segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sherlock BBC



É incrível a maneira como alguns personagens literários podem ser reinventados diversas vezes e de todas as formas possíveis para a TV, o cinema e o teatro. E nesse caso, Sherlock Holmes, sem dúvida nenhuma, figura entre os maiorais nesse quesito.

Ano passado tivemos a adaptação para o cinema na visão do Guy Ritchie (crítica aqui no CQ&Sherlock). Houve quem amasse e quem odiasse, como era de se esperar em relação ao famoso personagem de Sir Arthur Conan Doyle. Porém a crítica especializada tratou de dar muitas estrelas para o filme.

Eis que agora nosso amado detetive dá o ar da graça em mais uma versão:

Sherlock BBC

Sinônimo de qualidade (quase tudo que a BBC toca vira ouro), a emissora britânica acerta em cheio com essa minissérie/série. Ela trouxe-nos algo até então nunca experimentado e que permeava a imaginação dos leitores com as cabecinhas mais férteis - o honorável detetive e seu fiel companheiro no século XXI.

Pois sim, é isso mesmo! Imagine um Sherlock usando celular, mandando SMS e que tem um site chamado Ciência da Dedução. Imagine um Dr. Watson que foi para a Guerra do Afeganistão, que consulta uma terapeuta, que no tempo ocioso gosta de assistir TV com a Sra. Hudson e que tem um blog chamado O Blog Pessoal do Dr. John H. Watson. Imaginou? Então é hora de você, leitor (a), dar uma conferida nessa maravilhosa obra televisiva.

A princípio era para ser apenas uma minissérie com 4 capítulos - e que ao ar foram apenas 3 (a BBC odiou o primeiro piloto, vetou sua transmissão e o refez). Deu tão certo que ganhou o status de série, deixando os fãs mais do que ansiosos para novas temporadas.

É lógico que parte maior do sucesso se deve a competência de seu elenco. Watson é encarnado por Martin Freeman. Nos fóruns teve quem achasse que a interpretação dada ao personagem deixou o The Best Friend um pouquinho aquém do esperado. Isso não é verdade, uma vez que uma interpretação na medida é oferecida. Sra. Hudson também tem uma ótima intérprete, Una Stubbs, e todos os outros do elenco também são muito bons. Contudo o destaque é Sherlock Holmes.

Benedict Cumberbatch é o responsável por essa interpretação magnífica de um Holmes atual. Inglês, tipo longilíneo, magro e dono de um rosto exótico, com olhinhos ainda mais exóticos que são de um azul ora verde, ora cinza, ora azul. Tudo está lá: Sherlock continua brilhante, excepcional, perspicaz, ótimo lutador, um exímio violista, depressivo quando não tem crimes, com manias, que ainda divide aluguel e que cultua uma filosofia de vida: TRABALHO e SOMENTE ele. Isso gerou um debate tremendo quanto à sexualidade de nosso detetive - ele é ou não é? Resultado: ele não é - nem nos livros e nem na série. Apenas um homem mais cérebro do que qualquer outra coisa e isso inclui não ter qualquer tipo de relacionamento. Praticamente um celibatário. 

Temos aqui um programa imperdível - qualidade, ótimas interpretações, elenco de primeira, selo BBC e é Sherlock Holmes!


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Selo (part. II)


Este maravilho selo foi-me concedido pelo blogueiro Pena dos:

Blog do Pena
Cinemeiros News


Thanks!


Vamos às regras:

- Colocar o logo no seu blog ou no seu post;
- Passar o prêmio para outros 6 blogs;
- Incluir o link dos indicados no post;
- Informar aos indicados sobre o prêmio, deixando comentários em seus blogs;
- E, finalmente, compartilhar o link com as pessoas de quem você recebeu esse prêmio.


Selo para:

1-Teoria da Vida
2-Insanidades
3-Gigante Colorado
4-Gian Le Fou
5-Nova Alexandria
6-Pleonasmos Redundantes

Selo

Obrigada ao blog Insanidades by Cacau por este lindo selo!




Meus indicados são:

Blog do Pena
Cinemeiros News
Um Anjo em Minha Vida
A Taverna do Moe

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pessoas que possuem o dom da felicidade

Fernanda Souza
Hello, sweeties!

Fiquei um tempo sem postar - problemas & problemas. Mas não ficarei a enchê-los com detalhes. Vocês, leitores (as), merecem coisas mais legais.

Outro dia estava assistindo ao Faustão (é a única coisa que sobra num domingo sem TV por assinatura). Eis que então surge a campeã da Dança dos Famosos 2010: Fernanda Sousa.

Ela é bem conhecida, já fez muitas novelas, séries e outros trabalhos na televisão. Sempre foi uma garota encantadora, muito doce e gentil, no que diz respeito ao âmbito da TV e seus telespectadores.

O que cabe a mim aqui é descrever como essa moça é capaz de mostrar a sua felicidade de uma maneira tão vibrante, natural e emocionante. É contagiante vê-la - faz-te imaginar o quanto é bom ser feliz e realizado.

É claro que Fernanda Sousa teve muitas chances na vida e provavelmente vem de uma família de classe média que pode dar a ela muitas coisas. Porém há muita gente que possui muitos recursos e simplesmente se afunda em um poço obscuro. Há outras que não têm muito dinheiro e vivem tristes por não possuírem oportunidades. São dois extremos - sofrimento pela escassez e pelo excesso.

Deve ser muito bom sentir tamanha realização, como ela assim demonstra. E deve ser ainda melhor sentir-se em seu mundo e falar para si mesma: eu sou muito boa no que eu faço e as pessoas gostam de mim.

O mundo é variado - existem pessoas com sorte e sem ela, com a facilidade de viver com pouco ou que controlam-se quando possuem dinheiro. Muitos encaixam-se perfeitamente e encontram seus caminhos e há as almas perdidas.

Enquanto redijo essas linhas, lembro-me de Alex Supertramp. Ele é um belo exemplo de como pessoas, mesmo abastardas, podem sentir-se tão deslocadas em seus mundo que chegam ao ponto de abandonar seu modo de vida drasticamente para achar uma razão para viver. Fernanda Sousa é o exemplo do mesmo estilo de vida e que conseguiu achar-se nele.

E assim - a vida expõe sua face - há pessoas realmente abençoadas e que nos mostram que a felicidade pode ser um dom - felizes de um jeito ou de outro.

Alex Supertramp


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cillian Murphy - Meu adorável ator!


Com seus olhinhos azuis tão exóticos que parecem sobrenaturais; com seu enorme talento, faz com que eu goste até de vilões... Este é:

Cillian Murphy (Cork, 25 de maio de 1976), ator e músico irlandês.

Cillian é um nome típico irlandês. O radical provém do celta (língua da região irlandesa) e significa IGREJA, que combinado com o sufixo diminutivo originou CILLIAN. Este era o nome de um santo irlandês do século VII que evangelizou a Francônia (Baviera - Alemanha).

Murphy tem origem irlandesa e inglesa. É um sobrenome, também, tipicamente irlandês. Derivado de "Ó Murchadha" no sentido de descendente de "MURCHADH" que significa GUERREIRO DO MAR.

Filmes para conferir: 

À Beira da Locura/Clube dos Suicidas (On The Edge/2001) - Trailer aqui
Extermínio (28 Days Later/2002) - Trailer aqui
Dias Selvagens (Intermission/2003) - Trailer aqui
Batman O Início (Batman Begins/2005) - Trailer aqui
Voo Noturno (Red Eye/2005) - Trailer aqui
Café da Manhã em Plutão (Breakfast On Pluto/2005) - Trailer aqui
Ventos da Liberdade (The Wind That Shake The Barley/2006) - Trailer aqui
Sunshine Alerta Solar (Sushine/2007) - Trailer aqui
Face Oculta (Peacock/2010) - Trailer aqui

Se você, leitor (a), gostou da postagem, pode interessar-se também por:
Atores Injustiçados

domingo, 18 de julho de 2010

Audiopost: Atores Injustiçados

Olá, leitores e leitoras!
Hoje temos mais uma novidade: o audiopost. É apenas um experimento, porém, se agradar, mais e mais virão. O Café sempre traz algo a mais para você! 


                                           
Cillian Murphy



Matthew Macfadyen

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Os "terceiros" em nossas vidas

Hoje, sozinha em casa...

"Só os loucos duvidam? Só os sem coração pensam em desertar?"

A verdade é que está tudo errado e fora do lugar.

Olhando pela janela, vejo uma cidade pequena demais para minha vida, assim como as pesssoas. Tudo errado, tão errado, tão deslocado...

A felicidade não está aqui, nunca esteve. E alguma coisa me diz que ela está lá... Na Ilha...

Só que eu tenho que me calar. É proibido expressar qualquer coisa relativa a essa busca silenciosa e dolorida pela felicidade, pela paz...

Enquanto eu estou escutando Bread... Com aquele soft rock... Onde estão as pessoas que partilham de tudo isso que admiro?

Cansada, cansada de tudo... Cansada de tanto conformismo. Não raro, estou eu a sentir falta de ar, transtonada... Aquela grama verdinha cresce onde? Definitivamente não aqui.

Sozinha... O que importa? A família. E, às vezes, você ainda fica chateado com elas porque se tivesse um pouco mais de apoio, já estaria a milhares de quilômetros... Quebrando a cara, chorando, porém chorando por algo que você sempre sonhou.

O que dói mais - sofrer para conseguir os sonhos ou vê-los sendo rechaçados por terceiros? A dor de lutar por algo seu é enfrentada com mais sofreguidão. É o sacrifício mais valioso, pois é sua vida que está em jogo.

Eu só quero a chance de poder lutar por algo meu. Não aguento mais ter que fazer isso por coisas que detesto!

O melhor a fazer é calar-me. Não necessito de tantos oráculos.

Eu tenho que resgatar aquela "força" que eu tinha antes... Quando olhar para o crepúsculo e Vênus a nordeste era enxergar a esperança em seus nuances de azul e ver certo par de olhos era acreditar que a vida podia ter momentos bem interessantes.

Passei 5 anos na escuridão. Conheci muita gente ruim, má, falsa... E a futilidade em sua forma maior se fez presente em pessoas espalhafatosas. Cheguei ao fundo poço - julgaram-me, obrigaram-me, apontaram-me o dedo. Disseram até que iam me mudar...

Passou.

É hora de esperar -  a Ilha está longo ali, a Argentina também, os EUA também... A Astronomia fica ao alcance do meus olhos que nunca estiveram longe dela.

Aprendi muito, que não há amizade, que decisões são tomadas por conta própria e  que os corajosos sempre são solitários a princípio. 

O que preciso acreditar - que meu sacrifício atual - mesmo com todos contra, vai me ajudar com Física, que minha vaga virá, que eu um dia estarei no Chile, lá naquela montanha, onde tocar as estrelas é apenas questão de escolher a cúpula astronômica.

Enquanto eu não deixar todo o fardo... Serei apenas uma prisioneira.

Abandonei muita coisa, deixei muitas pessoas... É hora apenas de contar com a família e ficar só.

É o casulo que eu entro.

A luz virá. E todas as dificuldades valerão a pena... O sonho será meu, não dos outros.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Livro da Semana: Sherlock Holmes - Um estudo em Vermelho

O livro que tenho é da:
Editora Melhoramentos
Ano: 1999
ISBN: 85-06-02994-5
Edição: 1098765
Número de páginas: 120
Autor: Sir Arthur Conan Doyle (trad. Antonio C. Vilela)
Preço-faixa: entre R$ 10,80 e R$ 12,80 (+frete)

O CQeSherlock inaugura hoje mais uma sessão: Livro da Semana. Esse espaço é dedicado aos nossos pobres jovens que estão cerceados por porcarias e quando, raras vezes, procuram algo para ler, gastam uma fortuna em livros que não acrescentam nada, não dizem nada e ainda por cima trazem assuntos bem, mais bem mastigados. Exemplo: vampiros. E imaginar que temos leituras requintadas a preços populares sobre tal assunto, como o de Bram Stoker, perdendo para... São esses mesmo que você, leitor (a), está pensando. É uma tragédia!


Se você quer conhecer o mundo do mais famoso e interessante detetive de todos os tempos, eu sugiro que comece pelo "livro de ouro". Se você viu o filme do Guy Ritchie (crítica do filme no CQ&Sherlock aqui) e ficou maravilhado (a), então é uma boa começar por Sherlock Holmes - Um Estudo Em Vermelho (A Study In Scarlet/1887), mesmo porque a história com o Downey Jr. e Jude Law é bem diferente.

É o primeiro livro da série. Sir Conan Doyle introduziu um novo conceito de "gênero policial", este que já vinha dando frutos interessantes com Auguste Dupin de Edgar Alan Poe (mais um dos meus favoritos).

Ele apresenta o início da parceria de Sherlock e dr. Watson. Também é o primeiro caso em que atuam juntos.

A história aborda a investigação de um assassinato. A polícia - Scotland Yard - através do inspetor Lestrade - pede a ajuda de Holmes para solucionar um crime peculiar: um homem é achado morto, com uma expressão de pavor em seu rosto e sem nenhum ferimento.

Ao longo do livro, somos levados a conhecer a história dos Mórmons em passagens pelo Velho Oeste.

Uma obra curta, barata, encantadora e magnífica! Não há desculpa para não ler. A cada página, a vontade de devorá-lo cresce mais e mais. Há momentos em que você pensa estar na própria Baker Street 221B, junto com o detetive e o doutor.

É o universo sherlockiano dando os primeiros passos. E você está bem perto dele... Basta deixar de lado "modinhas" e encarar o clássico.

Melhor custo-benefício? Impossível.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Copa acabou! Que venha 2014!

Bem... A Copa acabou e a Espanha sagrou-se campeã, com méritos indiscutíveis, da FIFA World Cup 2010.
Torci muito, muito, muito pela Holanda. Porém não deu.
Vocês devem estar achando a blogueira aqui muito doida, todavia eu, desde de '98, não torço pela Seleção Brasileira. O motivo pode parecer muito banal, contudo, acima de tudo, SOU VASCAÍNA e não suportei que o Edmundo (que um ano antes tinha sido meu herói na campanha genial do Vascão no Brasileirão ) esquentasse banco e ainda por cima fosse descartado na final, sendo que o nome dele apareceu na lista dos titulares. Foi demais! Até hoje eu não superei isso. Óbvio, também, que a nossa Seleção Dunga e Seus Dunguetes ou Cia. Felipe Melo não ajudou nem um pouco nessa tarefa. Eu comemorei cada gol da Holanda naquela maravilhosa quarta de final.
Porém, antes de tudo, eu estava torcendo pelos EUA: a Seleção que me cativou na Copa das Confederações. Simplesmente adoro o DEMPSEY. Gastei quase toda a minha torcida e voz naquele fatídico jogo contra Gana... Deu zebra. Passei para a Laranja Mecânica.
Essa Copa foi muito interessante: sem craques, com as "Grandes" indo embora cedo... Com gente perdendo a cabeça e sendo estúpida (leia-se Felipe Melo e Dunga). Aprendemos que futebol tem que ser futebol: quem joga melhor ganha.
Tivemos profetas: Paul, o polvo. 100% de acerto! Nostradamus de 8 pernas!
Tivemos "ziqueiros": Mick Jagger e seu pé-frio.
Tivemos jogo feio, bonito, muito sangue, uma defesa de "gato" do Suárez e o Kaká sendo expulso (eba!).
Que agora venha 2014 e que eu tenha dinheiro para ir.
Espero que o Dempsey jogue e que eu pegue um autógrafo dele.
E o maior desejo: QUE O BRASIL TENHA UMA SELEÇÃO DECENTE!
Até daqui 4 anos! Brasil!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Minha vida é um filme de David Lynch


Quando comecei a ver filmes de Lynch , apaixonei-me pelo estilo do diretor. Veludo Azul foi o primeiro que comprei e que mantenho guardado com um pequeno tesouro.

Depois outros filmes vieram: História Real, O Homem Elefante... Poderia estar usando este espaço para resenhar a respeito dessas películas, todavia, hoje, dedicarei essa postagem às semelhanças que a essência dos filmes de Lynch tem com a minha vida.

É como a abertura de Veludo Azul (1986) : tudo muito colorido, porém artificial. Por detrás há uma bizarrice tremenda. As tulipas de cores espalhafatosas só servem para ressaltar a obscuridade adiante. O personagem principal entra num jogo esquisito, com opressores, histórias sem sentido, medo, angústia, solidão, lugar pequeno...

De uma lado há a pressão por não conseguir "o ideal". Do outro, apesar de todo receio, não se pode reclamar: "não é permitido ser mal agradecida."

Não há nada mais perturbador... É como Jeffrey Beaumont fala: "É um mundo estranho."

Cheguei em casa, sentei-me e comecei a escutar Dire Straits. É incrível como o som faz meu coração acalmar. Nada como escutar uma das melodias mais lindas de todos os tempos: Brothers In Arms. Meus momentos felizes atuais são quando estou vendo os filmes do Cilliam Murphy ou dormindo, pois como diz um grande professor de Biologia: "A realidade é uma merda!".

Ocorre-me História Real (1999): hora de refletir, lentamente, não convencionalmente. De tentar perdoar, apesar de todos os acúmulos.

A imagem dói. Há muito não gosto de espelhos. Tirei-os da minha vida. Acho que por isso as vitrines soam como inimigas. Todas as roupas ficam bonitas... Nos outros.

No fundo... Homem Elefante (1980) puxa de minha memória que John Merrick era sensível, humano e inteligente. O que a aparência importa? Nada. Entretanto está cercada por pessoas que a prezam, inibe qualquer pensamento de auto-confiança. Nem sempre há Sra. Kendal para levantar-nos.

Precisaria agora de um chocolate e uma Coca-Cola estupidamente gelada. Isso lembra-me bolhas de sabão, a música Supersonic do Oasis, o sorriso de uma certa pessoa, Vênus no Crepúsculo, Carl Sagan, Queen, Astronomia... Tudo que arranca de mim sorrisos bobos, flutuantes...

Minha vida é um roteiro lynchiniano. Sem tirar nem adicionar.

domingo, 4 de julho de 2010

Crítica da semana: Extermínio (28 Days Later)/2002

Extermínio é o tipo de filme de zumbi que não precisa de muita violência, muito sangue e muito menos sexo and rock'n'roll para ser um sucesso. O que temos é uma análise de uma sociedade sem futuro: o caos, o medo e a destruição - e uma ótima e deliciosa surpresa: Cillian Murphy.

Há muito tempo eu sou uma daquelas milhares de pessoas que simplesmente (mesmo sabendo que tem que trabalhar pela manhã) espera aquela apavorante musiquinha do Intercine para saber e, se for bom, ver o filme da madrugada. Eis que numa aventura dessas eu assisti a um dos melhores filmes de zumbis (viva Romero!) que eu já tive notícia: Extermínio (28 Days Later/Reino Unido/2002).

É interessante termos um filme de baixo orçamento, atores (na época) pouco conhecidos, uma proposta batida e Londres como pano de fundo. Essa combinação perigosa deu um grande resultado. E logo nas primeiras cenas você percebe isso.

Qual o diferencial? Ao contrário do que badalados, caros e artisticamente bisonhos filmes do gênero (leia-se Resident Evil e todas as outras franquias) possuem, aqui há um filme que preza pelo conteúdo e ações - esses zumbis correm como um velociraptor!

O diretor Danny Boyle já era conhecido pelo polêmico Transporting de 1996 (e mais tarde ganharia muita fama com o filme, vencedor do Oscar, Quem Quer Ser Um Milionário/2008). Com Extermínio, mostrou-nos que os zumbis não devem ser menosprezados, pelo contrário! Porém não lhes dá mais espaço do que convém: o importante é mostrar a situação de total desesperança e pavor que uma eventual catástrofe pandêmica poderia causar. E quem melhor para transmitir isso do que os atores?

A história é simples - um ataque a um laboratório libera um novo vírus da raiva por Londres. Quase toda a população é atingida e transforma-se em máquina de matar. Poucos escapam. De repente, numa troca de cena, nos deparamos com o abrir de olhos (de magnífico azul) de um rapaz que esteve em coma durante os 28 dias de disseminação do vírus, Jim (Cillian Murphy). Daí por diante é a descoberta de sobreviventes, um modo de salvar-se e acreditar no futuro. Há horas em que você fica encantado com a trilha sonora, com as belas locações em Londres e aquele clima de paz que uma cidade desabitada tem. Em outros momentos, devido ao baixo orçamento, as tomadas de luzes te dizem que realmente faltou dinheiro, fatos que são contornados pela técnica e talento.

E finalmente - Cillian Murphy. Quem viu Batman Begins (2005) sabe de quem estou falando. O então futuro Jonathan Crane/Espatalho despontou para o mundo. Ator fantástico. Ele tem uma expressão muito forte que é ressaltada no filme. Sua voz imponente e seus olhos dão um tom exótico e misterioso aos seus trejeitos.

Extermínio é altamente recomendável. Os fãs de Romero e de seu legado não ficarão decepcionados. Valeu muito a pena dormir depois das três da matina. Quem importa-se em parecer um zumbi no trabalho quando se viu um filme tão bom, emblemático e do nosso tempo? Eu mesma não.

Trailer - Extermínio


sábado, 26 de junho de 2010

Cantinho do Café: tomemos uma xícara!



O CQ&Sherlock nada mais é do que um blog com a funcionalidade de um Café Americano. Aquele que todo mundo assiste nos filmes. Por isso os textos são variados. É reunião de amigos mesmo: todos entram, tomam seus goles, pedem alguma coisa, deixam sinais, trazem amigos...

Não tenho postado com regularidade. Isso é fato. É que... Arrumei um trampo. Tudo gira em torno da Ilha e do tão sonhado curso. Sendo assim, para se ter tranquilidade - casa de parentes não se recomenda. A meta é juntar dinheiro.

Mas vamos lá...

Por hora sou uma Phe - por hora empregada - e todos os centavinhos vão para o FAACF - Fundo de Assistência ao Curso de Física. O ENEM já vem com suas garras, portanto é melhor encará-lo com golpes de Chuck Norris.

Já é madrugada. Estava triste. Enchi minha barriga com chocolate e refrigerante. Nada saudável... Todavia quando a tristeza vem... Com ela chega, também, a imensa vontade de comer.

Não sei se daqui a pouco o meu melhor amigo será meu futuro psiquiatra, porém ando pensando seriamente em vê-lo. 

Tive decepções ao longo da semana. Analisando bem, serviram-me de liberdade. Quem pode prender a alma de uma aspirante a astrônoma? Apesar de tudo... O que mais importa é a família. O resto... É o resto. Amigos hoje, inimigos amanhã. E ainda tem aqueles caras de pau que te pedem coisas absurdas, quando na verdade te deram as costas no momento mais grave (além das futilidades frequentes).

Pensei no River Phoenix e naquele narizinho que nem o Ivo Pitanguy consegue fazer...

Antes de ir... Eu tenho que comentar sobre a questão de educação. Um ex-patrão (muito bem nascido) já dizia: - educação vem de berço. Há pessoas que já nasceram vulgares e a alma é feita deste material.

O mundo é cruel, frio, mau...

Por isso fecho meus olhos de dia e admito ser uma daysleeper... R.E.M. é que está certo.

domingo, 20 de junho de 2010

I'm sorry! I'm sorry...

Pessoal, primeiramente agradeço a todos que seguiram e leram o blog Café Quente e Sherlock na Copa 2010.

Infelizmente não estava mais conseguindo postar lá, de modo que os jogos ficaram todos atrasados.

... E também outros motivos de ordem pessoal.

INFELIZMENTE O BLOG CQ&SHERLOCK NA COPA 2010 DEIXOU DE EXISTIR!

O BLOG MÃE Café Quente e Sherlock CONTINUARÁ. Em breve haverá mais postagens.

Estou apenas organizando-me, revendo algumas coisas e analisando outras.

"Se desejas recomeçar, recomece bem." É assim que estou pensando. Tenho algumas novidades, mas isso depois eu contarei. Deixe passar um pouco mais.

Algumas coisas aconteceram, outras muito boas, outras nem tanto...

Quero apenas concluir algumas análises.

É tempo de reflexão... E de repensar conceitos. Quando tudo estiver nos eixos, surgirão os novos posts.

Antes de ir...

Estava analisando o post sobre o livro do Carl Sagan. Muitos pensam que cientistas não acreditam em Deus. Porém isso não é verdade. Alguns não acreditam, outros acreditam em algo superior, e esse superior pode ser muitas vezes Deus, e muitos não acreditam. Para quem assiste Fringe, num episódio chamado "Peter" (Temporada 2, episódio 16), Dr. Walter Bishop iria cruzar o universo para salvar o segundo Peter (apenas considere o que eu vou escrever.), contudo sua assistente, Dra. Warren, disse que ele não poderia fazer isso, que há limites que não se pode cruzar. Walter revidou dizendo que isso era uma besteira religiosa de suas necessidades pessoais. Apos essa fala, Warren disse: - O conhecimento não pode ser perseguido sem a moral. Vou à igreja, mas tenho 3 especializações em Física Teórica. 

Isso exemplifica bem que cientistas podem sim acreditar em Deus.

domingo, 13 de junho de 2010

Olhei para o céu e ele se abriu - percebi que era a minha vida que estava lá...


Há um trecho de um livro que, quando eu o li pela primeira vez, causou-me uma comoção extraordinária:

"Meus pais não eram cientistas. Não sabiam quase nada sobre ciência. Mas, ao me apresentar simultaneamente ao ceticismo e à admiração, me ensinaram as duas formas de pensar, de tão difícil convivência, centrais para o método científico. Estavam a apenas um passo da pobreza. Mas quando anunciei que queria ser astrônomo, recebi apoio incondicional - mesmo eles (como eu) só tivessem uma ideia muito rudimentar da profissão de Astrônomo. Nunca sugeriram que, consideradas as circunstâncias, talvez fosse melhor eu ser médico ou advogado." 
(O Mundo Assombrado Pelos Demônios, página 14, Companhia de Bolso, 2006)

Esse livro é O Mundo Assombrado Pelos Demônios do grande astrônomo e divulgador da ciência Carl Sagan.

Sagan é minha inspiração em se tratando da profissão mais bela do mundo (porque todos os apaixonados são assim - o maior amor do mundo).

Enquanto tantos não abastados sonham em ser médicos e advogados para fugir da pobreza e alcançar status social, outros apenas querem aprender e difundir conhecimento. Essa é a diferença entre tornar-se mais um, com uma vida confortável e estagnada, ou uma joia mundial, mesmo vivendo, ou sobrevivendo, dia após dia, com uma casinha simples e uma sacola de devaneios.

E se Stendhal, Dostoiévski e Einstein tivessem optado por medicina ou advocacia para alcançar o tão sonhado status? Haveria livros maravilhosos para escancarar uma sociedade cheia de preconceitos e mostrar a degradação da moral? Saberíamos que as estrelas não estão exatamente naquele pontinho onde as enxergamos? Pensaríamos em viagens no tempo? Teríamos noção da imensidão do universo?

Você teria seu ipod ou sua TV HD Full se no mundo só existissem médicos e advogados?

É melhor viver com dinheiro ou com realização? Seria ordem e progresso? Ou primeiro progresso e ordem? (alguém já disse-me que ordem nunca vem antes do progresso, ou você acha que o Bill Gates vivia numa organização digna de dona de casa dos anos 30?)

A ciência é algo tão maravilhoso. É nela que estão as mãos de Deus. E carreiras como a de astrônomo revela-nos pessoas que, como o dr. Sagan, enfrentaram as dificuldades em nome da escolha.

Essa foi a diferença entre um coleguinha de escola de Carl Sagan, que resolveu ser advogado ou médico, e ele que seguiu um sonho juvenil. E esse menino pobre que descobriu a ciência e resolveu abraçá-la, no fim das contas, acabou estampando a capa da Times e agora mesmo tem sua contribuição levada pela Sonda Voyager aos confins do universo.

Eu tive um sonho... Eu olhei para o céu e ele se abriu. Enxerguei o cinturão e a constelação austral de Órion. Meu coração disparou. Percebi que era a minha vida que estava lá.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Dia de TPM: Sou Phd - Por hora desempregada

Minha cabeça vai explodir - fruto de uma tarde de sol e muito estresse. Hoje foi dia de entregar currículos para arrumar um trampo nesse famigerado lugar.

O pior de deixar currículos é que você sabe que tem que fazê-lo aos milhares, sem nenhuma garantia, para ter a chance de uns 3 chegarem inteiros às mãos de quem devem chegar e que a oportunidade de ser chamada para uma entrevista faça.

Nunca tive trabalhos, assim, trabalhos maravilhosos. Mas enquanto estava estudando, dava para aguentar.

Arrumar um bom emprego depende muito de influência, pelo menos nas cidades pequenas. Se tu não tiveres isso, o jeito é apelar para os concursos públicos (porque todos querem trabalhar de menos e ganhar demais - eu detesto concurso públicos!). Quando não se tem a famosa "indicação", então, se pintar um serviço, fique feliz!

Minha última experiência em trabalho, e a primeira na área que eu erradamente me formei, foi desastrosa. Eu estava no livro 1984 de George Orwell e não sabia. Contadores podem ser mesquinhos e malvados...

Hoje foi apenas o passo para a procura de um trabalho temporário. Por quê? Porque minha metas rumam para outro lugar, onde reina a brisa do mar e o tão sonhado curso de Física.

Eu devia ter mais esperança aos 24 anos. E tenho. Só que quando se está no lugar errado, convivendo com pessoas que não entendem você, ignorantes quanto a maravilhosa diversidade de possibilidades, a cabeça começa a entrar em conflito. Eu tenho que acreditar que é só uma fase, fruto de um curso que não era para mim. E que, apesar de todos falarem que eu tenho que investir eu algo que eu detesto, tenho eu que confiar mais em minhas vontades.

Quando decidiu ser escritor, George Orwell passou poucas e boas, desempregado, fazendo uns bicos. Ele viveu um período de extrema penúria quando passou por Londres e Paris. Depois narrou tudo em Na Pior em Paris e Londres (1933). E hoje, George Orwell entrou para a história dos grandes escritores mundiais.

Se correr atrás de um sonho necessita de perseverança, então dê a cara aos tapas. Mesmo que isso signifique procurar empregos temporários, voltar aos bancos de cursinho pré-vestibular, mudar de cidade, morar em pensionatos, mais 5 anos de faculdade e muita, mais muita desaprovação dos outros. Ninguém sabe o que você sente. Será que esses que ficam alfinetado são realmente dignos de atenção? Já ofereceram lenços para suas lágrimas solitárias?

... E enquanto a tão sonhada terra da brisa do mar e do curso de Física não vem, um trampo seria bom...

E como dizia o mestre Raul Seixas:

"A formiga só trabalha porque não sabe cantar."

Então, no geral, vale: "E por isso que nós só trabalhamos quando precisamos de dinheiro." (Franz Ferdinand).