
Watchmen tinha tudo para dar certo, porém parou nos efeitos visuais. E é só.
Caro leitor (a), não sei se você pensa igual a mim, mas eu sempre fico com uma pulguinha atrás da orelha quando o filme é uma adaptação. Há diretores que acertam, outros que ficam no razoável e alguns que erram feio. E, quando o tema entra na área das HQs (História em Quadrinhos), tudo torna-se mais delicado.
No caso de Watchmen, o caldo desandou!
Não é fácil adaptar - a própria palavra diz. E muito menos agradar a todos, principalmente os fãs xiitas. Entretanto, nesse caso, os fãs em questão têm toda razão.
Eu esperava por esse filme, esperava algo mais e acabei me decepcionando totalmente. Nunca li os HQs de Watchmen, porém, sendo eu a outra fatia do bolo, não fez diferença.
O começo prometia algo sensacional: efeitos visuais belíssimos, tudo certinho, funcionando do jeito que manda o figurino até que... De repente, não mais que de repente, a história começa a ficar estranha, com músicas (que conheço e gosto) que não se encaixaram nas cenas, os vigilantes tomando rumos e atitudes bizarras em cenas patéticas - para citar só uma: a de sexo entre Espectral II e Coruja II - cenas de sexo em filmes podem cair como uma luva, se, veja bem, SE BEM REALIZADAS, como no caso do filme O Leitor, de 2008. Mas não é o que se vê no filme dos Vigilantes.
Os atores são fraquíssimos, salvo, com aplausos, o Rorschach (interpretado pelo ator Jackie Earle Haley), que ficou na medida.
Uma graphic-novel do gabarito de Watchmem merecia uma produção mais completa. Infelizmente eu vou ter que colocar o filme no rol das más adaptações de HQs, fazendo companhia para O Fantasma (The Phantom/1996), Mulher-Gato (Catwoman/2004), O Demolidor - O Homem sem Medo (Daredevil/2003), entre outros tantos.
É... Ninguém vigiou os Vigilantes dessa vez.
Trailer - Watchmen