sábado, 17 de novembro de 2012

Farewell Facebook

Não, eu não cometi um assassinato, não estou sendo procurada pelo FBI, CIA, equipe do Criminal Minds, CSI, ou pelo Sherlock ou Patrick Jane. É apenas um 'Porra, não quero mais!" [Ursinho TED mode on].

Sim, eu cansei do Facebook e toda a invasão que ele proporciona.

Antes de entrar no âmbito pessoal, eis algumas indagações que você, caro (a) leitor (a), deveria fazer a si mesmo (a):

1. Quanto tempo você gasta diariamente no Facebook?
2. Quanto desse tempo você realmente empregou para fazer o que queria fazer antes de de logar no Facebook?
3. Quantas pessoas você realmente queria que fossem suas amigas no Facebook?
4. Quantas confusões você já arrumou por causa de uma atualização, um curtir ou um comentário no Facebook?
5. Quanto tempo já gastou procurando um plano infalível para se desfazer daquele 'amigo' que você não quer mais no Facebook?
6. Dos amigos que você tem no Facebook, quais são seus amigos de verdade na vida real?
7. Você fez um perfil no Facebook porque quis ou porque todo mundo tem?
8. Você tem medo de ser tachado de esquisito, possível psicopata e antissocial se um dia decidir não ter mais Facebook?
9. O Facebook deixa você com tempo livre para as outras atividades?
10. O Facebook tornou-se sua vida?

Você [como eu! Aposto!], invariavelmente, todos os dias, sente vontade de ver o que aconteceu com aquela pessoa que você gosta [e mantém no Facebook] e não gosta [e, por questões morais e pacíficas, também mantém]. A primeira é prazerosa, por vezes, muito engraçada e mantém uma linha saudável de comportamento em redes sociais. Já a segunda... É tão venenosa quanto pequenas doses de mercúrio.

Há também o tempo gasto, uma espécie de feitiço, no qual você pode ficar horas simplesmente olhando para a tela com aquelas cores azuis, esperando a próxima atualização, ou aquele inbox se abrir, magicamente, para uma conversa - Oba, alguém quer conversar comigo!

Contudo, não há só ganhos, existem perdas. Com o fim do meu perfil, lá se vai metade da comunicação que tenho com muitos leitores do blog e queridos parceiros, bem como a Fã Page do CQ&Sherlock. E, claro, o contato com alguns poucos bons amigos da vida real.

Mas, aos meus leitores e parceiros, sempre tem o próprio blog e o e-mail do CQ&Sherlock, bem como o quadro de recados e os próprios comentários. Aos amigos, bem, esses sabem meu endereço, meu MSN particular [futuro Skype] e meu número de celular [nada como receber SMS!].

É isso! Eu não quero me sentir como em 1984, não quero ser  John Smith e, muito menos, parecer vigiada pelo Grande Irmão [deixa isso para o livro que estou lendo do meu querido George Orwell].

Não vou dizer que não voltarei um dia para o Fantástico Mundo Azul. Toda decisão pode ser revogada. Porém, por enquanto, é o melhor.

Documentário - Adeus, Facebook (Um pequeno filme sobre um suicídio digital)

Encontrei este pequeno documentário, de pouco mais de 11 minutos, sobre algumas questões 'existenciais' acerca do Facebook. O filme é alemão, mas possui legendas em inglês e é de fácil compreensão. O personagem vai analisando cada pessoa e cada convite [até mesmo dos pais]. E ele se pergunta: "O que realmente eu estou fazendo aqui?". Vale a pena conferir!




sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Desterro

"Diz-lhe que eu quero voltar e, de novo, na tua foz, as mãos e alma lavar. Quero voltar branca flor. Que neste desterro maldito, estou morrendo de amor." (Lua Na Lubre - Desterro/2007. trad. e adap. T.S. Frank)

Quão triste é a não adaptação a um certo lugar e nele visualizamos apenas amargas lembranças.

Voltar é uma cruel realidade - as mesmas paredes frias e as luzes amarelas e doentes ao longe. O medo dos egos, estilos de vida, críticas, invasão e incompreensão. Os sonhos tornam-se fragmentos cortantes de um futuro incerto. Os amores são veias latejantes e incômodas e cada lágrima tem o nome de alguém ou atitude.

Exílio temido e aguardado, contado dia após dias, depois de um período turbulento que ainda arrasta-se. A morte ronda, grita e assusta, enfatiza a dor e a loucura. Uma grande prisão essa vida, dessa forma - lenta, dolorida, cabisbaixa, sem propósito.

Ao olhar as ruas feias, esgotadas, cansadas, com suas pessoas vulgares, contemplo o triste fim, as cinzas de uma desumanização que já se consagrou - o teatro demoníaco - o espetáculo de nuances de sangue.

Das pessoas que conheci nesse vale, poucas são bem-vindas ou estão incólumes, brancas e inodoras, como a água cristalina que brota de fontes não mais existentes. Delas, das muitas, há sujeira por demais, escárnio, erros, maldade, ignorância, arrogância, superficialidade - são gotas de uma grande poça de lama.

Desterro maldito! Tão pálido e degradante, cada hora, cada minuto, uma agonia interminável.

Dos muitos passos em falso, dos questionamentos e da própria culpa em entregar a vida e os desejos a um bando de iconoclastas forjados no vazio, o pior foi ter caído na armadilha da sensação frágil de conforto e segurança.

Saudades da terrinha, da terrinha que escolhi (futura ou não), dos cafés e sorrisos, mesmo em lugares simples, mas verdadeiros. Saudades dos que eu adotei, saudade do sol em tom vermelho, das casinhas e sua gente nas portas, do ar e da brisa quente. Saudade do lugar o qual pertenço.

Pode ser que de lá eu apenas carregue as lembranças, mas daqui quero esquecer tudo - não há um dia que eu não me puna por minhas escolhas, mesmo muitas sendo feitas por minha inocência e acolhidas pela leviandade daqueles que vislumbraram o poder de destruição.

Desterro, minha punição! Se não morrer de tristeza, suas cicatrizes perdurarão por muito tempo - esculpidas em rostos que bem sei.



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O chá de cozinha

"Uma postagem pouco provável no blog de alguém que acredita fervorosamente no Living Apart Together e que está mais para a turma do professor Higgins."

Um chá de cozinha pode ser um objeto de estudo dos mais interessantes. É a mais vívida demostração de como duas pessoas podem ser felizes (e muito!) com a construção de uma família tradicional e que o amor conjugal existe para aqueles que têm sorte (parte importante) e uma paixão ardente que ainda não morreu no frio congelante da Sibéria.

A estrutura desse evento é basicamente assim: um clube, muito álcool, muita comida, go-go boys strippers ou um casal de comediantes gays, muitos presentes (a bola da vez é a tal da petisqueira), amigas ávidas por aquelas brincadeiras picantes, amigas doidas pela comida e as amigas das amigas da noiva.

E nesse momento eu poderia dizer - ah, vá! Quanta bobageira! Para que tudo isso? É apenas um casamento, um troço falido. Porém essa é a minha visão. Se meu conceito de felicidade não passa perto de festanças de casamento e do convívio na mesma casa, o que impede os outros de conseguirem isso dessa forma? Da mesma maneira que quero que respeitem minha opinião quanto as formas de amor, de como (não) viver juntos e dos novos conceitos de família, eu devo respeitar a alegria de uma noiva tradicional, feliz com seu casamento, com sua nova vida, seus futuros filhos, seu lar e com as muitas panelas que ganhou.

Um chá de cozinha é uma boa oportunidade para refletir sobre as dificuldades das mulheres em manter a sanidade:

1. Se casa, poderá ser: a víbora (visão da sogra); a ingrata (visão da mãe e das amigas solteiras); a desleixada (visão da sogra, do marido e das inimigas); a Amélia (visão do marido e dos amigos do marido); a boboca (visão das amigas solteiras, do marido e dos amigos do marido), a pobrezinha (visão das amigas casadas), a sortuda (visão das amigas solteiras); a boa mulher (visão da sociedade).

2. Se não casa ou/e pensa diferente sobre casamento e família, poderá ser: a fracassada (visão dos homens e das inimigas); a mal amada (visão dos homens e das inimigas); a pobrezinha (visão das amigas solteiras); a sortuda (visão das amigas casadas); a encalhada (visão da família); a lésbica (visão dos homens chutados, família e amigos); a revolucionária (visão daquele tio maluco); a independente (visão da empresa de trabalho) e a esquisita (visão da sociedade).

Ou seja, não há liberdade de escolha pura e simples para as mulheres. Um desses conceitos sempre vai ser supervalorizado pela sociedade de tempos em tempos.

Casamento é bom para quem quer e acredita nele. E essa noiva, imersa no que ela mesmo disse: "tudo está dando certo para mim", é a demonstração disso. Da mesma forma, os que não querem ou não pensam em cerimônias podem ser muito felizes.

E lógico, no estágio em que estou hoje, é difícil acreditar nessa felicidade de propaganda de margarina. Tudo bem, a vida segue. E eu comi bem para caramba nesse convescote moderno.

E, no final das contas, liberdade para casar ou não casar é título de álbum de Renato Russo - Equilíbrio Distante.

***
Se você gostou dessa postagem, poderá apreciar também:

Liberdade? Você tem escolha?
O Living Apart Together - uma nova maneira de convivência


sábado, 13 de outubro de 2012

Mais notícias do Front...

Engraçado, geralmente, começamos pelo começo - janeiro é um bom começo, dieta é na segunda e por aí vai. Só que, muitas vezes, isso é tão redondinho que parece mais promessa de político amarelo.

Recomeçar mesmo em novembro - mês de aniversário. Daqui a pouco vem os trinta e com eles muitas coisas que ficaram para trás - o que busco mesmo é a tranquilidade.

Mas nenhuma paz vem antes da guerra.

Ninguém me conhece, nem eu mesma. E costumo dizer que se alguém entrasse em minha mente, sairia dela, no mínimo, insano e furioso.

Daqui um mês retomar a faculdade de Física. Muitas coisas precisam mudar, muitas atitudes são necessárias e algumas coisas precisam ser ditas para a vida seguir em frente.

"De noite quero descansar..." Isso me lembra que agora estou escutando Legião Urbana. Não acho Renato Russo melhor letrista que Cazuza. Acho-o mais sentimental, mas romântico - um poeta parnasiano enquanto Cazuza é mais da classe de Augusto dos Anjos.

É dia quente - dia de esquecimento.

Dia do perdão, talvez. Depois da vingança.

Por hora, só.

Pintura - Nêmesis, de Alfred Rethel (1816-1859), pintor alemão do século XIX.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dos pequenos infernos diários...

Dia quente e sem perspectiva. E pensei - se fosse permitido-me um desejo, um único que fosse, pediria um campo verde, frio e a presença de alguém que pudesse compreender apenas a minha forma de ser. Como é apenas um desejo, isso significa que, na atual conjectura, não há nada que prove que essa pessoa exista [talvez tenha morrido ou era bom demais para viver em um mundo tão catastrófico].

Não sei se tenho saudades da vida de antes, da vida de sempre. Todavia eu senti quando estava doente, pois não sabia se viveria para ver o sol cinza novamente [o velho medo da morte... O que há do outro lado? Não se sabe!].

Ultimamente tenho sentindo uma vontade imensa de dizer algumas verdades da maneira como devem ser ditas. Muita gente passou pela minha vida, disse o que queria e foi-se. E eu, como uma estúpida polida e medrosa, escutei tudo passivamente e pior - guardei.

Todos os dias é a mesma rotina - pesadelos, acordar, esmiuçar, entristecer-se, pensar, acumular e dormir.

A única coisa que ainda inspira-me é o Café Quente & Sherlock. Ele mostra que eu ainda estou viva, muito sozinha, mas ainda respirando. Pode ser o único detentor do meu amor [o amor do Camões] - a construção em palavras de alguém que sofre silenciosamente. E, quando manifesta-se, é motivo de piada, escárnio e descrédito por parte dos próximos.

Fugi, por algum tempo, da velha escrita - ela não tinha medo de ferir ninguém, do mesmo modo que 'eles' não têm medo de machucar-me. Mas do que adianta essa polidez? Essas palavras doces? Do agradar? O deixa para lá? Absolutamente nada! Faltam apenas dizer- Nasça de novo!

É mais um daqueles dias em que nada faz sentido, imagine a existência! Porém não em uma escala global. Afinal o que a falta de dinheiro prova é isso - a retirada da oportunidade de conhecer pessoas que podem mostrar que esse 'círculo regional' é o responsável por um mundo parecido com um campo de trabalhos forçados - onde só há dor, lamentação e desespero!

[não deve-se deixar a vida ter sentido somente por causa de alguém. Isso causa desgaste e uma enorme tristeza. Porém se ela parece não ter justamente por isso, então, por que não experimentar uma outra amostra?]

Um dia eu disse que queria apagar 99% das pessoas que conheci. Eu estendo esse número para uns 99,9%. Esse ano foi de erros e descobertas.

Uma das poucas descobertas boas foi saber que ajuda nos piores momentos não é algo exclusivo de livros ou de pessoas abençoadas pela roda da sorte da vida. De onde menos se espera, ela aparece. Já de onde se espera...

Não arrependo-me de nada dito e que permanece postado nesse blog - ao contrário! Gosto do meu nome - T.S. Frank. E tenho orgulho de toda a história construída até aqui. Este foi a minha voz quando ela falhou de fato, meu porta-voz, meu porto e, principalmente, minha janela para achar pessoa que sentem-se da mesma maneira como eu e estão fora da bolha multicolorida de vidas saídas de esfuziantes propagandas de margarinas.

E aos que não gostam, sentem-se incomodados com as verdades da vida alheia ou que acham que isso é muito complicado, tudo bem. Não há mais nada a dizer sem descer alguns degraus.

Hoje é o inferno, amanhã uma promessa - chuva, sordidez e dor de cabeça. Com muita sorte, apenas dormir sem pesadelos.

De fato, o que fazer para viver bem? Aceitar a solidão como uma companheira que pode trazer muitas experiências e aprendizados, quiçá até tranquilidade. Seja você, não importa o que digam. Mesmo que isso signifique, uma vez ou outra, a exposição de alguma frase no sentido "você é um (a) fracassado (a) na área pessoal.".

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Da intrínseca relação entre Raskólnikov e Patrick Bateman - por que não um pouco deles em cada um de nós?

Caros (as) leitores (as), o texto contém revelações do enredo dos livros mencionados. 

Eles são personagens distintos de épocas diferentes - Raskólnikov, extremamente pobre, belo, inteligente, à beira da insanidade, com surtos de febres, suor e pesadelos na Rússia dos czares; Patrick Bateman, extremamente rico, belo, inteligente, talvez esquizofrênico, protegido e entediado nos Estados Unidos dos tubarões de Wall Street. Em comum? Muito mais do que os anos que separam seus autores e livros - Dostoiévski com Crime & Castigo de 1866 e Bret Easton Ellis com Psicopata Americano de 1991.

Ambos são assassinos, discrepantes nas ideologias motrizes e métodos - Bateman torna-se uma serial killer por não suportar a existência de alguém que tenha mais do que ele [posteriormente, outras mortes acontecem não por esse fator]. Raskólnikov, por sua vez, mata apenas duas vezes [uma não estava nos planos] em nome de uma ideologia que prega a existência de pessoas extraordinárias que estão acima da lei, do bem e do mal.


Ambos consideram-se superiores. Só que Bateman é egoísta e convive melhor com os crimes até o desespero no final - onde não há mais como esconder. Raskonilkov é bondoso, mas vira refém dos próprios atos, não por receio dos castigos humanos ou divinos, e sim porque sua consciência ainda está lá, mostrando os limites que uma pessoa extraordinária deve respeitar.

Os medos e sentimentos [excluindo 'as vias de fato' em si] desses dois personagens é, sem hipocrisia e falso moralismo, a essência principal de uma ideologia mais branda e benigna de pessoas que olham a vida através da lente da existência superior, desprezando as mesquinharias, a ignorância e, drasticamente, tudo em volta.

Em maior ou meno grau, cada um de nós já sofreu, ou sofre, com as mesmas angústias dos personagens - uma parte de Raskólnikov que acredita que o mundo seria melhor sem os seres ordinários e o restante de Bateman que está são e salvo por causa de uma imaginação fértil.

Figura 1 - Christian Bale [Patrick Bateman] em O Psicopata Americano (American Psyco)//EUA/Canadá/2000.
Figura 2 - John Simm [Raskonilkov] em Crime & Castigo (Crime and Punishment)/BBC/2002.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Para gostar muito de Elvis Costello

Dias de calor... E o sol anda mais baixo nessa parte do trópico. Então... Nada como ouvir aquele bom The Very Best Of do Elvis Costello... 

Declan Patrick Aloysius MacManus nasceu em Londres, em 1954. Assim que foi contratado por uma gravadora, na década de 70 [antes foi preso por 'atitude suspeita' no local de uma reunião de executivos de uma gravadora. Ele tentava conseguir um contrato], virou Elvis Costello - Elvis por causa do Elvis Presley e Costello por parte da mãe.

A primeira vez que vi Costello, eu pensei - Hmmm, a cara do Buddy Holly! Foi no clipe (I Don't Wanna To Go To) Chelsea. Foi só o começo de uma paixão!

Elvis Costello tem um repertório amplo - ele poderia ser uma enciclopédia do pop - bem disse um crítico, segundo algumas fontes - vai do rock, pop, reggae a baladas românticas. E essa profundidade está muito bem representada em The Very Best Of Elvis Costello, ou, como eu chamo - o disco a la Andy Warhol


Informações:

Nome: The Very Best Of Elvis Costello
Artista: Elvis Costello
Lançamento: 2 de agosto de 1999
Gênero: New Wave
Duração: 154:07 [álbum duplo]
Gravadora: Polygram
Singles: 1977-1998

Faixas - Original

Disco Um

1. (What's So Funny 'Bout) Peace, Love, and Understanding (Nick Lowe) – 3:31
2. Oliver's Army – 2:57
3. Watching the Detectives – 3:43
4. Alison – 3:21
5. (I Don't Want to Go To) Chelsea – 3:07
6. Accidents Will Happen – 3:01
7. Pump It Up – 3:13
8. I Can't Stand Up for Falling Down (Homer Banks, Alan Jones) – 2:05
9. Radio Radio – 3:06
10. Clubland – 3:43
11. A Good Year for the Roses (Jerry Chesnut) – 3:35
12. Man Out of Time – 5:25
13. I Wanna Be Loved (Farnell Jenkins) – 4:46
14. Everyday I Write the Book – 3:52
15. Brilliant Mistake (Declan MacManus) – 3:41
16. The Other Side of Summer (MacManus) – 3:53
17. Tokyo Storm Warning (MacManus) – 6:23
18. Sulky Girl (MacManus) – 5:04
19. So Like Candy (MacManus, McCartney) – 4:35
20. Veronica (MacManus, McCartney) – 3:07
21. She (Charles Aznavour, Herbert Kretzmer) (from Soundtrack to Notting Hill) – 3:05

Disco Dois 

22. Big Tears – 3:10
23. Beyond Belief – 2:33
24. Lipstick Vogue – 3:31
25. Green Shirt – 2:44
26. Pills and Soap – 3:43
27. Tramp the Dirt Down (MacManus) – 5:41
28. Shipbuilding – 4:51
29. High Fidelity – 2:28
30. New Lace Sleeves – 3:47
31. (The Angels Wanna Wear My) Red Shoes – 2:46
32. Talking in the Dark – 1:57
33. New Amsterdam – 2:13
34. I Hope You're Happy Now – 3:07
35. Riot Act – 3:34
36. My Funny Valentine (Lorenz Hart, Richard Rodgers) – 1:29
37. Indoor Fireworks – 4:09
38. Almost Blue – 2:49
39. I Want You – 6:43
40. God Give Me Strength (Burt Bacharach, Costello) – 6:10
41. That Day Is Done (MacManus, McCartney) – 5:10
42. I Want to Vanish – 3:14


Esse álbum é figurinha carimbada no meu MP4. Com ele, eu escrevo o livro todo dia. Eu recomendo a você, caro (a) leitor (a), o mesmo!

Abaixo estão as minhas favoritas:

(I Don't Wanna To Go To) Chelsea


Alison


Everyday I Write The Book


Oliver's Army


Pump It Up


Sulky Girl


She - a música é do grande Charles Aznavour (clipe aqui). Foi regravada por Costello, em 1999, para o filme Um Lugar Chamado Nothing Hill.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Luceiro* da vida

Romeo e Julieta pelo pintor inglês
Sir Frank Bernard Dicksee - 1884
Ajuda-me a pegar
intrépidos pontos de luz

e, nas noites de luar,
ei de colocá-las no meu sombreiro**

assim como te coloquei...

Alumea, me alumea,***
antes que venha

a jovem Aurora:
- das cores vibrantes,

de ervas e campos,
dos bancos das praças,
e do último beijo.

Conte-me histórias dos bravos
romeiros de Santiago

antes que o sonho de outrora
leve-nos embora.

E vem que já é hora!
E vem que já é hora!

Que eu não quero dormir só!

[Lírio do campo, amor de séculos]

E, antes do raiar,
que surja tua alma

e diga-me:

- Alumea, me alumea

Estreliña da fortuna!***


T.S. Frank 

Informações

Poema livre inspirado na música Santa María Loei, contendo alguns trechos da música. É a faixa 7 do álbum Mar Maior/2012 do grupo de folk galego Luar Na Lubre. A música tem arranjos e melodia de Bieito Romero e mistura a cantiga 200 de Alfonso X com estrofes populares da região da Galícia - religiosidade e paganismo em um mesmo tema.

Alfonso X, o Sábio ou o Astrólogo (1221-1284), foi rei de Castela e Leão de 1252 a 1284 e ainda imperador eleito do trono do Sacro Império Romano-Germânico, ainda que nunca tenha exercido o cargo de fato.

Palavras e frases galegas
Luceiro* - Pode-se entender como "qualquer coisa que emite luz", ponto de luz, luz; segundo o Dicionário da Real Academia Galega - trad. - "qualquer astro que brilha intensamente!"
Sombreiro** - Chapéu
Alumea me Alumea*** - Ilumina, me ilumina
Alumea me alumea, estreliña da fortuna!*** Ilumina, me ilumina, estrelinha da fortuna!

Curiosidades do Português, Latim e Galego

Pode-se pensar muitas vezes que ALUMIAR é errado, mas o verbo existe e consta no Dicionário Mini Aurélio Escolar, p. 35.

Alumiar não tem o mesmo radical de luz ou luzeiro no Português (que tem uma palavra galega parecida - luceiro), mesmo tendo um significado derivativo destas. O radical desse verbo vem da palavra LUME e esta significa LUZ (Mini Aurélio, p. 433). Lume deriva da palavra latina lumen (Dicionário Escolar Latino-Português de Ernesto Faria, p. 575) que significa "luz, claridade". Há a variante lúmen que em FÍSICA designa uma medida de fluxo luminoso e em ANATOMIA significa a cavidade de um órgão.

Luar Na Lubre - Santa María Loei


Fontes

Mini Dicionário Aurélio Escolar, 2000
Dicionário Escolar Latino-Português de Ernesto Faria, 1962

Site do Luar na Lubre – Álbum Mar Maior
Afonso X - Wikipédia em Português

sábado, 1 de setembro de 2012

Parada para as séries - The Mentalist - Quinta temporada!


Então, queridos (as) leitores (as), é começo de setembro e estamos de contagem regressiva para a volta das nossas séries favoritas. A terceira temporada de nosso querido Sherlock BBC ainda não saiu do forno, porém, dia 30/09, nosso consultor favorito retornará para a empolgante quinta temporada - PATRICK JANE!

Observação - o desenho foi extraído do grupo The Mentalist (clique aqui) do facebook. Eu recomendo!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

I'm sick - sad days - no hope!

E quando você tem medo?

Olha para todos os lados e não vê mais esperança?

Talvez a minha antiga vida não volte. Sim, ela é triste há 26 anos, porém, mesmo assim, podia caminhar, respirar e fazer muitas coisas. Há mais de um mês não sei mais o que é isso. Talvez eu nunca ache cura para o que venho sentindo.

A doença física agrava-se com a falta de compreensão e a sensação de peso. É momento de ser forte, pois precisam de mim. Só que eu desabei, fui fraca.

Todos os dias morro um pouco. E não tenho mais motivos para continuar, pelo menos agora.

Preciso de um amparo, uma ajuda, um abraço, alguém que diga - "tudo vai terminar bem, seja o que for, estamos aqui e vamos descobrir o que você tem..."

[frases mágicas!]

Só que isso é um sonho infantil. A vida... Bem, a vida é real.

É meu inferno. 

[nunca senti tanto medo na minha vida... E não posso expressá-lo, não posso dizer nada... Se eu pudesse apenas chorar, dizer o quanto estou apreensiva. Não sei se preciso mais de um hospital, médicos, respostas ou de carinho e conforto. Quem sabe se eu tivesse tudo isso, seria salva...]

O pior de estar doente, apesar de visitar um pneumatologista e ele me falar que minha respiração está normal, é não ter evolução, não sair do lugar e ser cobrada por isso, "pois estou adoecendo a família, ou o que restou dela". 

Para os que gosto e amo, desejo felicidade, acolhimento, segurança, amor, sorrisos, domingos ensolarados, bolos lindos de chocolate, música, bons shows, lareiras, paz, esperança, uma família inteira, alegria, saúde e compreensão. 

[muitas dessas eu sei que não vou ter e outras nunca mais terei]

Deixo com vocês uma música que expressa o que mais desejo nessa vida - REFÚGIO.

John Legend - Refuge (When It's Cold Outside)
[Refúgio (Quando está frio lá fora)]

#Eu oro por dias melhores
Eu oro para poder ver o sol
Porque a vida é tão sobrecarregada
Quando todo dia é um chuvoso dia

Você sabe e eu sei
Amigos vêm e amigos vão
Enchentes e ventanias
Mas uma coisa eu tenho certeza

Quando está frio lá fora
Não há com que se preocupar porque
Estou tão aquecido aqui dentro
Você me dá paz
Quando há tempestade lá fora
Estamos apaixonados, eu sei
Estará tudo bem
T
udo bem, está tudo bem

Agora a paz é tão difícil de achar
Estamos aterrorizados e vitimizados
Mas é aí que fecho os meus olhos
E penso em você para aliviar a cabeça
Você me leva para outro lugar
Aonde não tem guerra (Chega de guerra!)
Só amor e graça#




quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Larica Total - A cozinha da guerrilha!

Queridos amigos (as)-leitores (as) do CQ&Sherlock, estou um pouco afastada da nobre arte de escrever devido a sérios problemas de saúde de âmbito familiar, inclusive meu. Espero que tudo acabe bem e que eu possa voltar tão logo para nosso cantinho com a frequência devida. Beijos!


T.S. Frank

Deixo com vocês uma dica de um dos meus programas favoritos:


Larica Total
(Atualizado em 2022)

Temporadas: 3 temporadas, de 2009-2012, com 74 episódios.

Original: Canal Brasil

Apresentado por: Paulo Tiefenthaler


Paulo do Larica Total definindo o Larica Total:

Larica Total é o programa da culinária da verdade, a verdade nossa - a culinária milionária é outra. E o que é a culinária da verdade?
- É abrir a geladeira e ter apenas o ECO e uma PEQUENA CEBOLA protagonizando o silêncio; e você transformar essa cebola num ALMOÇO.

Então: XABLABLAU para vocês!


***


Um episódio na íntegra de presente


1ª temporada - Episódio 04 
Arroz infalível

Desta vez, Paulo põe fim ao mito de que fazer arroz é uma tarefa complicada. Esbanjando destreza, o solteirão ensina duas maneiras de fugir dos grãos empapados: a receita infalível e o arroz das mães e das avós.




quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Vida perdida...

Teu rosto, agora
 - Tão forte
 - Tão belo...
Lembra-me da vida
Que nunca tive.

Teu sorriso
Mostra-me
O último vislumbre
Da vida
Que perdi.

Se pudesse amar-te novamente
Não hesitaria
Em doar-me...

Agora sou folha morta...
Esperando lentamente
Pela partida.

Ventos de agonia...
Não sou mais do que o pó...
Do resto dos sentimentos
Do outros.

Se pudesse
Ainda acreditar
No ato de viver
Não hesitaria...
Em doar-me
Completamente
Em silêncio
Delicadamente
E devagar.

Por T.S. Frank


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Medo e sensação de peso

Há duas semanas sinto-me como em um abismo. Piorou nos últimos dois dias - respirar tem sido um enorme calvário.

Sempre tiver medo de parecer um peso para todos. E é assim que me sinto há 26 anos  - como a pessoa que sempre incomoda, sempre está doente de algo inexplicável e que vai morrer a qualquer momento.

Sinceramente... Eu gostaria muito de chorar, muito... E que não houvesse pessoas para dizer que está errado, que é besteira. Preciso que alguém me tire daqui e me faça acreditar que a vida vale a pena. O que mais preciso é de segurança, mas eu não tenho - é sempre o abandono às voltas.

Loucura ou egoísmo? Doença real?

Eu tenho pessoas que se preocupam comigo, que gostam de mim e que são meus amigos de verdade. Mas não posso fazer com vivam um pesadelo por minha conta - seria uma maldade sem precedentes. Eles precisam ser felizes.

Como liberta-me de tanta dor?

Necessito de um hospital, porém não consigo mais acreditar nos médicos, principalmente da rede pública. Eles poderiam muito bem me deixar morrer para ser mais um número. Afinal, a vida daqueles que tem dinheiro é que parece ser a mais valiosa e a que precisa de mais cuidados. Não consigo mais acreditar no ser humano. De uma hora para outra perdi todo o ânimo e todo o sentido da vida...

E nesse momento eu precisaria ser forte... Mas sou tão fraca que não consigo ajudar as pessoas que são importantes na minha vida.

Por que sinto-me sufocada?

Suores, taquicardia, ansiedade...

Ninguém acredita em mim.

Lágrimas... Tudo reprimido em nome do comportamento e do não dar trabalho.

Estou em uma prisão...

Não posso cansar as pessoas, elas têm suas vidas.

Já pensei no pior hoje, ontem. Gostaria de alguém para segurar a minha mão e falar que vai passar, sem ter aquele olhar de que eu sou a pior pessoa do mundo.

Sinto como se fosse dar o último suspiro....

Julgamentos...

E ninguém nunca entenderá a minha angústia.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Combo - Livro & Filme - O Jardim de Cimento

Livro da semana – O Jardim de Cimento

O livro que tenho é da:
Companhia das Letras [Companhia de Bolso]
Ano: 2009
ISBN: 9788535915105
Número de páginas: 136
Autor: Ian McEwan (trad. Jorio Dauster)
Preço-faixa: 20,50 (+frete)


Ian MacEwan [Aldershot, Inglaterra, 1948] é considerado um dos grandes nomes da literatura inglesa e atual. Seus livros impressionam pela narrativa seca, sem eufemismos, mostrando situações cruéis através de fortes apelos visuais.

McEwan é um escritor sombrio, com enredos que mostram cenários inusitados e complicados, mas esses não estão ligados ao gênero bizarro.

O Jardim de Cimento é seu primeiro romance. Lançado em 1978, chamou a atenção da crítica pela história de uma desconstrução familiar feita de maneira sufocante e trágica.

Trata-se de uma família cujo progenitor morre repentinamente, deixando inacabado um jardim de cimento que há muito tentava terminar. O livro começa com a chegada de vários sacos de cimento à casa da família, o que gera muita discussão entre pai e mãe. O personagem que narra a história chama-se Jack – é através de seus olhos e de suas palavras que podemos visualizar aquele pequeno mundo - um clã isolado e sem parentes. O resto da família é composto por seus três irmãos – o pequeno Tom, Sue e Julie. Esta última mostra-nos um despertar sexual jovial, cheio de cores que aspiram por prazeres moldados na libido adolescente.

Após a morte do pai, a mãe assume o controle da família. Porém por pouco tempo. Sua morte acontece pouco depois, o que leva o leitor a um novo confrontamento e a um dilema familiar – sem parentes, os irmãos seriam separados e colocados em orfanatos. Isso os obriga a enterrar a própria mãe [mais uma vez o cimento está presente] no porão de casa e a viver da renda que esta deixa em um banco.

É nesse ponto que, talvez, Ian MacEwan faça jus ao apelido que ganhou – Ian Macabro. A narrativa não é complexa, porém cruel. Leva-nos ao inimaginável, a sensações e descobertas socialmente inaceitáveis.

É um livro pequeno, de palavras claras e objetivas. Confeccionado em tons de verão, com nuances de abafadas tardes escaldantes.

Depois de ler esse livro, querido (a) leitor (a), sua percepção sobre ingenuidade e moralismo será confrontada, levando-o (a) a questionamentos básicos sobre o certo e o errado. O Jardim de Cimento não choca ou fere – apenas mostra o convencional sendo desconstruído e transformado em uma realidade de sobrevivência e amor instintivo.

Crítica da semana: O Jardim de Cimento (The Cement Garden)/1993

O Jardim de Cimento mostra-nos a desconstrução de uma família – mortes, descobertas, sensações, novos modos de viver e sobreviver. Podemos julgar dois jovens irmãos por optarem pelo socialmente inaceitável a fim de protegerem o que resta da sua unidade familiar?

O Jardim de Cimento (The Cement Garden/França/Alemanha/Reino Unido/1993) é a adaptação para o cinema do livro homônimode 1978 de Ian McEwan.

O filme mostra uma família inglesa, sem parentes, composta pelos pais e quatro filhos. O clã sofre um grande impacto quando o pai morre e em seguida ocorre a morte da mãe. Os dois irmãos mais velhos optam por enterrar a genitora no porão de casa e assim manter a unidade familiar – com novos valores e com uma nova estrutura.

Aqui temos mais uma vez a dificuldade em adaptar um livro para o cinema – pois há uma classe que quase sempre sai muito insatisfeita – os leitores.

O livro tem uma riqueza de detalhes peculiar – pode-se até visualizar as cores e os tons dos cenários. A primeira impressão causada pelo filme é de que há alguma coisa errada exatamente nisso – eles precisavam ser tão sufocantes [amarelos demais, cinzas demais]?

O personagem principal, narrador em primeira pessoa, é Jack. No livro, Jack é um menino envolvente. No filme, o ator que o interpreta, Andrew Robertson, não se encaixa, passando insegurança e até mesmo o desconforto de estar ali. Sinéad Cusack (mãe) e Hanns Zischler (pai) estão bem, assim como Alice Coulthard e Ned Birkin como os dois irmãos mais novos, Sue e Tom. Jochen Horst, que interpreta o namorado de Julie, atua sem maiores destaques. E quem rouba a cena [e salva o filme] é a maravilhosa Charlotte Gainsbourg, interpretando Julie, a irmã mais velha. Podemos ver toda a sexualidade e libido adolescente descritas no livro.

O filme peca pela falta de ousadia. Tirando Charlotte Gainsbourg, é uma película débil e desconfortável, muito diferente da proposta visceral de Ian McEwan.



terça-feira, 31 de julho de 2012

CQ&Sherlock no Top Blog 2012

Queridos (as) leitores (as) e amigos (as) do Café Quente & Sherlock...
Pois bem, recebi um e-mail dizendo que nosso querido cantinho foi indicado ao Prêmio Top Blog 2012 [quem indicou, não se sabe...].
Então, fiquem à vontade para votar no CQ&Sherlock!
O Selo está no lado esquerdo do blog.