sábado, 23 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Sombras...

Olhei o mar e as procelas à beira. Sentei-me na areia e chorei copiosamente - meu coração está esmigalhado - a tristeza agora é minha melhor amiga.
Ninguém pode ouvir-me. Minha voz calou-se diante do meu sofrimento.
Vislumbrei o céu que tanto desejei tocar e conquistar. Agora ele esfacela-se em minha mão como porcelana barata.
Entreguei meu sonho a um bando de iconoclastas. E meus pés sangram ao pisar em cada pedaço pontiagudo dele.
O mar agita-se, revira-se. Estou ferida e com muito frio... Posso sucumbir a qualquer momento.
Um dia imaginei um belo mundo - devaneio!
O que possuo neste momento? Um baú de cacos - nada além.
Ao meu lado? Apena o vento taciturno a envolver-me.
E violinos tristes saúdam cada lágrima.
Meus olhos cerram-se.
Tranquei-me em meu mundo paralelo.
A dor venceu-me.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
River Phoenix (1970-1993)
"Seus olhos dizem-me tanto - enfeitiça e cativa o coração. Desejei-te perto. Agora não está mais aqui - viraste energia. Quantas e quantas vezes vi 'Apostanto no Amor', a esperar, um dia que pode nunca chegar, aquele jantar espevitado no restaurante elegante. Tu foste um sonho, um cometa esfuziante. Tocaste meu céu. Sempre será um dos meus favoritos - ver teus olhos é como olhar o mar do Caribe - é desejar ter alguém parecido - tão misterioso, amável e sedutor como teus personagens."
domingo, 10 de abril de 2011
Recomendação Musical - Billy Joel - o homem do piano!

Grande compositor, pianista e, principalmente, um maravilhoso intérprete. Nasceu nos EUA, judeu, influenciado pelo magnífico Ray Charles. Tornou-se um dos ícones da música pop bem cantada e de impacto.
Detentor de muitos Grammys, com nome no Rock and Roll Hall of Fame, Songwriters Hall of Fame e Long Island Music Hall of Fame. Um dos maiores vendedores de álbuns de todos os tempos.
Quando escutei Billy pela primeira vez, minha mente foi levada a uma dimensão onde as notas musicais podiam flutuar - era Piano Man - aquela gaita do começo, o bar e o pianista vão sempre figurar como a descoberta de um mundo onde a música inunda a alma e causa um êxtase sem precedentes.
domingo, 3 de abril de 2011
As sequelas do bullying...
Dias terríveis, decepção atrás de decepção. E hoje, sentada, no lugar mais alto desse pensionato, a olhar todas as janelas, o céu azul e todos os telhados, lágrimas caíram - uma válvula de escape.
Lembrei-me de como tenho sofrido por apenas gostar de alguém - a incompreensão reina. Todas as palavras e defeitos não teriam o peso de uma bomba atômica se eu não tivesse sequelas de anos e anos de bullying.
Quem já sofreu, sabe o fardo que tem que carregar pelo resto da vida. Você nunca se sente capaz de fazer alguém sorrir de uma forma boa - sempre vão rir de você por piada.
Ultimamente tenho sentido-me tão triste que é impossível não lembrar de todas as perseguições durante toda uma vida escolar. Apesar de ser momentos infantis e adolescentes, nessas fases, respectivamente, as feridas abrem-se para sempre.
Quem sofre bullying não sabe o que é auto-estima. Quem sofre bullying não confia em ninguém.
Eu nunca entendi o porquê de tudo aquilo. Quem sabe fosse por minha magreza, o fato de querer ser astrônoma, por ser a primeira da turma, ou, ainda, uma combinação de tudo isso. Até hoje, ao ver o final de cada episódio de Castelo Rá-Tim-Bum, sinto a mesma sensação de ir para guilhotina. Era assim na época da sexta-série...
Isso também afeta a vida sentimental. Os perseguidos nunca sentem-se capazes de fazer alguém feliz. Colocam-se como extremamente feios e ignorados. E por mais que algumas pessoas digam o contrário, os elogios têm efeito contrário - estão sendo sarcásticos?
Vivemos sozinhos, chorando pelos cantos e enxugando as lágrimas quando alguém aproxima-se. Por fora, tímidos, sempre mostramos sorrisos, uma fala compassada e, às vezes, uma gagueira. Por dentro, estamos sagrando, com medo, e precisando de afagos.
Apesar de ter uma formação, ser uma contabilista e agora estar cursando Física, eu simplesmente não sinto-me bem comigo mesma. Os momentos mais alegres são aqueles em que fico no notebook, por exemplo, vendo os shows que gosto e imaginando como seria se eu fosse uma pessoa normal e feliz.
É um momento tão frágil que, a qualquer momento, posso quebrar-me em milhões de cacos.
Olho todos aqueles calouros felizes, conversando, marcando encontros, festas... E eu não passo de uma simples observadora, com um coração partido...
Não há escapatória. Essa solidão profunda que assola e devasta-me, traz todas as memórias ruins.
O que eu gostaria nesse momento? Sentir-me alguém que é importante e que faz parte desse mundo. Um simples abraço - tão utópico agora - seria como deitar numa nuvem branca e ter a tranquilidade e a confiança que roubaram-me um dia.
Lembrei-me de como tenho sofrido por apenas gostar de alguém - a incompreensão reina. Todas as palavras e defeitos não teriam o peso de uma bomba atômica se eu não tivesse sequelas de anos e anos de bullying.
Quem já sofreu, sabe o fardo que tem que carregar pelo resto da vida. Você nunca se sente capaz de fazer alguém sorrir de uma forma boa - sempre vão rir de você por piada.
Ultimamente tenho sentido-me tão triste que é impossível não lembrar de todas as perseguições durante toda uma vida escolar. Apesar de ser momentos infantis e adolescentes, nessas fases, respectivamente, as feridas abrem-se para sempre.
Quem sofre bullying não sabe o que é auto-estima. Quem sofre bullying não confia em ninguém.
Eu nunca entendi o porquê de tudo aquilo. Quem sabe fosse por minha magreza, o fato de querer ser astrônoma, por ser a primeira da turma, ou, ainda, uma combinação de tudo isso. Até hoje, ao ver o final de cada episódio de Castelo Rá-Tim-Bum, sinto a mesma sensação de ir para guilhotina. Era assim na época da sexta-série...
Isso também afeta a vida sentimental. Os perseguidos nunca sentem-se capazes de fazer alguém feliz. Colocam-se como extremamente feios e ignorados. E por mais que algumas pessoas digam o contrário, os elogios têm efeito contrário - estão sendo sarcásticos?
Vivemos sozinhos, chorando pelos cantos e enxugando as lágrimas quando alguém aproxima-se. Por fora, tímidos, sempre mostramos sorrisos, uma fala compassada e, às vezes, uma gagueira. Por dentro, estamos sagrando, com medo, e precisando de afagos.
Apesar de ter uma formação, ser uma contabilista e agora estar cursando Física, eu simplesmente não sinto-me bem comigo mesma. Os momentos mais alegres são aqueles em que fico no notebook, por exemplo, vendo os shows que gosto e imaginando como seria se eu fosse uma pessoa normal e feliz.
É um momento tão frágil que, a qualquer momento, posso quebrar-me em milhões de cacos.
Olho todos aqueles calouros felizes, conversando, marcando encontros, festas... E eu não passo de uma simples observadora, com um coração partido...
Não há escapatória. Essa solidão profunda que assola e devasta-me, traz todas as memórias ruins.
O que eu gostaria nesse momento? Sentir-me alguém que é importante e que faz parte desse mundo. Um simples abraço - tão utópico agora - seria como deitar numa nuvem branca e ter a tranquilidade e a confiança que roubaram-me um dia.
Assinar:
Postagens (Atom)