sexta-feira, 9 de julho de 2010

Minha vida é um filme de David Lynch


Quando comecei a ver filmes de Lynch , apaixonei-me pelo estilo do diretor. Veludo Azul foi o primeiro que comprei e que mantenho guardado com um pequeno tesouro.

Depois outros filmes vieram: História Real, O Homem Elefante... Poderia estar usando este espaço para resenhar a respeito dessas películas, todavia, hoje, dedicarei essa postagem às semelhanças que a essência dos filmes de Lynch tem com a minha vida.

É como a abertura de Veludo Azul (1986) : tudo muito colorido, porém artificial. Por detrás há uma bizarrice tremenda. As tulipas de cores espalhafatosas só servem para ressaltar a obscuridade adiante. O personagem principal entra num jogo esquisito, com opressores, histórias sem sentido, medo, angústia, solidão, lugar pequeno...

De uma lado há a pressão por não conseguir "o ideal". Do outro, apesar de todo receio, não se pode reclamar: "não é permitido ser mal agradecida."

Não há nada mais perturbador... É como Jeffrey Beaumont fala: "É um mundo estranho."

Cheguei em casa, sentei-me e comecei a escutar Dire Straits. É incrível como o som faz meu coração acalmar. Nada como escutar uma das melodias mais lindas de todos os tempos: Brothers In Arms. Meus momentos felizes atuais são quando estou vendo os filmes do Cilliam Murphy ou dormindo, pois como diz um grande professor de Biologia: "A realidade é uma merda!".

Ocorre-me História Real (1999): hora de refletir, lentamente, não convencionalmente. De tentar perdoar, apesar de todos os acúmulos.

A imagem dói. Há muito não gosto de espelhos. Tirei-os da minha vida. Acho que por isso as vitrines soam como inimigas. Todas as roupas ficam bonitas... Nos outros.

No fundo... Homem Elefante (1980) puxa de minha memória que John Merrick era sensível, humano e inteligente. O que a aparência importa? Nada. Entretanto está cercada por pessoas que a prezam, inibe qualquer pensamento de auto-confiança. Nem sempre há Sra. Kendal para levantar-nos.

Precisaria agora de um chocolate e uma Coca-Cola estupidamente gelada. Isso lembra-me bolhas de sabão, a música Supersonic do Oasis, o sorriso de uma certa pessoa, Vênus no Crepúsculo, Carl Sagan, Queen, Astronomia... Tudo que arranca de mim sorrisos bobos, flutuantes...

Minha vida é um roteiro lynchiniano. Sem tirar nem adicionar.

domingo, 4 de julho de 2010

Crítica da semana: Extermínio (28 Days Later)/2002

Extermínio é o tipo de filme de zumbi que não precisa de muita violência, muito sangue e muito menos sexo and rock'n'roll para ser um sucesso. O que temos é uma análise de uma sociedade sem futuro: o caos, o medo e a destruição - e uma ótima e deliciosa surpresa: Cillian Murphy.

Há muito tempo eu sou uma daquelas milhares de pessoas que simplesmente (mesmo sabendo que tem que trabalhar pela manhã) espera aquela apavorante musiquinha do Intercine para saber e, se for bom, ver o filme da madrugada. Eis que numa aventura dessas eu assisti a um dos melhores filmes de zumbis (viva Romero!) que eu já tive notícia: Extermínio (28 Days Later/Reino Unido/2002).

É interessante termos um filme de baixo orçamento, atores (na época) pouco conhecidos, uma proposta batida e Londres como pano de fundo. Essa combinação perigosa deu um grande resultado. E logo nas primeiras cenas você percebe isso.

Qual o diferencial? Ao contrário do que badalados, caros e artisticamente bisonhos filmes do gênero (leia-se Resident Evil e todas as outras franquias) possuem, aqui há um filme que preza pelo conteúdo e ações - esses zumbis correm como um velociraptor!

O diretor Danny Boyle já era conhecido pelo polêmico Transporting de 1996 (e mais tarde ganharia muita fama com o filme, vencedor do Oscar, Quem Quer Ser Um Milionário/2008). Com Extermínio, mostrou-nos que os zumbis não devem ser menosprezados, pelo contrário! Porém não lhes dá mais espaço do que convém: o importante é mostrar a situação de total desesperança e pavor que uma eventual catástrofe pandêmica poderia causar. E quem melhor para transmitir isso do que os atores?

A história é simples - um ataque a um laboratório libera um novo vírus da raiva por Londres. Quase toda a população é atingida e transforma-se em máquina de matar. Poucos escapam. De repente, numa troca de cena, nos deparamos com o abrir de olhos (de magnífico azul) de um rapaz que esteve em coma durante os 28 dias de disseminação do vírus, Jim (Cillian Murphy). Daí por diante é a descoberta de sobreviventes, um modo de salvar-se e acreditar no futuro. Há horas em que você fica encantado com a trilha sonora, com as belas locações em Londres e aquele clima de paz que uma cidade desabitada tem. Em outros momentos, devido ao baixo orçamento, as tomadas de luzes te dizem que realmente faltou dinheiro, fatos que são contornados pela técnica e talento.

E finalmente - Cillian Murphy. Quem viu Batman Begins (2005) sabe de quem estou falando. O então futuro Jonathan Crane/Espatalho despontou para o mundo. Ator fantástico. Ele tem uma expressão muito forte que é ressaltada no filme. Sua voz imponente e seus olhos dão um tom exótico e misterioso aos seus trejeitos.

Extermínio é altamente recomendável. Os fãs de Romero e de seu legado não ficarão decepcionados. Valeu muito a pena dormir depois das três da matina. Quem importa-se em parecer um zumbi no trabalho quando se viu um filme tão bom, emblemático e do nosso tempo? Eu mesma não.

Trailer - Extermínio


sábado, 26 de junho de 2010

Cantinho do Café: tomemos uma xícara!



O CQ&Sherlock nada mais é do que um blog com a funcionalidade de um Café Americano. Aquele que todo mundo assiste nos filmes. Por isso os textos são variados. É reunião de amigos mesmo: todos entram, tomam seus goles, pedem alguma coisa, deixam sinais, trazem amigos...

Não tenho postado com regularidade. Isso é fato. É que... Arrumei um trampo. Tudo gira em torno da Ilha e do tão sonhado curso. Sendo assim, para se ter tranquilidade - casa de parentes não se recomenda. A meta é juntar dinheiro.

Mas vamos lá...

Por hora sou uma Phe - por hora empregada - e todos os centavinhos vão para o FAACF - Fundo de Assistência ao Curso de Física. O ENEM já vem com suas garras, portanto é melhor encará-lo com golpes de Chuck Norris.

Já é madrugada. Estava triste. Enchi minha barriga com chocolate e refrigerante. Nada saudável... Todavia quando a tristeza vem... Com ela chega, também, a imensa vontade de comer.

Não sei se daqui a pouco o meu melhor amigo será meu futuro psiquiatra, porém ando pensando seriamente em vê-lo. 

Tive decepções ao longo da semana. Analisando bem, serviram-me de liberdade. Quem pode prender a alma de uma aspirante a astrônoma? Apesar de tudo... O que mais importa é a família. O resto... É o resto. Amigos hoje, inimigos amanhã. E ainda tem aqueles caras de pau que te pedem coisas absurdas, quando na verdade te deram as costas no momento mais grave (além das futilidades frequentes).

Pensei no River Phoenix e naquele narizinho que nem o Ivo Pitanguy consegue fazer...

Antes de ir... Eu tenho que comentar sobre a questão de educação. Um ex-patrão (muito bem nascido) já dizia: - educação vem de berço. Há pessoas que já nasceram vulgares e a alma é feita deste material.

O mundo é cruel, frio, mau...

Por isso fecho meus olhos de dia e admito ser uma daysleeper... R.E.M. é que está certo.

domingo, 20 de junho de 2010

I'm sorry! I'm sorry...

Pessoal, primeiramente agradeço a todos que seguiram e leram o blog Café Quente e Sherlock na Copa 2010.

Infelizmente não estava mais conseguindo postar lá, de modo que os jogos ficaram todos atrasados.

... E também outros motivos de ordem pessoal.

INFELIZMENTE O BLOG CQ&SHERLOCK NA COPA 2010 DEIXOU DE EXISTIR!

O BLOG MÃE Café Quente e Sherlock CONTINUARÁ. Em breve haverá mais postagens.

Estou apenas organizando-me, revendo algumas coisas e analisando outras.

"Se desejas recomeçar, recomece bem." É assim que estou pensando. Tenho algumas novidades, mas isso depois eu contarei. Deixe passar um pouco mais.

Algumas coisas aconteceram, outras muito boas, outras nem tanto...

Quero apenas concluir algumas análises.

É tempo de reflexão... E de repensar conceitos. Quando tudo estiver nos eixos, surgirão os novos posts.

Antes de ir...

Estava analisando o post sobre o livro do Carl Sagan. Muitos pensam que cientistas não acreditam em Deus. Porém isso não é verdade. Alguns não acreditam, outros acreditam em algo superior, e esse superior pode ser muitas vezes Deus, e muitos não acreditam. Para quem assiste Fringe, num episódio chamado "Peter" (Temporada 2, episódio 16), Dr. Walter Bishop iria cruzar o universo para salvar o segundo Peter (apenas considere o que eu vou escrever.), contudo sua assistente, Dra. Warren, disse que ele não poderia fazer isso, que há limites que não se pode cruzar. Walter revidou dizendo que isso era uma besteira religiosa de suas necessidades pessoais. Apos essa falaWarren disse: - O conhecimento não pode ser perseguido sem a moral. Vou à igreja, mas tenho 3 especializações em Física Teórica

Isso exemplifica bem que cientistas podem sim acreditar em Deus.

domingo, 13 de junho de 2010

Olhei para o céu e ele se abriu - percebi que era a minha vida que estava lá...


Há um trecho de um livro que, quando eu o li pela primeira vez, causou-me uma comoção extraordinária:

"Meus pais não eram cientistas. Não sabiam quase nada sobre ciência. Mas, ao me apresentar simultaneamente ao ceticismo e à admiração, me ensinaram as duas formas de pensar, de tão difícil convivência, centrais para o método científico. Estavam a apenas um passo da pobreza. Mas quando anunciei que queria ser astrônomo, recebi apoio incondicional - mesmo eles (como eu) só tivessem uma ideia muito rudimentar da profissão de Astrônomo. Nunca sugeriram que, consideradas as circunstâncias, talvez fosse melhor eu ser médico ou advogado." 
(O Mundo Assombrado Pelos Demônios, página 14, Companhia de Bolso, 2006)

Esse livro é O Mundo Assombrado Pelos Demônios do grande astrônomo e divulgador da ciência Carl Sagan.

Sagan é minha inspiração em se tratando da profissão mais bela do mundo (porque todos os apaixonados são assim - o maior amor do mundo).

Enquanto tantos não abastados sonham em ser médicos e advogados para fugir da pobreza e alcançar status social, outros apenas querem aprender e difundir conhecimento. Essa é a diferença entre tornar-se mais um, com uma vida confortável e estagnada, ou uma joia mundial, mesmo vivendo, ou sobrevivendo, dia após dia, com uma casinha simples e uma sacola de devaneios.

E se Stendhal, Dostoiévski e Einstein tivessem optado por medicina ou advocacia para alcançar o tão sonhado status? Haveria livros maravilhosos para escancarar uma sociedade cheia de preconceitos e mostrar a degradação da moral? Saberíamos que as estrelas não estão exatamente naquele pontinho onde as enxergamos? Pensaríamos em viagens no tempo? Teríamos noção da imensidão do universo?

Você teria seu ipod ou sua TV HD Full se no mundo só existissem médicos e advogados?

É melhor viver com dinheiro ou com realização? Seria ordem e progresso? Ou primeiro progresso e ordem? (alguém já disse-me que ordem nunca vem antes do progresso, ou você acha que o Bill Gates vivia numa organização digna de dona de casa dos anos 30?)

A ciência é algo tão maravilhoso. É nela que estão as mãos de Deus. E carreiras como a de astrônomo revela-nos pessoas que, como o dr. Sagan, enfrentaram as dificuldades em nome da escolha.

Essa foi a diferença entre um coleguinha de escola de Carl Sagan, que resolveu ser advogado ou médico, e ele que seguiu um sonho juvenil. E esse menino pobre que descobriu a ciência e resolveu abraçá-la, no fim das contas, acabou estampando a capa da Times e agora mesmo tem sua contribuição levada pela Sonda Voyager aos confins do universo.

Eu tive um sonho... Eu olhei para o céu e ele se abriu. Enxerguei o cinturão e a constelação austral de Órion. Meu coração disparou. Percebi que era a minha vida que estava lá.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Dia de TPM: Sou Phd - Por hora desempregada

Minha cabeça vai explodir - fruto de uma tarde de sol e muito estresse. Hoje foi dia de entregar currículos para arrumar um trampo nesse famigerado lugar.

O pior de deixar currículos é que você sabe que tem que fazê-lo aos milhares, sem nenhuma garantia, para ter a chance de uns 3 chegarem inteiros às mãos de quem devem chegar e que a oportunidade de ser chamada para uma entrevista faça.

Nunca tive trabalhos, assim, trabalhos maravilhosos. Mas enquanto estava estudando, dava para aguentar.

Arrumar um bom emprego depende muito de influência, pelo menos nas cidades pequenas. Se tu não tiveres isso, o jeito é apelar para os concursos públicos (porque todos querem trabalhar de menos e ganhar demais - eu detesto concurso públicos!). Quando não se tem a famosa "indicação", então, se pintar um serviço, fique feliz!

Minha última experiência em trabalho, e a primeira na área que eu erradamente me formei, foi desastrosa. Eu estava no livro 1984 de George Orwell e não sabia. Contadores podem ser mesquinhos e malvados...

Hoje foi apenas o passo para a procura de um trabalho temporário. Por quê? Porque minha metas rumam para outro lugar, onde reina a brisa do mar e o tão sonhado curso de Física.

Eu devia ter mais esperança aos 24 anos. E tenho. Só que quando se está no lugar errado, convivendo com pessoas que não entendem você, ignorantes quanto a maravilhosa diversidade de possibilidades, a cabeça começa a entrar em conflito. Eu tenho que acreditar que é só uma fase, fruto de um curso que não era para mim. E que, apesar de todos falarem que eu tenho que investir eu algo que eu detesto, tenho eu que confiar mais em minhas vontades.

Quando decidiu ser escritor, George Orwell passou poucas e boas, desempregado, fazendo uns bicos. Ele viveu um período de extrema penúria quando passou por Londres e Paris. Depois narrou tudo em Na Pior em Paris e Londres (1933). E hoje, George Orwell entrou para a história dos grandes escritores mundiais.

Se correr atrás de um sonho necessita de perseverança, então dê a cara aos tapas. Mesmo que isso signifique procurar empregos temporários, voltar aos bancos de cursinho pré-vestibular, mudar de cidade, morar em pensionatos, mais 5 anos de faculdade e muita, mais muita desaprovação dos outros. Ninguém sabe o que você sente. Será que esses que ficam alfinetado são realmente dignos de atenção? Já ofereceram lenços para suas lágrimas solitárias?

... E enquanto a tão sonhada terra da brisa do mar e do curso de Física não vem, um trampo seria bom...

E como dizia o mestre Raul Seixas:

"A formiga só trabalha porque não sabe cantar."

Então, no geral, vale: "E por isso que nós só trabalhamos quando precisamos de dinheiro." (Franz Ferdinand).

sábado, 5 de junho de 2010

Recomendação Musical - Enya


Quem pensa que a Irlanda resume-se a U2 e conflitos separatistas, está enganado! O país tem muito a oferecer no quesito música.

Nesta parte, destacam-se duas vertentes - o rock (U2, The Corrs, The Cranberries, Rory Gallagher...) e o New Wave ou Celtic Music (Clannad, Enya, Secret Garden, Anúna, Celtic Woman...). 

Porém, tratando-se de Irlanda em um contexto cultural e folclórico (leia-se cultura celta), Enya pode ser descrita como a rainha do então New Wave.

Escutar Enya significa relaxar, principalmente. Além disso, é imaginar um mundo com grama verde, casinhas vermelhas, balões coloridos e um arco-íris lá no horizonte além-mar. Trocando em miúdos - é fantasiar. Quem resiste a Caribbean Blue?

Enya começou com o Clannad (que gosto muito mais do que ela própria). Depois seguiu carreira solo. Com sua voz única, tornou-se rapidamente um sucesso mundial. Ela já ganhou diversos prêmios, incluindo um Grammy. Até mesmo um asteroide foi batizado com o seu nome - o 6433 Enya.

Posso colocar aqui uma pitada de experiência própria. Enya é trilha sonora de muitas das minhas metas pessoais e profissionais. Quando tenho esperança, é a cantora irlandesa que tenho como fundo musical (junto com, mais uma vez, o Clannad).

Imagine-se em um lugar com as características que mencionei há pouco. Você vislumbrou sorrisos? Então... Quem melhor para acompanhá-lo do que as músicas suaves e renovadoras de Enya? Quem sabe um dia tudo isso não se torne realidade e esses acordes suaves como a brisa não soarão delicadamente em sua mente? Então, o melhor a fazer é exercitar, exercitar, exercitar...




Para saber um pouco mais...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pequenos detalhes, grandes descobertas

Um detalhe, um ínfimo detalhe, pode levar a verdadeira conclusão. Grandes teorias  já foram derrubadas por detalhes.

Hoje eu considero o dia da CISÃO.

Cisão nada mais é que divisão. Há grandes livros sobre o assunto, como Crime e Castigo (meu favorito)... Enquanto digito essas palavras, minha xícara marron já está vazia de seu líquido cor-de-rosa e eu vejo umas fotos, cuja face estampada não me deixa confortável.

O mundo tem grandes diferenças. E é isso que faz com que o planeta ainda tenha um pouco de graça. Todavia você pode conviver com algumas. Porém aceitar as gritantes e prejudiciais vai além da condição psicológica.

Eu tinha saído com meu batom vermelho. Ele voltou intacto. Pudera, há milhões de razões para eu ter tido uma crise de raiva. E eu lembrei: por que diabos eu tinha que colocar meus sapatos de veludo na rua?

Cercada por milhões de pessoas e sozinha. Não adianta ter gente para sair, o importante é ter afinidade e principalmente segurança.

Esse é um desabafo da madrugada enquanto a insonia atormenta-me. Eu poderia ter divertido-me, mas fui podada...

Não há amizade quando a admiração é pouca.

Conviver e respeitar são fundamentais. Aceitar não faz parte desse pacote. Só aceita-se o que acha-se correto.

Agora eu fico a pensar no River Phoenix... 

Ele olharia-me com aqueles olhos feiticeiros e diria-me que está tudo bem? Que o mundo ainda tem muitos rapazes que gostam de meninas?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia de TPM: Inauguração


O blog Café Quente & Sherlock inaugura hoje um espaço para os desabafos - Dia de TPM.

Nessa semana, o Sol dessa cidade ao Sul do Maranhão deu uma trégua e deixou os moradores mais confortáveis no quesito temperatura. Este lugar bem que poderia ficar na África. Qualquer semelhança com o clima árido dos desertos não é mera coincidência - um ser humano que preza por uma paz de espírito não suporta sair de casa no período entre 14:00 e 16:00 horas.

Não bastasse isso, eu tenho que aguentar o rebolation, o forró vulgar e o funk que dominam os malditos carros de som quando chega o famigerado final de semana.

Seria eu uma estranha no ninho? Louca? Ou eu estou no lugar errado pagando por algum pecado?

Aqui falta emprego e boas universidades são raras. E em se tratando de empregos a coisa fica horrenda. Os poucos trabalhos que existem são muito mal remunerados e com ambientes péssimos para o exercício da profissão. Vide a experiência própria desta 
que vos fala. A última empresa em que trabalhei parece vinda diretamente do Livro 1984 de George Orwell, só faltava mesmo o Big Brother. Enfim... Tive minha cota de momentos ruins. Pedi demissão. Como diz o bom grupo Franz Ferdinand em Jacqueline: "a gente só trabalha porque precisa de dinheiro."

No momento estou flutuando por aí, procurando dar o primeiro passo para um sonho: Astronomia. Não há muitas coisas para se fazer quando não sem tem muito dinheiro. Todavia vai-se levando.

Também tenho que gongar a Copa do Mundo: a África ainda não está preparada para receber a Copa. E algo me diz que alguma merda (ops!) está vindo. A Seleção é uma coisa que não tem explicação: Grafite? Há pessoas que falam de patriotismo; no mínimo não sabem o que a palavra quer dizer. Posso afirmar que sei mais sobre os jogadores da Espanha, Holanda, Argentina e Inglaterra do que os nossos próprios. E não venha me dizer que é porque eu sou fã de Campeonato Inglês...

Meu Vasco está muito mal das pernas.

Haverá show do Scorpions em breve (24 de setembro). Contudo quem disse que eu vou conseguir o ingresso? Está tão difícil que o meu consolo é que eu não vou deixar de ser uma admiradora do bom rock porque uma possibilidade de não ir a esse show paira no ar. 

Haverá muitas criaturas esdrúxulas que lá estarão e que só conhecem a banda alemã por causa do caça-níqueis Acoustica. Eu posso até derramar algumas lágrimas se esse fato se consumar. Só que antes de mais nada, minhas bandas favoritas são o Queen, Pink Floyd, Dire Straits, New Order... Scorpions não figura entre as primeiras da lista,

Há mais assunto, porém eu vou deixar para os próximos TPMs. Por hora é isso aí. O lugar onde vivo tem tantas coisas que espetam como agulhas que eu posso costurar colchas e colchas.

E para finalizar: aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Um grito de raiva.

E você? Tem alguma verbo para soltar? Pode falar à vontade. O espaço TPM é todo seu.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Liberdade? Você tem escolha?


Fico boquiaberta com as pseudoliberdades. Por quê? Porque liberdade é utopia. Exemplos? Antes as mulheres tinham que guardar-se para o casamento, caso contrário, tornavam-se rameiras (como o pessoal dizia lá por essa época). Todo mundo metia o nariz na reputação da moça. Ora, se ela queria dar a ________, problema dela! O velho mal da humanidade de invadir o território alheio.

Bem... Hoje... Apenas inverteram-se os papéis. A iniciação sexual das meninas começa quase que paralelamente ao conhecimento das mesmas de que a "Barbie namora o Ken.". Liberdade para escolha não há. Ou você segue algo, ou está fora dos padrões sociais. Não se quer discutir aqui o fato de "ser ou não ser, eis a questão.". O problema está em "você tem escolha?".

Não deveríamos ensinar nossas crianças a apreciar cada etapa com intensidade? Mostrar que a infância e pré-adolescência são momentos únicos e inesquecíveis e que tudo tem seu tempo e hora? Será que eles sabem a dimensão, responsabilidades e as consequências 'daquilo' que o 50 Cent adora colocar nas músicas? A verdade é que tudo não passa de imposição. Não há nada mais confuso do que cabecinha de pré-adolescente (por que diabos alguém em pleno estado de consciência iria gostar de Hannah Montana e Jonas Brothers?). Liberdade sexual é uma mentira - é o celular que só tem a função primordial contra um Iphone. Nem preciso explicar quem leva essa.

Escolhas não são fáceis. Todavia fazê-las consciente e com prazer torna tudo menos complicado. Vide um monte de burrada que muita gente faz porque estava na moda.

Educação, conscientização e orientação são tão simples. Mais simples ainda é passá-las. Uma vez feita esta ação, cada um segue o que aprouver.

***
Se você gostou dessa postagem, poderá apreciar também:

O Chá de Cozinha
O Living Apart Together - uma nova maneira de convivência

sábado, 29 de maio de 2010

Crítica da semana: Apostando no Amor/1991


Apostando no amor é um filme apaixonante, simples e que nos faz sentir saudades de River Phoenix. Nunca mais haverá um olhar tão feiticeiro como aquele...

Apostando no Amor (Dogfight/EUA/1991) é um filme simples, com um enredo simples. Quatro jovens fuzileiros da Marinha dos EUA estão prestes a embarcar para a Guerra do Vietnã, contudo, antes de partirem, organizam uma festa onde fazem uma aposta - aquele que trouxer a mulher mais feia da noite ganhará 50 dólares. Um dos fuzileiros é Eddie Birdlace (interpretado pelo maravilhoso e encantador River Phoenix), que seduz a jovem garçonete Rose (interpretada pela também maravilhosa e meiga Lili Taylor) e já considera-se vencedor. Porém ele apaixona-se pela doce Rose.

É tudo tão inocente e puro, que não existe maneira de não soltar o famoso suspiro. Tudo bem, o final foi um tanto curto, mas isso não estraga em nada o todo.

É o tipo de filme para relembrar River Phoenix, as paixões sinceras, o valor de uma amizade e o amor que nasce em uma noite e onde menos espera-se.

Trailer - Apostando no Amor

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O primeiro SELINHO, um blog nunca esquece!


Aha!

Nessa volta ao blog, depois dessas férias forçadas, eis que eu recebo selinhos de qualidade. 

Thanks so much!

As regras são assim:

1 - Exibir a imagem do selo no blog;

2 - Exibir o link do blog que você recebeu a indicação;

3 - Escolher 10 blogs para dar indicação e avisá-los.


PRIMEIRO - Blog que deu ao CQ&Sherlock o selo:

Palavra de Guria


Indicações do CQ&Sherlock

A Taverna do Moe
Peixe Antenado
Devaneios Comuns Para Neurônios Férteis em Decomposição
Eu Serve (Antigo Humor do Neto)
Pobre Esponja
Um Anjo Em Minha Vida
Blog da Paty
Dear Letícia
Abrindo a Cabeça
Calmila

terça-feira, 25 de maio de 2010

De volta!!!

Peço, primeiramente, desculpas a todos os seguidores desse blog. É, galera... Eu estava um tanto obtusa. Todavia resolvi voltar às atividades da escrita. Nada melhor do que espantar os males com a prática mais antiga do mundo.

Os problemas assolam-nos todos os dias: fato lastimável da vida. Quando pensa-se que tudo vai melhorar, eis que tudo piora: saúde, dinheiro, problemas familiares...

Concluí que, como na música do Queen, Bohemian Rhapsody... Carry on, carry on...

Obrigada.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Crítica da semana: Watchmen - Os Guardiões (Watchmen)/2009


Watchmen tinha tudo para dar certo, porém parou nos efeitos visuais. E é só.

Caro leitor (a), não sei se você pensa igual a mim, mas eu sempre fico com uma pulguinha atrás da orelha quando o filme é uma adaptação. Há diretores que acertam, outros que ficam no razoável e alguns que erram feio. E, quando o tema entra na área das HQs (História em Quadrinhos), tudo torna-se mais delicado.

No caso de Watchmen, o caldo desandou!

Não é fácil adaptar - a própria palavra diz. E muito menos agradar a todos, principalmente os fãs xiitas. Entretanto, nesse caso, os fãs em questão têm toda razão.

Eu esperava por esse filme, esperava algo mais e acabei me decepcionando totalmente. Nunca li os HQs de Watchmen, porém, sendo eu a outra fatia do bolo, não fez diferença.

O começo prometia algo sensacional: efeitos visuais belíssimos, tudo certinho, funcionando do jeito que manda o figurino até que... De repente, não mais que de repente, a história começa a ficar estranha, com músicas (que conheço e gosto) que não se encaixaram nas cenas, os vigilantes tomando rumos e atitudes bizarras em cenas patéticas - para citar só uma: a de sexo entre Espectral II e Coruja II - cenas de sexo em filmes podem cair como uma luva, se, veja bem, SE BEM REALIZADAS, como no caso do filme O Leitor, de 2008. Mas não é o que se vê no filme dos Vigilantes.

Os atores são fraquíssimos, salvo, com aplausos, o Rorschach (interpretado pelo ator Jackie Earle Haley), que ficou na medida.

Uma graphic-novel do gabarito de Watchmem merecia uma produção mais completa. Infelizmente eu vou ter que colocar o filme no rol das más adaptações de HQs, fazendo companhia para O Fantasma (The Phantom/1996), Mulher-Gato (Catwoman/2004), O Demolidor - O Homem sem Medo (Daredevil/2003), entre outros tantos.

É... Ninguém vigiou os Vigilantes dessa vez.

Trailer - Watchmen



sábado, 17 de abril de 2010

Por que queremos um Mr. Darcy?


Mr. Darcy (Fitzwilliam Darcy) é um dos personagens do livro de Jane Austen, Orgulho & Preconceito. Esta obra já foi uma minissérie da BBC muito popular (capaz de parar as sessões do Parlamento Britânico) da década de 90 e tornou-se filme em 2005. O ator que fez o Mr. Darcy no filme de 2005 chama-se Matthew Macfadyen: inglês, 35 anos, casado, dois filhos e um enteado. Um cavalheiro tipicamente inglês, carinha de bom moço e que arrebata corações. MM é a coisa mais rica aos olhos. Lindo, lindo, lindo... Eis um homem admirável!

Então... Por que queremos um Mr. Darcy? É inegável que ao assistir Orgulho & Preconceito você, seja da classe romântica ou de outra qualquer, não fique encantada (o) com o indefectível M.D. Exemplo? Eu mesma.

Desde o momento que assisti ao filme de 2005, não consigo mais tirar da mente essa concepção de homem gentil, introspectivo, seleto, inteligente, charmoso, bonito e tímido. O filme é muito bom. E eu digo: é o meu romance. Sem nada daquilo de mamão com açúcar ou o fator animal que temos por aí. Quase sempre romances de época atraem justamente por essa qualidade de primar pelo simples e bonito.

É por isso que se quer um Mr. Darcy: todas (os), no fundo, necessitam de alguém assim por perto.

Porém...

Não quero parecer negativa (assim como muitos dos meus conhecidos dizem sobre mim), contudo esse tipo de homem eu nunca vi na vida real. E eu não tenho muitas esperanças não, a não ser que um dia eu encontre o próprio Matthew Macfadyen nas ruas de Londres.

Quem sabe você, caro leitor (a), concorde comigo no fato de que esse caráter e sentimentalismo perderam-se há tempos e andam, infelizmente, com status de caretice. Eu só posso lamentar profundamente. Deve ser por esse fato que eu ainda prefiro ver filmes que façam-me lembrar que um dia existiu esse perfil.

Mr. Darcy para Liz Benett: "Você enfeitiçou meu corpo e alma."


Uma das cenas mais bonitas do filme de 2005...


Caro leitor (a), se você gostou dessa postagem, poderá se interessar também por estas no CQ&Sherlock: