quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dente-de-Leão


Canções gentis, brisas suaves
Têm gosto de anis e canela
E das janelas folheadas em dourado
Notas amadeiradas divagam


Poetas e prosas flutuam
São mares de rosas azuis
Contos da tarde serena
Cafés que ardem com menta

Criança arredia é essa vida!
Que vaga perdida pelas estradas
A transformar maçã em pera
Pelo simples capricho proporcionado

E meu céu tem mais uma estrela
Pintada de maneira arteira
E foi, assim, de repente
Que tudo ficou reluzente!


por T.S. Frank






4 comentários:

  1. Ticy, muito bonito o seu poema - belas imagens e um sentimento de que a vida, esta arredia e errante, sempre proporciona surpresas;

    "A luz do sol não sabe o que faz,
    E por isso não erra e é comum e boa". (Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)

    Bjs!

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  2. Olá, querido Jaime! Obrigada pelos elogios! Verdade, a vida cheia de surpresas. Grande citação de Pessoa.

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  3. Que lindo poema!
    Fico encantada com a poesia sem rima, acho que expressa mais veemente um sentimento sem forçar o ritmo e dá uma nota única a leitura. Encantei com a imagem, foi feliz na escolha.

    Abraços.

    http://mmelofazminhacabeca.blogspot.com.br/

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  4. Olá, querida Marcela Melo! Na verdade, o poema tem rima sim... Primeira estrofe é composta por rimas internas. A segunda e a terceira por uma mistura de rima interna e uma externa. E última pelas clássicas rimas externas.

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Querido (a) leitor (a), obrigada por ler e comentar no Café Quente & Sherlock! Espero que tenha sido uma leitura prazerosa. Até a próxima postagem!