domingo, 22 de novembro de 2015

Aniversário: fazer 30 anos


Eu pensei que ia ser mais assustador... Não sei, talvez seja estranho, de fato. Por quê? Porque antigamente era o atestado de uma vida pacata, família constituída, um emprego público, servidão doméstica... Os tempos mudaram [ainda bem!] e nós, mulheres, ainda temos que viver a nossa juventude plena, despojada e livre. A idade não tem um peso, o pensamento dos outros sim; e os nossos são bem mais fortes se formos avaliar bem o que queremos. 

É o auge. 

E tem-se que enxergar isso mais além - o ápice da beleza, o começo da maturidade, o caminho mais reto para a vida.

***


Fazer 30 anos

Affonso Romano de Sant'Anna


QUATRO pessoas, num mesmo dia, me dizem que vão fazer 30 anos. E me anunciam isto com uma certa gravidade. Nenhuma está dizendo: vou tomar um sorvete na esquina, ou: vou ali comprar um jornal. Na verdade estão proclamando: vou fazer 30 anos e, por favor, prestem atenção, quero cumplicidade, porque estou no limiar de alguma coisa grave.

Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar.

Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos. Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.

Até os 30, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar, que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar.

Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é cair numa epifania. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar.

Um dia eu fiz 30 anos. Estava ali no estrangeiro, estranho em toda a estranheza do ser, à beira-mar, na Califórnia. Era um homem e seus trinta anos. Mais que isto: um homem e seus trinta amos. Um homem e seus trinta corpos, como os anéis de um tronco, cheio de eus e nós, arborizado, arborizando, ao sol e a sós.

Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente.

Mas fazer 30 anos é como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é mister de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais tênue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, é verdade, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes.

Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema. Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer.

Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.

Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.


(A Mulher Madura, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1986, pág. 36.)

Fontes:

Fazer 30 anos - Affonso Romano de Sant'Anna - Releituras

domingo, 8 de novembro de 2015

Face

Olhei-me e não gostei.
Era manhã e vi um panda.
Não! Um biscoito maria!
 - Rotina torturante.

[as belezas, juventudes, novidades...
E, ao meu redor, um espaço cada vez
mais sufocante.]

Poderia pintar-me de todas as cores.
Ser um camaleão!

Segundas, serei azul.
Terças, amarelo radiante.
Quartas - verde natureza
E quintas - violeta enebriante.

Sextas, vermelho furor.
Sábados, rosa, o puro amor.
Domingos... Branco e recomeço.

[Essa minha face
Que o espelho transforma em quimera,
Necessita enxergar além...]

Acordei!
E, finalmente, vi todas as cores.
Agora, basta usá-las...
E ser tudo que sonhei.

T.S. Frank

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Manuscritos Iluminados – Tesouros da Idade Média

Cena do filme O Nome da Rosa/1986
"Basicamente eu diria que as iluminuras estavam lá não como uma explicação, ou até mesmo como uma ilustração, mas como um modo de adicionar valor a Palavra de Deus." (Professora Germaine Greer, Universidade de Cambridge, documentário Illuminations Treasures of the Middle Ages - BBC)

Os livros modernos são uma comodidade. Cada texto é reproduzido mecanicamente em larga escala - um objeto reivindicado para o consumo das massas. Mas há muito tempo, quando cada livro era único e feito à mão, a palavra tinha uma espécie de magia e poder sobre ele. Por mais de 1000 anos, os manuscritos iluminados trouxeram estórias de mitos e lendas para a vida. Suas páginas brilhantes preservaram ideias das crenças religiosas e muitos mistérios sobre a Idade Medieval. E eles são muito importantes, pois contêm a maior parte da arte requintada medieval e cultura da Europa antes do século XVI.

1. Primórdios

Cena do filme O Nome da Rosa/1986
Quando o Cristianismo chegou até Roma, foi perseguido. Porém, gradualmente, a Religião Cristã cresceu no interior do próprio Império do século IV. Esse Cristianismo já não era mais o das pequenas comunidades, como no início - estava hierarquizado e modificado. Com o Edito de Milão (313 D.C., com o Imperador Constantino), foram asseguradas a tolerância e liberdade de culto para todos os cristãos no território do Império Romano. Em 380 D.C., o Imperador Teodósio decretou que a religião oficial do Império seria o Cristianismo e o mesmo, antes de morrer, em 395 D.C., instaurou duas capitais do Império – Constantinopla, no Oriente, com a Língua Grega - E Roma, no Ocidente, com a Língua Latina.

Quando o Império Romano do Ocidente esfacelou-se, apenas o Cristianismo Romano, na forma da Igreja Católica, sobreviveu. Com as Invasões Bárbaras, uma nova questão foi colocada – como cristianizar esses povos? Eles não eram analfabetos, eles simplesmente eram ágrafos – não tinham escrita. Então a necessidade de evangelizar esses povos tornou-se urgente. Paralelo a este movimento, alguns cristãos afastaram-se do mundo, concentrando-se em monastérios, com regras e trabalhos permanentes. Foram os monasticistas que dedicaram sua vida a religião, ao culto, as privações, as obrigações de voto e, principalmente, aos manuscritos iluminados.

2. Os primeiros mosteiros

O primeiro mosteiro apareceu no Egito, no deserto, com Santo Antão, no século IV (350 D.C.). E o primeiro mosteiro na Europa surgiu na parte Ocidental, no Monte Cassino, Itália, por São Bento de Núrsia, em 529 D.C., originando a Ordem dos Beneditinos.

Evangelhos de Lindisfarne - Iluminura
insular - Mosteiro da Inglaterra na
Ilha de Lindisfarne (hoje Holy Island) – 

Nortúmbria
No interior desses mosteiros, apareceu uma manifestação artística de monges feita para monges – as Iluminuras. E essas não tinham nenhuma finalidade de proselitismo. Eram cópias feitas para adornar os altares e para serem vistas pelos olhos de Deus – a Glorificação da Divindade.

3. As Iluminuras

O termo iluminura está ligado ao verbo latino illuminare (iluminar). O termo, no século IX, começou a ser utilizado pelos autores medievais para designar qualquer tipo de ornamentação ou ilustração de manuscritos. Neste sentido, illuminare significa destacar (tornar luminoso), através da imagem que determina certos aspectos do texto (para alguns autores este termo só é aplicado quando é utilizado o ouro ou a prata na pintura.). A palavra iluminura também é chamada de miniatura por alguns estudiosos que a fazem derivar da palavra latina minium (vermelho) e do verbo miniare que significa escrever a vermelho.

3.1 Do papiro ao códice

O papiro surgiu no Egito e era feito de fibras vegetais (há papiros desse material datados do século 27 A.C., achados na cidade de Tebas). E foi este papiro que chegou, no século 7 A.C, na cidade grega Pérgamo (hoje Bérgamo, na Turquia). No século 3 A.C., surgiu, então, o pergaminho (em homenagem a cidade) - um suporte para a escrita feito com couro de animais jovens (geralmente carneiro, cabra ou vitelo), tratado com água de cal, esticado ao sol e depois raspado com pedra vulcânica.

A vantagem do pergaminho em relação ao papiro é que o primeiro suportava a inscrição no verso e podia-se apagar também. Para escrever usava-se plumas, geralmente de gansos.

Entre o século III e IV D.C., esse pergaminho chegou na Europa Ocidental e foi utilizado nos mosteiros para cópia e ilustrações de livros. No século IV D.C., ele foi transformado em páginas retangulares e depois costurado. Assim surgiu o códice, que revolucionou o processo de transmissão da escrita, facilitou o transporte, a produção e conservação de imagens, já que no rolo as camadas de pintura estalavam frequentemente com o sucessivo enrolamento dos manuscritos.

[Até o século XV, o grande suporte para ilustração e escrita era o pergaminho. Só depois que o papel apareceu na Europa Ocidental, trazido pela expansão árabe. O papel já existia na China desde o final século I.]

3.2 Manuscritos iluminados – arte monástica

O Cristianismo é, efetivamente, a religião dos livros. Com essa definição, os mosteiros foram responsáveis pelas ilustrações destinadas aos livros do Catolicismo - as iluminuras.

No interior dos scriptorium (local do mosteiro destinado a criação dos manuscritos.) existiam carteiras, tinteiros, tintas pretas e tintas vermelhas de diversas origens. A preta, por exemplo, era originária da excrescência dos ovos de insetos deixados nas folhas dos carvalhos e posteriormente maceradas. Também era utilizado pigmentos de ouro ou folhas de ouro, a chamada crisografia, e pigmentos de prata ou folhas de prata, a argentografia.

Os monges que trabalhavam nas iluminuras eram classificados como: monge copista (antiquari), monge ilustrador (miniator – que, progressivamente, passa a designar todo aquele que executava qualquer ornamentação.) e monge rubricador - que se dedicava a fazer as letras capitulares das Iluminuras (Rubrica vem do latim rubrica, que significa vermelho, porém nem todas as capitulares eram dessa cor.).

3.2.1 O Manuscrito de Kells

O Livro de Kells (800 D.C) é o mais importante e maravilhoso objeto (apesar de não concluído) da chamada Arte Insular a sobreviver desde os primeiros séculos da Cristandade Celta. Cada página é magnificamente ornada com elaborados padrões decorativos e animais míticos que refletem a influência da tradição do trabalho com metais que marcou o período.

Escrito em latim, o Livro de Kells contêm os quatro Evangelhos do Novo Testamento, além de notas preliminares e explicativas, e numerosas ilustrações e iluminuras coloridas.

Monograma da Encarnação
Deus vivo e encarnado - Iniciais de Cristo
em grego - Livro de Kells
Ele deve seu nome a Abadia de Kells, situada em Kells, no condado de Meath, Irlanda. Os monges eram originários do Mosteiro de Iona, localizado numa das Ilhas Hébridas, situado em frente à costa oeste da Escócia. Iona possuía uma das comunidades monásticas mais importantes da região desde São Columba, o grande evangelizador da Escócia. Devido a multiplicação das incursões vikings, Iona tornou-se perigosa e a maioria dos monges partiu para Kells, levando o manuscrito para lá.

Tamanha era a fantasia materializada nessas iluminuras pelos escribas e monges do Mosteiro de Kells que sua obra foi considerada por um cronista do século XIII “não o trabalho de homens, mas de anjos.”.

O livro encontra-se exposto permanentemente na Biblioteca do Trinity College de Dublin – Irlanda.

3.3. Mudança – Arte Carolíngia

Enquanto as ilustrações ocorriam nas ilhas, no continente europeu, o chefe dos francos, Carlos Magno, através de uma série de vitórias militares, consegue centralizar o poder na Europa. Depois, em 800 D.C., ele é coroado pelo Papa o Rei Cristão do Ocidente.

Nesse período, há um esforço para recuperação dos padrões clássicos da arte da Roma Antiga - o que foi chamada Arte Carolíngia. As iluminuras ganharam traços da cultura romana clássica. E os monges passaram a trabalhar nos palácios.

3.3.1 O Livro Vermelho de Montserrat

O Llibre Vermell de Montserrat (O Livro Vermelho de Montserrat) é um manuscrito iluminado contendo canções do final da Idade Média. Foi escrito em torno de 1399. Seu nome provém da encadernação vermelha que recebeu no século XIX. Originalmente possuía 172 fólios duplos, dos quais 32 se perderam. 
Canção Stella Splendens
Livro Vermelho de Montserrat

As 10 composições que restam são todas anônimas. O Mosteiro foi um famoso local de peregrinação católica naquele tempo, possuindo um santuário da Virgem de Montserrat. As músicas do manuscrito são, na maioria, louvações a Virgem. Os textos das músicas são em catalão e latim e o estilo musical sugere que datam de bem antes da ocasião em que foram compiladas. 

Ele, hoje, está no Mosteiro de Montserrat, nos arredores de Barcelona, na Espanha.

Sua relativa simplicidade e belo desenho melódico fizeram com que as canções fossem gravadas por conjuntos contemporâneos dedicados à música medieval. 

Músicas

1. Canção: O virgo splendens (fol. 21v-22) (Oh Virgem esplendorosa)
2. Virelai: Stella splendens (fol. 22r) (Estrela esplêndida)
3. Canção: Laudemus Virginem (fol. 23) (Louvemos a Virgem)
4. Virelai: Mariam, matrem virginem, attolite (fol. 25r) (Louvemos Maria, nossa Virgem Mãe)
5. Virelai: Polorum Regina (fol. 24v) (Rainha dos pólos)
6. Virelai: Cuncti simus concanentes (fol. 24) (Cantemos juntos)
7. Canção: Splendens ceptigera (fol. 23) (Rainha esplêndida)
8. Balada: Los set gotxs (fol. 23v) (Os sete gozos)
9. Moteto: Imperayritz de la ciutat joyosa/Verges ses par misericordiosa (fol. 25v) (Imperatriz da cidade feliz/ Virgem, se por misericórdia)

10. Virelai: Ad mortem festinamus (fol. 26v) (Nos apressamos para a morte)

3.4 Fim de um período

Todo esse mundo veio abaixo com o nascimento das primeiras universidades no século XIII, onde os estudantes necessitavam de livros que fossem produzidos mais rapidamente, mesmo que fossem menos bonitos. Com a prensa de Gutemberg, em 1455, o declínio das iluminuras se iniciou.

No século XVI, as luzes dos manuscritos iluminados apagaram-se de vez. Na Inglaterra, com Henrique VIII e a fundação da Igreja Anglicana, muitos deles foram queimados e monastérios dissolvidos.

Alguns conseguiram preservar os livros que foram proibidos e trouxeram, assim, a história dessa rica arte para os dias de hoje.

A Universidade de Cambridge possui uma das maiores coleções de manuscritos iluminados do mundo - uma gama de diferentes tipos de livros religiosos.

Graças a perseverança dos antigos monges e técnicas de conservação avançadas, podemos testemunhar também o que, antes, era reservado somente para os olhos de Deus.

Recomendações

Filme

O Nome da Rosa (1986) - uma das obras primas de Umberto Eco que virou filme pelas mãos do diretor Jean-Jacques Annaud (Guerra do Fogo/1981). Através de misteriosos assassinatos em uma abadia, o cotidiano dos monges e as iluminuras são mostrados em seu esplendor. Com Sean Connery, Cristian Slater e F. Abraham Murray.

Livro

Idade Média, Bárbaros, Cristãos e Muçulmanos - Umberto Eco - Umberto Eco, com a colaboração dos mais importantes medievalistas de diversas disciplinas, nos leva em uma viagem envolvente e surpreendente através da sociedade, arte, história, literatura, música, filosofia e ciência deste período intenso da história da civilização europeia.

Disponível para compra em: Livraria Cultura (clique aqui)

Música

Jordi Savall & Hespèrion XX - Llibre Vermell de Montserrat (2010) - através de Jordi Savall, compositor e regente catalão, especialista em música antiga, e seu grupo, Hespèrion XX (agora Hespèrion XXI), este álbum traz uma performance energética e sofisticada das canções do Livro Vermelho de Montserrat.

Disponível para compra em: Google Play (clique aqui)

Luar Na Lubre – Les Set Gotxs/Faixa do álbum Mar Maior (2014) - O grande grupo galego mostra uma versão ainda mais energética e animada da canção que faz parte do Livro Vermelho de Montserrat.



Fontes

Meio eletrônico - Documentários e aulas

Illuminations Treasures of the Middle Ages - BBC. Ano 2008. Em inglês
História da arte II - UNESP - Iluminuras medievais: arte monástica - Parte 1 
História da arte II - UNESP - Iluminuras medievais: arte monástica - Parte 2
História da arte II - UNESP - Iluminuras medievais: arte monástica - Parte 3

Meio eletrônico - E-books

Dicionário da Idade Média - Organizado por H. R. Loyn - Google Livros - Em português

Livros 

Idade Média, Bárbaros, Cristãos e Muçulmanos. Umberto Eco. Várias páginas consultadas. Editora D. Quixote Books. ISBN 9789722049924
1000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer. Patricia Schultz. Página 42. Editora Sextante/Gmt. ISBN 8575422162

Meio eletrônico – Artigos e Postagens

À descoberta da cor na iluminura medieval com o Apocalipse do Lorvão e o Livro das Aves - Departamento de Conservação e Restauro - Faculdade de Ciência e Tecnologia - Universidade Nova de Lisboa - Arquivo Digital - Iluminura Medieval
A luz e a sombra da iluminura - História, imagem e narrativas. No 15, outubro/2012 - ISSN 1808-9895

Outros

Constantino Promulga o Edito de Milão – Opera Mundi - Uol
Livro de Kells – Wikipédia em Português
Livro de Kells – Wikipédia em Inglês
Carlos Magno – Wikipédia em Português
Arte Carolíngia - Wikipédia em Português
Livro Vermelho de Montserrat – Wikipédia em Inglês