Não raro, caem vertiginosamente no abismo da verdade e ao se estatelarem no chão, além de quebrarem todos os ossos, recebem cargas tóxicas de autodestruição.
Fecham-se em casulos e choram por dias, deitados na escuridão. Consomem-se em febre. Relembram momentos bons, muito poucos, relembram discussões e fazem voto de silêncio. E, minutos depois, desistem de tudo. Olham para os presentes que nunca foram entregues e para as declarações nunca ditas. Sentem-se fracassados e rejeitados.
O tempo dissolve suas almas e a cura vem em conta-gotas, dia após dia, lentamente.
E quando chega o meio da tarde, uma ansiedade toma-lhes de impulso. E essas criaturas, assim como eu, necessitam apenas de palavras gentis, de conversas soltas, de aquecimento na madrugada, de letras arranjadas de forma simples, de cumplicidade e afeto.
Estavam quietas, tecendo pensamentos, quando foram convidadas a um novo mundo. Permitiram-se, foram cautelosas, porém deram seu voto de confiança e embarcaram nessa viagem. Voltaram feridas e com o coração em fragmentos brilhantes.
Por sentirem o gosto do beijo e o calor do abraço, imaginaram-se amadas. Foram apenas esmolas e tudo se foi.
Agora seus amores estão em outros braços. Seus mundos não são mais os mesmos e a praticidade venceu a sensibilidade.
Estavam quietas, tecendo pensamentos, quando foram convidadas a um novo mundo. Permitiram-se, foram cautelosas, porém deram seu voto de confiança e embarcaram nessa viagem. Voltaram feridas e com o coração em fragmentos brilhantes.
Por sentirem o gosto do beijo e o calor do abraço, imaginaram-se amadas. Foram apenas esmolas e tudo se foi.
Agora seus amores estão em outros braços. Seus mundos não são mais os mesmos e a praticidade venceu a sensibilidade.
E voltaram, todos, pela fria estrada da desilusão.













