Volume 2 - Clássico da Literatura Universal Ano: 2001 ISBN: 85-209-1225-7 Número de páginas: 48 Autor: Oscar Wilde (trad. Barbara Heliodora)
Programa: Literatura em Minha Casa/Ministério da Educação/FNDE/Biblioteca da Escola Preço-faixa: Distribuição gratuita
Este é um daqueles livros pequenos, porém gigantesco em histórias sensíveis, tecidas cuidadosamente com a riqueza do bom gosto. Seu autor, o dândis Oscar Wilde, não é tão lembrado por esta obra (muitas vezes negligenciada ao extremo). Seu Dorian Gray permanentemente vaga intrínseco pela sua história e nome.
Histórias de Fadas (The Happy Prince and Other Tales/Maio de 1888) é capaz de exercer nos adultos e crianças a força da "moral da história" que fez das Fábulas de Esopo e La Fontaine referências nesse campo - alertar sobre os perigos e percalços da vida. É bom enfatizar que esses ensinamentos, também, são marcas registradas nos contos dos irmãos Grimm (Jacob e Wilhelm) e nas preciosas histórias de Hans Christian Andersen.
As dores do amor e os sentimentos mais profundos (nem sempre com finais felizes) fazem-se presentes em alto grau na obra. Wilde usa a arte do sacrifício como ferramenta de descrição e apresenta narrativas cheias do elemento da ingratidão e não reconhecimento (a vida como ela é!). E de todas as passagens, a que mais dói, sem sombra de dúvida, é O Rouxinol e a Rosa.
O interessante é que Wilde não escreveu os contos com o intuito primário de ganhar o público infantil. As temáticas abordam conteúdos típicos da vida adulta, como os problemas de ordem moral, as tragédias modernas, o egoísmo, a insensibilidade, os vícios e as virtudes. Tudo isso com uma estética que prima, principalmente, pela suavidade e o aprumo.
Genial, crítico e amargo, ao mesmo tempo, educador e um baú de esperanças. Sim, um livro altamente recomendável.
Este mundo de agora, tão fútil, enjoadamente colorido, cheio de instantaneidade, não precisa ser apresentado nu e crú para a geração a ele pertencente. Para desfazê-lo, os pais precisam ensinar aos pequenos os valores de cada momento da vida: as dificuldades, o trabalho, a bondade, a vivacidade. Necessitam mostrar que cair e levantar fazem parte do processo de crescimento. E as histórias seculares infantis são um grande aliado nessa caminhada.
A leitura precisa sim ser requintada, fina e poética. E, além do talento dinamarquês e a irmandade alemã, Oscar Wilde brinda-nos com o que sabe fazer de melhor.
Se nós, os adultos, enxergamos isso, nossas crianças, como antigamente, aprenderão com os melhores e mais sábios mestres.
Contos 1- O Príncipe Feliz (The Happy Prince) 2 - O Gigante Egoísta (The Selfish Giant) 3 - O Amigo Dedicado (The Devoted Friend) 4 - O Rouxinol e a Rosa (The Nightingale and the Rose) Curiosidades Histórias de Fadas não é a única do gênero no cânone de Oscar Wilde. Em 1891 publicou a coletânea Uma Casa de Romãs (A House of Pomegranate) que segue a mesma linha da primeira obra. Infelizmente não há tradução em português.
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Tão lindo e triste... (a autora dá-se o direito de derramar uma lágrima pelo mais belo conto existente na literatura infanto-juvenil) - em inglês - O Rouxinol e a Rosa.
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão - esta pantera - Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija!
(Augusto dos Anjos, Versos Íntimos/1901, Eu e Outras Poesias, Martim Claret, 2ª ed., 2001, p. 103)
Lembro-me como se fosse ontem daquela aula de Português em um lugar distante da civilização e acima do céu mais bonito que já vi. Eram tardes amareladas e sufocantes. Naquele instante, deparei-me com Versos Íntimos e seus entrelaçamento perfeito, cheio de ressentimentos e lamúrias. Ali não estava só o registro de um desespero. Havia uma desilusão grandiosa (fruto de ingratidão, desprezo, acusações e traição) destinada àqueles (ou àquelas) que, antes detentores de admiração e amor, depois, tornaram-se algozes selvagens.
Não há momento mais oportuno do que este: muito triste sim, silencioso e angustiante. E eu recordei-me dessas estrofes e do meu fascínio por Augusto dos Anjos - um dos pré-modernistas (ou simplesmente o inclassificável), poète maudit, que morreu cedo e escreveu um único livro.
[Hoje tomei inúmeras xícaras de café - consolo momentâneo. Foi o que restou.]
Resgatei, dentro de mim, inúmeras amarguras [tão vastas!]. Não há como descrever, precisamente, o gosto amargo da agonia e do medo. Mas sua localização entre o pulmão e a garganta causa um sufocamento que traz uma sonolência insaciável. A sensação de abandono é apenas uma constatação.
Foi-se o tempo do amor e das poesias. E meu coração é só saudade do meu antes que amava imensamente e inocentemente. Recordo com carinho do azul fascinante em uma das faces mais instigantes da minha vida. Eram outros tempos, longínquos, misturados com os primeiros cortes no coração, este que ainda era sonhador e cheio de esperanças de uma vida intrépida.
Perdi-me na busca do que li e reli, do meu castelo de areia e ânsias. Estendi a mão e amei; e voltaram-se contra mim todas as minhas ações. Sou novamente tristeza em seu magnífico tom acinzentado.
Não quero este passado que assombra-me agora. Gostaria de ter o outro, da vivaz cor dos oceanos mais límpidos.
São os meus fantasmas os monstros que alimentei e que tiram-me a paz. E deles quero apenas o esquecimento.
Não existe escapatória desse distante registro dos erros da minha própria vontade de mudar o que nunca poderá ser mudado.
Sento-me. Mais tarde, com o aprendizado, haverá vinho das minhas próprias lágrimas.
"Abriu-se uma porta... Era um novo mundo distante deste tão cheio de amarguras incuráveis, de sangue vívido, de pudores e mais vergonhas. Não há mais motivo para esconder a minha própria face. Todas as lembranças esvaíram-se e todos foram esquecidos. Uma nova vida avança, utópica, cristalina e tão reluzente como brasa incandescente. É a tranquilidade dos cantos da aurora. Sim... É só um sonho longínquo desse tempo que vivo. E dele alimento-me para sobreviver dia após dia. Teci uma colcha com meus desejos. Esta agora recobre minha alma ainda ferida."
Por entre migalhas caminhei
E não mais hei de usá-las
Meu canto triste guardei
E dele fiz águas passadas.
Verde arboreto com pedras
Um caminho novo, sim!
É delas feita uma orquestra
Com notas em sol carmim.
Tilintar de gotas diamantes
Alvejantes
Entre dois amantes.
Não há mais dor
E muito menos dissabor
És teu tempo, óh, Amor!
Por T.S. Frank *Frase em galego para 'som das águas'. É também título de uma das faixas mais bonitas do álbum de 2007, Camiños Da Fin Da Terra, do grupo galego Luar Na Lubre.
perguntarei por que motivo tudo quanto eu quis de mais vivo tinha por cima escrito: NÃO E ondas seguidas de saudade, sempre na tua direção, caminharão, caminharão, sem nenhuma finalidade."
(Cecília Meireles - Poema A Última Cantiga)
Sentei-me em uma mesa com um gostoso café, torradinha com geleia vívida, vermelha e todas as explosões de sabores mixadas que podem estar em um pãozinho cor de mel. E ali, naquele instante, minha alma parou o tempo, as angústias e a própria insatisfação com toda uma jornada de vida. Aquela sensação de liberdade e conforto, tão simples e de tão pouca importância para os outros, trouxe-me os momentos (mesmo que instantâneos) de alegria que sempre faltaram-me.
Caminhei, após, lentamente; assim como uma lesminha faz (para os que sempre andam com pressa, contando as horas, fazendo dinheiro, saibam - nunca acumula-se tempo em tais empreitadas.). E, aquele anoitecer, pintou, mais uma vez, o retrato da minha felicidade perdida [nunca encontrada, melhor dizendo]: Vênus e Júpiter em perfeito alinhamento, a música do céu, a agonia e o êxtase, o prazer máximo.
Não são dias difíceis, são anos e anos de perdas do meu eu. Cresci acreditando em minha própria inutilidade e não merecimento. Lampejos de felicidade acontecem e, gradativamente, transformam-se em bocejos e insatisfação.
A vida é injusta (ponto final). De todos os clichês, a desesperança é o veneno mais amargo.
Esse é meu palco, o palco do fingimento. O que há de pior (no cenário já catastrófico) do que desabafar (ou, a preferida dos próximos, queixar-se) e sentir-se um estorvo?
Nunca tive a compreensão necessária. Busquei muitas vezes em vão e muitos aproveitaram-se da minha própria carência, dos meus medos e eterna busca para conseguirem respirar fora de suas próprias poças de lama, contudo não antes de me empurrarem mais ainda na minha.
Extorquiram-me meu físico e meu psíquico.
Hoje, ao passar, simplesmente digo - "Estou indo...". Quem importar-se? Notícias ruins vendem, notícias boas são agouradas - é apenas o ciclo das migalhas de felicidade (tão efêmero quanto a vida de um mosquito). Todos desejam sorte e acabam cobrando o empenho máximo para manter as amizades e os amores. Tantas vezes escutei que a culpa é somente minha... Por que não agora? A caixa da vida (segundo os expectadores desse show taciturno) encarregou-se de encrustar-me todos os defeitos humanamente possíveis...
Não precisam se esforçar para conservar-me perto ou para cuidar com carinho da minha afeição - sempre falam o que querem da maneira mais cruel possível. É assim que agem, é assim a vida.
(mas o contrário sempre gera o sacrilégio mais comentado, lembrado e utilizado como arma branca)
Sou uma pássaro engaiolado, ferido, sem eira e nem beira, pobre com nenhum vintém - o vermelho, o comunismo, a inutilidade da minha própria existência.
Não tenho sorte e o que existe gera somente problemas e mais problemas, culpa e temor.
O maior de todos os pecados foi querer o que não me é possível: ser feliz. Carrego dentro de mim uma dor antiga... Uma marca de nascença.
Não há nada que possa ajudar-me. O horizonte é só uma linha tênue cinzenta. É a cruz que carrego e a peça teatral que tenho que encenar todos os dias.
Porém, de madrugada, quando as vozes estridentes calam-se, as injúrias cessam e as acusações terminam, a minha mente voa para um lugar longínquo, onde as procelas e a espuma do mar transformam-se em sinfonia de notas infinitas.
Todos os dias morro e meus sonhos são arrancados brutalmente, pedaço por pedaço. Sou vítima do próprio mundo que criei: aquele que não existe e nunca será meu.
O ano era 1994 - Copa do Mundo dos EUA - e fomos campeões.
Mas lembro-me, especialmente e muito mais, de uma das propagandas mais lindas que já vi em toda a minha vida - Sadia 50 Anos. Um trabalho formidável da agência de criação W/Brasil e direção de Julinho Xavier.
Por anos fiquei com a belíssima canção em minha mente e com todas as variadas cenas de amor e afeto que o ser humano pode demonstrar e receber.
Por morar em um quase vilarejo, só anos mais tarde descobri o nome da canção - Perhaps Love - e os cantores - John Denver e Plácido Domingo. E Denver tornou-se um dos meus favoritos
De todas as doces lembranças da infância, esta tem um significado profundo: o descobrimento de um mundo com uma qualidade musical vasta.
A Empresa Sadia
Sadia S. A. é o nome de uma empresa subsidiária de produção de alimentos frigoríficos do Brasil, fundada em 1944. Hoje, juntamente com a Perdigão S.A., faz parte do grupo Brasil Foods.
Foi Fundada por Attilio Fontana (1900-1989) em 7 de junho de 1944, a partir da aquisição de um frigorífico em dificuldades - a S. A. Indústria e Comércio Concórdia. Esta foi rebatizada por seu fundador, pouco tempo depois, como Sadia. O nome foi composto a partir das iniciais SA de Sociedade Anônima e DIA das três últimas letras da palavra Concórdia. Tornou-se marca registrada em 1947.
John Denver, Plácido Domingo e a música Perhaps Love
A parceria entre John Denver (1943-1997), cantor de country e folk americano, e Plácido Domingo (1941), tenor lírico-spinto espanhol, gerou a gravação da belíssima Perhaps Love em 1981. A música apareceu pela primeira vez no álbum de Plácido Domingos - Perhaps Love, no mesmo ano. Depois, em 1998, apareceu no álbum de John Denver - Rocky Mountain Christmas. A música foi escrita por Denver para a sua esposa Annie Martell no período em que eles estavam separados e entrando em processo de divórcio. A canção alcançou, em 1982, nos EUA, a posição #22 Adult Contemporary Chart e #59 na Billboard Hot 100.
Milt Okun (produtor musical de Denver), no encarte do álbum A Song's Best Friend The Very Best of John Denver, de 2004, fala que:
Perhaps Love mudou minha vida. Mudou a vida de John. Eu
sempre fui louco por ópera. Vinte anos atrás, eu cruzei com Plácido Domingo.
Comecei a seguir seus passos pelo mundo afora pensando que podia fazer um disco
clássico de muito sucesso com ele. Por cinco anos ele me evitou - pensou que eu
era um fã maluco, e de certa idade, de música clássica. Até que finalmente ele
concordou em gravar comigo. Houve um certo momento na carreira de John em que
seus discos não estavam vendendo tanto como antes. Eu o convenci a escrever uma
música de amor bem óbvia. John voltou para seu hotel e escreveu Perhaps Love - uma música linda, com uma letra simples, mas penetrante. Eu já estava gravando
Annie’s Song com Domingo. Mas naquela época, a gravadora pareceu não gostar
muito de Peharps Love. Então, eu a mostrei a Domingo, que disse: “É tão bonita,
com tantas imagens inesquecíveis. É claro que vou gravá-la.” Foi quando tive a
ideia de transformá-la num dueto [...].
E eu acabei gravando uma série de álbuns com o Domingo.
Curiosidades
É possível ver a atriz brasileira Mariana Ximenes, na época com 13 anos, na propaganda.
John Denver & Plácido Domingo - Perhaps Love (na íntegra)
Ernest Gold (Ernst Sigmund Goldner; 13 de Julho 13 de 1921 – 17 de Março de 1999) foi um compositor austríaco. Nomeado a quatro Oscars (Academy Award) e ganhador de um pelo filme Exodus (Exodus/1960), baseado no livro de mesmo nome de Leon Uris; também foi nomeado a três Globos de Ouro (Golden Globe) e ganhador de um pelo filme A Hora Final (On The Beach/1959), baseado no livro de mesmo nome de Nevil Shute.
"Lua, frio, calmaria... E lá estavam eles, jovens e sonhadores. O véu da noite envolvia-os suavemente. Foi há muito tempo. E ela simplesmente pediu uma dança. E aqueles olhos azuis cor do oceano longínquo disseram sim. Era a época do rádio e do romantismo infinito. [...] A música, então, tocou. Ele, anjo ou demônio? Não importava, pois aquele era o momento."
Minhas paixão por Oldies é algo intrínseco em minha alma. Uma marca da própria personalidade. Sinto saudade de um tempo que não me pertenceu. Foram muitas histórias costuradas e moldadas com a ajuda dos ouvidos grudados nas rádios dedicadas ao som mais doce e inocente que já existiu.
Sandy (Jonna Lee) e Phil (Lee Montgomery) dançando ao som de Devil or Angel. Filme A Hora do Terror (The Midnight Hour/EUA/1985)
A vida não anda tão amarga quanto antes. O sorriso não mascara mais lágrimas noturnas. O coração... Bem, esse continua a indagar sobre tudo o que aconteceu no passado. Ainda existem gotas cortantes, alguns fragmentos que refletem uma dor, infelizmente, ainda, substancial. O coração, partido e esmigalhado, custa a regenerar-se - é a jornada impiedosa imposta e necessária. Entretanto, sobrevivi. E já posso voltar a tecer mais contos fabulosos, embalados pelas canções românticas daqueles anos sessentistas.
... E veio, assim, não mais que de repente, o filme mais emblemático da minha jornada infanto juvenil - A Hora do Terror (The Midnight Hour/EUA/1985). Depois de muito tempo, em mil novecentos e noventa e bolinha, o Cinema em Casa(SBT) trouxe todas as belas Oldies, danças e o amor em sua mais notável inocência (quem se importava se era Halloween?!). E a trilha sonora instigou minha mente. Era o começo de um caso eternamente apaixonante.
Revi o filme, e lá estavam elas... Sea of Love, Devil or Angel, Baby, I'm Yours... Lembranças extraordinárias, equivalentes ao crepúsculo que via todos os dias da escada da minha casa. Era o meu próprio e imaculado tempo - cheio de esperança, de grandes sonhos, do amor, do oceano azul límpido que nunca esquecerei.
A jovem líder de torcida e o garoto nerd certinho - enredo perfeito para as deliciosas Oldies. Filme A Hora do Terror (Midnight Hour/EUA/1985)
Ao passo que crescia, não havia maneira de evitar os acontecimentos ruins e traumáticos. Todos diziam que é a famosa experiência de vida. E com ela chegou, também, a nuvem negra que tirou todo o brilho esfuziante de outrora. A paixão jovial esvaiu-se como latas de tintas derramadas e irrecuperáveis. E a máquina que alimenta os ventos selvagens da euforia pela vida de sonhos perdeu muita força. Lembrei, eu estou ficando velha...
E dessa constatação emergiu a importância das lembranças - as fagulhas do sacrifício de Prometeu. São essas chamas intensas, vívidas, pequeninas e eficientes que devolvem-me o sorriso por instantes.
Brindo e agarro-me a elas o quanto posso e celebro, inebriada, com um forte e aromático café revigorante.
Enquanto os pensamentos são apenas eles mesmos, ligo o meu rádio - é hora de reviver velhas histórias e voltar a desejar aquela dança...
Em meu mundo, tudo floresceu... Até mesmo os amores inalcançáveis.
***
Oldies do filme A Hora do Terror (Midnight Hour)
Quer saber mais de Oldies aqui no CQ&Sherlock? Então leia:
"Uma postagem super atrasada, quase um mês depois. Perdoe-me, caro (a) leitor (a)!"
Que grande chatice! Assim pode-se definir a cerimônia desse ano. O apresentador foi um fracasso total. Neil Patrick foi extremamente fraco - piadas sem graça, muito menos ânimo e nada de grandes sacadas. Então tive saudades da Ellen DeGeneres (sou super fã!) e do Billy Crystal.
O Grande Hotel Budapeste comeu pelas beiradas e levou quatro, juntamente com Birdman. O documentário O Sal da Terra, infelizmente, não ganhou na categoria Melhor Documentário. Lady Gaga apareceu normal e bem apresentável para cantar pelos 50 anos de A Noviça Rebelde (The Sound Of Music/1965), para que, depois, Julie Andrews aparecesse com sua elegância habitual (isso que eu digo que é envelhecer com dignidade e beleza!).
Destaque absoluto para o discurso de Patrícia Arquette ao ganhar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por Boyhood.
"... É nossa hora de ter igualdade de salários de uma vez por todas e direitos iguais para as mulheres nos Estados Unidos".
E com direito ao entusiasmo de Meryl Streep e de todas as outras mulheres engajadas na luta pela igualdade das mulheres.
Outros ótimos discursos foram dos ganhadores do Oscar de Melhor Canção - Glory - Filme Selma. Eles, John Stephens e Lonnie Lynn, ou melhor, John Legend e o rapper Common, falaram por todos aqueles que buscam e sonham com a igualdade.
De resto, bem... A lista abaixo mostrará melhor!
1-Melhor Filme
Birdman
2-Melhor Diretor
Alejandro Gonzáles Iñárritu (Birdman)
3-Melhor Ator Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo) 4-Melhor Ator Coadjuvante
J.K. Simmons (Whiplash)
5-Melhor Atriz
Julianne Moore (Para Sempre Alice)
6-Melhor Atriz Coadjuvante
Patricia Arquette (Boyhood)
7-Melhor Filme em Língua Estrangeira
Ida (Polônia) 8-Melhor Documentário
CitizenFour
9-Melhor Documentário em Curta-Metragem
Crisis Hotline: Veterans Press 1
10-Melhor Animação
Operação Big Hero 11-Melhor Animação Em Curta-Metragem Feast
12-Melhor Curta-Metragem em Live-Action
The Phone Call
13-Melhor Roteiro Original
Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo (Birdman)
14-Melhor Roteiro Adaptado Graham Moore (O Jogo da Imitação) 15-Melhor Fotografia
Emmanuel Lubezki (Birdman) 16-Melhor Montagem
Tom Cross (Whiplash)
17-Melhor Design de Produção
O Grande Hotel Budapeste
18-Melhores Efeitos Visuais
Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher (Interestelar)
19-Melhor Figurino
Milena Canonero (O Grande Hotel Budapeste)
20-Melhor Maquiagem e Cabelo Frances Hannon e Mark Coulier (O Grande Hotel Budapeste)
21-Melhor Trilha Sonora
Alexandre Desplat (O Grande Hotel Budapeste)
22-Melhor Canção Glory, de John Stephens e Lonnie Lynn (nomes verdadeiros de John Legend e do rapper Common) (Selma) 23-Melhor Edição de Som
Alan Robert Murray e Bub Asman (Sniper Americano) 24-Melhor Mixagem de Som
Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley (Whiplash)
"O que é uma mulher? Eu lhes asseguro, eu não sei. Não acredito que vocês saibam. Não acredito que alguém possa saber até que ela tenha se expressado em todas as artes e profissões abertas à habilidade humana."
(Virginia Woolf, Women and Writing - página 60, Women's Press, 1979, 198 páginas)
Assistindo a um vídeo do Omelete TV sobre a falta de indicações e personagens femininas fortes no Oscar, percebi, mais uma vez, que sempre que tentamos dizer que algo está errado, esbarramos na total falta de compreensão ou mesmo na distorção dos fatos. O feminismo puro e simples quer somente a igualdade e o respeito. O resto é estória para boi dormir.
Prólogo...
Cresci em uma família feminista - mãe chefe de casa - pai - cuidador de crianças. E até a dissolução dessa (por outros motivos), tudo ocorreu bem, como ainda continua a acontecer.
Nenhuma quis ser médica, advogada ou qualquer outra daquelas profissões elitizadas. Saíram, sim, aspirantes a cientista, artista e jornalista.
Brincávamos na rua, com as bonecas, de carrinho e de bola. Rosa? Uma cor ótima para meninos.
Eu não sei cozinhar bem e só aprendi algumas coisas para a sobrevivência. Minhas irmãs até que são bem melhores, porque gostam e ponto.
Cada uma, desde a entrada na adolescência, cuida da sua roupa - joga nas gavetas. Nada de passar, deixar tudo arrumadinho. Comidinha pronta em travessas de porcelana na mesa, à espera do chefe da casa, é um cenário alien. Sim, no interior dos interiores, aquele era o lar igualitário. O que a gente queria (e quer) é descobrir o mundo.
Mas quando se cresce, as análises começam: amigos e amigas, namorados e casuais, parentes que se sujeitam ao velho tipo de família mais passada que uma uva passa. São as raízes do machismo velado e incrustado na própria alma.
Não é pelo desejo de querer estar ali e ser a dona de casa. Muitas apenas encaram como o divino papel de provedora do lar e acabam com a luz da própria vida (no filme Sorriso de Mona Lisa/Mona Lisa Smile/2003 há um exemplo de que uma das protagonistas apenas queria ser dona de casa porque gostava da ideia. Sim isso é legal, É ESCOLHA!). As reclamações são inúmeras, cansaço e brigas. No dia seguinte, tudo recomeça.
O papel duplo de mãe e esposa é, ainda, considerado o sucesso maior na vida de uma mulher, ainda mais se agregar uma graduação em uma universidade para encher as vaidades. E é só.
Conquistas? Ainda faltam muitas. Apesar da Lei Maria da Penha, vidas continuam a ser ceifadas pelo famigerado crime passional - a velha defesa da honra.
Os olhares desconfiados quando se chega ao topo ainda são muitos. O chocante não abrange somente estatísticas. Quando os números abrem as bocas, no mal caratismo do anonimato da internet ou através do colega ao lado, constatamos, duramente, que um longo caminho ainda precisa ser percorrido.
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"De 2010 a 2015, das 150 cinebiografias feitas, apenas 25% são sobre mulheres e dessa porcentagem, apenas 25% falam de mulheres que mudaram o mundo. O resto é tudo filme de casal, filme de alguma mulher que sofreu um trauma, está doente, que teve algum problema na família ou que está numa jornada de auto descobrimento. Enquanto do lado masculino, você tem 75% de filmes em que sobram caras que mudaram o mundo. (Erico Borgo, Omeleteve, 2015)
O Oscar esse ano ganhou #hashtags e mais #hashtags por ter, em quase sua totalidade, as principais categorias preenchidas pelos chamados filmes brancos. E ficou um ano difícil para as mulheres também. Nas principais categorias temos homens cujos os feitos foram universais - Alan Turing e Stephen Hawking. Sobraram para as mulheres poucas nomeações com papéis típicos da jornada interior, de seu universo particular e a busca por si mesma. São filmes que têm seus méritos, porém não rivalizam com aqueles que tornam os homens detentores de grandes feitos. E mulheres bravas e grandes não faltam - escritoras, políticas, artistas e cientistas - Ágatha Christie, Indira Ghandi, Marie Curie e tantas outras - suficientes para nos colocar em patamares de grandes contribuidoras universais.
Epílogo...
Trata-se de uma questão ainda complexa e que exige reflexão e mudanças. Apesar do espaço maior que temos para publicar o que pensamos, estar em cursos e profissões consideradas antes masculinas, falta-nos o respeito em sua totalidade, a valorização de fato e a igualdade. Não raro, as reivindicações feministas ganham atribuições invertidas e exageradas.
Se em nosso cotidiano estamos sempre sujeitas a esse esteriótipo, o que esperar das indicações do Oscar? Apenas o comum - uma total falta de empatia com a causa.
Antes, criadas apenas para ser mães e donas de casa, enquanto os maridos, graças aos cuidados e quase servidão plena, podiam sair e universalizar suas conquistas. Agora, mesmo ocupando espaços importantes nunca antes oferecidos (muitos a contra gosto), somos vítimas da intolerância camuflada - piadas, conotação sexual, perseguições, assédios, chantagens e violência verbal.
Somos tão fortes, geramos vidas, sangramos todos os meses, matamos leões e leões e, mesmo assim, para muitos olhos, tudo não passa de um mimimi sem igual. Feministas isso, feministas aquilo.
Se mesmo brigando pelo mínimos detalhes, somo oprimidas, imaginem se deixássemos passar. Seria a mesma tragédia resumida pela ignorância desmedida do ex-jogador de futebol Pelé (referente ao episódio de racismo sofrido pelo goleiro dos Santos, Aranha) - “O Aranha precipitou-se um pouco querendo brigar com a torcida. Se eu fosse parar o jogo ou gritar desde quando comecei a jogar, na América Latina, aqui no Brasil e no interior, toda vez que me chamassem de crioulo ou de macaco, aí todo jogo teria que parar. O torcedor, dentro da sua animosidade, ele está gritando ali. A gente tem que coibir o racismo, mas acho que não é tudo que vai coibir.". É assim que querem as mulheres e homens machistas - que deixemos o que chamam de mimimi de lado e sejamos mais coniventes.
Lutar pelos mínimos detalhes, criticando cada sílaba mal proferida, mostra perseverança e engajamento. Não existe nenhuma universalização sem desbravamento, o que exige ainda mais esforço de nossa parte.
Horário: 23:00 h Apresentador: Neil Patrick Harris - que todo mundo conhece do How I Met Your Mother (Como Conheci Sua Mãe). Transmissão no Brasil: Globo - Péssima! Conselho do CQ&Sherlock - assista pela TNT ou E!. Nessas horas, se não tiver TV Paga em casa, perca a vergonha e grude em um parente, amigo (a) ou vizinho (a) que tenha!
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Dia 15 de janeiro saiu a lista com os indicados ao Oscar. E, como de costume, a Academia desagradou muita gente.
Primeiro - Selma - Uma Luta Pela Igualdade (Selma), filme sobre Martin Luther King, não foi indicado a Melhor Diretor, ou melhor, Diretora - Ava DuVernay - mesmo sendo indicado na categoria Melhor Filme. E, além disso, só recebeu mais uma indicação - Melhor Canção - Glory - escrita por John Stephens and Lonnie Lynn e interpretada por John Legend e o rapper Common. A canção é belíssima e tem chances de levar a estatueta (link para o vídeo de Glory aqui).
Segundo - O Abutre (Nightcrawler) foi totalmente ignorado na categoria que mais esperava-se uma indicação - Melhor Ator - Jake Gyllenhaal. O filme só conseguiu uma indicação na categoria Melhor Roteiro Original - Dan Gilroy.
Como foi publicado na postagemA corrida para o Oscar 2015 (CQ&Sherlock, 05 de outubro de 2014), O Abutre (Nightcrawler) saiu dos festivais de Toronto e Cannes muito elogiado, assim como outros que também foram ignorados pela Academia, entre eles: Invencível (Unbroken), de angelina Jolie, indicações apenas para prêmios técnicos; Sr. Turner (Mr. Turner), sem indicação para melhor ator - Timothy Spall (levou o prêmio no Festival de Cannes); Garota Exemplar (Gone Girl), apenas indicado em Melhor Atriz (Rosamund Pike) e Cake - Uma Razão Para Viver (Cake) que não foi indicado por Melhor Atriz (Jennifer Aniston). E ficou de fora também Uma Aventura Lego (The Lego Movie) na categoria de Melhor Animação, conseguindo emplacar somente Melhor Canção - Everything is awesome - de Shawn Patterson. A versão Pop da canção, nos créditos finais do filme, é cantada por Tegan and Sara e The Lonely Island.
As surpresas ficaram por conta das indicações de Meryl Streep na categoria Melhor Atriz Coadjuvante por Caminhos da Floresta (Into the Woods) e as indicações de Sniper Americano (American Sniper), inclusive, com Melhor Ator - Bradley Cooper.
Os azarão do ano ficou com O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel ), que fez uma corrida pelas beiradas e conseguiu nove indicações, inclusive Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original.
O Brasil não ficou de fora, ao menos dessa vez. Estamos concorrendo com o documentário O Sal da Terra, sobre o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. Ele foi dirigido pelo alemão Win Wenders e pelo brasileiro Juliano Salgado, filho de Sebastião.
O Oscar desse ano está morno e muito branco. As hashtags e opiniões nas redes sociais compartilham a mesma ideia. No geral, não há um filme marcante ou aquela sensação de algo novo, a não ser pela proposta de Boyhood (inclusive, muito chato!).
Para quem quer começar a ver grandes filmes, atuações muito boas, fora dos padrões estereotipados da academia, é bom começar a prestar atenção em festivais como Toronto e Cannes.
Vamos esperar os resultados!
Prêmios especiais
Antes da entrega principal, tem-se, meses antes, a entrega dos prêmios honorários, humanitários, técnicos e científicos e de incentivo aos talentos.
De fato, a Academia tem cinco categorias de prêmios: 1) Oscars; 2) Governors Awards; 3) Technical Achievement Awards;4) Student Academy Awards 5) Academy Nicholl Fellowships. Dessas categorias, os prêmios mais importantes são:
1) Oscar Honorário: premia personalidades com grandes contribuições para o Cinema.
O prêmio foi entregue na cerimônia Governors Award, ano passado, 2014, para o grande diretor japonês Hayao Miyazaki, conhecido por sua técnica complexa de animação e por ainda trabalhar à mão. Também foram premiados Maureen O’Hara, atriz irlandesa que atuou em clássicos como O Corcunda de Notre Dame (1939) e Como Era Verde o Meu Vale (1941) e o roteirista francês Jean-Claude Carrière de A Insustentável Leveza do Ser (1987) e A Bela da Tarde (1967).
2) Prêmio Humanitário Jean Hersholt: premia personalidades por suas contribuições em causas humanitárias. O prêmio também foi entregue na cerimônia Governors Award, ano passado, 2014, para Harry Belafonte, por seu trabalho em prol dos direitos civis e raciais.
Prêmio Principal
Indicados
1-Melhor Filme
Sniper Americano Birdman Boyhood: Da Infância à Juventude O Grande Hotel Budapeste O Jogo da Imitação Selma A Teoria de Tudo Whiplash 2-Melhor Diretor
Alejandro Gonzáles Iñárritu (Birdman) Richard Linklater (Boyhood) Bennett Miller (Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo) Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste) Morten Tyldum (O jogo da imitação)
3-Melhor Ator
Steve Carell (Foxcatcher) Bradley Cooper (Sniper americano) Benedict Cumberbatch (O Jogo da Imitação) Michael Keaton (Birdman) Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)
4-Melhor Ator Coadjuvante
Robert Duvall (O Juiz) Ethan Hawke (Boyhood) Edward Norton (Birdman) Mark Ruffalo (Foxcatcher) J.K. Simmons (Whiplash)
5-Melhor Atriz
Marion Cotillard (Dois Dias, Uma Noite) Felicity Jones (A Teoria de Tudo) Julianne Moore (Para Sempre Alice) Rosamund Pike (Garota exemplar) Reese Witherspoon (Livre)
6-Melhor Atriz Coadjuvante
Patricia Arquette (Boyhood) Laura Dern (Livre) Keira Knightley (O Jogo da Imitação) Emma Stone (Birdman) Meryl Streep (Caminhos da Floresta) 7-Melhor Filme em Língua Estrangeira
O Sal da Terra CitizenFour Finding Vivian Maier Last Days Virunga 9-Melhor Documentário em Curta-Metragem
Crisis Hotline: Veterans Press 1 Joanna Our curse The Reaper (La Parka) White Earth
10-Melhor Animação
Operação Big Hero Como Treinar o Seu Dragão 2 Os Boxtrolls Song of the Sea The Tale of the Princess Kaguya 11-Melhor Animação Em Curta-Metragem
The Bigger Picture The Dam Keeper Feast Me and My Moulton A Single Life 12-Melhor Curta-Metragem em Live-Action
Aya Boogaloo and Graham Butter Lamp (La Lampe au Beurre de Yak) Parvaneh The Phone Call
*Curiosidade: essa categoria existe desde 1957, resultante da fusão de duas outras. O Ator Peter Capaldi - atual Doctor Who - BBC - ganhou a estatueta em 1995 por Franz Kafka's It's a Wonderful Life - juntamente com Ruth Kenley-Letts.
13-Melhor Roteiro Original
Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo (Birdman) Richard Linklater (Boyhood) E. Max Frye e Dan Futterman (Foxcatcher) Wes Anderson e Hugo Guinness (O Grande Hotel Budapeste) Dan Gilroy (O abutre) 14-Melhor Roteiro Adaptado
Jason Hall (Sniper Americano) Graham Moore (O Jogo da Imitação) Paul Thomas Anderson (Vício Inerente) Anthony McCarten (A Teoria de Tudo) Damien Chazelle (Whiplash) 15-Melhor Fotografia
Emmanuel Lubezki (Birdman) Robert Yeoman (O Grande Hotel Budapeste) Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski (Ida) Dick Pope (Sr. Turner) Roger Deakins (Invencível) 16-Melhor Montagem
Joel Cox e Gary D. Roach (Sniper Americano) Sandra Adair (Boyhood) Barney Pilling (O Grande Hotel Budapeste) William Goldenberg (O Jogo da Imitação) Tom Cross (Whiplash)
17-Melhor Design de Produção
O Grande Hotel Budapeste O Jogo da Imitação Interestelar Caminhos da Floresta Sr. Turner
18-Melhores Efeitos Visuais
Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick (Capitão América 2: O Soldado Invernal) Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist (Planeta dos Macacos: O Confronto) Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould (Guardiões da Galáxia) Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher (Interestelar) Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido)
19-Melhor Figurino
Milena Canonero (O Grande Hotel Budapeste) Mark Bridges (Vício Inerente) Colleen Atwood (Caminhos da Floresta) Anna B. Sheppard e Jane Clive (Malévola) Jacqueline Durran (Sr. Turner)
20-Melhor Maquiagem e Cabelo
Bill Corso e Dennis Liddiard (Foxcatcher) Frances Hannon e Mark Coulier (O Grande Hotel Budapeste) Elizabeth Yianni-Georgiou e David White (Guardiões da Galáxia)
21-Melhor Trilha Sonora
Alexandre Desplat (O Grande Hotel Budapeste) Alexandre Desplat (O Jogo da Imitação) Hans Zimmer (Interestelar) Gary Yershon (Sr. Turner) Jóhann Jóhannsson (A Teoria de Tudo)
22-Melhor Canção
Everything is Awesome, de Shawn Patterson (Uma aventura Lego) Glory, de John Stephens e Lonnie Lynn (nomes verdadeiros de John Legend e do rapper Common) (Selma) Grateful, de Diane Warren (Além das Luzes) I'm Not Gonna Miss You, de Glen Campbell e Julian Raymond (Glen Campbell…I'll Be Me) Lost Stars, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois (Mesmo Se Nada Der Certo) 23-Melhor Edição de Som
Alan Robert Murray e Bub Asman (Sniper Americano) Martín Hernández e Aaron Glascock (Birdman) Brent Burge e Jason Canovas (O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos) Richard King (Interestelar) Becky Sullivan e Andrew DeCristofaro (Invencível)
24-Melhor Mixagem de Som
John Reitz, Gregg Rudloff e Walt Martin (Sniper Americano) Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga (Birdman) Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten (Interestelar) Jon Taylor, Frank A. Montaño e David Lee (Invencível) Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley (Whiplash) Fontes:
Falar de Dire Straits é sempre explorar, primeiramente, as explicações do sucesso de uma banda que remou contra a maré em uma época em que os acordes clássicos foram substituídos por notas mais pesadas e complexas do rock progressivo e do punk rock.
As influências na obra dos Straits estão bem fincadas no Country, Blues e R&B e são elas que entrelaçam o delicioso Alchemy Live, o primeiro show ao vivo gravado pela banda, em 1983, mostrando que o público sempre vai amar a leveza do conceito "de volta para as bases".
Com um DVD e Blu-Ray [o também CD duplo foi remasterizado e posto à venda bem antes, em 8 de maio de 2001] lançados em 2010, totalmente remasterizados, em som 5.1 DTS-Surround, o grupo londrino deleita-nos com belíssimas versões de seus carros-chefe, cheias de energia, como Romeo and Juliet, Private Investigations e Sultans Of Swing [destaque total e absoluto também para Expresso Love].
O registro é o trabalho precursor do grande álbum de 1985 - Brothers In Arms - mostrando o auge do grupo na Love Over Gold Tour.
O minimalismo do estilo e elegância de Dire Straits ficam por conta da guitarra e voz do líder Mark Knopfler [hoje com uma longa e bem sucedida carreira solo, trabalhando também como produtor musical e compositor de trilhas sonoras para o cinema, além de ser oficial da Ordem do Império Britânico - OBE], juntamente com o baixo eficaz de John Illsley. Os dois eram os únicos membros originais do Dire nessa turnê e muitas trocas foram feitas depois das saídas dos dois outros fundadores, o segundo guitarrista, David Knopfler [os dois irmãos brigaram em 1980 e David gravou até Communiqué/1979], e o baterista, Pick Withers [que saiu para formar uma banda de Jazz e cuidar da família].
Alchemy Live é um registro sublime e esfuziante, ratifica a boa carreira do grupo e prova a eficácia e diversidade do simples [palavra preferida dos detratores da banda]. Não há dúvidas de que deve fazer parte da coleção dos fãs e das pessoas que amam ótimos arranjos e voz e o principal: o bom e velho Rock'n'Roll.
Informações
Nome: Dire Straits - Alchemy Live Artista: Dire Straits - Mark Knopfler (guitarra e vocais), Alan Clark (teclado), John Illsley (baixo), Hal Lindes (guitarra), Terry Williams (bateria); músicos adicionais - Mel Collins (saxofone), Tommy Mandel (teclado) e Joop De Korte (percussão) Lançamento: originalmente lançado em 16 de março de 1984; relançado em CD remasterizado (faixa a mais - Love Over Gold] em 8 de maio de 2001; DVD e Blu-Ray remasterizados, 5.1 DTS-Surround, em maio de 2010. Gênero: Rock Clássico Duração: CD - 93:59; DVD Blu-Ray - 90:00 Gravadora: CD - Vertigo/Warner Bros. (USA); DVD Blu-Ray - PolyGram Video
Faixas - DVD/Blu-Ray
1. Once Upon a Time in the West (Mark Knopfler) - 13:01
2. Expresso Love (Mark Knopfler) - 5:45
3. Romeo and Juliet (Mark Knopfler) - 8:17
4. Private Investigations (Mark Knopfler) - 7:34
5. Sultans of Swing (Mark Knopfler) - 10:54
6. Two Young Lovers (Mark Knopfler) - 4:49
7. Tunnel of Love (Mark Knopfler) - 14:29
8. Telegraph Road (Mark Knopfler) - 13:37
9. Solid Rock (Mark Knopfler) - 6:01
10. Going Home: Theme of the Local Hero (Mark Knopfler) - 6:05
Gravação do show
Hammersmith Odeon (Hoje Hammersmith Apollo), Londres - Inglaterra, 22 e 23 de julho de 1983.
Recepção
O álbum ao vivo ficou na posição #46 na Billboard 200, em 1984.
Foi um fim de ano muito bom, em casa, com a família, longe das mazelas da Capital, seus transportes públicos sucateados, comidas caras e difícil cotidiano em pensionatos com pessoas estranhas e acontecimentos bizarros. Sim, 2014 não foi tão bom - relacionamentos conflituosos, amizades que não deveriam ter sido estabelecidas, sentimentos que nunca deveriam ter existido, pessoas e seus tratamentos ruins e muita dor física (e também da alma).
Uma caminhada longa - médicos e médicos, consultas, exames, emergências, agulhadas, ressonâncias, gastrite, intolerância à lactose e uma cirurgia minimamente invasiva para tentar aliviar a minha dor crônica (rizotomia). Estava na luta diária, um pouco mais animada, e, de repente, em uma segunda-feira azul (ao melhor estilo New Order), surge a dor que anuncia que todos os esforços foram, até o momento, em vão - a dor lombar - em seu grau maior, irradiando para perna, com grande dificuldade de locomoção.
Foi e é um grande pesadelo. Sim, eu chorei muito, não há como negar. É uma situação tão desgastante que somente quem tem esse problema pode imaginar a montanha que se ergue ao horizonte. Sentir-se só é apenas um dos muitos problemas, além da dor persistente que só passa no repouso completo. É um desamparo descomunal, um abismo, uma sensação de nudez ao vento frio.
Difícil recomeço do zero, do embrião das possibilidades de manutenção da qualidade de vida, afinal, apesar da teimosia de Pandora, no devido tempo, ela guardou o sentimento que salvou e salva muitas almas da completa escuridão: a esperança.
Mas da dor surgem alguns frutos não totalmente amargos. O meu tempo de repouso serviu-me para muitos pensamentos. Lembrei-me que há um ano e meio estou com Moby Dick Vol. 1 encalhado e isso tornou-se uma verdadeira saga. Das outras minúcias da meditação, também veio-me o fato de que poucos escutam-me, porém acham em mim uma ouvinte nata e despejam suas frustrações, receios, opiniões esdrúxulas e raivosas. Na feira das vaidades, muitas vezes, eu pensei em cappuccinos com creme e cereja ou um café com leite e pãozinho francês.
A dor deixa um rastro de melancolia. Então escrever, minha parte favorita da vida, esteve abalada por conta da letargia comum aos acometidos por tais eventos. Porém cessou brevemente. E eis aqui o fruto desse intervalo.
Sinto saudades do vento boreal, o dono do crepúsculo que anuncia a noite, a melhor hora; detentor dos meus pensamentos mais românticos, mais sonhadores e mais audaciosos.
Se eu pudesse recuperar boa parte daquela esfuziante alegria juvenil, restauraria muitas paixões que adormeceram ou se quebraram.
O amor, em sua totalidade, pela vida, pelos outros, pelas metas, não sei foi, escondeu-se. No lugar, entrou a dor... Essa mesma, angustiante, física, que, junto com a dor do coração, murchou todas as flores multicoloridas da estrada de tijolos amarelos.
"Há um pontinho preto no sol hoje É a mesma coisa antiga de ontem Há um chapéu preto preso no topo de uma árvore alta Há uma bandeira rasgada e o vento não vai parar Eu já estive aqui antes, debaixo de uma chuva incessante Com o mundo girando em círculos, rodando em volta do meu cérebro Acho que estou sempre esperando que você dê um fim a este reinado Mas é meu destino ser o Rei da Dor..."
Sempre quis estudar Latim. E não havia um jeito imediato para isso enquanto não chegasse na Universidade, pois, muito antes de nascer, em 1962 (enquanto as missões Apollo ganhavam ainda seus primeiros tripulantes), a disciplina Mãe das Línguas Românicas deixava de ser obrigatória no ensino regular.
Cheguei no curso de Física e... Que grande decepção! Os acadêmicos não se interessam pelo aprendizado da Língua e acham muito esquisito estudá-la. Uma vez fui questionada se essa ideia não atrapalharia meu aprendizado nas matérias do meu próprio curso. E muito tempo depois do término dos módulos, um professor de Física indagou-me sobre o porquê de estudar Latim - suspeitou até que eu estava mudando para o curso de Letras. Ao responder que não, ele simplesmente disse que aquilo era inútil.
Além ignorar o benefício de treinar o raciocínio e o Português, tal Senhor parecia não saber (que triste para um Doutor!) que as maiores obras de Física foram escritas em Latim (vide Isaac Newton e seus Principias). Para mim, que pretende estudos mais avançados em também em outras áreas, Latim é essencial.
Bem, com o advento dos SIGAA (Sistema Integrado de Gestão de Atividades), qualquer acadêmico PODE MATRICULAR-SE EM QUALQUER CADEIRA de QUALQUER CURSO de sua UNIVERSIDADE, basta ter vontade e estudar. As aulas são gratuitas.
Eu aproveitei essa oportunidade e passei 12 meses estudando Latim, seis meses para o módulo I e mais seis meses para o II. E foram as melhores aulas que já tive nesses anos de curso de Física, quiçá de toda a minha história acadêmica até aqui (rivalizando até mesmo com Sociologia das Organizações na minha primeira graduação).
Contarei, então, minha experiência - o que é necessário, como matricular-se, as aulas e experiência, os livros e dicas na internet. Espero que anime você, caro (a) leitor (a), a conhecer a Língua Latina!
Pré-requisito
Seria uma grande mentira se eu falasse que não existe uma boa vantagem em ter o pré-requisito de um bom conhecimento da Língua Portuguesa. Sim, é necessário saber bem para entender, escrever, falar e traduzir o Latim. Se eu fosse americana, inglesa ou de qualquer outra nacionalidade, falaria o mesmo. E por quê? Porque o Latim exige BOAS noções de Gramática.
Mafaldinha não sabe ainda que "Errar é Humano".
Além dos casos e desinências latinas, não há como escapar dos objetos diretos e indiretos, verbos transitivos e intransitivos, voz passiva e ativa,etc e muito mais. Ou seja, aquelas aulas de Português (espero muito que você, leitor (a), não as tenha negligenciado...) que qualquer escola pública e privada (eu estudei em escola pública estadual e municipal, só para constar!) oferecem são a base para começar o Latim. Porém, assim como acontece em Física com a Matemática Básica, se, por acaso, essa área anda defasada, estudar Latim e Português ao mesmo tempo vai ajudá-lo (a) muitíssimo no preenchimento dessa lacuna. Obviamente serão estudos dobrados. Entretanto começar é sempre o mais importante.
Como matricular-se
Como ressaltei no início, o aluno regularmente matriculado em qualquer curso de uma universidade que use o SIGAA pode inscrever-se em Latim pelo sistema. Esse meio permite que as notas aprovação/reprovação façam parte do Histórico. Basta procurar nas ofertas de disciplinas. A cadeira, geralmente, é oferecida pelo curso de Letras e possui, no mínimo, dois módulos. Há, porém, o fato da prioridade de vagas pertencer aos acadêmicos do curso ofertante. Eu não tive problemas quanto a isso e fui aceita nos dois módulos. Se o aluno pretende apenas ir às aulas e fazer os exercícios, então é bom saber que desde que as universidade foram criadas (lá pelo ano de 1088) há a opção OUVINTE.
A importância de estudar Latim
Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela E o arroio da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!" E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Poema Língua Portuguesa, Olavo Bilac)
No poema de Bilac, temos a menção ao Querido Português como aúltima flor do Lácio. Lácio era a região onde Roma foi fundada e a nascente do Latim. Da Língua Latina originaram-se as chamadas Línguas Românicas. E desse círculo, a Língua Portuguesa é considerada a derradeira.
E, depois de tanto contribuir, o Latim foi morto; não só pelas modificações linguísticas naturais como, também, por aqueles que pensam que seu valor restringe-se a artigo de museu do Vaticano. E é nessa linha de pensamento que moram grandes equívocos.
O Latim não é mais língua oficial (com exceção da Terra do Alto Clérigo) em nenhum país, porém sua contribuição está presente na Publicidade, no Direito, na Filosofia e até no Jornalismo. O aprendizado da Língua Latina ajuda no raciocínio e na boa desenvoltura com nossa língua nativa e com tantas outras.
1-Publicidade
Sim, os publicitários amam!
Não diga "MAGUINUM", fale "MANHUM"!
Delicioso Magnum - palavra LATINA que significa GRANDE e pertence a Segunda Declinação.
2-Direito, Filosofia e demais expressões
Em Direito, o Vade Mecum, livro obrigatório para os estudantes do curso, significa em Latim "VEM COMIGO!". De fato, um Vade Mecum designa qualquer livro base para estudos.
Muitas das grandes obras da Filosofia foram escritas em Latim. O que seria desse ramo sem Cícero - (Marco Túlio Cícero, em latim Marcus Tullius Cicero), filósofo, orador, escritor, advogado e político romano. O cognome (originalmente o terceiro nome pelo qual um cidadão romano era conhecido; em latim - cognomen) Cícero significa grão-de-bico na Língua Latina. Plutarco (Lucius Mestrius Plutarchus - nome que adotou ao se tornar cidadão romano - historiador, biógrafo, ensaísta e filósofo médio platônico grego, conhecido principalmente por suas obras Vidas Paralelas e Moralia) explica que o nome foi originalmente dado a um dos antepassados de Cícero porque ele tinha uma covinha na ponta do nariz que parecia um grão-de-bico.
Outras expressões usuais são latinas, como por exemplo:Carpe diem! - aproveite o dia!; et cetera (etc) - e outros; modus operandi - modo de agir.
3-Jornalismo
Giovanna Chirri, jornalista italiana da agência Ansa, deu um furo de reportagem mundial ao noticiar a renúncia do papa Bento XVI, em fevereiro de 2013. Ela era a única repórter na audiência papal que sabia latim, idioma utilizado no discurso aos cardeais.
"Em um determinado momento, ele mudou de assunto e a nossa jornalista entendeu que ele disse estar cansado, que a pressão estava forte demais e que ele iria parar. [...] Isso mostra que a cultura geral é fundamental para a formação dos jornalistas."
(Luigi Contu, diretor da Ansa)
4-Desenvolvimento do raciocínio e boa desenvoltura com o Português
"Deem-me um bom aluno de latim, que farei dele um grande matemático."
(Giacomo Albanese/1890-1947 - matemático italiano conhecido por suas contribuições a Geometria. Tornou-se professor da Universidade de São Paulo - USP em 1936)
O primeiro pensamento é que o Latim ajuda somente no conhecimento e aproximação com nossa Língua Mãe. A Língua Latina contribui de forma significativa para o desenvolvimento do raciocínio lógico. O aprendizado do idioma requer muita atenção. Além de aguçar o intelecto e incentivar a observação mais apurada.
É uma grande pena que o Brasil tenha retirado das escolas regulares o ensino obrigatório do Latim. E nas universidades o idioma está ameaçado. Em contrapartida, na Alemanha, por exemplo, o ensino médio de lá possui o Latim na grade curricular.
Aulas e experiência
Costumo dizer aos meus amigos e colegas de curso que estudar Latim motivou-me a ter mais esperanças em que, um dia, haja professores didáticos e que a grade curricular encontre o caminho da interdisciplinariedade. Também, de certa forma, esta língua manteve-me longe, nesses semestres de estudo, da ideia recorrente da desistência da própria Física. Fiz questão de comprar o original da famosa Gramática Latina do grande Napoleão Mendes de Almeida. Como sempre valorizei o aprendizado do Português, não tive dificuldades. Meus colegas de Letras pensaram, por muito tempo, que eu era aluna do curso deles.
A adversidade que enfrentei, pasmem, foi com o horário. Eu frequentava o turno vespertino. Todavia, para estudar Latim, tive que acordar lá pelas seis da manhã e estar na faculdade, no máximo, até às sete horas. Nessa época não sabia que tinha intolerância à lactose e bebia muito café com leite - terminava as aulas com dor de barriga.
Meu professor foi excelente e a didática aplicada muito boa. Apesar de ser a alien da sala, logo, logo enturmei-me. Ao final do módulo II, o último, tivemos um café da manhã para nos despedirmos da cadeira e agradecer o empenho do nosso mestre.
O que foi estudado
No módulo I, basicamente, aprendemos a História do Latim, os Tipos de Pronúncia, os Casos Latinos, a Primeira Declinação, um pouco da Segunda e os Tempos Verbais. No módulo II, aprendemos o restante da Segunda, Terceira, Quarta e Quinta Declinações, além de Adjetivos, Números, Orações e Provérbios em Latim e mais Tempos Verbais.
História do Latim - exemplo, as línguas derivadas, conquistas romanas e territórios;
Tipos de Pronúncia - a pronúncia restaurada (ou clássica) e a eclesiástica (advinda da Igreja Católica);
Casos Latinos - Nominativo, Genitivo (o que não existe na Língua Portuguesa), Dativo, Acusativo, Vocativo e Ablativo. É a partir deles que você vai classificar o sujeito, em Latim, por exemplo. E o mais importante, qual desinência usar apropriadamente. Em outras palavras - é a maneira de escrever a palavra latina de acordo com a função sintática exercida na oração;
Declinação e desinências - as chaves mestras do Latim. A função sintática do nome em Latim é revelada através delas.
Exemplos
Primeira Declinação Latina. Parte extraída do Livro Gramática Latina, Napoleão Mendes de Almeida, p. 31.
Declinação da palavra rosa (rosa em Português), pertencente a primeira declinação. Parte extraída do extraída do Livro Gramática Latina, Napoleão Mendes de Almeida, p. 32.
FRASE - A MENINA DÁ UMA ROSA À PROFESSORA A frase contém palavras da Primeira Declinação Análise sintática latina - na oração em Latim, não importa a ordem das palavras, as desinências vão indicar a função sintática.
Alguns livros para estudos
Básicos - Português
1 - Gramática Latina - Napoleão Mendes de Almeida - ESSENCIAL
2 - Introdução à Teoria e Prática do Latim - Janete Melasso
3 - Gradus Primus - Paulo Ronái
4 - Gradus Secundus - Paulo Ronái
5 - ARS Latina - Vários Autores
6 - Latina Essentia - Preparação ao Latim - Antonio Martinez de Rezende
Básico - Inglês
Latin for Beginners (Latim para Iniciantes) - Benjamin L. D'ooge
Domínio púbico - Link para Download do livro em PDFaqui
Avançados - Inglês
1 - Lingva Latina Per Se Illustrata Pars I Familia Romana - Hans H. Ørberg
2 - Lingva Latina Pars II Roma Aeterna - Hans H. Ørberg
Dicionários
Há vários dicionários no mercado, porém é importante ter um Português-Latim e Latim-Português.
Dicionários online Domus (Home) - The Latin Dictionary - Where Latin meets English(link aqui)
Wiktionary - Wikilatin(link aqui) Saudações e cumprimentos
Saudações e termos familiares- Blog Vita Latina (link aqui) Frases usuais - em inglês (link aqui) Frases em Latim - em inglês(link aqui)
Canais de Aprendizado
Português
Há alguns vídeos em Português com algumas aulas, mas restritos, pois o restante das aulas pertence a cursos onlines.
Youtube - Kostas Katsouranis Noticiários & Rádio Ephemeris - Nuntii Latini Universi - notícias universais em latim (link aqui) Rádio Nuntii Latini - da Finlândia; transmite as notícias atuais em Latim - (link aqui)
Documentários
Um dos mais conhecidos é o francês Le Destin de Rome (O Destino de Roma), falando sobre César, Augusto e Cleópatra. Aqui temos a parte II - A Batalha de Actium (The Battle of Actium) - áudio em inglês/latim - legendas em inglês.
Filmes/Séries
Atualizado/2016:Imperator, Emperor, um filme de Konrad Łęcki, em Latim Clássico, contando a história do Império Romano e do Imperador Marcus Salvius Otho Caesar Augustus, em Português - Marco Sálvio Otão. Abaixo o filme na íntegra - legendas em inglês.
Outro filme em que o Latim está presente é A Paixão de Cristo (2005), dirigido por Mel Gibson.
Atenção: cenas fortes!
É comum haver em filmes de terror exorcismos em Latim, como, por exemplo, O Exorcista (1973), O Exorcismo de Emily Rose (2005), Constantine (2005), entre outros. Em séries, temos Supernatural (CW) e Constantine (NBC).
E para rir... Latim com Monty Python
O centurião romano (John Cleese) repreende o jovem militante judeu Brian (Graham Chapman) após ver uma pichação no palácio escrita em um latim repleto de erros ortográficos.