terça-feira, 22 de novembro de 2011

Aniversários...


E, nesse dia, olhar-se no espelho tem um significado - a face não é a mesma de um ano antes e não será a de um ano depois...

Até aqui, muitos erros, poucos acertos, pessoas, amores, desamores... Paciência esgotada e recuperada.

Aniversário, para alguns, é alegria, celebração... Para outros, apenas a constatação da velhice, da solidão...

Tanto faz, é só mais um ano...

Prefiro desaniversários

... Melhor um conto de fadas do que a realidade.




E para alegrar um pouquinho só... Happy Birthday na voz...


 ... dos Beatles



... do Querido Elvis



... E orquestrado pelos Muppets

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O gnomo viajante...

Bem... Chegando o final de semana, muita coisa para estudar e diversão que é bom? Só os episódios de The Mentalist e Fringe. E aproveitando o momento, ontem, lembrei de um gnomo de jardim sortudo que, sendo de outro nível, viajou os quatro cantos do mundo, provavelmente dentro da mochila de algum fã de carteirinha rico de Amélie Poulain.

Eis a história do intrépido Murphy...


Murphy habitava o jardim de uma simpática senhora inglesa chamada Eve Stuart-Kelso. Ele era um pacato gnomo que, como todos os outros de sua linhagem, não almejava outra vida senão essa de 'enfeite de jardim de senhorinhas'.

Um belo dia, Murphy desaparece. Ah! Poderia ser qualquer coisa, afinal, esses seres fofinhos não estão livres das traquinagens de 'crianças angelicais'. 

Sendo assim, apesar da grande estima, o jeito foi substituí-lo por um de R$ 1,99...

Surpreendente, alguns meses depois, 'o mini, mini' estava de volta ao lar - todo acabado, porém feliz. E como num bom livro de Júlio Verne, ele deu a volta ao mundo - passando por Nova Zelândia, Austrália, Singapura, Tailândia, Vietnã, China e Hong Kong. Para comprovar, trouxe 48 fotos nas mais supreendentes situações (para um gnomo, claro!): um gostoso mergulho no mar, pilotando uma moto à la Easy Rider, tirando onda na boca de um tubarão e descendo uma montanha em alta velocidade. 

Hoje, passados mais de 3 anos, Murphy conta essa história para todos os gnomozinhos e admiradores de gnomos: - Se eu consegui sair desse jardim e dar a volta ao mundo, você também conseguirá!


P.S: Queridos (as) leitores (as), apesar desse texto parecer mais com um conto da carochinha, pasmem! É tudo verdade! Você pode conferir a matéria clicando no G1 e ver as fotos no Telegraph.

Música de viagem - Men At Work - Down Under



E... Por sugesão do querido Paulo Cheng, eis a música do Pink Floyd - The Gnome (um gnomo bem LSD, diga-se de passagem!)



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Tarde triste de novembro...

Hoje, dia quente, taciturno. Cheio de equações que mostram-me o árduo caminho - ecos da soberba, da solidão, do deslocamento e, por que não, dos muitos erros.

Pensei no tempo gasto, nos presentes engavetados e na alegria desprendida em vão.

De repente, lampejos de excitação flutuaram ao receber uma ligação. Aquela voz, na madrugada, durante quase uma hora, poderia estender-se infinitamente.

Contudo a realidade puxa-me para este mundo, onde essa mesma voz força-me a lembrar dos desejos não realizados, da indiferença e das diferenças.

Não há como esquecer as lágrimas, o descaso... O amor tímido professado em curtas e medrosas palavras e desacreditado sem piedade e sem requinte. Tu insistes em permear meus sonhos! Tu, criatura dos meus íntimos devaneios, objeto cobiçado, quebra meu coração todos os dias...

Tua voz ecoa em mim - rasga, dilacera, penetra.

E se um dia fosse-me dado, desses que parecem utópicos, não haveria palavras. Só um sinfonia branda, um filme em preto e branco e a espuma do mar - e tu estarias ao meu lado, na versão gentil que eu, discípula de Pigmaleão, construí para meu bel prazer.

One Republic - Apologize

sábado, 12 de novembro de 2011

Recomendação de uma música - Pet Shop Boys - I'm Not Scared - 1988

Escrita por Pet Shop Boys - Neil Tennant e Chris Lowe
Lançada no álbum Instrospective/1988
Faixa 04

I'm Not Scared
#Não estou com medo#

Your life's a mystery, mine is an open book
Sua vida é um mistério, a minha é um livro aberto
If I could read your mind, I think I'd take a look
Se eu pudesse ler sua mente, acho que daria uma olhada

I don't care,
Não me importo,
Baby, I'm not scared
Amor, não estou com medo

What have you got to fight? What do you need to prove?
O que você tem para lutar? O que você precisa provar?
You're always telling lies, and that's the only truth
Você está sempre contando mentiras, e essa é a única verdade

I don't care,
Não me importo,
Baby, I'm not scared
Amor, não estou com medo

Tonight the streets are full of actors
Hoje à noite as ruas estão cheias de atores
I don't know why
Eu não sei porquê
Oh, take these dogs away from me
Oh, leve estes cães para longe de mim
Before they, they bite
Antes que eles, eles mordam

What have you got to say of shadows in your past?
O que você tem a dizer das sombras em teu passado?
I thought that, if you paid, you'd keep them off our backs
Achei que, se você pagasse, as tiraria das nossas costas

But... I don't care,
Mas não me importo,
Baby, I'm not scared
Amor, não estou com medo

What have you got to hide? Who will it compromise?
O que você tem a esconder? Quem isso comprometerá?
Where do we have to be, so I can laugh and you'll be free?
Onde temos de estar, para eu poder rir e você se libertar?

I'd go anywhere, baby
Eu iria a qualquer lugar, amor
I don't care,
Não me importo,
I'm not scared
Eu não estou com medo

I don't care,
Não me importo,
Baby, I'm not scared
Amor, eu não estou com medo

Tonight the streets are full of actors
Hoje à noite as ruas estão cheias de atores
I don't know why
Eu não sei por quê
Oh, take these dogs away from me
Oh, leve estes cães para longe de mim
Before they, they bite
Antes que eles, eles mordam

Tonight I fought and made my mind up
Hoje à noite lutei e tomei uma decisão
I know it's right
Sei que ela é certa
I know these dogs still snap around me
Sei que estes cães, a nossa volta, ainda tentam morder
But I can, I can fight
Mas consigo, consigo lutar

If I was you, if I was you
Se eu fosse você, se eu fosse você
I wouldn't treat me the way you do
Não me trataria do jeito que você trata
If I was you, if I was you
Se eu fosse você, se eu fosse você
I wouldn't treat me the way you do - you
Não me trataria do jeito que você trata - você

If I was you, if I was you
Se eu fosse você, se eu fosse você
I wouldn't treat me the way you do
Não me trataria do jeito que você trata
If I was you, if I was you
Se eu fosse você, se eu fosse você
I wouldn't treat me the way you do - you
Não me trataria do jeito que você trata - você

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Um anjo...

... Adentrou, naquela sala, um pequeno raio de luz. E iluminou, suavemente, meus olhos com um sorriso devastador.

Um jeito intrépido e brilhante. E isso fez-me pensar que, mesmo na mais intensa penumbra, brisas suaves tocam as nossas faces, pobres andarilhos da dor.

E eu senti a mais notável vivacidade.

Não há muito a dizer e há coisas que não devem ser ditas, bem sabia Drummond.

E o jovem, de expressão branda e olhar miudinho, cheio de números e nomes, é o retrato vivo do misticismo - seria ele um pequeno diamante? Ou é fruto da minha própria imaginação, ávida por uma boa história?

De qualquer maneira, não importa, a clárida criatura, tão misteriosa, fica martelando na minha cabeça, como uma equação insolúvel, como um doce segredo. E, talvez, eu devesse acreditar na minha intuição.

E, ao cair da noite, os anjos dormem... E lá foi-se ele... À procura de uma nuvem.

Baden Powell - Naquele Tempo

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Em cartaz: Vida - Escolhas & Atitudes

Prólogo

Com muita honra, publico esta postagem. E ela é dedicada a minha querida amiga Ana Cecília Romeu, do blog Letras, que, utilizando-se da nobre arte de escrever, traz-nos histórias deliciosas, com sabor e cheirinho de pasteizinhos de esperança.

Querida Cissa, obrigada por citar-me em sua crônica! As palavras não conseguem mensurar minha alegria.


"O livre-arbítrio nos dá direito de escolha. As nossas atitudes que refletirão no presente ou mais tarde em quase tudo o que somos e o que fazemos. Ter metas, e quais, e tentar alcançá-las é opção. Mas nem tudo depende exclusivamente de nós, mesmo em nossa própria vida." (Ana Cecília Romeu, em Pastelzinho de amanhã: a difícil arte de pilotar a vida.)

Vida complicada, cheia de sabores, aromas e amores. Corações partidos, ao anoitecer. E uma colinha, na mesa de cabeceira, nas primeiras cores da manhã.

Sabe, temos escolhas, várias. E nessa loteria, muitas vezes, a zebrinha dos anos 80 aparece tão listrada como o sofá da esposa de um mafioso.

Outro dia, eu estava pensando – “Poxa vida! Ano passado, tracei tantos planos e imaginei uma vida coloridíssima. Escutei notas tão suaves, enquanto o filme do por vir passava na minha telinha. Só que, em vez de ser um Pollack, a vida encarregou-se de transformá-lo em um Lynch...”

Pronto! Metas e planos tornaram-se estranhamente pesados e difíceis. E por quê? Porque há alguma força, que de alguma maneira, desvia suavemente a linha reta e a transforma em algo mais torto que um caminhar de um bêbado de sexta-feira.

Contudo é nessa parte que entram as atitudes – a chave para um roteiro com final surpreendente. Atitudes sensatas, claro, apresentarão um #The End# no melhor estilo 'E foram felizes... até o próximo filme.'

Afinal, copiando descaradamente Joseph Murphy (1898-1981) - "A vida se tornaria insuportável, se não nos proporcionasse mudanças."

Epílogo

Pastelzinho de amanhã: a difícil arte de pilotar a vida (Ana Cecília Romeu)