Voam morceguinhos
Lá fora
Num canto desesperador...
Mas o que diabos eles
cantam mesmo?
Ni
Ni
Ni
[estariam eles confabulado sobre um possível domínio do mundo?]
Criaturas doces
Misteriosas
[medo estrondoso]
E, todo dia,
velam
por mim
Ni
Ni
Ni.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Pequeno texto da tarde sem vida
Olhar lamuriento, deslocado...
E uma fina camada de papel celofane separa-me do mundo salpicado de notas vibrantes e cores intensas.
[um café, por favor!]
O mal-humor estampado!
E eu sei que minha solidão agora é melhor do que viver à mercê de pessoas que, ao primeiro erro, jogarão pedras pontiagudas.
Cobranças, mesquinhez, sordidez, soberba, vulgaridade - ecos de vidas amargas.
Pois...
Cansei das portas fechadas, das correções e de empurrar a vida.
[por que confundem educação com submissão?]
Cansei das poucas idades que trazem muito mais da infância do que projetos adultos.
[e os bons serão esquecidos porque as poucas idades não gostam de antiquários]
Dormir... Bem que gostaria de dormir, um pouco, sossegada, sem culpa.
Dor, muita dor - alma, corpo...
Morri para renascer mais tarde - com sede e fome.
[nesse meio tempo eu imaginei uma praia de areia branca e nuvens nimbos]
Analiso cada passo, palavras secas - as pessoas não amam mais.
[as pessoas se satisfazem]
Antes, enfurecia-me. Hoje? Bocejo.
Palavras sem vida, como esta tarde... Em um pequeno texto que passará batido pelos olhos de quem vive em bolhas multicoloridas de cores intensas.
E uma fina camada de papel celofane separa-me do mundo salpicado de notas vibrantes e cores intensas.
[um café, por favor!]
O mal-humor estampado!
E eu sei que minha solidão agora é melhor do que viver à mercê de pessoas que, ao primeiro erro, jogarão pedras pontiagudas.
Cobranças, mesquinhez, sordidez, soberba, vulgaridade - ecos de vidas amargas.
Pois...
Cansei das portas fechadas, das correções e de empurrar a vida.
[por que confundem educação com submissão?]
Cansei das poucas idades que trazem muito mais da infância do que projetos adultos.
[e os bons serão esquecidos porque as poucas idades não gostam de antiquários]
Dormir... Bem que gostaria de dormir, um pouco, sossegada, sem culpa.
Dor, muita dor - alma, corpo...
Morri para renascer mais tarde - com sede e fome.
[nesse meio tempo eu imaginei uma praia de areia branca e nuvens nimbos]
Analiso cada passo, palavras secas - as pessoas não amam mais.
[as pessoas se satisfazem]
Antes, enfurecia-me. Hoje? Bocejo.
Palavras sem vida, como esta tarde... Em um pequeno texto que passará batido pelos olhos de quem vive em bolhas multicoloridas de cores intensas.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Sybil Vane
![]() |
| Angela Lansbury como Sybil Vane. O Retrato de Dorian Gray, 1945 |
Lá na escuridão,
De ruas sujas e desilusão,
Um feixe de luz
Incandescente
Movia-se.
Buracos, tavernas
Sorrisos de escárnio.
E a rosa amarela
Murmurava doces notas
Amadeiradas.
Quem poderia resgatá-la,
E colocá-la em seu devido lugar,
Sem desejar-lhe a carne
Para impetuosos
Momentos passageiros?
Seu erro, seu calvário
Em folhas de Wilde.
Seu amor puro e ingênuo,
Becos turbulentos.
E as águas a levaram
Junto com lágrimas
Sangue e futuros.
Um feixe de luz
Incandescente
Movia-se.
Buracos, tavernas
Sorrisos de escárnio.
E a rosa amarela
Murmurava doces notas
Amadeiradas.
Quem poderia resgatá-la,
E colocá-la em seu devido lugar,
Sem desejar-lhe a carne
Para impetuosos
Momentos passageiros?
Seu erro, seu calvário
Em folhas de Wilde.
Seu amor puro e ingênuo,
Becos turbulentos.
E as águas a levaram
Junto com lágrimas
Sangue e futuros.
E a cada dia,
Na rua de tavernas
E buracos,
Sybil Vane renasce.
Na rua de tavernas
E buracos,
Sybil Vane renasce.
T.S. Frank
sábado, 7 de abril de 2012
Amor cataclísmico
E
naquele momento não foi dito absolutamente nada. Havia tantas coisas para
dizer, conversar, colocar os pingos nos 'is'. Uma madrugada, horinhas... E um amanhecer que para um era bonito e para outro, hmm, mais coloridos já existiram (era a tristeza por tomar conta, um vazio imenso...) Um Quintaninha dizia: Amizade: quando o silêncio a dois não se torna
incômodo. E o outro: Amor: quando o silêncio a dois se torna cômodo. (e
sobre a ressalva da primeira parte - ao menos amizade?)
Há seres humanos tão frágeis,
solitários, feridos e medrosos que o velho conselho do 'curtir o momento' não
tem validade em um mundo devastado.
[onde se escondeu a alma inquieta
da juventude que ansiava por loucas histórias?]
Por que o verbo amar pesa tanto?
Pergunto-me se podei meu próprio expressar de sentimentos quando confessei para
algumas pessoas esse doce devaneio e delas obtive não um consolo ou um afago e
sim recriminações com palavras duras e cortantes professadas de suas lâminas
afiadíssimas.
Diz o, muitas vezes mal usado, 1
Coríntios 13 4-5: O amor é sofredor, é benigno; o amor não
é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se
porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita
o mal.
Sim, o amor é
sofredor, muitas vezes sadomasoquista e lágrimas jorram todas as noites
como uma forma de expiar a culpa pela própria ingenuidade. Para tornar-se
benigno é necessário um exercício diário, uma voz interior que diz - "deves superar seus
medos". Não é invejoso (em certos momentos) quando se está de igual
para igual e desarmado. Aqui há um ponto de discórdia - seria mesmo o amor não leviano? Talvez,
leitor (a), você já tenha sido (ou está sendo) a pessoa mais imprudente do
mundo - indo contra todas as evidências, todos os conselhos - só porque este
sentimento sem razão de ser não o (a) deixou refletir e exerceu o poder do
desejo, mesmo que sejam apenas momentos (e são estes momentos que martelam na
sua cabeça e tornam-o (a) prisioneiro (a) de muitas quarentenas). Soberba,
indecência e interesse não combinam com amor (a isso dá-se o nome de golpe!).
Irritar-se é algo corriqueiro e suspeitar o mal já é um sinal de alerta: caia
fora enquanto é tempo (e a isso dá-se o nome de psicopatia.)!
É um mundo com
tantos sóis (copiando descaradamente Brothers In Arms) e tantas diferenças que
amar alguém, mesmo sendo uma pessoa indiferente a todas as demonstrações, não
deve ser encarado como fraqueza, ingenuidade ou insanidade. Guarde tudo em uma
caixinha e conte apenas para as pessoas certas [não perca as esperanças, elas
existem! Eu sei que existem!].
Por ora, é bom
lembrar - eu me mantive vivo (a) em meio a sombras
e uma vida turbulenta porque, apesar de só existir abismos ao redor, uma força
estranha segurava-me, dizendo para eu ter esperança...
terça-feira, 3 de abril de 2012
Livro da semana - Na Pior em Paris e Londres
O livro que tenho é da:
Companhia das Letras
Na pior em Paris e Londres é o relato verídico de um cara que viveu realmente o lado da penúria. Esqueça essa balela de 'famosos de bom coração' que passaram alguns dias com os menos abastados! George Orwell foi ao fundo do poço porque quis dar veracidade as suas experiências. Porém, por um golpe de azar (ou sorte!), foi forçado a participar da taxada escória e a conviver com a fome por tempo indeterminado. Acabou por conhecer o lado humano daqueles que são considerados a parte feia e preguiçosa da humanidade: os mendigos!
A maior parte do 'clube da leitura' conhece George Orwell por A Revolução dos Bichos e, talvez, por ter ido pesquisar de onde saiu o horrendo Big Brother made in Brazil (procure por 1984).
[os marxistas, socialistas, comunistas, amantes de Fidel e Che devem detestar os pobres bichinhos da fazenda e mais ainda o Grande Irmão!]
Só que um dos livros mais interessantes da safra de Orwell tem uma inocente capa amarela e um título para lá de boêmio - Na Pior em Paris e Londres - A vida de miséria e vagabundagem de um jovem escritor no fim dos anos 1920.
Um relato verdadeiro [e vivido inicialmente pelo necessidade de saber como é e depois por falta de grana mesmo] da pobreza extrema. O retrato fiel da fome, da mendicância [que era considerada crime na Inglaterra], do sentimento de chegar ao abismo e não ter nenhuma perspectiva a não ser a de sobreviver por mais um dia.
Rejeitado inicialmente por todas a editoras, Na Pior só teve espaço porque um editor de esquerda resolveu publicar. É o que podemos chamar de literatura jornalística, com doses balanceadas de humor e indignação.
Na Pior tornou-se um dos meus livros favoritos. Devorei cada página com satisfação, imaginando a primeira parte com uma Paris suja, de restaurantes caros e nada higiênicos, com a exploração da mão de obra barata e ávida por 'ser considerada gente', da doença, do penhor, das bebedeiras, da vulgaridade e do lado humano da parte desprezada que não teve opção; e a segunda parte, com uma Londres de albergues imundos, do crime de mendigar, dos andarilhos e da fome implacável.
É nesse contexto que nasce uma das expressões que mais chamou a minha atenção: o mendigo-monstro: ideia passada de pai para filho que mendigo é um parasita, que não trabalha porque não quer e que vadiar é bem legal.
"O mendigo não vagabundeia porque gosta, mas pelo motivo que, na Inglaterra, um carro deve se manter à direita na pista: há uma lei que o obriga a isso. Um homem miserável, se não for sustentado pela paróquia, só pode obter ajuda nos albergues de passagem [...]. Ele é vagabundo porque. segundo a lei, ou faz isso, ou morre de fome. Mas as pessoas cresceram acreditando no mendigo-monstro e preferem pensar que deve haver algum motivo mais ou menos vil para a vagabundagem (George Orwell, Na Pior em Paris e Londres, p. 232, Companhia das Letras).
Na Pior é um livro para aqueles que querem entender mais sobre essa radical experiência de Orwell e pela (como diz Sérgio Augusto no posfácio do livro) sua opção pelos pobres. Um mergulho no outro lado nada próspero daqueles que foram relegados ao outro lado da vida: a miséria.
Companhia das Letras
Ano: 2006
ISBN: 9788535908718
Primeira reimpressão
Primeira reimpressão
Número de páginas: 256
Autor: George Orwell (trad. Pedro Maia Soares)
Preço-faixa: 49,00 (+frete)
Na pior em Paris e Londres é o relato verídico de um cara que viveu realmente o lado da penúria. Esqueça essa balela de 'famosos de bom coração' que passaram alguns dias com os menos abastados! George Orwell foi ao fundo do poço porque quis dar veracidade as suas experiências. Porém, por um golpe de azar (ou sorte!), foi forçado a participar da taxada escória e a conviver com a fome por tempo indeterminado. Acabou por conhecer o lado humano daqueles que são considerados a parte feia e preguiçosa da humanidade: os mendigos!
A maior parte do 'clube da leitura' conhece George Orwell por A Revolução dos Bichos e, talvez, por ter ido pesquisar de onde saiu o horrendo Big Brother made in Brazil (procure por 1984).
[os marxistas, socialistas, comunistas, amantes de Fidel e Che devem detestar os pobres bichinhos da fazenda e mais ainda o Grande Irmão!]
Só que um dos livros mais interessantes da safra de Orwell tem uma inocente capa amarela e um título para lá de boêmio - Na Pior em Paris e Londres - A vida de miséria e vagabundagem de um jovem escritor no fim dos anos 1920.
Um relato verdadeiro [e vivido inicialmente pelo necessidade de saber como é e depois por falta de grana mesmo] da pobreza extrema. O retrato fiel da fome, da mendicância [que era considerada crime na Inglaterra], do sentimento de chegar ao abismo e não ter nenhuma perspectiva a não ser a de sobreviver por mais um dia.
Rejeitado inicialmente por todas a editoras, Na Pior só teve espaço porque um editor de esquerda resolveu publicar. É o que podemos chamar de literatura jornalística, com doses balanceadas de humor e indignação.
Na Pior tornou-se um dos meus livros favoritos. Devorei cada página com satisfação, imaginando a primeira parte com uma Paris suja, de restaurantes caros e nada higiênicos, com a exploração da mão de obra barata e ávida por 'ser considerada gente', da doença, do penhor, das bebedeiras, da vulgaridade e do lado humano da parte desprezada que não teve opção; e a segunda parte, com uma Londres de albergues imundos, do crime de mendigar, dos andarilhos e da fome implacável.
É nesse contexto que nasce uma das expressões que mais chamou a minha atenção: o mendigo-monstro: ideia passada de pai para filho que mendigo é um parasita, que não trabalha porque não quer e que vadiar é bem legal.
"O mendigo não vagabundeia porque gosta, mas pelo motivo que, na Inglaterra, um carro deve se manter à direita na pista: há uma lei que o obriga a isso. Um homem miserável, se não for sustentado pela paróquia, só pode obter ajuda nos albergues de passagem [...]. Ele é vagabundo porque. segundo a lei, ou faz isso, ou morre de fome. Mas as pessoas cresceram acreditando no mendigo-monstro e preferem pensar que deve haver algum motivo mais ou menos vil para a vagabundagem (George Orwell, Na Pior em Paris e Londres, p. 232, Companhia das Letras).
Na Pior é um livro para aqueles que querem entender mais sobre essa radical experiência de Orwell e pela (como diz Sérgio Augusto no posfácio do livro) sua opção pelos pobres. Um mergulho no outro lado nada próspero daqueles que foram relegados ao outro lado da vida: a miséria.
sexta-feira, 30 de março de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
Poeminha do abalo noturno
Lá, ao longe, a minha alma caminha pelos ladrilhos bonitos de uma vida que nunca existiu.
Há flores amarelas tulipando as cercas que recobrem campos verdes de voraz calmaria.
Mas, aqui, a verdade, a feia verdade, impõe a escuridão do medo, da vergonha de ser...
Alguém perdido onde não deveria estar.
A morte e as feridas, cortes abertos - exagero em vermelho.
Barquinhos que flutuam em meio a águas turvas formadas por lágrimas noturnas.
A mesma rotina, dia após dia, nada a esperar.
Assim eu vejo a cidade velha da minha mais velha janela.
E meu mundo desaba em gotas de desespero silencioso.
As moças alegres que contam seus dias, todos os dias, pelos corredores.
[eu pergunto-me se a felicidade é um dom]
E os rapazes que esbanjam sorrisos de vitalidade:
São as idades douradas da juventude.
Meu tempo perdeu-se em meio a altas fantasias
De amores que nunca existirão.
Amores físicos notáveis, intransponíveis, intangíveis e inexistentes.
E eu caio lenta e vertiginosamente
Rumo às folhas secas
Que prenunciam
Que a alma que lá atrás ficou
Precisa muito mais
Do que esperanças baratas
Forjadas no caos da dor.
Há flores amarelas tulipando as cercas que recobrem campos verdes de voraz calmaria.
Mas, aqui, a verdade, a feia verdade, impõe a escuridão do medo, da vergonha de ser...
Alguém perdido onde não deveria estar.
A morte e as feridas, cortes abertos - exagero em vermelho.
Barquinhos que flutuam em meio a águas turvas formadas por lágrimas noturnas.
A mesma rotina, dia após dia, nada a esperar.
Assim eu vejo a cidade velha da minha mais velha janela.
E meu mundo desaba em gotas de desespero silencioso.
As moças alegres que contam seus dias, todos os dias, pelos corredores.
[eu pergunto-me se a felicidade é um dom]
E os rapazes que esbanjam sorrisos de vitalidade:
São as idades douradas da juventude.
Meu tempo perdeu-se em meio a altas fantasias
De amores que nunca existirão.
Amores físicos notáveis, intransponíveis, intangíveis e inexistentes.
E eu caio lenta e vertiginosamente
Rumo às folhas secas
Que prenunciam
Que a alma que lá atrás ficou
Precisa muito mais
Do que esperanças baratas
Forjadas no caos da dor.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Enquete - Qual o mais genial 'solucionador' de crimes de todos os tempos?
Bem, essa eu fiquei devendo. Então vamos lá!
Qual o mais genial 'solucionador' de crimes de todos os tempos?
As opções:
Total de votos: 103
Comentários: como cês viram, nosso querido Sherlock ganhou com mais da metade dos votos. Eu até esperava pelo resultado, pois nosso queridinho é referência no assunto. O que me surpreendeu mesmo foi o segundo lugar do meu outro queridinho - Patrick Jane - que ganhou de clássicos como Miss Marple e Hercule Poirot. Fiquei triste pelo fato do pai de todos os detetives (inclusive o Sherlock) - Dupin - ter ganho apenas 1 voto. Até o EU ganhou mais!
Agora é a sua vez, comente sobre os resultados e se quiser, caso tenha votado, explique porque votou nesses grandes nomes (tirando o eu, que lógico, era uma brincadeira!).
Qual o mais genial 'solucionador' de crimes de todos os tempos?
As opções:
Sherlock Holmes primeiro lugar | 55 (53%) |
Hercule Poirot terceiro lugar | 11 (10%) |
Philip Marlowe sétimo lugar | 2 (1%) |
C. Auguste Dupin oitavo lugar | 1 (0%) |
Patrick Jane segundo lugar | 19 (18%) |
Miss Marple quarto lugar | 8 (7%) |
Inspetor Jacques Clouseau sexto lugar | 3 (2%) |
Eu! quinto lugar | 4 (3%) |
Total de votos: 103
Comentários: como cês viram, nosso querido Sherlock ganhou com mais da metade dos votos. Eu até esperava pelo resultado, pois nosso queridinho é referência no assunto. O que me surpreendeu mesmo foi o segundo lugar do meu outro queridinho - Patrick Jane - que ganhou de clássicos como Miss Marple e Hercule Poirot. Fiquei triste pelo fato do pai de todos os detetives (inclusive o Sherlock) - Dupin - ter ganho apenas 1 voto. Até o EU ganhou mais!
Agora é a sua vez, comente sobre os resultados e se quiser, caso tenha votado, explique porque votou nesses grandes nomes (tirando o eu, que lógico, era uma brincadeira!).
Notícias do front...
Olá, queridos (as) leitores (as)! Espero que vocês estejam aí e que não tenham perdido a esperança sobre novas postagens minhas.Bem, não vou dizer que é uma volta. Contudo é um começo...
Para começar - ainda estou viva! E isso já é bom.
Em relação ao curso, não sei dizer. Pela primeira vez cogitei uma parada, uma troca de área. Eu sei que deve haver algo que me realize profissionalmente e pode ser que a Física em si não seja o caminho. Se eu tivesse partido logo para Astronomia, talvez a motivação aparecesse e trouxesse uma luz para clarear os problemas que sempre ocorrem. Ir para a universidade, ultimamente, é tão penoso.
Eu entendo que para os de 18, 20, 21, 22... Isso até pareça uma bobageira sem dimensão (afinal, qualquer coisa mais complexa no âmbito dos sentimentos, sensações e áreas perto de Freud e Jung causa a muitos dessa faixa etária um escárnio enorme.). Eles têm ainda um tempinho para errar e muita disposição. Já para os mais avançadinhos pode ser um grande problema (mais uma vez) uma escolha equivocada.
Uma amiga me disse que 'meu tombo' foi muito grande, pois a minha ilusão era um prédio muito alto. E, de uma maneira ou de outra, esse fato pode estar contribuindo para que eu não ligue mais para a parte do 'meu eu' que necessita sair, se divertir ou sorrir daquelas S.OF.BT. equações que o professor apenas jogou no quadro.
Se eu pudesse, passaria o dia todo de pijama e dormindo.
Um exemplo - comprei um ingresso para o show do Zé Ramalho. Imagine! Vou ver o grande Zé! O cara que inundou minha infância e adolescência. Que acordava-me, com cheirinho de café, através daquele rádio velho da cozinha do Lugar Tão Distante. Passei o dia elétrica, andando de um lado para o outro, cantando Vila do Sossego (minha música favorita) e joguei todos os livros de Física em um canto qualquer. Só que, de repente, tudo mudou. Entrei em um profundo estado de melancolia e não houve coca-cola ou café que desse jeito - irei realizar um sonho e estou altamente cinza.
Hoje nem queria ter saído, muito menos para a facul, e ter visto pessoas. Era dia mesmo de ficar em casa (se eu tivesse uma só para mim) até tudo isso, ao menos, tornar-se ameno.
Espero que os conhecidos entendam essa fase 'interna', pois ela vai durar um pouco mais. Como de praxe, a mesma pode dar margem a especulações, acusações, etc, etc.
Então, por enquanto, é isso.
Beijos.
T.S. Frank
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
O fim?
Poderia dizer que o Café Quente & Sherlock termina nessa postagem. Mas não! Apenas umas férias de alguns dias, algumas semanas, ou meses.Lembro quando eu comecei o CQ&Sherlock...
Eu tinha um outro blog e uma das postagens falava sobre música fazer bem, poderia ser até melhor que uma terapia paga. Pedi para alguém [conhecido real] dá uma olhadinha e recebi umas críticas duras.
Críticas são críticas e podem até ser benéficas, quando as pessoas FALAM DE UMA MANEIRA EDUCADA E ESCOLHEM AS PALAVRAS (mas esta pessoa, talvez, pela natureza bruta, ou educação recebida, deve considerar polidez um ponto fraco e que não combina com poder, força e inteligência...).
Deletei o blog e, logo em seguida, depois de terminar uma faculdade não desejada, acumular certas desesperanças, não querer ver muita gente nem pintada de ouro e ficar sem trampo, resolvi abrir outro, levando muito mais para o lado poético, contador de histórias e etc, do que para o lado 'científico'. E, cá entre nós, eu tenho a tendência de atrair pessoas que adoram críticar e dizer coisas ruins [e não me pergunte o porquê, pois todo ser humano é coberto de defeitos, mas sempre tem aquele, que, de uma maneira ou outra, parece plasticine - família quer moldar, amigos querem dizer o que é melhor e nenhum deles pergunta - o que você pensa a respeito?]. Os 2 anos de CQ&Sherlock foram bacanas - conheci muita gente que comentava/comenta para valer e identifica-se com as postagens.
E sabe de uma coisa? Aproximadamente 98% dos meus seguidores, parceiros e amigos de blog eu nunca vi, não são meus vizinhos, não trocam xícaras de açúcar comigo - são de outros estados. E por quê? Porque, infelizmente, os mais próximos sempre desferem algum tipo de comentário nada construtivo. Outro exemplo? Eu não canto em público, ou, de alguma maneira, não consigo me soltar para cantar. Com o começo das gravações no CQ&Sherlock, apresentei as mesmas para um conhecido e ele disse duramente que eu era desafinada. Então, desde desse dia, resolvi não apresentar o blog para conhecidos. Contudo, continuo a postar minhas records.
Em relação a escrita,
Uma vez um conhecido disse-me que eu achava muito bonito ser triste.
[Eu sou como um elefante, não esqueço de absolutamente nada de ruim do que me dizem.]
Preferi apenas ler e passar para outro assunto. Pois, com minhas observações, aprendi que as pessoas nunca mudarão de opinião se elas não vivem aquilo que você vive e acham que fazem bem dizendo que sua maneira de viver [uns 20 e poucos anos de sobrevivência] é errada. É como no lindo livrinho do Mark Twain - O Príncipe e o Mendigo - cuja a essência é mais ou menos assim - "Todo rei deveria experimentar as suas próprias leis" - ou seja, as pessoas não compreenderão suas angústias se elas mesmas não experimentam ou abriram a mente e o coração para entender.
Há, claro, alguns conhecidos que dizem que eu me entrego demais no blog. Não me arrependo! Muitas vezes o blog foi a única maneira de me sentir bem em meio a alguns turbilhões de angústia.
Existem tantas coisas boas por aí, livros, pessoas... E, só para citar, eu vejo a senhorita Waleska 'Popozuda' no programa da Gabi e pergunto-me - Como acreditar que os bons trabalhos terão sucesso, se as mesmas pessoas que pediram a Waleska na Gabi são, agora, as detentoras do poder de compra e reconhecimento?
Em meio a fatos como esse, perde-se um pouco a vontade de escrever. E muito mais quando, apesar dos queridos amigos que comentam e dos leitores, eu me deparo com críticas injustas.
A faculdade, apesar de ser o curso que sempre quis, torna-se complicada por causa do MATERIAL HUMANO e não pela Ciência que sempre será linda. E deixo bem claro que eu falei muito sobre meu sonho de estudar Física e que eu deveria estar COLORIDA que nem um arco-íris. Todo mundo faz planos, não é mesmo? Todo mundo acredita que tudo vai dar certo. E se decepciona. Não que eu vá desistir. Porém é duro e, muitas vezes, péssimo ouvir certos discursos.
Sabe, querido (a) leitor (a), eu desejo que tudo melhore e eu possa dizer que a inspiração para escrever voltou.
Até lá, eu gostaria que você, se tiver um tempinho, lesse (se não leu) os livros do Sherlock e visse a série da BBC - Sherlock. Escutasse algum The Best Of do Nat King Cole e o Plenilunio [1997] do Luar Na Lubre. Se tiver ainda mais tempo, leia Na Pior em Paris e Londres do George Orwell.
Até breve!
Com carinho,
T.S. Frank
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
[Período de férias] Electrolite*
I'm
plasticine!**
* Ponto químico - Eletrólito é um termo "médico/científico" para os sais, especificamente os íons. O termo eletrólito significa que este íon é carregado eletricamente e se move para outro eletrodo negativo (cátodo) ou positivo (ânodo). Fonte: HowStuffWorks.
* Ponto musical - uma das minhas músicas favoritas do R.E.M., lançada em 1996, sendo o terceiro single do álbum New Adventures in Hi-Fi.
** Plasticina - outro nome para massinha de modelar.
[Período de férias] Pequeno texto da tarde ensolarada e abafada...
Meu notebook queimou - acabei adoecendo de tanto aborrecimento - reclamações e aqueles parentes distantes que falam que gasto muito tempo estudando e que não vou arrumar algo que preste.
[Que loucura, não exercer a Contabilidade para se dedicar a Física, ora, ora!]
Minha vida estava toda naquele pedaço de metal, literalmente. O que fazer? Comprar outro.
Já chorei o que tinha que chorar e houve burburinhos pelas lágrimas também.
Não desejo nada além de paz e uma cura para essa dor. Apesar de toda a fisioterapia e médicos, ela volta forte, incessante, junto com uma tristeza imensa por tudo que há de vir e de não poder dizer o quanto estou blue&down por todo esse clima ruim.
[estou quase como o garotinho do filme A.I - Inteligência Artificial - pedindo um único dia de felicidade plena]
Fiquei um pouco feliz por ter achado o meu livro do John Le Carré - O Espião Que Sabia Demais - e ter a oportunidade de ler o mesmo de onde parei, há mais de 2 anos atrás [O filme que deu a indicação ao Oscar ao maravilhoso Gary Oldman e ter a participação do meu querido Benedict Cumberbatch].
Estou tentando ter Electrolite na ponta da língua.
[a dor continua...]
Alguns dias de molho.
Quando se está doente, talvez, alguns sorrisos despreendidos possam fazer bem - onde arrumá-los?
E, antes de tudo, eu só quero que minha coluna colabore. Só que não posso culpá-la - ela só responde ao estado da minha própria alma.
[Que loucura, não exercer a Contabilidade para se dedicar a Física, ora, ora!]
Minha vida estava toda naquele pedaço de metal, literalmente. O que fazer? Comprar outro.
Já chorei o que tinha que chorar e houve burburinhos pelas lágrimas também.
Não desejo nada além de paz e uma cura para essa dor. Apesar de toda a fisioterapia e médicos, ela volta forte, incessante, junto com uma tristeza imensa por tudo que há de vir e de não poder dizer o quanto estou blue&down por todo esse clima ruim.
[estou quase como o garotinho do filme A.I - Inteligência Artificial - pedindo um único dia de felicidade plena]
Fiquei um pouco feliz por ter achado o meu livro do John Le Carré - O Espião Que Sabia Demais - e ter a oportunidade de ler o mesmo de onde parei, há mais de 2 anos atrás [O filme que deu a indicação ao Oscar ao maravilhoso Gary Oldman e ter a participação do meu querido Benedict Cumberbatch].
Estou tentando ter Electrolite na ponta da língua.
[a dor continua...]
Alguns dias de molho.
Quando se está doente, talvez, alguns sorrisos despreendidos possam fazer bem - onde arrumá-los?
E, antes de tudo, eu só quero que minha coluna colabore. Só que não posso culpá-la - ela só responde ao estado da minha própria alma.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
[Período de férias] Pequeno texto da tarde fria - Quase utopias...
Então - Lar - é onde eu quero estar... E, no meu pensamento, tranquilidade é a Melodia Ingênua que tocou no meu despertador, às 08:00 horas da manhã, e incendiou meu coração com o cheirinho de café gourmet.
- Tem show dos Smiths hoje!
- E temos os ingressos!
- E levaremos as crianças!
O que fizemos para tornar nossa vida tão interessante como Chocolate & Coca-Cola?
[Absolutamente nada - estamos presos a nossa própria raiz do medo!]
Coloque aquele álbum gostoso de ouvir do Belle & Sebastian.
E eu sempre estarei bem com shows de rock e amigos que cantem bem alto - Manhã de Glória!
1,2,3...
- Vem cá, vamos cantar Uma Canção Para Você!
E minha mente anotou tudo isso e guardou a fotografia - lembrança dos bons momentos desejados.
Vai passar, tem que passar...
E a luz incidirá delicadamente, em uma atmosfera calma, onde não haverá dor, nem lágrimas e nem peso.
Pausa...
Acabou-se minha tracklist.
- Tem show dos Smiths hoje!
- E temos os ingressos!
- E levaremos as crianças!
O que fizemos para tornar nossa vida tão interessante como Chocolate & Coca-Cola?[Absolutamente nada - estamos presos a nossa própria raiz do medo!]
Coloque aquele álbum gostoso de ouvir do Belle & Sebastian.
E eu sempre estarei bem com shows de rock e amigos que cantem bem alto - Manhã de Glória!
1,2,3...
- Vem cá, vamos cantar Uma Canção Para Você!E minha mente anotou tudo isso e guardou a fotografia - lembrança dos bons momentos desejados.
Vai passar, tem que passar...E a luz incidirá delicadamente, em uma atmosfera calma, onde não haverá dor, nem lágrimas e nem peso.
Pausa...Acabou-se minha tracklist.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
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