segunda-feira, 19 de abril de 2010

Crítica da semana: Watchmen - Os Guardiões (Watchmen)/2009


Watchmen tinha tudo para dar certo, porém parou nos efeitos visuais. E é só.

Caro leitor (a), não sei se você pensa igual a mim, mas eu sempre fico com uma pulguinha atrás da orelha quando o filme é uma adaptação. Há diretores que acertam, outros que ficam no razoável e alguns que erram feio. E, quando o tema entra na área das HQs (História em Quadrinhos), tudo torna-se mais delicado.

No caso de Watchmen, o caldo desandou!

Não é fácil adaptar - a própria palavra diz. E muito menos agradar a todos, principalmente os fãs xiitas. Entretanto, nesse caso, os fãs em questão têm toda razão.

Eu esperava por esse filme, esperava algo mais e acabei me decepcionando totalmente. Nunca li os HQs de Watchmen, porém, sendo eu a outra fatia do bolo, não fez diferença.

O começo prometia algo sensacional: efeitos visuais belíssimos, tudo certinho, funcionando do jeito que manda o figurino até que... De repente, não mais que de repente, a história começa a ficar estranha, com músicas (que conheço e gosto) que não se encaixaram nas cenas, os vigilantes tomando rumos e atitudes bizarras em cenas patéticas - para citar só uma: a de sexo entre Espectral II e Coruja II - cenas de sexo em filmes podem cair como uma luva, se, veja bem, SE BEM REALIZADAS, como no caso do filme O Leitor, de 2008. Mas não é o que se vê no filme dos Vigilantes.

Os atores são fraquíssimos, salvo, com aplausos, o Rorschach (interpretado pelo ator Jackie Earle Haley), que ficou na medida.

Uma graphic-novel do gabarito de Watchmem merecia uma produção mais completa. Infelizmente eu vou ter que colocar o filme no rol das más adaptações de HQs, fazendo companhia para O Fantasma (The Phantom/1996), Mulher-Gato (Catwoman/2004), O Demolidor - O Homem sem Medo (Daredevil/2003), entre outros tantos.

É... Ninguém vigiou os Vigilantes dessa vez.

Trailer - Watchmen



sábado, 17 de abril de 2010

Por que queremos um Mr. Darcy?


Mr. Darcy (Fitzwilliam Darcy) é um dos personagens do livro de Jane Austen, Orgulho & Preconceito. Esta obra já foi uma minissérie da BBC muito popular (capaz de parar as sessões do Parlamento Britânico) da década de 90 e tornou-se filme em 2005. O ator que fez o Mr. Darcy no filme de 2005 chama-se Matthew Macfadyen: inglês, 35 anos, casado, dois filhos e um enteado. Um cavalheiro tipicamente inglês, carinha de bom moço e que arrebata corações. MM é a coisa mais rica aos olhos. Lindo, lindo, lindo... Eis um homem admirável!

Então... Por que queremos um Mr. Darcy? É inegável que ao assistir Orgulho & Preconceito você, seja da classe romântica ou de outra qualquer, não fique encantada (o) com o indefectível M.D. Exemplo? Eu mesma.


Desde o momento que assisti ao filme de 2005, não consigo mais tirar da mente essa concepção de homem gentil, introspectivo, seleto, inteligente, charmoso, bonito e tímido. O filme é muito bom. E eu digo: é o meu romance. Sem nada daquilo de mamão com açúcar ou o fator animal que temos por aí. Quase sempre romances de época atraem justamente por essa qualidade de primar pelo simples e bonito.

É por isso que se quer um Mr. Darcy: todas (os), no fundo, necessitam de alguém assim por perto.

Porém...

Não quero parecer negativa (assim como muitos dos meus conhecidos dizem sobre mim), contudo esse tipo de homem eu nunca vi na vida real. E eu não tenho muitas esperanças não, a não ser que um dia eu encontre o próprio Matthew Macfadyen nas ruas de Londres.

Quem sabe você, caro leitor (a), concorde comigo no fato de que esse caráter e sentimentalismo perderam-se há tempos e andam, infelizmente, com status de caretice. Eu só posso lamentar profundamente. Deve ser por esse fato que eu ainda prefiro ver filmes que façam-me lembrar que um dia existiu esse perfil.

Mr. Darcy para Liz Benett: "Você enfeitiçou meu corpo e alma."

Uma das cenas mais bonitas do filme de 2005...


Caro leitor (a), se você gostou dessa postagem, poderá se interessar também por estas no CQ&Sherlock:

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Crítica da semana: Maria Antonieta (Marie Antoinette)/2006


Uma Maria Antonieta mais humana e longe da perversidade que a História perpetuou. Um filme luxuoso e apetitoso que mostra a face de uma sociedade e suas futilidades. No final das contas, o pecado de Antonieta foi querer viver intensamente cada momento de seu reinado.

Lá nos tempos de escola, quando o professor de História entrava na parte da Revolução Francesa e da Queda da Bastilha, Maria Antonieta era a rainha má, fútil e que acabou perdendo a cabeça, literalmente, por causa disso. Porém não é bem esse cenário que temos no filme Maria Antonieta (Marie Antoinette, EUA/França/Japão/2006) de Sofia Coppola.

O filme está mais para um conto de fadas em que a princesa torna-se rainha e essa não é tão feliz assim. Com uma sociedade regida pelas mãos de ferro dos princípios católicos, a única maneira da rainha escapar da monotonia que o reinado oferecia foi participar avidamente de festas que ela mesma promovia e das que era convidada. A atriz Kirsten Dunst dá ao personagem de Antonieta uma delicadeza e humanidade na medida certa. A película possui um figurino lindo e uma produção de arte primorosa.

É um filme para aqueles que querem ver o comportamento e as dificuldades de se ter uma coroa na cabeça. Nem sempre a vida de reis e rainhas é esplendorosa como muitos imaginam.

Trailer - Maria Antonieta

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dia de mentiras!