eis que temos, então, um homem sensível em um mundo cão, que recusa-se a acreditar na ignorância, na falta de boas maneiras e na existência de pessoas ordinárias e aproveitadoras. Entretanto tudo tem um limite e ele é uma bomba-relógio que está só esperando a hora de explodir e mandar todos para o inferno. Só que essa pintura nua e crua da natureza humana levará um certo tempo para se concretizar.

E enquanto isso não acontece, somos levados por uma estrada sutil com destino a um colapso inevitável, com lampejos de esperanças seguidos por quedas vertiginosas. E é quando Jeff age como um completo bobo, aceitando de bom grado ser pisado pela vida e tirando sempre o melhor da lição, que os momentos mais reflexivos surgem. Às vezes tem-se uma vontade de dizer: "Ei, cara, acorde para a vida!". Contudo isso dura pouco, pois uma personalidade contida tem muito a mostrar quando atinge um certo nível de desgraça. 

O elenco é de extrema competência, como Frank Langella que faz o pai controlador e que gerencia todos os negócios, que só pensa na marca e na boa imagem que precisa manter de Mr. Pickles. É claro que o destaque fica com Jim Carrey. Seria difícil não falar o quão ótimo ator ele é, sendo um gênio na transição da comédia para o drama (e que só essa semana assisti uns cinco filmes dele). Em Kidding, Jim entrega uma das suas melhores atuações, deixando o pastelão de lado e indo mais fundo em um universo sombrio paradoxalmente colorido. 

[ADENDO: Jim Carrey sumiu por uns tempos e ficou quase um recluso. Tudo começou em 2015, quando sua ex-namorada Cathriona White cometeu suicídio e deixou uma carta com um conteúdo perturbador (os detalhes deixo para a pesquisa de cada um de vocês). Houve muita confusão, o marido da moça tentou processar Carrey, depois descobriu-se que algumas coisas que ela falou poderiam não ser verdade e o processo foi arquivado. Ele está com novos pensamentos e outra filosofia de vida, uns muito bons sobre o lado espiritual e outros muito nocivos (como a velha história de que as vacinas fazem mal). Ele agora faz tirinhas contra o Trump (o que é ótimo) e você pode ver o excelente trabalho dele aqui no twitter oficial. Sugiro que assista Jim & Andy, documentário da Netflix sobre os bastidores proibidos das filmagens de O Mundo de Andy/1999. É incômodo e ao mesmo tempo revelador, principalmente pelo brilhantismo de Carrey e seu depoimento de como mudou após o filme.]

Voltando...

São dez episódios que passam rápido (com trinta minutos de duração). Será fácil maratonar a temporada completa, pois ela realmente induz a isso.

Um lembrete para você, querido (a) leitor (a): essa é uma série para ADULTOS. Tem sexo explícito e nudez. Dado o aviso, não deixe de assistir. É uma das melhores séries de 2018. 

Recomendadíssima!



terça-feira, 1 de janeiro de 2019

É mais um ano!

Cá estou eu, em mais um ano, neste espaço de escrita. E lá vão-se, agora e realmente, quase dez anos de pequenos relatos, esses que podem ser, muito bem, a minha Micro História, um conceito novo que aprendi no curso de História. E, falando nele, digo que das minhas realizações acadêmicas iniciais, é a que até agora foi a mais feliz e saborosa, com um gostinho de torta de maçã e cafezinho da tarde.

Esse caminho de estudos leva-me a concretizações ainda muito particulares, assim como a muitas brigas para impor o meu ego (sim, muito grandioso). Entretanto é a primeira vez que eu sei que esses embates tornam-me segura de mim mesma, pois (não culpe-me por minha arrogância) sei como posso ser capaz e melhor. E, de antemão, o que pode impedir-me de ser reconhecida é o favorecimento dado a outros não tão merecedores (o que já, infelizmente, mostrou-se tão cedo). 

Ah... Criei trabalhos incríveis: falei sobre os manuscritos iluminados, explorei o meu inglês, passei madrugadas com pesquisas extraordinárias, impus a minha voz, debati sobre a Fome da Batata, na Irlanda, falei sobre o Cinema e suas concepções históricas, aprendi que não podemos fazer dos filmes documentos isentos de ideologia, entretanto podemos utilizar os mesmos para entender a sociedade na qual eles foram concebidos. Mostrei para a sala o James Dean e sua Juventude Transviada e também o David Lynch. Aprendi um pouco de Libras e conheci pessoas mais novas, muitíssimo mais novas. Um dos poucos momentos de tristeza nesse curso e que causou um específico desconforto espinhoso deu-se quando um certo jovem da sala, em conversas informais comigo, foi muito enfático ao falar da minha solteirice e meus trinta e três anos (não posso queixar-me do meu formato, foi dado-me um rosto muito bom!). Foi como se ele dissesse: "Eu tenho vinte anos e você está perto da morte e longe do despertar dos amores..." ou algo do gênero. Inquietou-me pensar que se fosse um HOMEM nas minhas condições, ele seria celebrado como um verdadeiro Deus, cobiçado em forma, pensamento e idade. O machismo, infelizmente, não está longe de acabar, mesmo entre os botões frescos de cravo.

Ainda continuo a trabalhar com mapas mentais e também sou bolsista do PIBID (Programa de Iniciação a Docência), acompanhando uma escola da rede estadual.

O novo governo nacional é um grande pesadelo, uma verdadeira distopia. É como mergulhar no terror. Passarei a tarde assistindo a filmografia e a nova série do Jim Carrey, Kidding. Estou agora mergulhada no universo dele. Ele é um ator excepcional e sua trajetória de vida merece um estudo. 

Passou-se mais um ano em que amei ninguém. Senti saudade da intensidade e fervor daqueles de outrora preenchidos por esse sentimento, mesmo que, na grande maioria, fosse unilateral, platônico e um fruto caramelizados da minha mente. Isso sim foi muito estranho. Será que estou no oceano da desilusão? Uma naufraga esperando apenas a morte? Ou falta-me a paciência e a limpeza dos rancores, a queima das recusas, o esquecimento das trocas e desprezo? São as reflexões que podem levar-me as respostas que preciso.

Por aqui, então, termino. E deixarei a primeira música que escutei nesse dia de muitos outros que foram enebriados pelas promessas e imaginação.

sábado, 5 de maio de 2018

A escala cinza do cotidiano

Pigmaleão e Galatea
Jean-Léon Gérôme
1890
The Metropolitan Museum of Art

"Ser estúpido, egoísta e ter boa saúde são três requisitos para a felicidade, mas se a estupidez faltar, está tudo perdido." (Être bête, égoïste, et avoir une bonne santé, voilà les trois conditions voulues pour être heureux; mais si la première nous manque, tout est perdu/ La correspondance de Flaubert‎ - Página 799, Gustave Flaubert, Charles Carlut - Ohio State University Press, 1968 - 826 páginas)

Hoje pensei sobre a felicidade alheia e como ela, essa bizarrice, parece extremamente vulgar aos meus olhos. Deus, é como ver uma amostra cotidiana de seres humanos com cérebros liquefeitos, esperando não mais que muito dinheiro (e precisa ser sempre mais do que já tem!), sexo ruim (principalmente para as mulheres), amor inexistente (por parte dos homens), filhos endiabrados (culpa de quem?) e um livro de ficção constituído de fotografias expostas aos quatro cantos do mundo.

A vida parece morrer no namoro. E pergunto-me por que insistem nesses enlaces que, segundo os relatos que chegam-me, firmam-se nas traições e num teatro patético para as famílias de ambos os lados.

Há algo de viciante na tristeza e em seus tons de cinza. Ela traz os pensamentos mais aniquilantes em versos e estrofes, destrói mitos e reconstrói muros de proteção. Por outro lado... A felicidade traz uma calmaria em tons amarelos débeis e bobos. Sorrisos que engasgam e sufocam. É, talvez, a morte da alma mais sarcástica que exista. 

Esse utópico contentamento não pode ser um estilo de vida, pois já nasce em decaimento, pronto para acabar e deixar vontades, assim como um orgasmo. Já a tristeza é fiel e ajuizada e torna-se um perigo somente ao se combinar com a vontade de morrer. 

Por esses dias trabalhei, estudei, tive insônia de madrugada e dormi muito de dia. Fiquei doente e pensei que era meu fim. Tomei muito café. E engordei mais um pouquinho. Procurei um trabalho fixo e não achei absolutamente nada. Terminei de ver a Série Terror e li os trechos finais do livro de mesmo nome (em inglês) do Dan Simmons. Faltaram muitas coisas interessantes na série que só existem na parte manuscrita e, mesmo assim, foi ótimo assisti-la. 

Ainda não recebi resposta sobre o término de mais uma demanda do meu trabalho freelance. Será um bom dinheiro neste período, maior que a quantia do mês passado. Entretanto a minha desconfiança (quase paranoica) mostra-me mãos absolutamente vazias. 

Preciso entregar meu TCC, da pós-graduação, para a correção e validação até às 23:59 horas de hoje. Muito precisa ser corrigido, segundo a orientadora, e minha coragem está em falta. Orçamento Participativo é o melhor tema que achei na Contabilidade Pública. E, mesmo assim, tem dado dor de cabeça.

Também falei para meu botões... O que separa-me dos meus ex-colegas de curso já formados em Física é só a área mesmo. No final, ficaram eles no mesmo nível que eu, pensando melhor... Estando todos nós na mesma cidade, as oportunidades reais de trabalho podem estar muito piores para as bandas de lá. 

O que seria excitante agora? De uma forma que explode na boca como coalhadas e maçãs? Admirar corpos nus? Usá-los? E depois... Se forem nada mais do que cascas vazias que não se pode manter uma conversa agradável nem mesmo para tomar um café matinal? 

Tornei-me escrava dos meus questionamentos. E não há quem resista inteiro a eles. 

Será que precisarei ser estúpida para sentir prazer nos outros? 

Necessito, urgentemente, construir outro objeto de adoração. E dá-lhe uma vida envolta por pensamentos maliciosos que podem ser desnudados todas as noites e abandonados ao nascer do Sol. 


terça-feira, 20 de março de 2018

Altered Carbon (Carbono Alterado) - Um pós Blade Runner ou um Doctor Who Cyberpunk? Uma visão da série por suas bases mais interessantes (e polêmicas)

Canal: Netflix
Meio: Streaming
Adaptação: Livro Altered Carbon/2002, Richard K. Morgan
Ano: 2018
Gênero: Cyberpunk
               Ficção Científica
               Thriller de Ação
               Drama Policial
               Romance Noir
Criada por: Laeta Kalogridis
Elenco: Lista completa aqui: Altered Carbon IMDb
Trilha Sonora por: Jeff Russo
Número de Temporadas: 1
Número de episódios: 10
Locações: Vancouver, British Columbia, Canadá.

Altered Carbon não é para família e nem para as grandes audiências. É um mundo para adultos, especialmente os fascinados por Blade Runner e toda a cultura do Cyberpunk.



O ano de 2018 chegou e trouxe a produção mais cara da NetFlix - Altered Carbon, série baseada no livro de mesmo nome (que é seguido por Broken Angels e Woken Furies) de Richard K. Morgan e criada por Laeta Kalogridis.

Assim que o livro saiu, Kalogridis adquiriu os direitos de adaptação com a intenção, primeiramente, de um longa metragem. Mas a complexidade da trama afastou os investimentos dos estúdios e, assim, lá foram-se longos 15 anos até que o projeto virasse realidade pelas mãos (e dinheiro) da Netflix, que a encomendando somente em 2016.

Passaram-se alguns bons dias até que eu assistisse a série. Não porque o enredo sugerisse algo desinteressante, pelo contrário, e sim porque a Netflix (não sei se só a versão em Português) tem o péssimo hábito de não fazer boas e instigantes sinopses, fugindo, muitas vezes, da essência do próprio trabalho, além de não dar o nome de todos os atores e, o pior, não coloca boas fotos promocionais. Só depois de ler a segunda sinopse e ver que o Joel Kinnaman era o principal que eu parti para o primeiro episódio.

A história gira em torno de Takeshi Kovacs (o original é interpretado por Will Yun Lee e a nova capa por Joel Kinnaman), um ex-soldado das forças especiais que fazia parte do projeto Envoy. Após uma missão fracassada, Kovacs foi para uma prisão digital. Ele foi libertado por Laurens Bancroft (James Purefoy), membro da elite dos Matusas. Bancroft está intrigado porque foi assassinado em sua própria casa e acredita piamente que não cometeu suicídio. A missão de Kovacs é achar o verdadeiro culpado.

Há, também, muitas subtramas e envolvimentos, destacando-se o círculo próximo que se formará em torno de Kovacs, com a a policial Kristin Ortega (Martha Higareda), Poe (Chris Conner) e Vernon Elliot (Ato Essandoh).

Mas Altered Carbon vai muito além. Seus melhores pontos residem nas bases sociais em que a narrativa central foi construída... Então, vamos entendê-las!

A partir de agora entra o selo de:




O mundo em Altered Carbon

A série passa-se 350 anos no futuro, no ano 2384...

(um adendo para as primeiras perguntas: Que futuro? Porque se for contar de 2018, somando-se esses 350 anos, daria o ano de 2368, um diferença de 16 anos. Ou estamos falando do futuro do ano de 2034 ou essa contagem no tempo tem que passar para 334 anos no futuro... Você escolhe!)

Então, nesse tempo, as memórias de uma pessoa, na sua forma mais pura, podem ser passadas para um dispositivo em forma de disco chamado cartucho cortical (isso mesmo, uma espécie de pendrive com o backup do nosso cérebro), que é implantado nas vértebras da parte de trás do pescoço, em um processo de codificação e armazenamento chamado Frente Digital Humana - FHD. Esse cartucho é colocado quando a pessoa é ainda criança, por volta de 1 ano de idade.

Quando há algum dano grave a essa constituição física, este cartucho pode ser colocado em um novo, digamos, receptáculo, chamado de capa, um ser clonado a partir do corpo original ou outros corpos que estiverem disponíveis. Também pode-se voltar ao corpo original, restaurado ou não. Tudo isso dependerá de quanto é possível pagar para ter a vida de volta. A capa é substituível, o cartucho não. E a não ser que tenha-se muitos backups espalhados por aí, uma vez que esse dispositivo tenha sido destruído, a morte é real.

Esta possibilidade só foi possível graças a uma tecnologia alienígena vinda de um povo chamado Elders e que já está extinto.

As diferenças de classes sociais 

As capas não são criadas de forma igual. Os ricos podem dispor de clones aparentemente infinitos de si mesmos, distribuidos por cofres trancados e altamente seguros em torno da galáxia. Assim surge-nos os Matusas, pessoas poderosas que efetivamente tornam-se imortais.

Entretanto a maioria das pessoas não escolhe sua nova capa, devendo, ser quiser viver novamente, usar o que estiver disponível. Isso significa que pode-se ter uma criança colocada no corpo de uma pessoa idosa ou acabar em uma raça ou gênero diferente. 

Então, de onde vêm as capas dos pobres? 

Esta é até fácil de deduzir: daqueles ainda mais pobres que não podem pagar sequer para manter o corpo original. Porque se a capa sofreu um dano grave, esta pode também ser, dependendo da complexidade, restaurada. Se o antigo dono, representado por sua família, não puder pagar, então outra pessoa torna-se dona do seu corpo. E tem outras possibilidades...

O caso dos prisioneiros

Nesse universo, não há mais prisões como conhecemos hoje. Elas tornaram-se digitais e, sendo assim, os condenados têm os cartuchos removidos e seus antigos corpos são colocados a disposição. Se a família puder arcar com as despesas de manutenção até o cumprimento da pena, o detento terá seu corpo de volta, senão, haverá a permuta.

O caso da realidade virtual

Se o dinheiro não deu para manter a capa, então há a possibilidade de permanecer em uma Realidade Virtual, onde amigos e familiares poderão conectar-se para passar o tempo com a pessoa.

O caso dos corpos sintéticos

Por que não apenas colocar o cartucho em um corpo sintético ou um androide? Sim, é possível. Todavia é o meio menos usado. Imagine acordar em uma boneca ou boneco, mesmo que ele/ela seja uma cópia fiel da capa anterior? Muito esquisito será não poder comer, nem beber e nem sentir estímulos. Foi assim que o Serial Killer Charles Lee Ray ficou ao transferir-se para o boneco Chucky, só que ao invés de vudu, temos a tecnologia.

Eu não sou o dono do meu corpo?

A capa da primeira vida é, basicamente, um empréstimo. Se não puder pagar pela segunda vida no mesmo corpo, o governo vem e leva-o embora. É como comprar uma casa pelos bancos (considerando que as prestações da casa sejam infinitas). Pense que viver é o período que abrange o pagamento das parcelas. Parou de pagar (a morte), o banco vem e abre a possibilidade de renegociar (manter o corpo e voltar nele), se não tem mais meios de continuar o vínculo... Lá vai a casa para leilão.

E existem hospitais?

Sim. Como dizem todos os médicos, melhor prevenir do que remediar. Só que não há mais hospitais públicos ou privados, apenas um tipo de hospital onde quem tem dinheiro entra na frente, ganhando membros reforçados e tratamentos caros, enquanto, não importando a gravidade, os pobres podem morrer na fila de antedimento (o que já é real aqui e agora...). 


Reencarnação ou Ressuscitação?

A discussão em torno da Religião é um dos pontos mais fortes da série. Assim, aqueles que não querem viver para sempre, optam pelo bloqueio (com a codificação Neo-C) ou destruição do seu cartucho. O Neo-C (Neo-Catolicismo) é uma religião que sustenta a crença de que os seres humanos não devem ser trazidos de volta à vida após a morte.

Alguns podem fazer uma confusão com a Reencarnação. Contudo ela não se encaixa aqui. A Reencarnação e um processo natural, misterioso, baseada na lei do Carma. É uma nova vivência, de fato, de uma mesma alma (você pode dizer até mesmo que a alma é o cartucho). Mas a antiga vida, no princípio da Reencarnação, foi deixada para trás (porém é sabido que lembranças podem ficar, assim como nos casos documentados de vidas anteriores). Para que a tecnologia usada em Altered Carbon chegasse um pouquinho perto do que considera-se Reencarnação, além da nova capa, todas as memórias deveriam ser apagadas, sobrando apenas os traços de personalidade, ou o que chamamos de essência.

O que é a Resolução 653?

A Resolução 653 é uma proposta legal que altera a lei para permitir que as vítimas de assassinatos possam ser ressuscitadas com o intuito de testemunharem contra os criminosos. Ela não possui nenhuma restrição quanto a religião.

Entretanto pela lei vigente, um Neo-C não pode ser ressuscitado para esse caso.

A 653 é de suma importância para a construção da história da série, pois Reileen (Dichen Lachman), a irmã de Takeshi, aproveita-se disso para fugir das acusações dos assassinatos ocorridos em seu bordel, o Head in the Clouds, onde os clientes podem matar os profissionais do sexo.

Seu artifício é o de mudar ilegalmente os códigos dos seus empregados para Neo-C para que não haja processos criminais que exijam a ressuscitação dos mesmos. 

Mas a 653, sem restrições, caminha para ser aprovada na ONU. Por isso ela resolve armar para o Matusa mais poderoso. Depois de ser drogado no Bordel, Laurens Bancrofts assassina uma jovem. Com isso, ele é chantageado para que barre a aprovação da 653.

Mas, cheio de culpa, Laurens se mata antes que seu cartucho completasse a atualização com as memórias do crime.

É desse ponto que começa Altered Carbon. 

Altered Carbon é um pós Blade Runner ou um Doctor Who Cyberpunk?

A comparações com Blade Runner são inevitáveis, principalmente pelo universo cyberpunk - a melancolia, mundo poluído e sujo contrastando com o colorido das luzes da alta tecnologia. Se você gosta de ligar obras anteriores à atuais, pode considerar o enredo da série como uma continuação de Blade Runner (1982) e Blade Runner 2049 (2017).

Cabe aqui dizer que a história das capas assemelha-se muito ao enredo de Doctor Who, pois, ao invés de termos apenas um Senhor do Tempo que troca de corpo de tempos em tempos, temos vários deles que, dependendo da condição financeira, podem optar pela capa que mais lhe agrada e mantê-la para sempre.

Quero morrer junto com meu corpo!

As questões éticas e de liberdades individuais também são um ponto forte dessa trama. Imagine morrer ou ser preso e seu corpo passar de pessoa para pessoa? Ou ficar com a mente presa em uma realidade virtual? Ou em um corpo sintético? Onde acaba a vida? Onde começa outra nova? O seu corpo não era você? Por que o Governo tem o direito sobre ele após o desligamento da sua consciência?

São essas questões um verdadeiro nó de marinheiro, pois todos temos um tipo de posicionamento a respeito. Só que qualquer uma dessas opiniões encontrará sempre uma contrapartida duríssima para reflexão. 

Por exemplo, se seu corpo é somente seu, então você escolhe o que fazer com ele - doar órgãos ou doar a capa. Entretanto se o conceito de posse for considerado uma vontade egoísta que fere o princípio de convivência igualitária em uma sociedade? E se uma vida for perdida por puro capricho alheio? São a Terra ou o Fogo mais importantes do que um semelhante? O Governo, que supostamente deve cuidar do bem estar dos cidadãos e protegê-los, não deve intervir nessa questão? 

Altamente complicado, não?

A série Altered Carbon teve Whitewashing?

O whitewashing, ou embranquecimento, significa substituir personagens fictícios ou históricos, de origem estrangeira, por atores norte-americanos ou de cor branca. 

Nesse caso, claro que não ocorreu isso na série. O próprio livro dá espaço para que um protagonista oriental seja, depois, um caucasiano. E o trabalho traz os dois, na vida passada e presente, dando espaço para as duas etnias. Aliás, uma coisa que Altered Carbon não pode ser acusada é de não ter diversidade. Todo o resto em torno dessa polêmica é intriga da oposição...

Afinal, por que diabos a série chama-se Carbono Alterado?

Nem os três livros e muito menos a série dão-nos uma resposta clara e objetiva, apenas alguns subentendimentos com frases que trazem essa expressão.

O que pode-se supor é que Carbono Alterado seja uma expressão para a própria capa que foi mudada para abrigar novamente uma vida, pois os seres humanos são constituídos por carbono e, nesse processo de reciclagem, essas cadeias precisam ser refeitas ou até mesmo modificadas. Quase um produto transgênico de hoje. 

Oh, Meu Deus, que mundo horrível esse...

Sim, por isso que temos um exemplo claríssimo de DISTOPIA.

As distopias são geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade e grande desigualdade social.


Fontes:


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Notícias do front... O que andas fazendo, óh, criatura?

Pois bem, pois bem, eis como nos primórdios do CQ&Sherlock...

Então é o mês das folhas que caem, das paisagens amarronzadas com aroma de madeira e canela e... Não, não é nada disso! Por aqui somente um calor escaldante dos trópicos, com um céu cegamente azul e uma sede sem fim. Penso que qualquer um desses dias será mais do mesmo - nenhuma gota de chuva e tampouco nuvens cinzas que façam-me sentir como nos velhos tempos do belos temporais que vinham do leste. Nossa, que saudade daqueles tempos imemoriais...

Mais do mesmo também é meu cotidiano. Estou tentando terminar o curso de Física, uma notícia mais velha que o próprio Matusalém.

 - Senhor, como está difícil!

São apenas duas cadeiras e dois cenários tão distintos e discrepantes que uma confusão e discussão mental fazem-me sair da sala em pensamento: um professor muito rígido, mas que mantém o diálogo um pouco mais aberto. O outro, um senhor que não sei bem como foi parar no magistério acadêmico. Um tédio absoluto em ambas - a primeira disciplina é tão abstrata que não sei por onde começar. E isso não me incentiva a abrir o livro, que por desventura é em inglês, para tentar entender. É como antecipar um futuro já sabido por todos - aquilo é extremamente complicado para se aprender e não há uma viva alma para concordar comigo; a segunda, pateticamente tão mal ministrada que não merece nenhuma linha a mais desta conversa. Das intempéries desse semestre, não sei mais o que profetizar. É apenas uma questão de espera.

No final do mês haverá o IV Simpósio de Estudos Celtas e Germânicos dos meus colegas do curso de História. E sim, escrevi-me nele sem pudores - será uma escapadela da realidade mórbida que cerca o meu prédio de exatas. Digo a muitos (e poucos compreendem) que é como cruzar o portal para dois mundos extremos - em apenas uma travessia de passarela, ou escadas, desvencilho-me do ar pesado e sabichão dos arrogantes para adentrar em uma reunião dos seresteiros, cancioneiros e trovadores da noite. Pode parecer vadiagem sem precedentes, mas eu prefiro assim.

Continuo a tocar as minhas flautas nativas. Mas uma tem dado-me um pouco de dor de cabeça - parece desafinar em uma das últimas notas e tem um "vento" que rivaliza com o som. Conversei com o luthier, mas ele insiste em dizer que é sopro em demasia. Desanimei um pouquinho, só que irá passar.

As dores na coluna vão e voltam. Eu não tenho hérnia de disco, apenas degeneração discal. Acho que já estou bem acostumada a esse ritmo. Claro, nos dias de dores, tudo parece sem esperança. Ajuda muito a piorar esse quadro a TPM, esses sim são péssimos momentos. E conversando com o meu médico, optei por fazer pilates e fitdance (a famosa zumba) e tomar alguns medicamentos menos agressivos. Tudo isso foi cuidadosamente pensado depois que ele passou-me um antidepressivo que também age nas dores crônicas e juro, depois de tomado um comprimido apenas, a morte parecia mais perto do que nunca. É como não sentir-se mais a mesma pessoa, uma sensação de letargia, respiração quase parando, o mundo girando e pensamentos infernais. Resultado: o ortopedista concluiu que sou uma pessoa demasiadamente sensível a antidepressivos.

Depois de completados 30 anos... A contagem já não importa mais.

Estou endividada até a alma (ha, ha, ha). Tive que cortar o plano de saúde e minha boa vida acabou. Estou procurando um emprego e, pelos céus, como está intricada esta parte. Esta cidade é estranha para quem quer entrar no mercado de trabalho depois de muito tempo. Resolvi tentar o setor das aulas particulares, mas também é um cenário difícil. Depois de 4 anos fora de órbita, vivendo apenas com as bolsas de iniciação científica, não há mais como sobreviver desta maneira. Depois da última bolsa, em que o Professor chamou a mim e outros colegas de vagabundos que não queria trabalhar, decidi que é melhor ir para outro ramo.

Estou viciada nos documentários do Investigação Discovery. Os programas que mais assisto são A Sangue Frio e Casos Arquivados. É uma sensação de alívio saber que os assassinos foram punidos com o rigor da lei no final de cada episódio - algo que não teria espaço aqui no Brasil - o país mais escrachado, nesse aspecto, de todos.

Estou quase acabando (de verdade!) Moby Dick Volume I, faltam apenas 24 páginas. E como já relatei em outras postagens, isso tornou-se uma saga de quase 3 anos. E o Volume II promete seguir a mesma rota.

São dias calmos, bem tranquilos, eu diria. Quando você toma conhecimento da sua quebra financeira e encara isso de frente, não há mais ansiedade e compulsividade, ou mesmo ira. É um fato consumado e ponto final. Claro, todos pensam em sucesso e dinheiro para mostrar o poder adquirido alguma vez na vida ou em toda ela - não passando de uma ilusão neon; a nobreza encontra-se na simplicidade. A palavra mais adequada para nossas ambições seria estabilidade, porém, para a maioria, esta não tem validade se não for uma vaca gorda que jorre leite espumante em bicas. Talvez percamos muito tempo em uma busca desenfreada pelo ter para satisfazer apenas caprichos, deixando essa passagem incompleta e levando lacunas para a próxima. Só que não estou dizendo que quero viver dependente dos outros, como estes filhos que acomodam-se. Longe de mim! A procura diária do saber quem eu sou levou-me por caminhos mais místicos. Percebo que a vida é mais promissora para aqueles que tentam desprender-se das imposições da sociedade, um monstro faminto e impiedoso - prepara o indivíduo para ser devorado, fazendo-o acreditar que o que a nutre também o nutrirá, quando na verdade, a criatura não passa da próxima refeição.

Tenho mais passatempos agora - traduzo legendas do Inglês para o Português de minisséries, séries e peças de teatro inglesas ou de outras línguas que são raríssimas de encontrar no Brasil. Eu já traduzi e aprontei uma legenda para o filme dinamarquês O Jovem Andersen (que fiz a crítica aqui), agora trabalho com duas obras - todas com o ator que amo, Sir Derek Jacobi (que eu falei aqui) - Little Dorrit, de Charles Dickens, de 1988, e a peça Hamlet, de Shakespeare, de 1980 - ambas da BBC. Tais legendas são extremamente dificultosas. Quando você trabalha como legender, percebe a diferença entre um bom trabalho e um péssimo. Little Dorrit tem 6 horas de duração, divida em duas partes, e Hamlet tem 3 horas, sendo assim, a pressa não tem vez. Nesses casos, traduzir bem também significa conhecer as obras e um pouco do universo do autores. E boas legendas podem demorar até dois meses para ficarem prontas. No caso de Hamlet, com uma linguagem altamente rebuscada em inglês, tenho que usar livros, duas traduções em Português (Brasil e Portugal), e a peça no original, em Inglês, para saber o que foi utilizado e o que foi cortado para em seguida passar para as legendas. É como um grande quebra-cabeça que monta-se dia após dia.

Tenho dois temas para escrever nos próximos dias - A série Stranger Things, que já havia prometido, e o Nobel do Bob Dylan. Talvez o tema Dylan saia primeiro, pois foi um burburinho sem sentido para algo que eu considero fantástico e totalmente justo - eu sempre quis falar sobre os trovadores e eis uma bela oportunidade.

Lembre-se:

"Se não há vento para seu barco, reme!". 

E dito isso, desejo-te, leitor (a), uma ótima e agradável noite.


T. S. Frank


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Vicious - minha série perfeita

Vicious é a minha companhia da noite ou daqueles momentos mais melancólicos que eu preciso rir despretensiosamente. E por quê? Por que ela é hilária e possui o enredo e as tiradas das comédias que eu aprecio. Se eu for contar quantas vezes vi todos os episódios das duas temporadas dessa sitcom inglesa, muitos números farão parte desse índice.

Há séries que ficam guardadas na memória e outras que vão além disso: ficam guardadas para serem assistidas a qualquer momento. Vicious é uma delas. Depois de The Mentalist e Fringe, não pensei que iria achar uma série para fazer parte desta família sentimental assim tão facilmente. Só que foi amor no primeiro episódio.

Vicious é puro talento. Não por menos, afinal, o casal principal da série britânica é composto por dois monstros sagrados da interpretação: Sir Ian Mckellen e Sir Derek Jacobi. E não é nenhum exagero: eles são tesouros nacionais, como dizem os britânicos.

O enredo da série gira em torno do casal Freddie Thornhill e Stuart Bixby. Há 50 anos juntos, eles vivem uma verdadeira relação de amor e ódio, dessas que a gente conhece das histórias de todos os dias.

Freddie é um ator com um excesso de confiança extremo. Ele trabalha, geralmente, em papéis pequenos. Já Stuart é um ex-gerente de um bar, dedicado a casa e até bem mais paciente que seu companheiro. Os dois vivem a trocar farpas, numa espécie de jogo. Mas no fim, um não pode viver sem o outro. 

Lógico, como pede a estrutura e enredo de uma sitcom, há também os amigos e parentes que entram nos conflitos e cotidiano do casal: 

Violet Crosby (Frances de la Tour), uma amiga muito próxima do casal. Vi (como muitas vezes é chamada por Freddie e Stuart), vive saindo e entrando em relacionamentos bizarros, metendo-se em situações extravagantes. Muitas vezes comporta-se como uma ninfomaníaca e tem uma queda pelo vizinho dos amigos, Ash.

Elenco da série Vicious
Ash Weston (Iwan Rheon), é o vizinho jovem e atraente do casal. Ele tem uma complicada situação familiar, com pais criminosos que estão presos. Mas isso não abala tanto a sua confiança. Vez ou outra ele aparece com um emprego estranho e novas namoradas. Contudo isso não impede as investidas de Violet. 

Penelope (Marcia Warren), uma velha amiga de Freddie e Stuart que está sempre muito confusa sobre as coisas mais simples. Já teve um brevíssimo relacionamento de duas noites com Stuart na juventude. Para Freddie, ela não passa de uma louca. 

Mason Thornhill (Philip Voss), é o irmão genioso de Freddie. Está sempre a queixar-se das mesquinharias do casal (pura falta de dinheiro mesmo!). Sempre aparece na casa acompanhado por Penelope, quando essa não esquece dele... 

Mildred Bixby (Hazel Douglas), a mãe de Stuart. Todos os dias ele liga para saber como ela está, porém isso nem sempre é feito de bom grado. Ela acredita que um dia o filho se casará e terá um filho e que Freddie é apenas o colega de apartamento do Stuart. Segundo Freddie, nem mesmo Jesus quer passar um tempo com a Sra. Mildred.

Balthazar, o cãozinho quase múmia da casa. Às vezes é necessário borrifar água para que ele reaja a algum acontecimento.

Vicious é da ITV, foi criada por Mark Ravenhill e Gary Janetti, escrita por Gary Janetti e dirigida por Ed Bye.

Ela esteve no ar de 2013 a 2016, com duas temporadas e dois especiais. 

Primeira temporada
Sir Ian Mckellen e Sir Derek Jacobi
Freddie e Stuart

1 Wake - 29 de abril de 2013
2 Cheat - 06 de maio de 2013
3 Audition - 13 de maio de 2013
4 Clubbing - 20 de maio de 2013
5 Dinner Party - 03 de junho de 2013
6 Anniversary - 10 de junho de 2013
7 Christmas Special -  27 de dezembro de 2013

Segunda temporada

1 Sister - 01 de junho de 2015
2 Gym - 08 de junho de 2015
3 Ballroom - 15 de junho de 2015
4 Stag Do - 22 de junho de 2015
5 Flatmates - 29 de junho de 2015
6 Wedding - 06 de julho de 2015
7 Special - 19 de junho de 2016

Vicious é nostalgicamente engraçada e divertida. Não é difícil apaixonar-se por ela. Basta uma olhada e os sorrisos e gargalhadas começam a aparecer.

Recomendadíssima!

A habitual troca de farpas entre Freddie e Stuart
(Sem legendas, áudio em inglês)


Erros de gravação
(Sem legendas, áudio em inglês)



Agora vamos falar sobre Sir Ian Mckellen e Sir Derek Jacobi...

Ian e Derek nos tempos de Cambridge

Bem, Sir Ian Murray Mckellen (nascido em 25 de maio de 1939, Burnley, Lancashire, Inglaterra, 77 anos) é conhecido pelos personagens Gandalf e Magneto. Mas isso é apenas para quem limita-se a explorar essa ínfima parte de sua história como ator.

O Jovem Mckellen
Ele já foi indicado ao Oscar pelos filmes Deuses e Monstros (Gods and Monsters) de 1998 e Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring) de 2001. Já ganhou um Globo de Ouro, 4 BAFTAS e teve 5 indicações ao Emmy Award. Entretanto essa não é nem de longe a parte grandiosa pela qual ele é considerado um tesouro nacional. 

Sir Ian Mckellen
Ian Mckellen é um monstro sagrado dos palcos. Já ganhou 6 Laurence Olivier Awards e 1 Tony Award. Sua especialidade é Shakespeare.

Ele é abertamente homossexual. Conhece Sir Derek Jacobi há tempos. Ambos estudaram em Cambridge, onde Ian ganhou uma bolsa para o curso de Inglês e Literatura. Os dois conheceram-se em 1958 e, na época, Mckellen admite que tinha uma queda pelo amigo, mas não era correspondido.


Uma entrevista de Mckellen, em 1984, por Brian Linehan 
(legendas somente em inglês, áudio em inglês)



E a minha parte favorita...

Jacobi é o meu querido. Sim, isso mesmo. E vou explicar o porquê. 

Derek em Hamlet, 1980
Sir Derek George Jacobi (nascido em 22 de outubro de 1938, Leytonstone, Londres, Inglaterra, 77 anos) é uma lenda dos palcos. Seu papel mais aclamado na televisão é a estupenda série Eu, Claudius (I, Claudius, adaptada pela BBC, em 1976, da série de livros do escritor inglês Robert Graves), onde fez o papel título e por ele recebeu o BAFTA. Tem outros sucessos na televisão, como Cadfael (1994-1998), Last Tango in Halifax (2012-2014), Breaking the Code (1996; no teatro, em 1986, teve o mesmo papel, interpretando Alan Turing) e Little Dorrit (1988) - este com o também espetacular ator inglês Alec Guinness.

Só que sua consagração veio através do teatro, tornando-se referência em Shakespeare, tendo dois Laurence Olivier Awards, 1 Tony Award e 1 Primetime Emmy Award.

Formou-se em História no St. John's College/Cambridge.

Jacobi é, também, abertamente homossexual.

Derek como Claudius
em Eu, Claudius, 1976
Minha paixão por Derek Jacobi é enorme; claro, começou por causa de Vicious. Ele é extremamente charmoso e quando mais novo, era muito bonito. Hoje é um senhor bem apessoado, de cabelos brancos, cor-de-rosa e muito elegante.

Seu jeito de falar e expressar-se hipnotiza, como na expressão "sair algodão de sua boca". Sua voz pode ser tanto eloquente, que poderia, facilmente, reger trovões, como ser suave e meiga, como um leve toque aveludado, que faz o coração derreter-se.

E eu fiquei tão ávida por ele, que comecei uma maratona dos seus trabalhos, partindo de Eu, Claudius, para, somente agora, terminar Little Dorrit. E tem muito ainda pela frente...

Sempre estou a procurar novas e antigas atividades de Jacobi. Por exemplo, em uma entrevista (material bônus do Box de Eu, Claudius), ele fala sobre os papéis mais importantes para ele. O curioso é que apenas um pertence a televisão, que é justamente a adaptação dos livros Robert Graves. O restante é todo de teatro - ele é um homem dos palcos e vive para isso.

Sir Derek Jacobi
Só que mesmo os grandes nomes e lendas da atuação não estão a salvo dos problemas que podem abalar suas carreiras. Depois de uma turnê mundial de Hamlet, em 1980, o ator sucumbiu ao que chamou de verme da dúvida e começou a ter medo dos palcos e foi assim por dois anos. Como ele mesmo disse em uma entrevista ao Jornal The Guardian, em 25 de julho de 2016:

"Eu estava cansado e não estava mais apreciando aquilo por um tempo. Houve um verme da dúvida na minha cabeça. Eu simplesmente não podia mais fazer aquilo. E eu não entrei nos palcos por dois anos."

Quando ele estava em Munique, no fim desse período de dois anos, recebeu um convite para interpretar Benedick na peça shakespeariana Muito Barulho Por Nada. Ele aceitou e foi através dela que veio a salvação para perder o medo de entrar novamente nos palcos.

Bom, sorte a nossa que esse momento difícil foi superado. E, dessa maneira, podemos ver suas maravilhosas interpretações com a maestria que somente ele possui.

E vida longa a estes dois gênios!

Derek Jacobi em fragmento de Hamlet, Príncipe da Dinamarca, BBC, 1980
 Ser ou Não Ser - Ato 3, cena 1
(Sem legendas, áudio em inglês)


Uma copilação de cenas com Derek Jacobi no filme Henrique V, de 1989, onde ele é o narrador. Sua interpretação é memorável nesta película!
(Sem legendas, áudio em inglês)


Entrevista com Derek Jacobi (material bônus do Box de Eu, Claudius), em 2010. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Layout do mês: homenagem a Stranger Things - Netflix

A NetFlix mudou a vida de muita gente, inclusive a minha e provavelmente a sua. Eu tenho muitas coisas para falar sobre o serviço de streaming, pois sou usuária e amo - principalmente quando eu estou em casa, de folga e coloco na minha Smart TV. Mas isso deixarei para outra hora...

Hoje estamos homenageando a série que virou sensação: Stranger Things. O CQ&Sherlock trará uma resenha em breve... Enquanto isso... Se não viu, veja!




Quer o seu próprio logo de Stranger Things? Visite MakeItStranger.com

sábado, 28 de maio de 2016

Outcast e Preacher - novas séries que o CQ&Sherlock está acompanhando

Desde o fim de Fringe (2008-2013) e The Mentalist (2008-2015), digamos, não estava mais tão extraordinariamente empolgada com série alguma (Arquivo-X não conta, apesar da volta deste ano, pois foi um revival.).

Com a chegada da Netflix e da minha Smart TV, pude conferir muitas novidades neste campo - boas e ruins. E, também, criei raízes no meu sofá. A evolução das séries, ao longo do tempo, com ajuda dos serviços de streaming e downloads da internet, transformou esse passatempo em uma verdadeira cultura de massa - o símbolo de uma geração.

E os quadrinhos também entraram nessa.

E é aqui que temos o divisor de águas para a T.S. Frank.

Não gosto de quadrinhos de super-herois (e essa afirmação engloba mangás de todos os tipos e de todas as temáticas, assim como animes). Eles são bem feitos, são! E as qualidades são muitas. Aqui reina uma questão de gosto mesmo. É igual ao Senhor dos Anéis - não aprecio de jeito nenhum! E a saga é histórica, construída ricamente e é soberba. Mas prefiro, anos luz, a Saga Nárnia.

Eu amo quadrinhos para adultos, cheios de violência, sangue, sobrenatural, magia e o cotidiano urbano - verdadeiras dissertações sobre a vida real e seus fantasmas psicológicos. É nesse ponto que a arte dos balõezinhos fazem sentido para mim.

E, nesse fluxo, o CQ&Sherlock passa a acompanhar um série promissora, aliás, duas:




Santa tecnologia: agora posso ler Outcast no
meu tablete: #01 - Uma Escuridão o Cerca
1-OUTCAST - De longe, a minha preferida. Ela é baseada no quadrinho (que começou a partir de 2013 e continua a ser lançado) criado por Robert Kirkman (The Walking Dead) e Paul Azaceta. O enredo traz Kyle Barnes - um rapaz que, desde a infância, é atormentado por possessões demoníacas. Mas essas atingem somente as pessoas próximas a ele, trazendo dor e sofrimento para sua vida. Só que, agora, Kyle está determinado a descobrir a verdade sobre essa espécie de maldição que o assola, mesmo que isso signifique um possível extermínio da vida na Terra.

O primeiro episódio foi liberado no Youtube para que todos pudessem conferir. A responsável pelo piloto foi a Cinemax. Mas é a Fox que transmitirá a série. Ela irá ao ar todas as sextas.

O ator que faz o papel de Kyle é Patrick Fugit (o garoto de Quase Famosos/2000) - excelente no papel. É o tipo de protagonista que você se apega desde o começo.

A HQ já possui 18 edições lançadas e  eu já li 17 delas. Virou vício, a propósito.

Como a premiere oficial da série será ainda em 03 de julho, o Rotten Tomatoes ainda não colocou a pontuação. Mas no IMDb já mostra uma excelente nota - 8,2 (atualização do Rotten Tomatoes será colocada aqui assim que sair.).


2 - PREACHER - ela ainda é um mistério para mim. Confesso que, ao longo de quase uma hora e cinco minutos, eu fiquei na dúvida se ela estava me cansado ou me divertindo. Então, depois de ver o piloto, fui consultar algumas pessoas que já leram os quadrinhos e, por ventura, viram o primeiro episódio. Segundo a minha irmã, a primeira delas, foi amor de primeira! E ela está lendo os quadrinhos fervorosamente (eu ainda começarei). As palavras dela foram - a série deixa você curioso. O segundo, um colega do curso de Física, me disse que não viu o piloto, mas o quadrinho é insano e um dos melhores que ele já leu na vida.

Então, vamos lá: a série é baseada na série de 66 quadrinhos (mais 6 edições especiais), da década de 90, pelo selo Vertigo da DC Comics. Foi criada por Garth Ennis e Steve Dillon. Preacher conta a história de Jesse Custer, um ex-pastor que foi possuído por uma entidade sobrenatural e que confere a ele o poder de fazer com que qualquer pessoa o obedeça. Essa entidade é Gênesis - fugitiva do Paraíso. E os anjos a procuram para prendê-la novamente. Quando eles descobrem que ela e Jesse Custer se tornaram uma só indivíduo, o objetivo passa a ser exterminá-lo. Para isso ressuscitam um matador do século XIX, o Santo dos Assassinos e o enviam para persegui-lo.

O piloto dividiu opiniões. Os mais xiitas dos quadrinhos não gostaram muito. Talvez pelo toque de humor do ator Seth Rogen (responsável pela direção, juntamente com Evan Goldberg) e algumas caracterizações de personagens. 

Jesse é interpretado por Dominic Cooper (A Duquesa/2008), que está bem legal no papel.

É a AMC responsável pela transmissão da série. E ela vai ao ar todos os domingos.

Eu estou aguardando mais... Por enquanto, é isso que tenho para dizer sobre Preacher. Mas no IMDb a nota está ótima - 8,8. O Rotten Tomatoes também deu uma excelente nota - 92% de aprovação.



Fontes:

domingo, 13 de dezembro de 2015

Da saudade de tempos imemoriais de outras vidas...

Estudar Exatas tem sido um grande desafio. Não tanto pela Ciência em si, que é bela e cheia de perseverança [apesar das vaidades que nunca entenderei]. A falta de espiritualidade de todos ao redor é um espinho pontiagudo.

Todos são de ferro e feitos de palavras agressivas soltas cronometradamente em larga escala. Cenários de disputas, mesquinharias e incompreensão. Ao mesmo tempo, são pálidos e frios, sem mistério, sem sal e muito menos açúcar. É como olhar grandes recipientes vazios encrustados de números e quantidade, fórmulas e desdenhos.

Há assuntos que não gosto de discutir [ou, ao longo do tempo, aprendi a evitar]. São eles, religião e política.

Assim que entrei no curso, foi dada-me a seguinte máxima: "religião não combina com Física.". Fiquei com isso na minha cabeça por muito tempo.

Pensei nos cientistas do Vaticano, Latim, Isaac Newton e todas as possibilidades românticas e poéticas de uma vida que pode ser clara, tranquila, espiritual, buscando o conhecimento sobre o mundo e sobre si mesmo. Contudo parece um assunto proibido, só murmurado em coxias, na calada da noite. Sinto-me numa fábrica ideológica imposta - ser e ser - não é uma questão, é a própria vida.

Dentro do meu próprio mundo, eu sou um paradoxo. Sou católica e acredito em reencarnação. Gosto da propriedade investigativa dos  Dr. Ian Stevenson (já falecido) e o Dr. Jim B. Tucker (Psychiatry and Neurobehavioral Sciences - The Division of Perceptual Studies - University of Virginia - School of Medicine). Do outro lado, meu modelo de profissional é o Carl Sagan - cético e divulgador nato da ciência, não a apavorante, e sim  aquela de um mundo que não precisa ser complicado, basta amá-lo para entendê-lo (igualzinho a Olavo Bilac que aconselhava a amar as estrelas para compreendê-las...).

Em nenhum momento entrei em conflito com esses dois mundos. A coexistência é a chave para a paz.

Sinto, cada dia mais, que aqui não é o lugar, o meu. Não consegui criar raízes e belas histórias. Não sinto saudade.

Falta-me o sentimento vivo e intenso. E ele existe e viveu ardentemente em mim.

Muitas pessoas alegam ter memórias de outras vidas (geralmente aparecem na infância, antes dos 7 anos). Outras sentem a falta inexplicável de algo que não viveram - um fragmento de uma vida esfuziante de outrora, de outro tempo, imemorial e longínquo.

Revendo Arquivo-X (1993-2001), cada vez mais identifico-me com o Fox Mulder. E, todos que assim se sentem, têm medo de, no meio acadêmico, acabarem com a reputação de estranho, louco e desacreditado.

O assunto vidas passadas também foi abordado na série - os carmas, pessoas que continuam ao nosso lado, as mesmas missões, os mesmos pecados e defeitos, inimigos, amigos e amores.

Hoje sinto-me letárgica. Não há um grande amor ou laços de amizades intensos. E assim é essa caminhada há alguns anos.

As perguntas permanecem abertas e as respostas perdidas. Porém há tantas histórias para serem vividas e redescobertas. Em algum lugar vaga, com a mesma impressão, alguém que também sente que um pedaço dessa vida está ligada a outras que, nesse momento, ocultam-se em labirintos que deixam escapar somente a sensação de que a alma é imortal e imutável.

Não se vive para sempre.
Vive-se várias vezes...


***

Este é o tema do filme para TV Minha Vida Na Outra Vida (Yesterday's Children - 2000/EUA/França). Ele foi inspirado no livro autobiográfico de Jenny Cockell. O Livro de Jenny, Yesterday’s Children: The Extraordinary Search for My Past Life Family (1993), relata suas lembranças de uma vida passada e sua jornada para reunir seus filhos de ontem que deixou ao morrer na Irlanda de 1932. O filme conta com Jane Seymour (a famosa Dr. Quinn e do belo filme Em Algum Lugar do Passado), Clancy Brown (Highlander e Sleepy Hollow) e o grande ator Hume Cronyn (que foi, também, marido de Jessica Tandy).

O tema é cantado por Jenn Mahoney e chama-se A Dream That Only I Can Know. Tem uma parte cantada em gaélico irlandês e outra em inglês - um trecho abaixo traduzido (Letra da música aqui).



"Escute o meu coração
E como ele segue um sonho
E ele leva a um lugar
Que somente eu conheço 
Para conhecer meu coração 
É preciso seguir um sonho 
Um sonho que apenas eu posso conhecer." 


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

E a terceira temporada de Sherlock/BBC?


Bem, a espera pela temporada de Sherlock/BBC é bem longa e já está praticamente intrínseca às novas temporadas, pois o mesmo fato aconteceu com a segunda. Até a presente data da postagem, não há previsão para que os episódios já gravados sejam finalmente liberados, mas o alívio é que provavelmente já está em fase de pré-produção, ou seja, apenas os últimos retoques.

A data colocada para a estreia, segundo os rumores, é apenas em janeiro de 2014. Porém nada confirmado pela produção. Aliás esta é tão misteriosa quanto a maneira [SPOILER] como Sherlock conseguiu enganar a todos e fingir a própria morte.

O que tem-se, segundo as informações do blog Snail Trail, é o seguinte:

1. A justificativa da demora:

“Acidentalmente, a forma como fazemos os episódios cria um grande intervalo entre as filmagens, de forma a que Benedict e o Martin possam ir fazer grandes filmes e depois regressar para o programa que todos adoramos. Se mantivermos este modelo, é ideal." (Steven Moffat em entrevista, retirado de Como está Sherlock desde de abril [4], 13/09/2013, blog Snail Trail)

2. A data de estreia:

“Não sei de onde veio o último rumor quanto à data de transmissão de Sherlock ser 01/04. Não de mim, pois a data de transmissão ainda não foi confirmada.” (Sue Vertue em entrevista, retirado de Como está Sherlock desde de abril [4], 13/09/2013, blog Snail Trail)

3. [SPOILER] Sobre as gravações da revelação de como Sherlock caiu e não morreu:
“Nos fizemos algumas cenas falsas.” (Jeremy Lovering, realizador de The Empty Hearse, em entrevista, retirado de Como está Sherlock desde de abril [4], 13/09/2013, blog Snail Trail)

O que pode-se fazer diante desses fatos? Apenas esperar ou ver as grandes produções que Benedict Cumberbatch e Martin Freeman estão fazendo no cinema. Nosso querido Sherlock está em filmes de grande destaque como Além da Escuridão - Star Trek, 12 Anos de Escravidão e O Quinto Poder (biografia de Julian Assange e sendo o mesmo). Martin continuará na saga do Bilbo Bolseiro, depois de o Hobbit: Uma Jornada Inesperada, agora vem O Hobbit: A Desolação de Smaug. Aliás, quem é a voz do Smaug? Isso mesmo, Benedict Cumberbatch!

Tem mais novidades também no quesito vilões: como [SPOILER] o Moriarty saiu de cena, temos agora um novo arqui-inimigo do nosso querido Sherlock:

"[...] a produtora Sue Vertue divulgou a imagem de Charles Augustus Magnussem, personagem que desafiará Holmes e Watson. Ele será interpretado pelo ator dinamarquês Lars Mikkelsen (Forbrydelsen, Those Who Kill), irmão de Mads Mikkelsen (Hannibal). Ainda não foram divulgados detalhes sobre o personagem, mas é possível que ele seja a adaptação de Charles Augustus Milverton, o rei dos chantagistas, que é apresentado na obra de Arthur Conan Doyle. Ele aparece no conto The Adventure of Charles Augustus Milverton, publicado em 1904.” (Conheça o Novo Desafio de Sherlock, revista Veja, 29/07/2013).

Bem, agora fiquem com os nomes dos três (sim, de novo e de novo, só três)

1. The Empty Hearse – O Caixão Vazio (referência: o conto A Casa Vazia, do livro A Volta de Sherlock Holmes)

2. The Sign of Three – O Signo dos Três (referência: o livro O Signo dos Quatro; para quem leu o livro… Sabe que vem personagem nova por aí…)

3. His Last Wow – A Última Promessa (referência: o livro O Último Adeus de Sherlock Holmes... E isso pode ser o fim da série... Ou não...)

Por enquanto é isso, queridos (as) leitores (as). Quando saírem mais novidades, estarei aqui para passar para vocês. Aproveitem e vejam o Teaser da terceira temporada e as fontes consultadas!

E vamos vendo a primeira e a segunda temporadas pela zilhonésima vez.

Fontes

Blog Snail Trail – Tudo sobre Sherlock/BBC!
Sherlock BBC Brasil

Postagem do CQ&Sherlock - Sherlock/BBC
Postagem do CQ&Sherlock - Benedict Cumberbatch